Cor Litúrgica: Verde
28ª Semana do Tempo Comum| Quarta-feira
Naquele tempo, disse o Senhor: “Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus. Vós deveríeis praticar isso, sem deixar de lado aquilo. Ai de vós, fariseus, porque gostais do lugar de honra nas sinagogas, e de serdes cumprimentados nas praças públicas. Aí de vós, porque sois como túmulos que não se veem, sobre os quais os homens andam sem saber”. Um mestre da Lei tomou a palavra e disse: “Mestre, falando assim, insultas-nos também a nós!” Jesus respondeu: “Ai de vós também, mestres da Lei, porque colocais sobre os homens cargas insuportáveis, e vós mesmos não tocais nessas cargas, nem com um só dedo”. (Lc 11,42-46)
O evangelista Lucas nos apresenta o centro da ação de Deus: a justiça e o amor, e nós também devemos aplicar esses dois atributos em qualquer serviço ou doação que realizemos.
Não adianta reproduzir gestos, falar sobre o divino e fazer ofertas se a centralidade não for o próprio Deus.
Muitas vezes, nos colocamos em certas posições, aceitamos missões ou ajudamos um irmão buscando visibilidade, reconhecimento ou vanglória. Mesmo que o bem seja feito, ele perde sua verdadeira finalidade.
Cristo não nos desencoraja a fazer o bem, muito pelo contrário, Ele nos pede que o façamos a partir da justiça e do amor, para que tudo seja vivido em plenitude por quem faz, por quem recebe e também por aqueles que testemunham os resultados.
Jesus ainda ressalta a importância de sermos exemplos, não apenas exigindo dos outros aquilo que também nos cabe, e de não vivermos relações de opressão, mas sim de irmandade.
Alanny Veras
Psicóloga e Membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios


