Search

Jesus convida e não obriga!

COR LITÚRGICA: VERMELHO

Santos André de Soveral, Ambrósio Francisco e companheiros, mártires – Memória


Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, a fim de preparar hospedagem para Jesus. Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém. Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?” Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. E partiram para outro povoado. (Lc 9,51-56)

“Não o receberam…”

Queridos leitores, irmãos e irmãs, em Lucas 9,51-56, lemos algumas cenas dos momentos finais na vida pública de Jesus.

Jesus está diante de uma grande decisão. Ir a Jerusalém é enfrentar as autoridades políticas e religiosas, que discordavam das palavras e atitudes do mestre, porque suas conveniências estavam ameaçadas com a sua atuação.

“Eles puseram-se a caminho”

Mesmo com tais dificuldades e as circunstâncias eminentemente perigosas, Jesus prossegue! Não se abate pelo medo, não recua pelas ameaças, mas confiante no projeto do Pai Ele continua.

“Os samaritanos não o receberam…”
Existe nesta atitude dois fatores, o primeiro cultural-religioso, judeus e samaritanos adoravam o mesmo Deus, mas em cultos diferentes. A intolerância religiosa os fazia inimigos. O segundo fator que pode ser visto é uma “precaução”, Jesus batia de frente com as autoridades, acolhê-lo poderia ser entendido como uma associação. Rejeitar sua presença é se esquivar de tal responsabilidade comprometedora.

E é isso que significa ser cristão, é se comprometer com a vida de Cristo, com suas causas, com a vida em todas as suas circunstâncias. Muitos de nós ainda resistem em acolher Jesus, para evitar esse comprometimento.

“Jesus repreende…”
A saída dos discípulos não é surpreendente, a violência simbolizada no fogo, demonstra o quanto eles ainda necessitavam entender sobre o “poder”, eles estavam superconfiantes para fazer tal oração…, porém não é por aí, Jesus repreende, por que sua missão não vem pela imposição, mas pela adesão livre e consciente.

Jesus não obriga ninguém a segui-Lo, e vejam que nem mesmo a acolhê-Lo. Não é a força das palavras, ou a força da virilidade, a violência ou o proselitismo que fará o Evangelho frutificar, mas é o testemunho. O testemunho de quem: 1-toma uma decisão, 2- confia no Senhor, 3- não desiste apesar das dificuldades. Então por mais que não nos acolham, ou melhor, por mais que não acolham a Ele, não é a força ou o orgulho, ou a prepotência que os convencerá, mas é a humanidade. Não desistamos apesar das rejeições, sigamos até a nossa Jerusalém.

Sobre vós desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Pe. Gutembergue Lacerda

Sacerdote da Diocese de Afogados da Ingazeira

Vigário Paroquial da Paróquia de São José / São José do Belmonte

Compartilhe:

Deixe um comentário