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Quanta alegria e felicidade: vamos à casa do Senhor!

Cor Litúrgica: Branco

Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, Solenidade | Domingo


Naquele tempo, 35 os chefes zombavam de Jesus dizendo: “A outros ele salvou. Salve-se a si mesmo, se, de fato, é o Cristo de Deus, o Escolhido!” 36 Os soldados também caçoavam dele; aproximavam-se, ofereciam-lhe vinagre, 37 e diziam: “Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!” 38 Acima dele havia um letreiro: “Este é o Rei dos Judeus.” 39 Um dos malfeitores crucificados o insultava, dizendo: “Tu não és o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós!” 40 Mas o outro o repreendeu, dizendo: “Nem sequer temes a Deus, tu que sofres a mesma condenação? 41 Para nós, é justo, porque estamos recebendo o que merecemos; mas ele não fez nada de mal”. 42 E acrescentou: ‘”Jesus, lembra-te de mim, quando entrares no teu reinado.” 43 Jesus lhe respondeu: “Em verdade eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso”. (Lc 23,35-43).

Estimados leitores, neste domingo, quando encerramos o Ano Litúrgico da Igreja Católica, celebramos a Solenidade de Cristo Rei — o Rei da paz e do amor sem limites, até a morte. Esta festa nos revela o fundamento da esperança de que as promessas de Deus serão cumpridas até o fim.

O Evangelho apresenta Jesus sendo crucificado. As autoridades e a multidão zombam dele, dizendo que, se é o Messias, deve salvar a si mesmo. Um dos malfeitores, crucificado ao lado de Jesus, também o insulta. O outro, porém, reconhece sua inocência e sua realeza espiritual, dizendo: “Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu Reino.”
E Jesus responde com uma promessa consoladora: “Em verdade eu te digo: ainda hoje estarás comigo no Paraíso.”

A esperança que brota nesse cenário extremo é assombrosa. Estamos no Calvário: Jesus ferido, abandonado, ridicularizado. Aos olhos humanos, tudo parece perdido. E é justamente nesse ambiente de aparente derrota que surge uma das maiores declarações de fé de toda a Bíblia — não de um discípulo exemplar, nem de um justo respeitado, mas de um condenado à morte.

A fé nasce do reconhecimento da verdade. O “bom ladrão” não pede milagres, não exige sinais. Ele apenas reconhece duas realidades: que é pecador, necessitado de misericórdia, e quem é Jesus — Rei, mesmo na cruz.

Enquanto todos pediam que Jesus descesse da cruz para provar seu poder, aquele homem viu Jesus com os olhos da fé e fez a oração mais humilde e profunda: “Lembra-te de mim.”
Uma súplica simples, sem pretensões, mas cheia de confiança. Ele não pede um lugar específico, não reivindica recompensa. Pede apenas para não ser esquecido.

E Jesus, em sua infinita misericórdia, não apenas o lembra, mas o acolhe de imediato: “Hoje estarás comigo no Paraíso.”
Com Jesus, quem pede pouco por humildade recebe muito por misericórdia.

Mesmo no limite da vida, mesmo depois de tantos erros, ainda existe um “hoje” em que Deus pode transformar tudo. Uma esperança que ninguém pode roubar.

O ladrão não teve tempo de mudar o passado, reparar todos os danos ou reorganizar sua vida. Mas teve tempo de dar a Jesus aquilo que Ele mais deseja: um coração sincero.
Nunca é tarde. Nunca estamos longe demais. Nunca estamos fora do alcance da misericórdia.

Senhor, mesmo nos nossos momentos de escuridão, quando tudo parece sem sentido, concedei-nos a graça de rezar com o bom ladrão: “Lembra-Te de nós.”
E que nós também nos lembremos de Ti, Senhor, Rei do Universo, sobretudo quando a nossa cruz pesar.

Tenham todos um abençoado domingo!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

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