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A todo aquele que possui, será dado ainda mais!

Cor Litúrgica: Verde

33ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, 11 Jesus acrescentou uma parábola, porque estava perto de Jerusalém e eles pensavam que o Reino de Deus ia chegar logo. 12 Então Jesus disse: “Um homem nobre partiu para um país distante, a fim de ser coroado rei e depois voltar. 13 Chamou então dez dos seus empregados, entregou cem moedas de prata a cada um, e disse: ‘Procurai negociar até que eu volte’. 14 Seus concidadãos, porém, o odiavam, e enviaram uma embaixada atrás dele, dizendo: ‘Nós não queremos que esse homem reine sobre nós’. 15 Mas o homem foi coroado rei e voltou. Mandou chamar os empregados, aos quais havia dado o dinheiro, a fim de saber quanto cada um havia lucrado. 16 O primeiro chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam dez vezes mais.’ 17 O homem disse: ‘Muito bem, servo bom. Como foste fiel em coisas pequenas, recebe o governo de dez cidades’. 18 O segundo chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam cinco vezes mais’. 19 O homem disse também a este: ‘Recebe tu também o governo de cinco cidades’. 20 Chegou o outro empregado e disse: ‘Senhor, aqui estão as tuas cem moedas que guardei num lenço, 21 pois eu tinha medo de ti, porque és um homem severo. Recebes o que não deste e colhes o que não semeaste’. 22 O homem disse: ‘Servo mau, eu te julgo pela tua própria boca. Tu sabias que eu sou um homem severo, que recebo o que não dei e colho o que não semeei. 23 Então, porque tu não depositaste meu dinheiro no banco? Ao chegar, eu o retiraria com juros’. 24 Depois disse aos que estavam aí presentes: ‘Tirai dele as cem moedas e dai-as àquele que tem mil’. 25 Os presentes disseram: ‘Senhor, esse já tem mil moedas!’ 26 Ele respondeu: ‘Eu vos digo: a todo aquele que já possui, será dado mais ainda; mas àquele que nada tem, será tirado até mesmo o que tem. 27 E quanto a esses inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os na minha frente’ “. 28 Jesus caminhava à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém. (Lc 19,11-28)

A frase inscrita no título pode parecer injusta à primeira vista. Como dar mais a quem já tem? Não deveria ser repartido igualmente para todos?

Se essa afirmação se referisse a bens materiais, talvez fosse injusta. Porém, na narrativa, Jesus nos mostra, por meio de sua parábola, a história de três homens. Todos recebem uma quantia, no mesmo tempo, mas os resultados são bem distintos.

O primeiro apresenta o melhor desempenho. O segundo, embora tenha gerado um lucro menor, ainda demonstra esforço e devolve um valor superior ao que recebeu. Ambos se esforçam para serem fiéis à missão confiada pelo seu senhor.

Já o terceiro, embora não tenha perdido o que recebeu — devolvendo exatamente o mesmo valor que lhe foi entregue —, não fez qualquer esforço para melhorar aquilo que lhe foi confiado. O que causou a ira do senhor não foi a ausência de lucro em si, mas a falta de iniciativa e empenho. Ele escolheu permanecer em sua zona de conforto, paralisado pelo medo.

Quantas vezes, em nossa vida, agimos como esse terceiro servo? Paralisados por inseguranças, deixamos de colocar em prática os dons que Deus nos dá. A quem tem muito será dado ainda mais porque provou compromisso, zelo e fidelidade. Essa mensagem nos convida a buscar, diariamente, o desejo de sermos zelosos com o Reino de Deus e com as oportunidades que Ele nos concede.

O rei delegou essas missões porque sabia que precisava se afastar para cumprir a sua própria missão. Assim, ele nos ensina a importância de confiar nas pessoas certas e compreender que não podemos caminhar sozinhos.

Que Deus, pelo Santo Espírito, nos fortaleça para que sejamos disponíveis, comprometidos e zelosos nas missões que Ele nos confia. E que, ao final da nossa jornada, possamos ouvir de Cristo: “Muito bem, servo bom e fiel!”


Alanny Veras

Psicóloga e Membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios

Nem toda cura do corpo é cura do coração!

Cor Litúrgica: Verde

32ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Aconteceu que, caminhando para Jerusalém, Jesus passava entre a Samaria e a Galileia.  Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos vieram ao seu encontro. Pararam à distância,  e gritaram: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!”  Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”. Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados.  Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz;  atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano.  Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outro nove, onde estão?  Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?”  E disse-lhe: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”. (Lc 17,11-19).

É bem característico de Jesus estar em movimento. Verbos como “caminhar” e “andar” reforçam essa ação d’Ele de sair do lugar de inércia e ir… Ir para onde? Mais do que responder sobre o destino, é importante observar que, pelo caminho, Ele sempre dá vez aos necessitados.

Hoje, Ele é encontrado por dez leprosos, homens excluídos da sociedade, que carregavam na própria pele a marca de sua indignidade e impureza. A carne chagada transportava não apenas a dor física, mas também a social (eles viviam nas sarjetas) e a emocional (eles eram renegados), entre tantas outras dores.

A distância que lhes era imposta foi evidenciada nos gritos de súplica por compaixão. O grito é a superação de qualquer barreira que os separava de Cristo. E além de uma condição espacial, identificamos ainda uma afetiva. Como ensinou o Pe. Léo (hoje Servo de Deus), quando se grita é porque os corações estão distantes.

Eles foram obedientes a Cristo quando Ele lhes ordenou que se apresentassem aos sacerdotes, pois apenas estes poderiam declarar a cura da lepra. Se tivessem sido descrentes, não teriam se colocado a caminhar. Eles foram, seguiram o trajeto necessário, perseveraram e receberam a cura que pediram.

Porém, apenas um, percebendo o que havia acontecido, teve a coragem de refazer o caminho para um novo encontro com Jesus. Limpo de suas lepras e com o coração pleno de gratidão, ele não se limitou à cura do corpo; teve seu coração transformado no caminho. Eis que o coração grato veio de quem menos se esperava: um estrangeiro. E não qualquer estrangeiro, mas um samaritano, considerado impuro pelos judeus unicamente por sua origem.

Esse samaritano nos ensina, então, que para vivenciar a graça completa, precisamos: reconhecer Jesus, ir ao encontro d’Ele, pedir Sua intervenção, fazer o que Ele ordenar e ter um coração grato! Ainda que nos julguem impuros, apenas nossas escolhas e nossa abertura à graça de Deus nos farão capazes de estar próximos ou distantes d’Ele.


Alanny Veras

Psicóloga e Membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios.

Incontáveis seguidores, limitados discípulos

Cor Litúrgica: Verde

31ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, 25 grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26 “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27 Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. 28 Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29 ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30 ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ 31 Ou ainda: Qual o rei que ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32 Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33 Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” (Lc 14,25-33)

O Evangelho de São Lucas hoje nos recorda a infinidade de pessoas que cercavam Cristo; porém, quando se fala em discípulos, esse número reduz drasticamente por apenas um aspecto: ter Cristo na centralidade da vida.

Dedicamos muito tempo do nosso dia aos familiares, aos amigos, ao trabalho, aos afazeres, ao lazer… E como está nossa prioridade para o encontro com o Divino? Embora precisemos nos comprometer com o que Deus nos confiou, necessitamos dar sentido a tudo isso na pessoa do próprio Cristo e na busca por Ele.

Afeto é diferente de apego. Este dá uma sensação de posse, fazendo com que deixemos de confiar na ação de Deus para decidir o que é melhor. Quando as situações saem de maneira diferente do planejado, irritamo-nos; quando ocorre um falecimento, revoltamo-nos; quando há perdas ou mudanças inesperadas, desesperamo-nos… O desejo de controlar tudo o que acontece nos impede de viver os planos de Deus e sua ação em nossa história.

E não é que devamos viver no improviso; pelo contrário, é necessário planejar, avaliar nossas potencialidades e limitações, mas, sobretudo, confiar a Deus cada passo que damos.

O que temos só encontra sentido de existir se reconhecermos e confiarmos na ação de Deus, fazendo as renúncias necessárias. Nosso coração precisa estar em conexão com Ele; assim, vivenciaremos o discernimento, optando pelas melhores escolhas e aceitando os desígnios de Deus, ainda que eles tragam sofrimento.

Peçamos a Deus que ordene nossa vida, sendo nossa prioridade e dando sentido a tudo o que nos constitui. Que sejamos zelosos para com todas as pessoas e situações que Ele nos confiou, mas que Cristo ocupe o seu lugar, a parte mais importante e central de nosso existir! Que não sejamos apenas mais um entre aqueles que admiram Jesus, mas que sejamos aqueles que acreditam, confiam e se entregam a Ele!


Alanny Veras

Psicóloga e Membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios

Eu também quero chegar à Jerusalém!

Cor Litúrgica: Verde

30ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Jesus respondeu: “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’. Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!’ Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora. Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. E assim há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos”. (Lc 13,22-30)

Jesus tinha uma meta: chegar a Jerusalém. No entanto, Ele não descuidou das pessoas ao longo do percurso, nem buscou apenas os moradores de Jerusalém.

Seu desejo era, provavelmente, levar consigo todos aqueles dispostos a segui-Lo pelo caminho. Para isso, Ele ensinava, despertando nos outros o desejo de também alcançar Jerusalém. Mas Ele nunca se distraía; pelo contrário, prosseguia firme. Por mais cômodo que pudesse ser permanecer nos lugares por onde passava, Sua atenção estava sempre voltada para o destino final. Ele sabia que aqueles lugares eram apenas passagem.

Muitas vezes, nós nos distraímos com o que estamos vivendo, esquecendo-nos do nosso destino. Esta vida nos prepara para o Céu; é lá que está nosso destino final.

No entanto, muitas vezes tomamos como metas apenas o que deveria ser sobrevivência e preparação: trabalho, família, amigos, dinheiro, sucesso, satisfação… Tudo isso é importante, mas ganha outro sentido quando nossa base é Jesus.

Onde quer que estejamos, devemos despertar nos outros o desejo de alcançar a verdadeira Meta. Precisamos testemunhar e ensinar aquilo que aprendemos e vivemos a partir do que o Pai Celeste tem nos proporcionado.

E qual o segredo para entrar no Céu? Estar preparado, pois não sabemos o momento da nova vinda de Cristo. Preparar-se não é apenas conhecer, mas, sobretudo, seguir os ensinamentos que o Salvador nos deixou. São Tiago nos lembra em sua carta que até o diabo acredita em Cristo; a diferença está na obediência a Jesus.

Os verdadeiros discípulos, partícipes do Reino de Deus, praticam a Justiça. E são esses que serão reconhecidos pelos semelhantes e pelo próprio Cristo, recebendo d’Ele o testemunho diante do Pai.

Busquemos ser esses discípulos fiéis, que fazem o Reino de Deus acontecer já aqui na Terra!


Alanny Veras

Psicóloga e Membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios

O Filho do Homem vai chegar na hora em que menos esperardes

Cor Litúrgica: Verde

29ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 39 “Ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40 Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”. 41 Então Pedro disse: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?” 42 E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? 43 Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44 Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. 45 Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’, e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46 o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis. 47 Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes 48 Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!  (Lc 12, 39-48)

Nos últimos dias, Jesus nos mostra a importância de estarmos vigilantes. O inesperado faz parte de nossa vida. Muitas vezes, nos programamos e esperamos que tudo aconteça conforme nossa vontade. Porém, os Evangelhos, há três dias, nos mostram que o tempo de Deus é incerto e desconhecido. Portanto, precisamos estar sempre preparados.

Embora o tema central seja semelhante, cada texto traz particularidades. No de hoje, Lucas nos aponta a responsabilidade que assumimos ao conhecer o Reino. O Pai nos pedirá contas de acordo com nosso conhecimento. Embora, caso façamos algo de errado, venhamos a sofrer as consequências negativas, quem pratica o erro sabendo o que está fazendo será ainda mais cobrado.

No entanto, Jesus não diz isso para nos intimidar e nos fazer evitar o conhecimento. Pelo contrário, isso nos mostra que, quanto mais conhecemos Jesus e O amamos, maiores são as chances de seguir o que Ele nos ensinou com Seu próprio exemplo de amor, doação, compreensão, perdão, consolo e acolhimento.

Devemos recordar ainda que nossa vida pode se tornar exemplo para muitos que convivem conosco. Nossa vida tem sido um testemunho de Cristo?

Que o Santo Espírito nos ilumine em nossas escolhas, para optarmos pelo que agrada a Deus e, assim, nos aproximarmos mais d’Ele. Cuidemos para que, no último momento de nossas vidas, quando o Filho do Homem voltar, estejamos imersos em Sua graça, seguindo os passos que Ele mesmo nos apresentou!


Alanny Veras

Psicóloga e Membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios

Viver a justiça e o amor para afastar a hipocrisia

Cor Litúrgica: Verde

28ª Semana do Tempo Comum| Quarta-feira


Naquele tempo, disse o Senhor: “Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus. Vós deveríeis praticar isso, sem deixar de lado aquilo. Ai de vós, fariseus, porque gostais do lugar de honra nas sinagogas, e de serdes cumprimentados nas praças públicas. Aí de vós, porque sois como túmulos que não se veem, sobre os quais os homens andam sem saber”. Um mestre da Lei tomou a palavra e disse: “Mestre, falando assim, insultas-nos também a nós!” Jesus respondeu: “Ai de vós também, mestres da Lei, porque colocais sobre os homens cargas insuportáveis, e vós mesmos não tocais nessas cargas, nem com um só dedo”. (Lc 11,42-46)

O evangelista Lucas nos apresenta o centro da ação de Deus: a justiça e o amor, e nós também devemos aplicar esses dois atributos em qualquer serviço ou doação que realizemos.

Não adianta reproduzir gestos, falar sobre o divino e fazer ofertas se a centralidade não for o próprio Deus.

Muitas vezes, nos colocamos em certas posições, aceitamos missões ou ajudamos um irmão buscando visibilidade, reconhecimento ou vanglória. Mesmo que o bem seja feito, ele perde sua verdadeira finalidade.

Cristo não nos desencoraja a fazer o bem, muito pelo contrário, Ele nos pede que o façamos a partir da justiça e do amor, para que tudo seja vivido em plenitude por quem faz, por quem recebe e também por aqueles que testemunham os resultados.

Jesus ainda ressalta a importância de sermos exemplos, não apenas exigindo dos outros aquilo que também nos cabe, e de não vivermos relações de opressão, mas sim de irmandade.


Alanny Veras

Psicóloga e Membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios