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O presidente Donald Trump, dos EUA, publicou um vídeo nesse domingo (19) feito por inteligência artificial em que pilota um avião militar e solta “bombas” do que parecem ser fezes sobre os manifestantes dos protestos “No Kings” (“Sem Reis”).
O vídeo, que foi publicado na rede social Truth Social, mostra Trump usando uma coroa e pilotando um avião com os dizeres “King Trump” (“Rei Trump”, em inglês) na lateral.
Foi a primeira reação de Trump aos protestos, que reuniram manifestantes de cidades dos EUA e também da Europa. Ainda no domingo, em entrevista à Fox News, Trump também disse: “Estão se referindo a mim como rei. Eu não sou um rei”.
Antes disso, o Partido Republicano já havia minimizado as manifestações como “protestos antiamericanos“.
Mobilizações em série
Esta foi a terceira mobilização em massa desde a volta de Trump à Casa Branca, e ocorreu em meio a uma paralisação do governo que não só fechou serviços federais, mas também testa o equilíbrio de poderes.
Os manifestantes lotaram a Times Square, em Nova York, e se reuniram aos milhares em parques de Boston, Atlanta e Chicago. Grandes atos também foram registrados em Washington e no centro de Los Angeles.
Houve bandas marciais, enormes faixas com o preâmbulo “We, the people” (“Nós, o povo”) da Constituição dos EUA e manifestantes com fantasias.
Organizadores dos protestos alertam que a forma com que o Executivo agressivo confronta o Congresso e os tribunais é um deslize rumo ao autoritarismo.
A paralisação do governo americano, conhecida como shutdown, ocorreu após o Congresso não conseguir aprovar um projeto orçamentário para estender o financiamento federal.
Com o governo impedido de gastar, milhares de servidores públicos foram colocados em licença, enquanto outros, que trabalham em serviços essenciais, podem ter os salários suspensos.
Em Washington, o veterano da Guerra do Iraque Shawn Howard disse à agência de notícias Associated Press que nunca tinha participado de um protesto, mas se sentiu motivado a comparecer por ver o que considera o “desrespeito à lei” da administração Trump.


