
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, criticou as narrativas que tentam reduzir a “relevância criminal” da trama golpista em sua manifestação no julgamento do núcleo 1 na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã desta terça-feira (2).
“Os atos que compõem o panorama espantoso e tenebroso da denúncia são fenômenos de atentado com relevância criminal contra as instituições democráticas”, afirmou Gonet.
Para a acusação, o plano golpista e as manifestações do 8 de janeiro “não podem ser tratados com importância menor, como devaneios utópicos anódinos, como aventuras inconsideradas, nem como precipitações a serem reduzidas com o passar dos dias, ao plano bonachão das curiosidades tão só irreverentes da vida nacional”, acrescentou.
As tentativas de diminuir a gravidade dos atos antidemocráticos estão associadas às reivindicações pela anistia dos envolvidos na trama golpista. Se aprovado no Congresso Nacional, o projeto poderia beneficiar os réus do núcleo 1, incluindo Bolsonaro.
Segundo Gonet, no entanto, “os atos hão de ser considerados graves enquanto quisermos manter a vivência de um Estado democrático de direito”.





