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Você vai para o banquete?

COR LITÚRGICA: VERDE

31ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira


Naquele tempo, um homem que estava à mesa disse a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” Jesus respondeu: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’. Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas’. Um outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas’. Um terceiro disse: ‘Acabo de me casar e, por isso, não posso ir’. O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: ‘Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’. O empregado disse: ‘Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar’. O patrão disse ao empregado: ‘Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia’. Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete”. (Lc 14,15-24)

Estimados leitores, irmãos e irmãs, hoje eu proponho para nossa reflexão um olhar também sobre a primeira leitura do dia (Rm 12, 5-16). Ela vai nos ajudar a expandir nossa compreensão sobre a catequese de hoje, na liturgia.

Esse trecho da carta de Paulo aos Romanos, é um verdadeiro ensinamento da compreensão e composição de uma comunidade cristã. Cada um diferente do outro, e com um papel importante a desenvolver, separados podem cair no “estrelismo”, mas unidos se tornam comunidade de fé. Impressiona a quantidade de funções que Paulo apresenta, isso já demonstra que na comunidade deve ter espaço para todos. E como a carta se apresenta em conselhos, imagino que a razão para isso seja a “formação” desses membros. Paulo está instruindo! Cada um exerça seu papel, ninguém precisa ser igual ao outro… O importante é que todos entendam o dom como dom, para o bem comum (cf. 1 Cor 12, 7), em vista da edificação da comunidade, e não como posse de algo em proveito próprio.

Eis um desafio para nossas comunidades contemporâneas: aceitar e incluir a diversidade de dons. Entender e acolher modos diferentes de evangelizar. Entendamos que, a matéria prima [O Evangelho] não muda, mas os meios e métodos sim! O medo, nos fecha o coração para novas iniciativas, e acabamos sufocando antes mesmo de tentar. Pensamos que só existe um jeito certo de servir, um modo correto de catequizar e anunciar a Boa Nova. Algumas comunidades vão se desdenhando, desfalecendo dia a pós dia, porque muitas vezes não permitimos a adesão de novas pessoas, nós não damos espaço, julgamos e condenamos, antes mesmo de conhecer. E também queremos que elas venham prontas, perfeitas… como que fóssemos…

Então vem Jesus, mais uma vez em uma cena familiar, aparentemente em alguma refeição, para Jesus a mesa, a família é sempre um ambiente oportuno para ensinar. Algo importante nesse trecho do Evangelho segundo Lucas, é que ele passa espontaneamente de um banquete humano ao banquete escatológico.

Diferente das outras ocasiões, alguém fala, mas não é uma provocação maliciosa, é uma exaltação. “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” Essa expressão trata-se da participação na comunhão com Deus, quando da “ressurreição dos justos”: a dimensão escatológica da nossa fé e da nossa experiência é mais do que evidente.

É a partir daí que Jesus começa a ensinar, usando também a imagem de uma refeição. Sintetizando, Jesus diz que Reino de Deus é uma grande festa! E um detalhe intrigante, é que o anfitrião chamou seus convidados, mas cada um que desse uma “desculpa”. Nesta parábola está delineada a história da salvação: a cada convite e a cada recusa pode-se quase pensar que correspondam outras tantas fases de uma história visitada por Deus, o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. Como dizemos por aqui “para quem não quer, toda desculpa é pouca”. Quando queremos, nos esforçamos, damos um jeitinho.

Então como a festa está pronta e seus convidados especiais não quiseram ir, o anfitrião chama a outros, pessoas fora da lista, e elas aceitam…, mas a festa é tão grande que ainda há espaço! Veja, lembre-se que Deus é abundante.

Na festa do céu, todos são convidados, há espaço de sobra. O grande banquete é a ceia da caridade divina oferecida a quem tem um coração grande, e não para quem se agarra aos bens terrenos com um amor possessivo, sufocante. Não existe vaga limitada. A questão é aceitar o convite e se preparar para a festa. Sim, nos preparamos para tantas coisas, então, porque não nos preparamos para o céu? E aqui recordo: a missa é o céu na terra! O banquete que vivemos em cada eucaristia, se nela participamos de coração aberto, apenas atentos às preocupações divinas e prontos a receber com alegria e gratidão os seus dons.

Se assim vivermos as nossas eucaristias, elas não serão um dever pesado, mas uma necessidade de amor, para pormos ao serviço dos outros as graças que recebemos, conforme a exortação de Paulo: «se um tem o dom da profecia, que seja usado em sintonia com a fé; se é o do serviço, que seja usado a servir; se um tem o de ensinar, que o use no ensino; se outro tem o de exortar, que o use na exortação; quem reparte, faça-o com generosidade;

O anfitrião te convidou e espera por sua resposta, aguarda tua presença. Não dê tantas desculpas, aceite, venha!


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São José / São José do Belmonte

O Reino de Deus é feito de pequenos gestos

COR LITÚRGICA: VERDE

30ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira


Naquele tempo, Jesus dizia: “A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. A semente cresce, torna-se uma grande árvore e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos”. Jesus disse ainda: “Com que poderei ainda comparar o Reino de Deus? Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”. (Lc 13,18-21)

O Reino de Deus é feito de pequenos gestos

Irmãos, essa já é uma parábola bem conhecida. Recordar que o tema programático do anúncio de Jesus é justamente esse: a chegada do Reino de Deus. Então, Jesus estava ensinando aos seus discípulos justamente sobre o Reino.

Diferenciar…
Eles estavam acostumados com outros tipos de Reino, o que sentiam na pele era um reino opressor, violento, que sugava a vida. A diferença do que Jesus trazia em suas palavras e ações, era provocadora: saciava multidões, pregava o perdão e o amor, curava os leprosos, tocava os impuros. Eram muitos os sinais.

As duas comparações
O mestre coloca duas comparações ao Reino, a primeira é a semente de mostarda, muito pequena, mas que quando cresce fica um arbusto onde até aves fazem ninhos. A segunda é o fermento, que visivelmente é um pó, e que sozinho nada consegue, mas ao misturá-lo a massa e esperando o tempo certo, ele faz crescer.

Ambas as comparações remetem ao crescimento e a um tempo que demanda esse crescimento. Jesus está dizendo que o Reino leva tempo até aparecer completamente, e que sua presença é feita de pequenos gestos, inclusive de gestos que podem ser entendidos como “desprezáveis” ou “insignificantes”. Assim como para se fazer o pão se leva tempo e exige dedicação e trabalho, o Reino também… o problema é que estamos acostumados a grandes manifestações de poder dos reinos, impérios e governos, é a força, a simetria, a quantidade e até rapidez… Jesus vai por outro lado. Talvez estejamos olhando para o Reino errado. Cabe a cada um de nós fazer essa reflexão: que Reino estou buscando?

Sobre vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São José / São José do Belmonte

Você está se preparando?

COR LITÚRGICA: VERDE

29ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade, eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar! (Lc 12,35-38)

Você está se preparando?

Irmãos e irmãs, no Evangelho de hoje, Jesus chama a atenção dos seus discípulos com um conselho: “estejam preparados”!

Preparados para o quê?
O mestre coloca duas situações, a primeira é como os discípulos/funcionários devem estar, ou seja, em prontidão de serviço: “cingidos e lâmpadas nas mãos”. A segunda atitude é que devem estar em “espera”, certos da chegada do mestre, e como é um contexto de festa de casamento, entende-se que é uma espera alegre.

Então podemos refletir o seguinte, aqueles que seguem Jesus devem se preparar diariamente para seu encontro, colocando-se a serviço com alegria. Estando pronto para quando o Senhor chegar.

A segunda etapa do Evangelho de hoje é a chegada do mestre, tomando a atitude de servir os seus servos. Nós aprendemos do nosso mestre, a servir a humanidade.

Servir em qualquer tempo!
Quando Ele chegará? Bem, parece que para o Mestre isso não é importante, Ele não dá data ou hora certa… “se é a meia-noite ou as três da madrugada…” na verdade essa colocação de horário é bem inconveniente, normalmente esse é o horário do descanso, do repouso. Ele não diz isso atoa! Não podemos servir ao Senhor apenas em nossos templos, com nossa liturgia, devemos servi-lo em todo tempo, em qualquer lugar. Não podemos esperar chegar o domingo para lembrarmos Dele, para procurá-lo… o domingo, na Igreja, em nossa liturgia, nós celebramos comunitariamente e reabastecemos nossa fé com a partilha da Palavra e da Eucaristia, mas é no dia a dia que vamos exercitando aquilo que aprendemos e recebemos. Devemos esperar pelo mestre todos os dias!

Portanto, deixo aqui dois pontos para reflexão pessoal durante o dia:
1. Temos esperado o Senhor, servindo com alegria?
2. Nossa espera tem sido renovada diariamente, ou só me lembro do Senhor aos domingos, ou nas necessidades?

Sobre vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São José / São José do Belmonte

Insensatos!

COR LITÚRGICA: VERMELHO

Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir – Memória | Terça-feira


Naquele tempo, enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se à mesa. O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição. O Senhor disse ao fariseu: “Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? Antes, dai esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós”. (Lc 11,37-41)

Insensatos!

Meus irmãos e irmãs, hoje celebramos a memória de um santo muito importante na história da Igreja, Inácio de Antioquia. Vivendo no século II – na era cristã, foi bispo na sede de Aquiotia – a metrópole da Síria. Vale muito apena verificar a vida deste homem de Deus, e ler seus escritos, tenha curiosidade e se encante.

No dia de hoje, somos presenteados com o Evangelho segundo Lucas. Jesus aparece em algum lugar conversando, anunciando o Reino, quando é convidado por um fariseu a jantar em sua casa. Com certeza aquele homem estava intrigado com a sabedoria de Jesus e quer ouvi-lo mais atentamente, quer conhecê-lo.

Há admiração…

Tudo poderia ter ido bem, senão fosse a rigidez com os costumes de pureza, encrustado na lei. Aquele homem perde a oportunidade de se aproximar e permanecer junto a Jesus, por conta do seu rigorismo. Eu até arrisco dizer que Jesus tomou essa atitude em ‘não lavar as mãos ‘ para provocá-lo em sua consciência, Jesus quer ver o que existe em seu coração. E desconstruir nossos esquemas mentais, é um exercício que exige uma atitude impactante. Então o mestre, lhe impacta! Como nos ensina em outra passagem que: “não é o que entra em seu corpo que lhe torna impuro, mas sim o que lhe sai do coração “(Mt 15,11).

“Vós fariseus”…

Jesus não só impacta, Ele revela aquilo que todos sabem, mas tem medo em dizer: “Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades.” Esconder-se por trás de ritos, devoções e costumes, para fugir da verdadeira purificação que deve iniciar em nosso coração, pelas renúncias que devemos fazer e atingirmos o ponto do desejar converter-se diariamente. Devemos ter muito cuidado, para não sermos os fariseus de hoje, que presos a esquemas rituais, reduzem a Graça de Deus as nossas práticas devocionais, gestos, expressões…, mas quem em nós não geram aquilo que deveriam gerar: mudança! Porque pensamos que basta isto, basta cumprir preceitos. E não é assim!

Então vamos tentar unir uma coisa à outra, e fazer de nossa vida um permanente encontro com Jesus.


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São José / São José do Belmonte

Sentou aos pés do Senhor e escutava sua palavra

COR LITÚRGICA: VERDE

27ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira


Naquele tempo, Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra. Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!” O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”. (Lc 10,38-42)

“Sentou aos pés do Senhor e escutava sua palavra”. 

Meus irmãos e irmãs, a liturgia deste dia nos aponta uma centralidade na atitude de ouvir a Palavra. Tanto na passagem de Jonas, quanto no Evangelho segundo Lucas, a mensagem nos leva/conduz para o acolhimento das advertências do Senhor. Na primeira leitura, Jonas é chamado e impelido a levar a mensagem com toda disposição, algo que seria feito em quarenta dias, mas que foi realizado em apenas três. Perceba quanta dedicação é colocado nessa MISSÃO. Com êxito Jonas consegue levar a mensagem de CONVERSÃO, e o povo de Nínive alcança a MISERICÓRDIA, porque dão atenção, ESCUTAM.

Em Lucas, a cena é doméstica e amistosa, uma visita, podemos dizer que é a missão doméstica, da família… duas atitudes, mas não vamos condenar a primeira, de forma clara Marta não está fazendo algo errado, ela estava servindo ao Mestre. Mas, naquele momento, não deveria ser a sua prioridade, dar atenção às visitas sim… Maria, pelo contrário, larga tudo que possivelmente estava fazendo para dar atenção a PALAVRA, e aqui não me refiro apenas ao que o Senhor lhe falava, mas a Ele próprio: a palavra encarnada.

Dar atenção a pessoa de Jesus em nossa vida, tê-lo como prioridade. Talvez foi exatamente isso que fez o povo de Nínive se converter, mudar suas prioridades, escutar suas palavras e mudar suas atitudes.

Em nosso dia-a-dia podemos cometer esse mesmo erro, mudando nossas prioridades, ou até mesmo afastar-nos do seu apelo. A pergunta é: o quanto estamos dando atenção a sua presença? Seja ela na Palavra, seja ela no irmão, na Eucaristia… por fim, é oportuno nos provocarmos neste mês temático da Missão, se temos também levado a sério nosso compromisso em sermos anunciadores, portadores da Palavra, impregnados por ela. Talvez nem precisemos de quarenta dias, ou três dias percorridos, mas do testemunho diário, de pequenos sinais na família.

Sobre vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São José / São José do Belmonte

Jesus convida e não obriga!

COR LITÚRGICA: VERMELHO

Santos André de Soveral, Ambrósio Francisco e companheiros, mártires – Memória


Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, a fim de preparar hospedagem para Jesus. Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém. Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?” Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. E partiram para outro povoado. (Lc 9,51-56)

“Não o receberam…”

Queridos leitores, irmãos e irmãs, em Lucas 9,51-56, lemos algumas cenas dos momentos finais na vida pública de Jesus.

Jesus está diante de uma grande decisão. Ir a Jerusalém é enfrentar as autoridades políticas e religiosas, que discordavam das palavras e atitudes do mestre, porque suas conveniências estavam ameaçadas com a sua atuação.

“Eles puseram-se a caminho”

Mesmo com tais dificuldades e as circunstâncias eminentemente perigosas, Jesus prossegue! Não se abate pelo medo, não recua pelas ameaças, mas confiante no projeto do Pai Ele continua.

“Os samaritanos não o receberam…”
Existe nesta atitude dois fatores, o primeiro cultural-religioso, judeus e samaritanos adoravam o mesmo Deus, mas em cultos diferentes. A intolerância religiosa os fazia inimigos. O segundo fator que pode ser visto é uma “precaução”, Jesus batia de frente com as autoridades, acolhê-lo poderia ser entendido como uma associação. Rejeitar sua presença é se esquivar de tal responsabilidade comprometedora.

E é isso que significa ser cristão, é se comprometer com a vida de Cristo, com suas causas, com a vida em todas as suas circunstâncias. Muitos de nós ainda resistem em acolher Jesus, para evitar esse comprometimento.

“Jesus repreende…”
A saída dos discípulos não é surpreendente, a violência simbolizada no fogo, demonstra o quanto eles ainda necessitavam entender sobre o “poder”, eles estavam superconfiantes para fazer tal oração…, porém não é por aí, Jesus repreende, por que sua missão não vem pela imposição, mas pela adesão livre e consciente.

Jesus não obriga ninguém a segui-Lo, e vejam que nem mesmo a acolhê-Lo. Não é a força das palavras, ou a força da virilidade, a violência ou o proselitismo que fará o Evangelho frutificar, mas é o testemunho. O testemunho de quem: 1-toma uma decisão, 2- confia no Senhor, 3- não desiste apesar das dificuldades. Então por mais que não nos acolham, ou melhor, por mais que não acolham a Ele, não é a força ou o orgulho, ou a prepotência que os convencerá, mas é a humanidade. Não desistamos apesar das rejeições, sigamos até a nossa Jerusalém.

Sobre vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São José / São José do Belmonte

Aqueles que fazem a vontade de Deus

COR LITÚRGICA: VERDE

25ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira


Naquele tempo, a mãe e os irmãos de Jesus aproximaram-se, mas não podiam chegar perto dele, por causa da multidão. Então anunciaram a Jesus: “Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e querem te ver”. Jesus respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus, e a põem em prática”. (Lc 8,19-21)

Meus irmãos e irmãs, hoje celebramos a memória de São Cosme e Damião. Somos convidados a olhar o testemunho destes dois irmãos, que no início do cristianismo foram luzeiros importantes no testemunho da fé.

Na liturgia de hoje, somos iluminados pelas palavras do Evangelho de Lucas 8,19-21. Primeiro gostaria de ressaltar que Jesus, o verbo encarnado, está dentro de uma família, e logicamente que como toda família, eles se preocupam e vão em busca dele, eles se importam. É natural que isso tenha ocorrido, principalmente para eles que não tinham conhecimento pleno da revelação.

A nova família de Jesus…

Jesus nessa passagem não anula sua primeira família, como alguns que de forma imatura e distorcida gostam de colocar. Jesus amplia sua família. Para nós, é motivo de muita alegria, pois nós mesmo somos acrescentados, ao modo que fazemos a vontade do Pai, esse é o critério.

A vontade do Pai…

Aquele que ouve o Pai diz, ou aquele que age conforme a vontade do Pai, é o critério para fazer parte da família de Jesus Cristo. Deixar de fazer sua própria vontade, é esse o primeiro passo… depois, descobrir e elencar as vontades primordiais do Pai, ou a raiz original dele, que é: a plenitude da vida!

Fazemos a vontade de Deus?

Eis a grande questão… as vezes nos afastamos de modo tão ríspido, outros de modo sutil, contudo, o sinal que mostra isso é a geração de morte e dor. Qualquer coisa que gere isso não é da vontade de Deus, e por consequência, não faz parte da família do Senhor.

Sobre vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São José / São José do Belmonte

Jovem, eu te ordeno, levanta-te!

COR LITÚRGICA: VERDE

24ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira


Naquele tempo, Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão. Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chores!” Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”. E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira e por toda a redondeza. (Lc 7,11-17)

Jovem, eu te ordeno, levanta-te!

Meus irmãos e irmãs, o Evangelho de hoje nos apresenta uma cena que inicia envolvida de tristeza: um velório. Mas aquele momento não é simplesmente triste pelo sinal visível do caixão mortuário, pois a partir daquele fato também morria a dignidade da mãe, enquanto mulher e ainda por cima viúva, depois de sepultar seu único filho, aquela mulher se tornaria um “absoluto nada”, pelas leis ela não tinha mais nenhuma garantia, estava sozinha.

“O reviver”

Para alguns o maior privilegiado foi o jovem defunto, que tornou a respirar, mas na verdade, a maior privilegiada foi a mulher. Ela ganhou de volta a vida do filho, mas também sua vida enquanto mãe e mulher. Ela recuperou sua dignidade. É isso que o poder de Deus faz por quem é tocado por Ele: a Transformação se estende a todos que estão perto! O milagre não é um ato egoísta que só beneficia a um, mas Ele reverbera a todos que direto ou indireto estão ligados.

A notícia se espalhou

Aos que vislumbraram o fato inédito e curioso, causando inclusive medo, fica o papel de se espalhar…, mas será que espalharam tudo mesmo que Jesus fez? Será que entenderam de fato o que aconteceu ali? Essa questão também nos cabe hoje… podemos está olhando para o lugar errado, e entendo pouco do muito que Ele nos faz. Jesus restaurou a vida não apenas de um homem, mas de uma família, e com certeza também de quem estava próximo.

A ordem ao jovem…
Aquela ordem dada ao jovem defunto, levanta-te… ela cai muito bem hoje, a nós que somos jovens. E também podemos dizer a outros! Levantemo-nos de nosso lugar de “morte”, de tristeza, de solidão, vamos! Há muito o que ser feito e muito que ser vivido junto a Jesus.

Sobre vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São José / São José do Belmonte

Que Palavra é essa?

COR LITÚRGICA: VERDE

22ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira


Naquele tempo, Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e aí ensinava-os aos sábados. As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. Na sinagoga, havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!” Jesus o ameaçou, dizendo: “Cala-te, e sai dele!” Então o demônio lançou o homem no chão, saiu dele, e não lhe fez mal nenhum. O espanto se apossou de todos e eles comentavam entre si: “Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem”. E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza. (Lc 4,31-37)

Que Palavra é essa?

Caros leitores, irmãos e irmãs… chegamos ao mês temático onde destacamos a Sagrada Escritura, a Bíblia! Celebramos em setembro, por conta do dia do grande santo, teólogo, tradutor e exegeta São Jerônimo, que traduziu todos os cânones sagrados do hebraico e grego para o latim.

Durante estes dias nós seremos sabiamente conduzidos por leituras que nos mostram a importância e a presença da Palavra de Deus, na vida e na história da Salvação. Ontem, por exemplo, Jesus como um homem da Palavra vai à Sinagoga, proclama e reflete a Escritura de Isaías. Hoje Ele vai a Cafarnaum e com autoridade explica as Escrituras.

A sua autoridade lhe dá legitimidade para expulsar os demônios. A Palavra de Jesus tem força! Sua força está na permanência e obediência ao projeto de amor do Pai.

Jesus tem autoridade e não autoritarismo! Creio que falta um pouco de compreensão e discernimento dessa questão, a nós que muitas vezes pregamos. Sua autoridade não vinha da força, do moralismo ou dos recursos da oratória, mas vinha do testemunho e da fidelidade.

Sua palavra expulsava demônios, e a nossa palavra? Expulsa ou atrai? Aliás, temos usado as nossas palavras ou a “Palavra” de Jesus”?

Que Palavra é essa? É a Palavra de Deus que liberta, que acolhe, que cura, que corrige e gera vida. Que Palavra temos ouvido? Que Palavra temos testemunhado?

A fama se espalhava… cuidado! É a fama de Jesus que deve se espalhar, e não a nossa. A Palavra é Dele! Cuidado com quem usa a Palavra de Deus como palco para crescer e torna-se famoso, ou até mesmo se popularizar como o “dono(a) da Palavra”.

O espanto se apossa de todos… é verdade, muitas vezes a Palavra é dura e nos espanta, mas é esta Palavra que nos faz reconhecer também: “Tu és o santo de Deus”.

Sobre vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São José / São José do Belmonte

Perder a cabeça pelo quê?

COR LITÚRGICA: VERMELHO

Martírio de São João Batista – Memória | Terça-feira


Naquele tempo, Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu te darei”. E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram. (Mc 6,17-29)

Meus amados leitores, irmãos e irmãs. Hoje temos a memória obrigatória do martírio de São João Batista, o precursor. Lemos a narrativa de seu martírio com uma execução cheia de aspectos morais, políticos e religiosos.

Aspectos morais, pois, existe uma união claramente ilegítima, enriquecida por luxúria. Aspectos políticos porque os envolvidos são os chefes do povo, e suas uniões trazem acordos políticos e familiares, e pesam sob o povo com custos econômicos. Aspectos religiosos porque o rei em questão se dizia Judeu, mas não seguia a lei, e o profeta João fala em nome de Deus.

Nem todo mundo que admira, é seu amigo

João ao mesmo tempo que despertava interesse, ou curiosidade das autoridades políticas, também despertava ódio. Eles ouviam, se admiravam, até se emocionavam, pois sabiam que ele estava certo em suas palavras, entretanto meus irmãos, não basta saber ou admirar… para que aquelas palavras fizessem efeito, era necessário aceitá-las e assumi-las concretamente na vida. Mas sabemos que isso não ocorreria, já que demanda renúncias.

Hoje também não é tão diferente! Ora, quantos de nós temos acesso a “verdade”, ao “conhecimento”… nos admiramos e nos enchemos de emoção com pregações, homilias, reflexões…até choramos…, mas na primeira oportunidade que temos “cortamos o outro” e nos rodeamos de desculpas. Dizemos admirar, porém além de não seguirmos, na primeira chance desmerecemos covardemente.

Consequências da verdade
A consequência para quem profetiza, quem ensina, quem se posiciona, quem denuncia, quem prega não é diferente da de João. Sempre está com o pescoço comprometido. Mas triste mesmo é de quem pede o pescoço alheio, por raiva ou por se incomodar com o testemunho. Como se pede o pescoço? Quando levianamente atingimos a honra, ou maldosamente espalhamos mentiras e meias-conversas, mal-entendidos… comprometemos a vida do outro.

A promessa maldita de Herodes e sua falsa honra, e o orgulho vaidoso de Herodíades.
Às vezes nos perdemos por confiar na pessoa errada, e na promessa errada. Nos comprometemos com uma agenda de promessas terríveis, que nos levam a morte. Herodes finge ter honra, finge estar preocupado com sua palavra, mas está simplesmente agindo por vaidade. Quando nossa palavra for mais importante que a vida, estamos sendo como Herodes. A vaidade de sua amante e seu orgulho em não aceitar a denúncia de João, lhe faz matar um homem, porém não muda sua realidade, pois o fato não muda, ela continua junta ao irmão do seu legítimo marido. Também podemos fazer isso, só para mostrar “quem é que manda”, ou quem tem a última palavra.

Juramentos e arrependimentos
Falamos sobre o que não sabemos, prometemos o que não podemos cumprir, comprometemos aquilo que não temos… depois resta-nos o amargor do arrependimento, de coisas que dificilmente tem retorno. Pensemos neste dia sobre quais causas temos nos comprometido, por quais causas temos dado nossa vida. Temos arriscado nosso pescoço pelo quê, ou por quem?

Sobre vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São José / São José do Belmonte

“Eis aqui a Serva do Senhor”

COR LITÚRGICA: BRANCO

Nossa Senhora Rainha – Memória | Terça-feira


Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível”. Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. (Lc 1,26-38)

Meus irmãos e irmãs, hoje celebramos a memória obrigatória de Nossa Senhora Rainha. Mas, Rainha de onde? Rainha de quem? E Rainha por quê? Maria é Rainha do Serviço, serviço que começa na terra, no caminho, no convívio e se entende até a glória do Céu, pois de lá continua servindo com seus louvores a Deus, e nós servindo com seus inúmeros favores. Ela é Rainha dos Servos, daqueles e daquelas que se colocam como servos do Reino do seu Filho Jesus, Nosso Senhor. Ela é Rainha porque, Deus a fez assim! Viu nela sua humildade grandiosa, e por isso sua coroa é o Serviço e a obediência. Servir a todos e obedecer apenas a Deus.

Deveríamos aprender com Maria, nossa Rainha da humildade, do serviço e da obediência. Mesmo muitas vezes repetindo suas palavras “como acontecerá isso?”, disse ela ao anjo, e dizemos também nós, tantas vezes. Contudo, ela confiou! Não deveríamos também nós, confiarmos em Deus? Não tenha medo! O anjo lhe respondeu. Hoje é nossa vez de ouvir: -“Não tenham medo!” Medo de servir, medo de realizar, medo de seguir… pois quem serve a Deus não é decepcionado! Seja Maria Rainha de nosso coração, e com ela vamos ouvir a Palavra do Senhor, realizá-la com nosso serviço.

Sobre vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São José / São José do Belmonte

Esse é o maior no Reino dos Céus

COR LITÚRGICA: VERDE

19ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira


Naquele tempo, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Quem se faz pequeno como esta criança, este é o maior no Reino dos Céus. E quem recebe em meu nome uma criança como esta é a mim que recebe. Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas, e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas, para procurar aquela que se perdeu? Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela, do que com as noventa e nove que não se perderam. Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”. (Mt 18,1-5.10.12-14)

“Esse é o maior no Reino dos Céus…”

Meus queridos irmãos e irmãs, na liturgia da palavra desta terça-feira, encontramos um questionamento dos discípulos bem provocativo. É pertinente a preocupação dos discípulos em querer saber quem é o maior do Reino dos Céus, por mais que sua pergunta não seja tão alinhada com o próprio reino em questão. Entretanto, existe um interesse na parte deles, que hoje já não encontramos na maioria dos cristãos. Quem você vê se perguntando sobre esse Reino dos Céus, ou Reino de Deus? Ou como fazer para fazer parte… como já disse anteriormente, a ideia que os discípulos ainda tinham era equivocada, o que eles tinham em mente talvez fosse mais parecido com os reinados e impérios de seus dias, um poder meramente temporal.

Contudo, também corremos o grave erro em limitar o Reino de Deus a estrutura humana, as nossas práticas, mas, devemos saber que ele inicia aqui entre nós e tornar-se pleno e definitivo na parusia, não podemos ficar apenas contando com o imanente. Como nos diz o ditado: “nem tanto ao mar, nem tanto a terra”. O reino já está em nosso meio, por meio da nossa presença, por meio da caridade, por meio dos sacramentos, mas todos estes nos conduzem dia a pós dia a plenitude que ainda se realizará definitivamente. Será que ainda desejamos o céu? A eternidade com nosso Pai Criador? Ainda desejamos participar do seu reino celeste?

“Ser como uma criança”

Essa aproximação que Jesus faz, como condição para participar do reino e nele ser considerado grande, é um recurso usado que naquele período deve ter de fato impactado, já que a criança estava na classe social daqueles que nada valiam. Talvez, uma das possíveis razões para se usar a criança como “parâmetro de grandeza”, seja o simples fato delas serem sempre “necessitadas de atenção e cuidado”, muito mais naquilo que é básico e essencial, sua felicidade se expressa em coisas simples como a presença afetuosa de seus pais. Quando ficamos de idade adulta, criamos e herdamos, aprendemos e somos quase que obrigados a ter outras necessidades que se tornam prioridades e na verdade são frutos do supérfulo. Quais tem sido nossas necessidades diante de Deus?

“Quem recebe a uma dessas pequeninas, a mim recebe”

O que uma criancinha tem a oferecer? Pois é, as vezes somos pretensioso uns para com os outros, agradamos justamente aqueles que podem nos trazer ou oferecer algo. Receber a Cristo como uma criança, com a única pretensão: amá-lo e ser amado. Amá-lo naqueles que nada tem a nos oferecer.

“Deus não quer que se perca nenhum desses pequeninos”

Jesus se refere de maneira dupla. Nem quer que se percam as criancinhas, parâmetro de grandeza no Reino, e também aos demais pequeninos que se fazem como criancinhas, tendo sua maior necessidade o amor. Deus nos ama como suas criancinhas, Ele cuida se nós como pequeninos que estão aprendendo a caminhar e que as vezes se perdem, mas que Ele se alegra quando nos reencontra. Cuidemos para não perdermos a nossa criança interior, que busca o amor de Deus com toda confiança e amor, que se joga em seus braços e espera, mesmo sem nada entender… e por mais que erre e se machuque, corre para os braços do Pai chorando para Ele cuidar. Essa é uma bela imagem que devemos sempre ter em nosso coração.

Sobre vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São José / São José do Belmonte

As aparências não só enganam, as aparências também revelam

COR LITÚRGICA: BRANCO

São Domingos, presbítero – Memória | Terça-feira


Alguns fariseus e mestres da lei, vindos de Jerusalém, foram ter com Jesus e perguntaram: “Por que os teus discípulos transgridem a tradição dos líderes religiosos? Pois não lavam as mãos antes de comer!” Jesus chamou para junto de si a multidão e disse: “Ouçam e entendam. O que entra pela boca não torna o homem impuro; mas o que sai da sua boca, isto o torna impuro”. Então os discípulos aproximaram-se dele e perguntaram: “Sabes que os fariseus ficaram ofendidos quando ouviram isso?” Ele respondeu: “Toda a planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada pelas raízes. Deixem-nos; eles são guias cegos. Se um cego conduzir outro cego, ambos cairão num buraco”. (Mateus 15, 1-2.10-14)

Caríssimos irmãos, hoje a liturgia da Palavra nos coloca diante de duas histórias bem interessantes, uma com Moisés e outra com Jesus. A primeira delas é retirada do livro dos Números 12, 1-13. Nesta perícope, lemos a cena de quando os irmãos de Moisés contestaram e murmuraram contra ele e contra o Senhor, por conta do seu casamento com uma Etíope: “Acaso o Senhor falou só através de Moisés? Não falou, também, por meio de nós?”.

Deus está no meio deles como amigo e protetor de Moisés. Entre os grandes homens há tropeços, mexericos e ciúmes, ninguém está livre. Aarão e Maria mostram-se incapazes de julgar Moisés na sua grandeza de eleito de Deus, pelo simples fato de se ter casado com uma etíope, um sinal também de julgamento pela nacionalidade da mulher. Parece que eles esqueceram que há poucos dias eram escravos no Egito, e que ainda são um povo sem terra. Seu orgulho e arrogância falam mais alto. Mas Deus defende Moisés! Com um juízo tão severo quanto sincero, Deus fala de Moisés, seu amigo e confidente, na tenda da reunião: “Falo com ele frente a frente, à vista e não por enigmas; ele contempla a imagem do Senhor!”.

Como é bonita essa relação de Moisés com o Senhor, e ainda, a escritura testemunha que ele era o mais humilde na terra, talvez, por isso que ele ganhou atenção de Deus… Ele tem predileção por corações humildes, e essa será a nossa chave de ligação com o Evangelho de hoje Mt 15, 1-2.10-14. Coloquemos no lugar dos irmãos de Moisés, aqueles que, justamente, se intitularam como “herdeiros da lei”, que detinham o poder de interpretar e aplicar a lei, que por Moisés foi deixada. Os fariseus e mestres da lei reclamavam ser os oficiais representantes da vontade de Deus, mas seus corações tão cheios de normas, preceitos e arrogâncias, impediam que vissem para onde a lei apontava de verdade: para dentro de cada pessoa.

Jesus com sua sutileza ensina aqueles homens que a verdadeira impureza não está no mundo exterior, mas que vem de dentro do coração. Nós podemos também algumas vezes nos confundir com nossas práticas exteriores, sejam elas devocionais ou até mesmo caritativas, e termos a falsa ilusão de estarmos, por conta disso, mais puros e corretos que outros, contudo, deveríamos também nos perguntarmos por quais motivos fazemos e se tais práticas melhoram a nossa vida e, principalmente, a vida de outros, pois como Jesus disse: “é o que saí de nossa boca que nos torna impuros”.

O que tem saído de nós?

O que tem saído de nós? Do que temos nos nutrido espiritualmente? Sim! Isso também importa, só podemos dar aquilo que temos, e temos aquilo que buscamos… As nossas aparências (aquilo que demonstramos), sejam elas sinceras ou forçadas, verdadeiras ou falsas, não só podem nos enganar, mas, principalmente, podem nos revelar. Revelar que precisamos equilibrar melhor o nosso interior e nosso exterior, revelar que precisamos nos desfazer de certas aparências para assumir quem de fato somos, para buscarmos aquilo que deveríamos ser, para aquilo que Deus nos criou.

Sobre vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São José / São José do Belmonte

Nosso coração é a nova tenda do encontro

COR LITÚRGICA: BRANCO

Santo Afonso Maria de Ligório – Memória | Terça-feira


Naquele tempo, Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” Jesus respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifadores são os anjos. Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: O Filho do Homem enviará os seus anjos e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; e depois os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”. (Mt 13,36-43)

Para nossa reflexão no dia de hoje, iremos usar também a primeira leitura proposta para este dia, que está em Êxodo 33, 7-11. Nessa passagem é descrito um dos momentos mais interessantes do antigo testamento, que eram os momentos de encontro entre Moisés e o Senhor, na chamada “tenda de reunião”.

Ao lermos esta perícope percebemos alguns detalhes interessantes, vamos elencar alguns como exemplo: a tenda está erguida fora do acampamento; o povo acompanhava com os olhares; o Senhor falava com Moisés, assim como um homem fala com seu amigo. Pois bem, o fato da tenda está erguido fora do acampamento deve-se a traição daquele povo ao Senhor, eles continuavam com o seu coração duro “cerviz dura”, com práticas idólatras que demonstravam a falta de confiança em Deus.

É justamente por essa razão que Moisés vai até a tenda, para suplicar por este povo teimoso, que troca o amor do seu Senhor que os tirou do cativeiro, por falsos deuses que pedem sacrifícios e ouro em troca de favores. A atitude das pessoas, em sair de suas tendas e olhar para o caminhar de Moisés que vai ao encontro do Senhor, revela um distanciamento que vai além da estrutura espacial, ela começa no coração.

Sem dúvida, eles sabiam que estavam errados, que estavam traindo ao seu Senhor, porém ao mesmo tempo não davam um passo em direção a “tenda da reunião”, a vergonha do seu pecado os afastavam e impediam de realizarem um encontro, impediam a aproximação, mas assim como não basta saber das coisas divinas, também não basta olhar, não basta está presente, é necessária uma relação profunda e sincera. A cena de Moisés falando com o Senhor, como um homem fala com seu amigo, muito mais do que ao questionamento se ele olhava ou não para sua face, é a expressão de sua intimidade com o Senhor, de sua relação. Quão profundo é a frase “assim como se fala a um amigo”.

Para fazermos uma ligação ao Evangelho de hoje, faremos uso apenas do primeiro versículo e do trecho final Mt 13, 36.39. Percebemos um movimento que nos faz recordar a primeira leitura, Jesus deixa a multidão (Moisés deixa o acampamento) e Jesus foi para a casa (Moisés entra na tenda). Jesus é o novo, perfeito e definitivo mediador entre o Pai e a humanidade, por isso seus discípulos aproximam-se dele e lhe pede para explicar a parábola, muito semelhante ao que Moisés fazia, pois era ele que trazia a mensagem do Divino para o acampamento, mas agora com Jesus, é o próprio Deus que revela sua mensagem, sem interlocutores.

O que necessitamos apenas é sermos aquilo que os discípulos de Jesus e Moisés conseguiram ser: amigos. Agora a tenda da reunião é sobretudo o nosso coração! Apesar de nossa cabeça dura, apesar de nossas idolatrias aos deuses modernos como o consumismo, as vaidades, o midiático, o dinheiro, que nos prometem as mesmas coisas que prometera aos passados: sucesso, prestígio, prazeres incontáveis, fama, poder… Talvez aquele povo com Moisés até tenha ouvidos as prescrições, até tenha ouvido, mas não guardou, e muitos deles foram como o joio: vazios, sem fruto.

É bem provável também que caímos nesta cilada e alguns momentos deixemos de acolher as sementes do Filho de Deus, para nos enganarmos com as sementes lançadas pelo inimigo, nos distanciando do Senhor, fazendo-nos desacreditar do seu Reino, dando ouvidos e espalhando mentiras, calúnias, ódio e violência, sinais visíveis de quem está muito longe do Senhor.

Sobre vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São José / São José do Belmonte

Aproximem-se de Deus e Ele se aproximará de vocês

Naquele tempo, a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é que dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”. (Mt 20,20-28)

Caros leitores, a sabedoria da liturgia neste dia nos apresenta o testemunho do martírio e do apostolado de São Tiago, chamado maior, “O primeiro a beber do cálice do Senhor” (antífona de comunhão), um amigo do Senhor. É instigante meditarmos quantas referências nos evangelistas encontramos ligando Tiago ao Mestre, aliás, dentre os doze parece-nos que alguns se destacam nessa relação de intimidade, de confiança e afinidade.

Juntamente com Pedro, André e João, Tiago cultiva uma relação mais próxima a Jesus, uma relação de amizade profunda. Muitas vezes Jesus os tomava à parte e lhes dava uma confiança diferenciada. Para a ressurreição da filha de Jairo por exemplo, São Marcos diz: “Jesus não permitiu a nenhum dos seus discípulos que o seguisse, exceto Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago”. São Lucas diz: “Não permitiu a ninguém entrar na casa com os pais, exceto Pedro, Tiago e João” (8, 51). Para a transfiguração, São Mateus (17, 2) e São Marcos (9, 1) dizem-nos: Jesus tomou à parte Pedro, Tiago e João, sozinhos consigo, e levou-os à montanha para rezar. O privilégio é ainda acentuado pelos seus “segredos”, é o que lemos nas escrituras. Interrogavam-no em segredo, diz São Mateus (24, 4) à parte, separadamente, diz São Marcos (13, 3); Na Ceia, Pedro, João e Tiago estavam sentados junto de Jesus.

O que isso nos ajuda na caminhada de cristãos? Ora, será que estamos alimentando nossa amizade, nossa intimidade com o Divino Mestre? Até onde somos íntimos do Senhor? Até onde Ele tem a autoridade em nossa vida em adentrar em nossos segredos, e nos chamar a parte nos levando para dentro de nós mesmos, a recantos que só nós conhecemos! Para o Getsémani, São Mateus (26, 36) e São Marcos (14, 33) dizem-nos: “Jesus deixou os seus discípulos à entrada do jardim, mas tomou consigo Pedro, Tiago e João”. O jardim do antigo testamento é o ambiente que simboliza a intimidade, pois, geralmente, ele fica no interior da casa, tem acesso quem é convidado, portanto, nos perguntemos: quantas vezes estou levando Jesus ao jardim de minha existência, ao interior de minha vida? Ele tem acesso?

No texto do Evangelho para esta Festa do Apóstolo São Tiago (Mateus 20, 20-28), nós lemos aquela cena um tanto quanto cômica, de uma mãe, que assim como todas as mães de boa-fé, buscam sempre o melhor para seus filhos, e em algumas vezes fazem qualquer coisa para isso, mesmo que por algumas vezes passe dos limites do bom senso.

A verdade é que naquele momento do discipulado, as pessoas que seguiam a Jesus ainda não tinham total consciência de quem de fato Ele é, ou, qual seria de fato sua tarefa. Eles passaram toda sua vida aguardando a restauração, a sucessão do trono de Davi, e até mesmo a submissão dos outros povos ao julgo de Israel, não é difícil compreender a fala daquela mãe, ela é fruto do seu tempo, exemplo dos medos, das ânsias, e sonhos do seu povo.

Jesus, caqueticamente corrige aquela simples mulher, apresentando duas questões fundamentais de sua missão: a consequência da obediência total ao projeto do Pai, representada no cálice que iriam beber “Podeis beber o cálice que Eu estou para beber?” (v.22); e a autoridade do Filho de Deus legitimada no Serviço “o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir” (v.26-27).

O que esta liturgia nos ensina hoje, é que não existe seguimento a Cristo para vangloriar-se, para ser o centro, para ser “insubstituível”, esse tipo de mentalidade e comportamento devemos deixar fora, devemos abandonar, não faz parte do Reino de Deus. A obediência ao Pai nos faz ter atitudes semelhantes as de Jesus, fundamentadas no serviço, um serviço ao outro, principalmente, aqueles que não podem nos oferecer nada em troca.

Portanto, olhemos para essa testemunha fiel de Cristo, e ouçamos o desabafo de São Paulo na primeira leitura, que diz: “trazemos este tesouro em vasos de barro, para que se veja que este extraordinário poder é de Deus e não é nosso” ( II Cor 4,7), e nos esforcemos para que a nossa vida possa de fato transparecer nossa amizade com Jesus, e que essa intima relação nos leve a obedecer a missão por ele deixada: amar e servir. Pois, este é o nosso trono, este é o nosso tesouro.

Sobre vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São José / São José do Belmonte