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Misericordiosos como o Pai

Cor Litúrgica: Roxo

2ª Semana da Quaresma | Segunda-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 36 “Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38 Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”. (Lc 6,36-38)

Irmãos e irmãs: seguimos a nossa caminhada quaresmal.

No Evangelho desta segunda-feira, na 2ª semana da Quaresma, Jesus nos ensina a usar a misericórdia como o caminho que conduz as nossas ações, pois devemos aprender a não julgar, não condenar, mas sim a perdoar, ter humildade e caridade, que devem ser práticas do nosso cotidiano e nos levam à sintonia com a misericórdia do Pai.

As nossas ações serão a medida para que o Pai nos retribua. Se somos misericordiosos, também o Pai será misericordioso conosco. Do mesmo modo, se praticarmos o ódio, a intolerância e a incompreensão, da mesma forma receberemos de volta.

Assim como está no Pai-Nosso, precisamos perdoar para sermos perdoados e não condenarmos nem julgarmos, pois assim receberemos na mesma moeda.

A nossa misericórdia deve ser calcada na misericórdia do Pai, que é plena, completa e transbordante.

Precisamos aprender do Mestre a benevolência e a misericórdia do Pai. Seguindo os ensinamentos de Jesus, nos tornamos melhores, mais tolerantes, fazendo o bem aos outros e, assim, receberemos de volta todo o bem que fazemos.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

Todas as vezes que fizerdes isto a um desses pequeninos, foi a mim que o fizestes!

Cor Litúrgica: Roxo

1ª Semana da Quaresma | Segunda-feira


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar’. Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? com sede e te demos de beber? Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?’ Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’ Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar’. E responderão também eles: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’ Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’ Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”. (Mt 25,31-46)

Louvado seja Jesus Cristo!

Mateus nos apresenta Jesus como o Filho do Pai, reconhecido na tradição como Jesus, o Cristo. Somos chamados a renovar nossa fé e missão, tendo misericórdia e compaixão dos necessitados. Há uma profunda coerência nesta história que acolhe o rejeitado e “traz para casa a ovelha perdida”.

A leitura faz uma analogia entre dois tipos de criação muito presentes na vida das comunidades daquela época: os bodes, desobedientes e impulsivos, e as ovelhas, com sua lã branca, símbolo de pureza e obediência. O texto é considerado apocalíptico, pois Jesus afirma que, no dia do juízo, todas as pessoas — de todas as nações, justos e ímpios, bons e maus, sem exceção — estarão diante do Pai. Sendo assim, todos são comparados a ovelhas e bodes. Mateus nos chama à consciência da missão cristã, lembrando que o poder de Deus nos convoca à ação e à responsabilidade.

O tempo que nos é dado na terra é uma oportunidade para respondermos ao chamado daqueles que são fracos e rejeitados. A expressão “os mais pequeninos dos irmãos” designa todas as pessoas em situação de vulnerabilidade. A mensagem central do texto é o amor: Jesus nos convida a amar e cuidar do próximo como se fosse o próprio Cristo. Não há meio-termo na resposta humana à obra salvadora de Jesus. Só existem duas posições: aceitar ou rejeitar.

A conclusão de Cristo nesta parábola é clara: o veredicto para ambos os grupos será final e irrevogável. Nossa decisão hoje determina nosso destino eterno. De que lado queremos ficar? À direita com as ovelhas ou à esquerda com os cabritos? Como temos agido em relação às pessoas necessitadas? Estamos participando, multiplicando e saindo em missão dentro do Projeto de Deus?

Este tempo da Quaresma é uma oportunidade de reflexão sobre nossa preocupação em cuidar do próximo, lembrando que, ao fazer isso, é a Cristo que estamos servindo.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!

Cor Litúrgica: Roxo

Sexta-feira depois das Cinzas


Naquele tempo, os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão”. (Mt 9,14-15).

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria estejam com todos vocês.

O problema não é o jejum, mas as falsas seguranças que nele se sustentam.

Para a comunidade formada em torno de Jesus, a partilha do pão é a marca da novidade que Ele trouxe à humanidade; a partir daí, a Lei passa a ser compreendida de forma a promover a justiça.

A novidade trazida por Jesus exige bases novas, e é preciso que cada um esteja disposto a acolhê-la.

Uma abençoada sexta-feira a todos!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Para Deus tudo é possível!

Cor Litúrgica: Verde

8º Semana do Tempo Comum | Segunda-feira


Naquele tempo, quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante dele, e perguntou: “Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?” Jesus disse: “Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe!” Ele respondeu: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude”. Jesus olhou para ele com amor, e disse: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!” Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.  Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!”  Os discípulos se admiravam com estas palavras, mas ele disse de novo: “Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!” Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: “Então, quem pode ser salvo?” Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível”. (Mc 10,17-27).

Irmãos e irmãs, como é difícil entrar no Reino de Deus, pois o seguimento a Jesus exige muito de nós. É um tanto desafiador atender às exigências do Reino.

Aquele jovem, cheio de boas intenções, aproxima-se de Jesus e lhe faz uma pergunta: “O que é preciso fazer para ganhar a vida eterna?” Com certeza, ele estava procurando algo mais, pois sua vida já não lhe satisfazia e seu coração estava inquieto. Sentia necessidade de ir em busca de algo além.

Jesus lembra ao jovem que ele deve seguir os mandamentos, ao que ele responde que já faz isso, segue a observância dos preceitos. Mas isso não é suficiente. É preciso se despojar dos bens terrenos. Jesus, então, lhe dirige um olhar amoroso e lhe manda vender seus bens e entregá-los aos pobres. Aquele jovem, posto à prova, sai dali triste, porque é muito difícil abrir mão da zona de conforto e enfrentar os desafios do seguimento a Jesus.

Jesus diz e repete que é muito difícil para um rico entrar no Reino dos Céus. Na nossa vida cristã, precisamos superar a mentalidade do reducionismo da fé como apenas o cumprimento da Lei de Deus. Precisamos fazer uma adesão total, plena, transbordando o coração e superando o comodismo.

O amor nos leva a uma relação pessoal, próxima, a uma entrega total. Abramos o nosso coração para essa entrega completa do amor, que nos leva a orar, servir, trabalhar e superar os desafios.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

A nossa oração expulsa o mal!

Cor Litúrgica: Verde

7º Semana do Tempo Comum | Segunda-feira


Naquele tempo, descendo Jesus do monte com Pedro, Tiago e João e chegando perto dos outros discípulos, viram que estavam rodeados por uma grande multidão. Alguns mestres da Lei estavam discutindo com eles. Logo que a multidão viu Jesus, ficou surpresa e correu para saudá-lo. Jesus perguntou aos discípulos: “O que discutis com eles?” Alguém da multidão respondeu: “Mestre, eu trouxe a ti meu filho que tem um espírito mudo. Cada vez que o espírito o ataca, joga-o no chão e ele começa a espumar, range os dentes e fica completamente rijo. Eu pedi aos teus discípulos para expulsarem o espírito. Mas eles não conseguiram”. Jesus disse: “Ó geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando terei que suportar-vos? Trazei aqui o menino”. E levaram-lhe o menino. Quando o espírito viu Jesus, sacudiu violentamente o menino, que caiu no chão e começou a rolar e a espumar pela boca. Jesus perguntou ao pai: “Desde quando ele está assim?” O pai respondeu: “Desde criança. E muitas vezes, o espírito já o lançou no fogo e na água para matá-lo. Se podes fazer alguma coisa, tem piedade de nós e ajuda-nos”. Jesus disse: “Se podes!… Tudo é possível para quem tem fé”. O pai do menino disse em alta voz: “Eu tenho fé, mas ajuda a minha falta de fé”. Jesus viu que a multidão acorria para junto dele. Então ordenou ao espírito impuro: “Espírito mudo e surdo, eu te ordeno que saias do menino e nunca mais entres nele”. O espírito sacudiu o menino com violência, deu um grito e saiu. O menino ficou como morto, e por isso todos diziam: “Ele morreu!” Mas Jesus pegou a mão do menino, levantou-o e o menino ficou de pé. Depois que Jesus entrou em casa, os discípulos lhe perguntaram a sós: “Por que nós não conseguimos expulsar o espírito?” Jesus respondeu: “Essa espécie de demônios não pode ser expulsa de nenhum modo, a não ser pela oração”. (Mc 9,14-29)

Irmãos e irmãs em Cristo,

O Evangelho de hoje nos apresenta Jesus descendo da montanha com alguns de seus discípulos e encontrando uma grande multidão reunida ao redor dos demais discípulos. Havia muitos rumores e, ao se aproximar para entender o que estava acontecendo, um homem da multidão expressa seu desespero: seu filho estava possuído por um espírito mudo.

O evangelista Marcos nos conduz a uma profunda reflexão sobre a importância da fé e da oração. Para que a cura e a libertação aconteçam em nossa vida, é necessário que tenhamos uma fé sustentada pela oração. Jesus, ao perceber que os discípulos não conseguiram curar o menino, os chama de incrédulos.

Marcos descreve com detalhes a situação daquele menino atormentado pelo espírito, a angústia de seu pai e a incapacidade dos discípulos. De um lado, vemos a confusão e inoperância daqueles que seguiam Jesus; do outro, testemunhamos o poder do Senhor, diante do qual o mal perde toda a sua influência.

O pai da criança, tomado pelo sofrimento, clama: “Se o Senhor puder fazer alguma coisa, tenha compaixão de nós!” Essa súplica expressa a realidade de muitos de nós: uma fé enfraquecida pelos desafios da vida, mas ainda desejosa de encontrar a graça de Deus. Quem nunca se sentiu assim?

Marcos nos faz perceber o contraste entre a fé vacilante dos discípulos e a fé humilde do pai. Jesus lamenta a falta de fé, mas, ao mesmo tempo, busca fortalecê-los, assim como faz conosco. O que torna a atitude do pai admirável é sua oração simples e sincera: ele reconhece sua fragilidade e pede ao Senhor que fortaleça sua fé. Eis o verdadeiro caminho para uma fé sólida: a humildade e a confiança.

Quando os discípulos questionam Jesus sobre sua incapacidade de expulsar aquele espírito mau, Ele responde que esse tipo de mal só pode ser vencido pela oração. Essa lição é essencial para nossa vida cristã: sem oração, não podemos agir verdadeiramente em nome de Jesus. Sem oração, nossa fé se enfraquece e perde sua força.

A fé é um dom de Deus, mas precisa ser cultivada. E o meio mais eficaz para isso é a oração. É na intimidade com Jesus que nossa fé se fortalece e se renova a cada dia.

Que possamos, assim como aquele pai aflito, reconhecer nossa fragilidade e clamar: “Senhor, eu creio, mas aumenta a minha fé!”


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

A esta gente não será dado nenhum sinal

Cor Litúrgica: Verde

6ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira


Naquele tempo, 11 os fariseus vieram e começaram a discutir com Jesus. E, para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu. 12 Mas Jesus deu um suspiro profundo e disse: “Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal”. 13 E, deixando-os, Jesus entrou de novo na barca e se dirigiu para a outra margem. (Mc 8,11-13)

Irmãos e irmãs, assim como aqueles fariseus, estamos sempre pedindo uma prova, um sinal de Deus para nossas inquietações e incertezas, esperando sinais extraordinários. No entanto, todos os dias de nossa vida, Deus se faz presente, desde as pequenas até as maiores coisas. Ele é presença viva e constante no nosso cotidiano, mas nem sempre sabemos identificar esses sinais, porque somos fracos na fé e, muitas vezes, não distinguimos o Espírito Santo agindo em nós.

Se somos cristãos, não precisamos de sinais e prodígios para acreditar, pois o grande sinal de Deus é o próprio Jesus, que se faz alimento na Palavra e na Eucaristia. Sua Palavra é a prova fiel do seu amor por nós, assim como o pão e o vinho, que se tornam seu corpo e seu sangue, configurando-se como a maior prova de amor por nós.

Jesus, o grande sinal de Deus, veio enviado do Pai para nos dar a vida e a santidade, revelando sua face amorosa e misericordiosa. Ele está presente no irmão que está ao nosso lado, naqueles que necessitam de nossa ajuda e de nosso apoio.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

Todos os que O tocavam ficavam curados

Cor Litúrgica: Branco

Santa Escolástica, virgem, Memória | Segunda-feira


Naquele tempo, 53 tendo Jesus e seus discípulos acabado de atravessar o mar da Galileia, chegaram a Genesaré e amarraram a barca. 54 Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. 55 Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. 56 E, nos povoados, cidades e campos onde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados. (Mc 6,53-56)

Irmãos e irmãs! Que a paz do Senhor esteja com vocês!

O Evangelho do dia de hoje conta a trajetória de Jesus percorrendo as estradas da Galileia, atravessando o mar, chegando em Genesaré e, como não podia deixar de ser, é logo reconhecido. Ali, Ele cura muitos doentes que eram trazidos em suas camas, e, ao tocá-los, ficavam curados.

Jesus, através de sua Palavra e ação, mostra seu poder como Filho de Deus e devolve a vida a tantas pessoas, manifestando sua magnífica obra. Devolvendo a vida aos que estão mortos, Ele manifesta a que veio: para dar vida, e vida em abundância.

Assim também na Eucaristia, quando fazemos d’Ele nosso alimento, transformamos nossa vida e curamos nossos males, participando do seu Reino.

Este trecho ilustra a intensidade e a radicalidade do amor de Deus por nós. A cura que Jesus pratica nos convoca a demonstrar toda nossa confiança n’Ele e nas transformações que Ele nos concede.

A forma que nos leva a reconhecer Jesus como nosso Salvador é permanente. A cura de todos os nossos males, quer sejam físicos ou espirituais, emana do encontro com Ele, ouvindo sua Palavra e a colocando em prática.

Coloquemos o Senhor no centro de nossas vidas, para que, revestidos de sua graça, sejamos salvos.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

Vai para casa, para junto dos teus e anuncia-lhes tudo o que o Senhor, em sua misericórdia, fez por ti

Cor Litúrgica: Verde

4ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira


Naquele tempo, Jesus e seus discípulos chegaram à outra margem do mar, na região dos gerasenos. Logo que saiu da barca, um homem possuído por um espírito impuro, saindo de um cemitério, foi ao seu encontro. Esse homem morava no meio dos túmulos e ninguém conseguia amarrá-lo, nem mesmo com correntes. Muitas vezes tinha sido amarrado com algemas e correntes, mas ele arrebentava as correntes e quebrava as algemas. E ninguém era capaz de dominá-lo. Dia e noite ele vagava entre os túmulos e pelos montes, gritando e ferindo-se com pedras. Vendo Jesus de longe, o endemoninhado correu, caiu de joelhos diante dele e gritou bem alto: “Que tens a ver comigo, Jesus, Filho do Deus altíssimo? Eu te conjuro por Deus, não me atormentes!” Com efeito, Jesus lhe dizia: “Espírito impuro, sai desse homem!” Então Jesus perguntou: “Qual é o teu nome?” O homem respondeu: “Meu nome é ‘Legião’, porque somos muitos”. E pedia com insistência para que Jesus não o expulsasse da região. Havia aí perto uma grande manada de porcos, pastando na montanha. O espírito impuro suplicou, então: “Manda-nos para os porcos, para que entremos neles”. Jesus permitiu. Os espíritos impuros saíram do homem e entraram nos porcos. E toda a manada – mais ou menos uns dois mil porcos – atirou-se monte abaixo para dentro do mar, onde se afogou. Os homens que guardavam os porcos saíram correndo e espalharam a notícia na cidade e nos campos. E as pessoas foram ver o que havia acontecido. Elas foram até Jesus e viram o endemoninhado sentado, vestido e no seu perfeito juízo, aquele mesmo que antes estava possuído pela Legião. E ficaram com medo. Os que tinham presenciado o fato explicaram-lhes o que havia acontecido com o endemoninhado e com os porcos. Então começaram a pedir que Jesus fosse embora da região deles. Enquanto Jesus entrava de novo na barca, o homem que tinha sido endemoninhado pediu-lhe que o deixasse ficar com ele. Jesus, porém, não permitiu. Entretanto, lhe disse: “Vai para casa, para junto dos teus e anuncia-lhes tudo o que o Senhor, em sua misericórdia, fez por ti”. Então o homem foi embora e começou a pregar na Decápole tudo o que Jesus tinha feito por ele. E todos ficavam admirados. (Mc 5,1-20)

AMADOS IRMÃOS E IRMÃS EM CRISTO JESUS!

No texto da Liturgia de hoje, vamos conhecendo mais sobre Jesus, por meio de um fato que nos chama muita atenção. Aqui, Jesus derrota o mal que permeia o mundo e as pessoas. Seu testemunho e sua prática remetem a uma lógica que se opõe à do inimigo e, consequentemente, à do mundo.

Jesus impõe temor ao espírito mau, pois, quando se aproxima, ele grita: «Que tens a ver conosco, Jesus de Nazaré?». Isso aponta que Jesus e o espírito mau estão em lados opostos, em planos diferentes. Jesus, com sua autoridade e credibilidade, é o profeta que liberta e atrai multidões, o Filho do Deus Altíssimo, o prometido pelo Pai.

Do outro lado, está a força do homem possuído, que nem mesmo correntes conseguem controlar. No entanto, ao ver Jesus, ele se ajoelha e o reconhece como Filho do Altíssimo. Com toda sua autoridade, Jesus o expulsa, e o espírito obedece, entrando numa manada de porcos.

Jesus é a cura para todos os nossos males. Só d’Ele vem a libertação das algemas do mal. De uma situação drástica, nasce a fé e a esperança por meio daquele que recebeu a cura e deve testemunhar aos outros.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

Vinho novo em odres novos

Cor Litúrgica: Verde

2º Semana do Tempo Comum | Segunda-feira


Naquele tempo, 18 os discípulos de João Batista e os fariseus estavam jejuando. Então, vieram dizer a Jesus: “Por que os discípulos de João e os discípulos dos fariseus jejuam, e os teus discípulos não jejuam?” 19 Jesus respondeu: “Os convidados de um casamento poderiam, por acaso, fazer jejum, enquanto o noivo está com eles? Enquanto o noivo está com eles, os convidados não podem jejuar. 20 Mas vai chegar o tempo em que o noivo será tirado do meio deles; aí, então, eles vão jejuar. 21 Ninguém põe um remendo de pano novo numa roupa velha; porque o remendo novo repuxa o pano velho e o rasgão fica maior ainda. 22 Ninguém põe vinho novo em odres velhos; porque o vinho novo arrebenta os odres velhos e o vinho e os odres se perdem. Por isso, vinho novo em odres novos’. (Mc 2,18-22)

Irmãos e irmãs, hoje, dia 20 de janeiro, a Igreja celebra a memória de São Fabiano e São Sebastião, sendo este último um santo muito popular, padroeiro de muitas paróquias e comunidades.

No Evangelho, Jesus é questionado pelos fariseus, homens que estudavam as leis e ficavam indignados porque os discípulos de Jesus não jejuavam, o que era visto como uma afronta às leis. Os doutores da lei viviam tentando incriminar Jesus, buscando sempre alguma ação que pudesse colocá-lo em flagrante. Porém, Jesus, através de parábolas, responde com muita sabedoria e lhes dá uma grande lição.

Os fariseus queriam desqualificar Jesus, mas Ele, como sempre, responde com sabedoria, afirmando que naquele momento não era oportuno praticar o jejum, pois Ele ainda estava com eles, orientando e ensinando. O jejum só seria necessário após a partida do “noivo”.

Com isso, Jesus ensina que as leis são criadas para proteger o homem e não para acusá-lo. Ser um bom cristão exige humildade, mansidão e paciência. Somos chamados a ser como odres novos, capazes de receber o vinho novo da esperança. Isso nos leva a refletir sobre o que significa ser cristão, um verdadeiro seguidor de Cristo. Para isso, é necessário cultivar boas práticas e novas atitudes, preparando-nos assim para a vinda do noivo.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

Convertei-vos e credes no Evangelho!

Cor Litúrgica: Verde

1ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira


Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!” E, passando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus. (Mc 1,14-20)

IRMÃOS E IRMÃS EM CRISTO JESUS!

Encerrando o Tempo do Natal, seguimos a trajetória de Jesus ao iniciar sua missão, após a prisão de João Batista. Este texto do Evangelho de Marcos marca a transição do Antigo para o Novo Testamento.

A primeira parte nos mostra que o tempo deve ser compreendido como o momento em que a ação salvadora de Deus atinge seu ponto culminante: Ele, em sua infinita misericórdia, envia o Filho ao mundo, aproximando o Reino de Deus da humanidade. Assim, o tempo se cumpriu. Esse tempo tão esperado se completa com a chegada do Messias. A salvação é uma dádiva divina, fruto de seu amor por nós. É desse amor que nascem a liberdade e a esperança.

Jesus inicia sua vida pública na Galileia, após ser batizado por João Batista. Ele anuncia que o tempo se cumpriu e que o Reino de Deus está próximo. Este anúncio exige de nós conversão e fé no Evangelho. Essa conversão implica arrependimento dos pecados, uma mudança radical de vida e o acolhimento da Palavra de Deus.

Na sequência do texto, vemos Jesus caminhando e chamando pescadores, pessoas disponíveis e dispostas a segui-lo e tornarem-se “pescadores de homens”. Eles deixam suas famílias e assumem o discipulado, constituindo assim o povo de Deus.

A conversão exige de nós uma mudança de mentalidade. Seguir Jesus implica humildade e adesão aos seus ensinamentos. Trata-se de transformar nossa atitude e visão, colocando a mensagem do Evangelho no centro de nossas vidas.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

Convertei-nos, porque o Reino de Deus está próximo!

Cor Litúrgica: Branco

Tempo do Natal depois da Epifania | Segunda-feira


Naquele tempo, ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías:  “Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”. Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. E sua fama espalhou-se por toda a Síria. Levavam-lhe todos os doentes, que sofriam diversas enfermidades e tormentos: endemoninhados, epiléticos e paralíticos. E Jesus os curava. Numerosas multidões o seguiam, vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia, e da região além do Jordão. (Mt 4,12-17.23-25).

Irmãos e irmãs: Paz e bem!

Este Evangelho marca o início da vida pública de Jesus e a sua pregação se fundamenta na conversão, alertando para a proximidade do Reino de Deus. Com esse anúncio, Ele também realiza muitas curas, o que faz com que grandes multidões o sigam, vindas da Galileia, da Judeia, de Jerusalém e até do outro lado do Rio Jordão.

Jesus chama a atenção para a proximidade de Deus. Ele não está distante, mas desceu à terra, tornou-se humano, derrubou as barreiras e encurtou as distâncias. Ele veio ao nosso encontro, aproximou-se de nós. A grande mensagem do Reino é que Ele vem até nós, chega bem perto. A grande promessa é essa proximidade de Deus com seu povo, tornando-se carne. Assumiu a nossa condição humana por amor aos seus, doando-se totalmente. Deus, através do seu Filho Jesus, assumiu a nossa humanidade para nos proporcionar a salvação. Deus fez-se carne em Cristo.

Com esta mensagem de alegria, Ele nos amou até o fim. Deus está conosco e nos faz sentir o gosto do encanto da vida, da paz no coração e da alegria de sermos reconhecidos como seus filhos, sentindo-nos amados e seus preferidos.

Que Jesus nos conceda um ano de muita paz.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele

Cor Litúrgica: Verde

6º Dia na Oitava de Natal | Segunda-feira


Naquele tempo, havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40 O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.

Irmãos e irmãs em Cristo, Jesus menino!

Contextualizando o texto do Evangelho de hoje, que nos diz que, quarenta dias depois do seu nascimento, Maria e José levaram o Menino a Jerusalém para consagrá-lo a Deus, como determinava a lei judaica. A apresentação acontece na ocasião em que eles vivem a experiência do encontro com o Senhor, que se faz presente e se aproxima do homem. Lá, também acontece o encontro de Maria e José e o Menino com Simeão e Ana, que representam o exemplo de acolhimento e de entrega da sua vida a Deus.

Esses profetas são pessoas de muita fé que se deixam inebriar pela admiração e gratidão, por terem a graça de ver o menino que será o Salvador da humanidade. Mais precisamente, o texto fala de Ana, uma profetisa que, após ficar viúva, dedicou-se inteiramente a servir no templo com jejuns e orações. O agradecimento a Deus por Ana nos convoca a sermos gratos e favorece a experiência única do encontro com o Senhor.

O texto nos faz refletir também a respeito dos idosos que, muitas vezes, nos dias atuais, são considerados inúteis, descartáveis, sem levar em conta que são seres humanos que ainda podem contribuir, dentro das suas limitações, em diversas situações da vida. A velhice corta nossas asas, acostumadas a voarem alto, poda nosso orgulho, mas não rouba de modo algum a nossa “utilidade” para a Igreja, pois ainda nos permite uma vida dedicada à oração, que carrega permanentemente as baterias da máquina da Igreja!

Mas o texto é concluído, sem perder de vista a centralidade da mensagem, voltada para o Menino Deus, que crescia em sabedoria e estatura, pois a graça de Deus estava com Ele.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

Ele vai se chamar João

Cor Litúrgica: Roxo

4ª Semana do Advento | Segunda-feira


Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. A mãe porém disse: “Não! Ele vai chamar-se João.” Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome.” No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. (Lc 1,57-66).

Irmãos e irmãs em Cristo, nosso Salvador,

Já na antevéspera do Natal, quando nos preparamos para a vinda do Senhor, o Evangelho nos apresenta o belíssimo texto que narra o nascimento de João Batista, o último dos profetas do Antigo Testamento e precursor de Jesus, seu primo. O relato, carregado de um sentimento de expectativa, agradecimento e até certo temor, revela um povo que pressentia que algo extraordinário estava acontecendo.

O nascimento de João Batista redime a culpa atribuída aos seus pais, Zacarias e Isabel, que sofriam injúrias por não terem descendência. Ele trouxe alegria, surpresa e gratidão para aquele povo, que ficou maravilhado diante de tão grande acontecimento. O nascimento de João aponta para o fim da espera pelo Salvador, quando os planos de Deus se cumprem e Ele vem armar sua tenda no meio da humanidade.

Assim, têm início os tempos messiânicos, pois aquele a quem o pai, Zacarias, ainda mudo, afirmou que se chamaria João, veio para preparar os caminhos do Senhor, trazendo esperança e libertação aos pobres.

Que neste Natal, sintamos a graça em nossos corações, para acolher o Menino Deus com grande júbilo, admiração e alegria!

Um santo e abençoado Natal!


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

Jesus ensinava com autoridade

Cor Litúrgica: Roxo

3ª Semana do Advento | Segunda-feira


Naquele tempo, Jesus voltou ao Templo. Enquanto ensinava, os sumos sacerdotes e os anciãos do povo aproximaram-se dele e perguntaram: “Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu tal autoridade?” Jesus respondeu-lhes: “Também eu vos farei uma pergunta. Se vós me responderdes, também eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. Donde vinha o batismo de João? Do céu ou dos homens?” Eles refletiam entre si: “Se dissermos: ‘Do céu’, ele nos dirá: ‘Por que não acreditastes nele?’ Se dissermos: ‘Dos homens’, temos medo do povo, pois todos têm João Batista na conta de profeta”. Eles então responderam a Jesus: “Não sabemos”. Ao que Jesus também respondeu: “Eu também não vos direi com que autoridade faço estas coisas”. (Mt 21,23-27).

Irmãos e irmãs na fé,

Nesta 3ª semana do Advento, quando nos enche de alegria saber que Ele, o Cristo, está bem perto, vamos nos debruçar sobre o Evangelho, Palavra de Deus de hoje.

Jesus, quando ensinava, mostrava o quanto falava com autoridade, e isso muitas vezes fazia as pessoas ficarem admiradas com tamanha sabedoria. Ao mesmo tempo, isso incomodava os doutores da Lei, que sempre estavam querendo testá-Lo, para ver se Ele caía em uma armadilha.

Nesse texto, os sumos sacerdotes interpelaram Jesus sobre quem tinha lhe dado autoridade. Jesus, na sua imensa sabedoria de Filho de Deus, percebe a intenção deles e devolve com outra pergunta sobre o batismo que João pregava, o que deixou aqueles homens sem resposta.

Jesus tem a autoridade que lhe vem do Pai, através do qual Ele fazia coisas prodigiosas: curava, escutava, ensinava e se movia. Todas essas ações mostram a coerência de Jesus entre o que ensinava e o que fazia. E é exatamente essa coerência entre o dizer e o fazer que manifestava a autoridade Dele. Ele sempre dava testemunho da verdade, demonstrando o quanto sua vida e missão estavam a serviço do Reino.

Precisamos, enquanto cristãos, seguir o seu exemplo, mostrando coerência entre o que pregamos e o que vivemos, em nossas atitudes e ações, e assim seguirmos, de fato, o que Ele nos ensinou.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

Vem Senhor Jesus, curar-nos de todos os males!

Cor Litúrgica: Roxo

2ª Semana do Advento | Segunda-feira


Um dia Jesus estava ensinando. E à sua volta estavam sentados fariseus e doutores da Lei, vindos de todas as aldeias da Galileia, da Judeia e de Jerusalém. E a virtude do Senhor o levava a curar. Uns homens traziam um paralítico num leito e procuravam fazê-lo entrar para apresentá-lo. Mas, não achando por onde introduzi-lo, devido à multidão, subiram ao telhado e por entre as telhas o desceram com o leito no meio da assembleia diante de Jesus. Vendo-lhes a fé, ele disse: “Homem, teus pecados estão perdoados”. Os escribas e fariseus começaram a murmurar, dizendo: “Quem é este que assim blasfema? Quem pode perdoar os pecados senão Deus? Conhecendo-lhes os pensamentos, Jesus respondeu, dizendo: “Por que murmurais em vossos corações? O que é mais fácil dizer: ‘teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘levanta-te e anda’? Pois, para que saibais que o Filho do homem tem na terra poder de perdoar os pecados – disse ao paralítico – eu te digo: levanta-te, pega o leito e vai para casa’ “. Imediatamente, diante deles, ele se levantou, tomou o leito e foi para casa, louvando a Deus. Todos ficaram fora de si, glorificavam a Deus e cheios de temor diziam: “Hoje vimos coisas maravilhosas!” (Lc 5,17-26)

IRMÃOS E IRMÃS! QUE A PAZ DO SENHOR ESTEJA SEMPRE COM VOCÊS!

Jesus, como sempre, desafia os doutores da lei que buscavam um deslize para condená-lo. Eles se escandalizam quando Ele diz ao paralítico: “Teus pecados estão perdoados”, e começam a murmurar contra Ele. Percebendo a intenção deles, Jesus, cheio de compaixão, cuida não apenas da cura física, mas também da cura espiritual.

A saúde física é um dom de Deus, mas Jesus ensina que a saúde espiritual, que brota do coração, também é fundamental e deve ser preservada. Assim, antes de curar a doença física do paralítico, Jesus o liberta de sua doença espiritual. Foi para isso que Ele veio ao mundo: curar os doentes, libertar os cativos e ressuscitar os mortos. Ele é o Messias esperado, a grande esperança da humanidade!

Que, neste Advento, possamos nos preparar verdadeiramente para a sua vinda, como peregrinos da esperança. Reconheçamos que somos pecadores e recorramos ao Filho da Virgem Maria para que Ele nos cure dos males do corpo e da alma.

As curas de Jesus são sinais de libertação, uma vitória sobre as forças do mal, que libertam o homem da escravidão do pecado. Não é à toa que aquelas pessoas, testemunhas vivas de suas obras, saíram maravilhadas.

Ele veio ao mundo para nos trazer a esperança de um mundo melhor e nos libertar de tudo o que nos escraviza.

Vem, Senhor Jesus!


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira