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Brasil registra 30 mortes por Covid e total chega a 688.300

O Brasil registrou nesta quarta-feira (2) 30 novas mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 688.300 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 49, com variação de -20% em relação aos últimos 7 dias, fazendo com que a média móvel entre em tendência de queda após estar subindo por uma semana.

Brasil, 2 de novembro
Total de mortes: 688.300
Registro de mortes em 24 horas: 30
Média de mortes nos últimos 7 dias: 49 (variação em 14 dias: -20%)
Total de casos conhecidos confirmados: 34.882.932
Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 4.267
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 4.838 (variação em 14 dias: -7%)

No total, o país registrou 4.267 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 34.882.932 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 4.838, com variação de -7% em relação à semana anterior.

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Subindo (1 estado): ES
Em estabilidade (3 estados): AL, AP, PR
Em queda (10 estados): SC, PB, GO, AM, SE, MT, PA, RS, MS, SP
Não divulgaram até 20h (12 estados e o DF): AC, BA, CE, DF, MA, MG, PE, PI, RJ, RN, RO, RR e TO

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Bolsonaro terá cargo no PL após deixar a Presidência

O presidente Jair Bolsonaro vai ter um cargo no PL, partido ao qual é filiado, após deixar a Presidência da República, no dia 1º de janeiro. O acerto foi feito com o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto. Bolsonaro e Costa Neto conversaram na segunda-feira (31) sobre o futuro do presidente.

A derrota de Bolsonaro para Lula (PT) no segundo turno foi a primeira vez que o atual presidente perdeu uma eleição na vida. Desde 1988, ele vinha conseguindo se eleger para os mandatos que disputou. 2023 será o primeiro ano em mais de três décadas em que Bolsonaro não terá mandato.

O fato de Bolsonaro perder o foro privilegiado foi um dos principais motivos para ele buscar o cargo no PL. O presidente busca contar também com o corpo de advogados do partido.

No PL, Bolsonaro atuará como consultor. Ele deverá ter um escritório político, a partir do qual vai organizar uma oposição ao governo Lula. Valdemar estuda ceder uma sala em um conjunto de edifícios na parte central de Brasília para servir de base para o presidente.

Também pesa para Bolsonaro ficar em Brasília a proximidade com seus filhos Flávio Bolsonaro, senador, e Eduardo Bolsonaro, deputado, que continuarão morando na capital.

O avanço da negociação com o PL em torno desse cargo contribuiu para Bolsonaro ter feito, na terça-feira (1º), dois dias após a eleição, o pronunciamento em que sinalizou o início da transição de governo e garantiu cumprir a Constituição.

Aliados de Bolsonaro querem opções para entrega da faixa a Lula

Assessores do presidente Jair Bolsonaro (PL) já começaram a discutir a entrega da faixa presidencial. O ato é um dos momentos mais fortes da posse presidencial, no dia 1º de janeiro, que acontece no parlatório do Palácio do Planalto, geralmente na frente de uma multidão que acompanha o momento na Praça dos Três Poderes.

Na terça (1º), um assessor presidencial chegou a sugerir a parlamentares de partidos de centro, no Palácio do Planalto, que a entrega da faixa poderia se dar dentro do Planalto, sem que fosse acompanhada pelas câmeras e pela multidão — de modo que Bolsonaro não aparecesse para seus apoiadores mais radicais como alguém que tenha aceitado a regra do jogo pacificamente.

Essa ideia foi logo questionada pelos parlamentares, que disseram que Lula (PT) não aceitaria o ato.

Outra ideia foi levantada: a de que a faixa poderia ser passada pelo vice-presidente Hamilton Mourão, que foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul.

A proposta foi vista como a mais factível. O próprio Mourão deu declarações favoráveis à transição democrática e chegou a telefonar para o vice de Lula, Geraldo Alckmin, convidando-o a conhecer a residência oficial da vice-presidência, o Palácio do Jaburu.

Na terça (1º), questionado sobre a passagem de faixa, Mourão disse ter “quase certeza” de que Bolsonaro irá passar a faixa para Lula.

No Palácio da Alvorada, ainda no campo das possibilidades para o dia 1º de janeiro, fontes afirmam que Bolsonaro cogita sair do país ou pelo menos viajar para fora de Brasília, para não ter que cumprir o ritual.

Ibovespa tem maior alta no primeiro dia pós-eleição desde 1994, mostra levantamento

O dia seguinte à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais ficou marcado como o melhor resultado do mercado financeiro no dia seguinte à escolha de um novo mandatário para o Executivo dentre todas as eleições em que o real era a moeda brasileira.

O levantamento foi realizado pelo economista Bruno Imaizumi, da LCA Consultores, e mostra a variação percentual de bolsa de valores e dólar no Brasil, na segunda-feira após a decisão de quem seria o próximo presidente do país.

Ibovespa
Na última segunda-feira (30), o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, fechou em alta de 1,31%, a 116.037 pontos. O dia após a terceira vitória de Lula para chefiar o país registrou o maior crescimento percentual dentre todas as eleições do período.

A bolsa brasileira, inclusive, só teve alta no dia seguinte à eleição após a vitória de primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2010. Naquele dia, o Ibovespa teve alta de 1,26%.

Já o pior desempenho do Ibovespa foi na eleição de segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quando a bolsa caiu 4,47%. Veja abaixo os resultados.

“Essa reação relativamente benigna dos mercados domésticos aos desenvolvimentos políticos está, em boa medida, associada às sinalizações de que o governo eleito no domingo está construindo alianças num arco amplo do espectro político”, diz Imaizumi.

“A escolha do vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, para coordenar a equipe de transição, anunciada nesta terça-feira, reforça essa percepção”, afirma.

O economista também comparou os resultados dos pregões com o índice S&P 500, para checar a influência dos mercados externos. Apenas na eleição de Lula em 2006 e de 2022, o S&P deu resultado inverso ao Ibovespa.

Em 2006, o índice das 500 principais empresas norte-americanas subiu 0,04%, enquanto a bolsa brasileira caiu 1,09%. Já em 2022, o S&P registrou queda de 0,75%, com o Ibovespa marcando a alta de 1,31%.

“Parece ter sido um movimento totalmente interno mesmo. Vale notar, por exemplo, que no dia seguinte às eleições a nossa moeda registrou relevante valorização ante o dólar norte-americano, na contramão do comportamento observado pela maioria das divisas mundiais.”, diz o economista.

Gusttavo Lima, Leonardo e George Henrique, apoiadores de Bolsonaro, cancelam shows por causa de bloqueios de bolsonaristas em estradas

Gusttavo Lima, Leonardo e George Henrique, da dupla com Rodrigo, cancelaram shows nesta terça-feira (1) por causa dos bloqueios ilegais de bolsonaristas em estradas contra o resultado das eleições.

Os três cantores sertanejos são apoiadores de Jair Bolsonaro, presidente derrotado nas urnas no domingo (30).

Gusttavo Lima cantaria em Canaã dos Carajás (PA), e anunciou o cancelamento no início da noite desta terça.

O cantor diz que “a decisão foi tomada em virtude das paralisações que ocorrem nas rodovias que dão acesso à cidade e que impedem a chegada ao local em tempo hábil.” Ele diz que não sabe se vai remarcar o show.

Leonardo desmarcou o show que faria em Criciúma (SC) nesta terça-feira. A produtora X9 Promoções disse que “devido à questão da paralisação dos caminhoneiros, ficou impossibilitada a logística do show”. Ele remarcou a apresentação para o dia 1º de dezembro.

George Henrique e Rodrigo cantariam em Balneário Camboriú (SC). Eles mostraram o ônibus preso no bloqueio ilegal na estrada em Embu das Artes (SP). A dupla não informou se vai remarcar o show.

Problemas de abastecimento afetam mais de 70% dos supermercados em pelo menos 7 estados e DF, diz Abras

O vice-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, afirmou nesta terça-feira (1º) que mais de 70% dos supermercados em sete estados e no DF já apresentam problemas de abastecimento por conta dos bloqueios de bolsonaristas nas rodovias do país.

Segundo o mapeamento da associação, os estados mais afetados são Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo, além do Distrito Federal.

“Normalmente, às segundas e terças os supermercados fazem reposição de produtos. E foi nesse momento que começaram os bloqueios. Nessas regiões citadas, mais de 70% das lojas já estão apresentando problemas de abastecimento”, disse Milan.

Os produtos mais afetados são as frutas, legumes, verduras e carnes, segundo a associação. Para esses alimentos, o estabelecimentos costumam atuar com estoque de um a três dias, o que demanda maior frequência na reposição.

“Algumas dessas categorias podem ficar desabastecidas nos próximos dois ou três dias”, explicou Milan, citando impactos em grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro.

De acordo com a associação, o movimento de consumidores nos supermercados se intensificou na tarde desta terça, em meio ao receio de desabastecimento. Milan ponderou, no entanto, que os supermercados têm, em média, estoque suficiente para atender em torno de cinco a oito dias na chamada “mercearia seca”. A preocupação para os próximos dias seria com os alimentos perecíveis.

Ao menos 12 estados e o DF determinaram que a Polícia Militar (PM) atue para liberar as rodovias no país bloqueadas por manifestantes bolsonaristas que protestam contra o resultado das eleições de domingo (30).

O g1 está apurando a situação em todo o país nesta terça-feira (1º), depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reiterou que as polícias militares dos estados são capazes de desobstruir rodovias federais bloqueadas e identificar, multar e prender os responsáveis.

De acordo com a Abras, os estabelecimentos menores têm apresentado mais problemas, considerando a menor capacidade de estocagem e o abastecimento mais frequente de produtos.

Além de frutas, legumes, verduras e carnes, os produtos mais afetados são os frios, laticínios e itens de mercearia e panificação.

Uma das principais preocupações é em relação às lojas que repõem estoque nas centrais de abastecimento (Ceasa). De acordo com a associação dos supermercados, as centrais não estão recebendo os produtos, causando efeito imediato nesses estabelecimentos.

“Há preocupação também em relação os produtos que podem estragar ao longo da cadeia [de distribuição]. Se, de um lado, temos insegurança alimentar, vemos agora a possiblidade de alguns produtos se perderem ao longo da cadeia, o que vai gerar desperdício”, disse Milan.

A associação também descarta aumento nos preços. “Os produtos já estão a caminho, já foram negociados. Não vejo risco em questão de preço neste momento”, finalizou.

Bolsonaro condena manifestações que impedem ‘direito de ir e vir’

O presidente Jair Bolsonaro (PL) condenou nesta terça-feira (1º) as manifestações que impedem o “direito de ir e vir” da população.

A declaração foi dada durante o primeiro pronunciamento de Bolsonaro após o resultado do 2º turno da eleição que confirmou a derrota do candidato do PL.

Bolsonaro afirmou que “as manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas”, mas ponderou que seus apoiadores não podem cercear os direitos da população.

“Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentido de justiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas. Mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedades, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir”, apontou o presidente.

Ao menos 10 estados e o DF determinaram que a PM atue para liberar as rodovias no país bloqueadas por manifestantes bolsonaristas que protestam contra o resultado das eleições de domingo (30).

Segundo balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), há bloqueios em 227 rodovias federais.

Nesta terça, Bolsonaro fez uma fala curta, de dois minutos, em que disse também que continuará cumprindo a Constituição.

Bolsonaro discordou de ser chamado de antidemocrático e disse que sempre jogou “dentro das quatro linhas da Constituição”.

“Sempre fui rotulado como antidemocrático e, ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição. Nunca falei em controlar ou censurar a mídia e as redes sociais. Enquanto presidente da República e cidadão, continuarei cumprindo todos os mandamentos da nossa Constituição”, afirmou.

O resultado das eleições foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57 de domingo, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela hora, Lula, tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado por Bolsonaro, que contabilizava 49,17% de votos válidos.

Ao todo, com 100% das urnas apuradas, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva obteve 60,3 milhões de votos, e Bolsonaro, 58,2 milhões de votos.

No pronunciamento, Bolsonaro não citou o nome de Lula. Tradicionalmente, candidatos derrotados ligam para os vitoriosos. De acordo com o PT, Bolsonaro não havia procurado Lula até a tarde desta terça.

Ministro da Infraestrutura diz em nota que fluxo tem que ser liberado em vias bloqueados

O ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, divulgou uma nota na noite desta terça-feira (1º) em que defende que sejam liberados os pontos de bloqueios nas rodovias federais e estaduais, motivados por protestos contra o resultado das urnas no segundo turno.

“Trabalhamos para que a livre circulação de pessoas e veículos seja retomada o quanto antes. Além de assegurar o direito de ir e vir de nossa população, é fundamental manter o funcionamento de serviços essenciais e o transporte rodoviário de cargas, de forma que não haja qualquer tipo de desabastecimento em nosso país”, diz trecho do comunicado.

Sampaio dirige-se aos manifestantes e pede “apoio” para que seja garantida a “circulação em nossas rodovias de medicamentos, insumos, bens e combustíveis”. E diz que o ministério tem monitorado a situação com a Polícia Rodoviária Federal e “mantido trata para resolução da questão”.

“O governo federal, como um todo, está atento à situação em nossas estradas e no seu impacto sobre o funcionamento de outras áreas essenciais ao Brasil”, diz o texto.

Após pronunciamento, Bolsonaro vai ao STF e conversa com ministros; presidente usou verbo ‘acabou’, diz Fachin

Após pronunciamento na tarde desta terça-feira (1º), em que agradeceu os votos que teve na eleição e disse que continuará respeitando a Constituição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) foi ao Supremo Tribunal Federal (STF). A visita foi um convite feito pelo STF ao presidente.

A reunião com os ministros da Corte ocorreu a portas fechadas e durou cerca de uma hora. Após o encontro, o STF divulgou nota na qual informou que os ministros transmitiram para Bolsonaro a avaliação deles sobre o pronunciamento do presidente.

Os ministros consideraram importante Bolsonaro ter reconhecido a derrota na eleição e ter criticado os bloqueios feitos em rodovias por apoiadores do governo.

“Os ministros do STF reiteraram o teor da nota oficial divulgada, que consignou a importância do reconhecimento pelo presidente da República do resultado final das eleições, com a determinação do início do processo de transição, bem como enfatizou a garantia do direito de ir e vir, em razão dos bloqueios nas rodovias brasileiras”, afirmou a nota.

Também depois da reunião, o ministro Luiz Edson Fachin conversou com a imprensa. O magistrado disse que Bolsonaro usou o verbo “acabar” no passado ao se referir à eleição.

“O presidente da República utilizou o verbo acabar no passado. Ele disse acabou. Portanto, olhar para a frente”, afirmou Fachin.

Bolsonaro não falou após o encontro com os ministros do STF.

Mais cedo, Bolsonaro fez o primeiro pronunciamento depois perder a eleição. Bolsonaro leu um discurso curto, de dois minutos, em que disse que continuará cumprindo a Constituição

Dois dias após perder a eleição, Bolsonaro quebra silêncio com pronunciamento curto e diz que continuará cumprindo a Constituição

O presidente Jair Bolsonaro (PL) fez nesta terça-feira (1º), dois dias após o resultado do segundo turno das eleições, o primeiro discurso após perder a eleição. O presidente fez um pronunciamento curto em que agradeceu os votos que recebeu.

Ele disse também que “manifestações pacíficas são bem-vindas” e criticou ocupações.

“Quero começar agradecendo os 58 milhões de brasileiros que votaram em mim no último dia 30 de outubro. Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição de patrimônio e cerceamento do direito de ir e vir”, afirmou o presidente.

Bolsonaro afirmou que sempre respeitou a Constituição e continuará com esse comportamento.

“Sempre fui rotulado como antidemocrático e, ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição. Nunca falei em controlar ou censurar a mídia e as redes sociais. Enquanto presidente da República e cidadão, continuarei cumprindo todos os mandamentos da nossa Constituição”, continuou.

O resultado das eleições foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às 19h57 de domingo, quando 98,81% das urnas já tinham sido apuradas. Àquela hora, Lula, tinha 50,83% dos votos válidos e não poderia mais ser alcançado por Bolsonaro, que contabilizava 49,17% de votos válidos.

Ao todo, com 100% das urnas apuradas, Lula obteve 60,3 milhões de votos, e Bolsonaro, 58,2 milhões de votos.

Movimentação no Alvorada
A primeira fala pública de Jair Bolsonaro após a derrota nas eleições foi antecedida de uma intensa movimentação no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República onde o presidente se fechou nos últimos dias.

No início da tarde, carros de vários ministérios chegaram ao local levando os ministros escalados para compor o “cenário” da declaração de Bolsonaro.

A TV Globo e o g1 contabilizaram “comitivas” dos ministérios de Justiça e Segurança Pública, Ciência e Tecnologia, Educação, Meio Ambiente, Desenvolvimento Regional, Cidadania, Economia, Direitos Humanos, Trabalho, Relações Exteriores, Casa Civil, Agricultura e Saúde.

Os carros passaram direto pela portaria e, por isso, não era possível saber se as áreas eram representadas por ministros ou por secretários.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também esteve no Alvorada, mas deixou o prédio antes do pronunciamento de Bolsonaro.

Subprocuradores pedem investigação de diretor da Polícia Rodoviária Federal

Subprocuradores do Ministério Público Federal pediram nesta terça-feira (1º) ao Procurador da República no Distrito Federal, Peterson Pereira, a abertura de investigação contra o diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, em razão das operações realizadas pela instituição no dia da eleição e de suposta omissão no caso dos bloqueios de estradas por bolsonaristas.

O documento é assinado por integrantes da 7ª Câmara de Coordenação e Revisão do Controle Externo da Atividade Policial e da 2ª Câmara de Coordenação e Revisão – Criminal do Ministério Público Federal.

No último domingo (30), dia do segundo turno das eleições, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, proibiu a PRF de realizar qualquer operação relacionada ao transporte público de eleitores, para não atrapalhar a votação.

Entretanto, a PRF parou em blitze pelo menos 610 ônibus que faziam o transporte de eleitores, descumprindo a ordem judicial.

Além disso, após a confirmação da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, candidato derrotado do PL à reeleição, bloquearam de forma antidemocrática rodovias do país em ato contra o resultado das urnas.

Prevaricação e desobediência
Para os subprocuradores, Silvinei Vasques – que declarou apoio a Bolsonaro na eleição – deve ser investigado porque pode ter cometido os crimes de prevaricação e desobediência.

A prevaricação está configurada quando o funcionário público retarda ou deixa de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou age contra regra expressa em lei, “para satisfazer interesse ou sentimento pessoal”. A pena é de detenção de três meses a um ano, e multa.

Já o crime de desobediência ocorre quando uma pessoa desobedece a ordem legal de funcionário público. A pena, nesse caso, é de detenção, de quinze dias a seis meses, e multa.

“As condutas do Diretor-Geral da Polícia Rodoviária Federal, ao descumprir a decisão do TSE e realizar operações policiais que teriam impedido o deslocamento e eleitores, pode caracterizar os crimes previstos nos artigos 319 e 330 do Código Penal. A conduta do Diretor-Geral da Polícia Rodoviária Federal, ao deixar de orientar as ações da instituição para o exercício de suas atribuições, no sentido de impedir o bloqueio das rodovias federais, pode caracterizar o crime do artigo 319 do Código Penal”, diz trecho do documento dos subprocuradores enviado ao Procurador da República no DF.

‘Ausência de providências’
Em relação aos bloqueios antidemocráticos nas estradas, os subprocuradores afirmam que vídeos que circulam nas redes sociais “revelam não apenas a ausência de providências da Polícia Rodoviária Federal diante das ações ilegais dos manifestantes, mas até declarações de membros da corporação em apoio aos manifestantes, como se fosse essa orientação recebida dos órgãos superiores da instituição”.

Os integrantes do Ministério Público Federal também afirmam que os direitos de reunião e manifestação estão submetidos ao respeito à liberdade de outras pessoas.

“Não podem significar restrição ao exercício de outros direitos e não deve causar tumulto, desordem, ameaças à segurança pública ou grave prejuízo ao tráfego em vias públicas”, afirma a peça.

“As condutas amplamente veiculadas atribuídas ao Diretor-Geral da PRF indicam má conduta na gestão da Instituição, desvio de finalidade visando interferir no processo eleitoral”, completa o documento.

Lula escolhe Geraldo Alckmin para coordenar a equipe de transição

O presidente eleito Lula (PT) escolheu o seu vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), para coordenar a equipe de transição. O martelo foi batido na manhã desta terça-feira (1º) em uma reunião com Gleisi Hoffmann, presidente do PT, Alozio Mercadante, responsável por elaborar o seu plano de governo, e outros integrantes cúpula petista em um hotel na capital paulista.

Alckmin comandará uma equipe com 50 nomes, que mesclará quadros técnicos e políticos para dialogar com integrantes do governo de Jair Bolsonaro (PL), derrotado na busca pela reeleição. O blog da Ana Flor havia antecipado o nome de Alckmin para liderar a transição.

Os principais líderes do PT e dos partidos da coligação que elegeu Lula devem compor o grupo. A equipe de transição despachará do prédio do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), em Brasília.

Mercadante, que coordenou o programa de governo na campanha, e Gleisi, que foi a coordenadora-geral, estavam cotados para comandar o grupo. Houve especulações de que poderia ser uma coordenação dividida entre Alckmin. No entanto, eles integram o grupo, mas não dividem o comando com o vice-presidente eleito.

“Nós vamos começar as tratativas na quinta-feira (3). Nós já estamos pensando, mas na quinta-feira a gente começa a fazer essa composição [da equipe de transição]”, afirmou Gleisi, em São Paulo, após o anúncio da equipe. “Nossa proposta é ir para Brasília, já ter uma reunião presencial com quem for a parte do governo que vai fazer essa transição para que a gente já possa colocar em operação a equipe de transição.”

Segundo um dirigente petista, Lula disse a interlocutores, em tom informal, que quem for escolhido para ser coordenador não vai chefiar um ministério.

Em governos anteriores do PT, o coordenador acabou se tornando ministro de peso. É o caso de Antonio Palocci, que coordenou a transição no primeiro mandato, em 2002, e virou ministro da Fazenda.

Há dúvidas se Alckmin será escolhido para ocupar alguma pasta. Segundo dirigentes petistas, se Alckmin ocupar um ministério de grande porte, como a Fazenda, Lula teria dificuldades em eventualmente demiti-lo. Por outro lado, dar uma pasta de menor peso para Alckmin poderia passar uma mensagem de desprestígio.

Censo 2022: com menos da metade dos recenseadores necessários em campo, quase 64% da população já foi recenseada, diz IBGE

Em seu terceiro balanço da coleta do Censo 2022, o IBGE informou que, desde o início da operação em 1º de agosto até o dia 31 de outubro, foram recenseadas 136.022.192 pessoas, em 47.740.071 domicílios. Esse total corresponde a 63,77% da população estimada do país (215 milhões de pessoas).

O instituto informou ainda que continua enfrentando dificuldades para colocar recenseadores nas ruas para fazerem a coleta. Em todo o país, são 90.552 recenseadores em campo – apenas 49,5% do total de vagas disponíveis.

Do total, 31,69% dos recenseados estavam na região Nordeste, 38,45% estavam no Sudeste, 13,99% no Sul, 8,88% no Norte e 6,99% no Centro-Oeste. Até o momento, 48,3% da população recenseada eram homens e 51,7% eram mulheres.

“Fizemos a prorrogação da operação e, até o momento, o cronograma segue mantido”, declarou o gerente técnico do Censo, Luciano Duarte.

O IBGE anunciou em 3 de outubro o adiamento do fim da coleta de dados do Censo Demográfico de 2022 justamente por causa da falta de recenseadores. A previsão anterior era de encerrar a coleta no final do mês passado. Agora, a previsão de encerramento é dezembro.

“Hoje estamos com 93 dias de Censo em campo, com a expectativa de que estivesse 100% concluído. Está faltando ainda um terço do Censo a ser concluído. Vamos concluir o Censo em meados de dezembro para entregar os dados do TCU em 28 de dezembro”, disse o diretor de pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo.

O IBGE repassa para o TCU divulgar os totais de população por município, que são a base para a divisão dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Cerca de 2,33% dos domicílios (média nacional) se recusaram a responder, percentual que se espera ser reduzido até o final da operação, após aplicados todos os protocolos de insistência, informa o IBGE.

O estado mais adiantado, ou seja, com maior proporção de pessoas recenseadas em relação à população estimada é o Piauí (86,08%), seguido por Sergipe (83,19%) e Rio Grande do Norte (80,48%). Os menos adiantados são Mato Grosso (42,72%), Amapá (51,47%) e Acre (54,07%).

Lula diz que conversou com dezenas de chefes de estado: ‘estamos voltando ao mundo’

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, em seu perfil no Twitter, nesta terça-feira (1º), ter conversado com diversos chefes de Estado e que o Brasil está “voltando para o mundo”.

Ontem conversei com dezenas de chefes de estado. Todos querem ampliar as parcerias e trabalho conjunto com o Brasil no comércio, na questão do clima e nos grandes temas globais. Estamos voltando ao mundo.

Após ser eleito com 50,9% dos votos válidos no último domingo (30), Lula recebeu felicitações de diversos líderes mundiais, como Joe Biden (EUA), Emmanuel Macron (França), Gabriel Boric (Chile), Luis Alberto Lacalle Pou (Uruguai), Andrés Manuel López Obrador (México), Justin Trudeau (Canadá), Narendra Modi (Índia), Xi Jinping (China), Pedro Sánchez (Espanha), Isaac Herzog (Israel), Marcelo Rebelo de Sousa (Presidente de Portugal) e outros.

Além das felicitações, Lula também recebeu a indicação de que a Noruega retomará a ajuda financeira contra o desmatamento da Amazônia no Brasil, congelada durante a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado no segundo turno.

O ministro norueguês do Meio Ambiente fez o anúncio nesta segunda (31), menos de 24h após a vitória de Lula.

Biden, dos Estados Unidos, ligou para Lula ainda nesta segunda para cumprimentar o petista. A ligação durou cerca de 20 minutos, segundo o governo americano. Biden disse que os EUA estão montando uma equipe para discutir o que pode ser feito em conjunto com o Brasil quando Lula assumir o cargo em janeiro.

De acordo com uma nota do governo dos EUA, durante a conversa Biden elogiou a força das instituições democráticas brasileiras após eleições livres, justas e confiáveis

Tropa de Choque da PM é enviada para desobstruir rodovias em SP bloqueadas por bolsonaristas

O governo de São Paulo enviou a Tropa de Choque da Polícia Militar para retirar os manifestantes bolsonaristas que bloqueiam vias no estado.

No início da tarde, o efetivo estava na Rodovia Castello Branco, em um trecho perto de Osasco que está interditado desde o início da manhã desta terça (1°), e também na Rodovia Régis Bittencourt.

Às 13h, um grupo interditava a alça de acesso da Rodovia Hélio Smidt para o viaduto Professor Jossei Toda, que segue para a Avenida Monteiro Lobato, em Guarulhos.

Em entrevista coletiva no final da manhã, o governador Rodrigo Garcia (PSDB), disse que a Polícia Militar atua nos protestos e não descartou o uso da força caso os manifestantes bolsonaristas insistam em permanecer nas vias.

“A partir de agora, nós vamos aplicar aquilo que determina a decisão judicial, iniciando com multas de R$ 100 mil por hora para cada veículo que esteja contribuindo com essa obstrução. A partir também daí fichando e, eventualmente, prendendo àqueles manifestantes que resistirem à desobstrução das vias e, se necessário, o emprego de força.”

Garcia também defendeu a democracia e o respeito ao resultado das urnas. Os manifestantes são contrários ao resultado da eleição de domingo (30) para a Presidência da República.

“As eleições acabaram, nós vivemos num país democrático, São Paulo respeita o resultado das urnas, e nenhuma manifestação vai fazer com que a democracia do Brasil retroceda.”

Presente também na coletiva de imprensa, o procurador-geral de Justiça, Mario Sarrubbo, disse que “não será um bloqueio feito por meia dúzia de arruaceiros que vai impedir a consolidação da democracia e da vontade da população do estado de São Paulo e do Brasil inteiro”.