
Um tribunal de Moscou condenou à revelia, nesta quarta-feira (4), a jornalista Marina Ovsyannikova a oito anos e meio de prisão. A Corte a considerou culpada de “espalhar informações conscientemente falsas sobre as forças armadas russas”. A condenação se deveu também a um protesto em frente ao Kremlin, em julho do ano passado, onde chamou de assassino o presidente russo e fascista aos seus soldados. Em março de 2022, Ovsyannikova ainda interrompeu um programa de televisão russo para denunciar e criticar a invasão da Ucrânia. Num vídeo anteriormente publicado nas redes sociais, a jornalista já tinha confessado se sentir “envergonhada” por ter colaborado com a propaganda do Kremlin, enquanto trabalhava no Canal 1.
O tribunal decretou que a jornalista russa, que já saiu da Rússia e vive exilada em um país europeu, deve cumprir a sentença numa colônia penal de regime geral, proibindo-a igualmente de participar em atividades relacionadas com a administração de portais na internet ou redes de informação e de telecomunicações.
Em outubro do ano passado as autoridades judiciais russas emitiram uma ordem de busca e captura de Ovsyannikova, quando se encontrava sobre o regime de detenção domiciliar. Mas ela conseguir fugir do país antes de ser levada para a prisão.

