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Defesa nega tese de coação a Mauro Cid pela PF ou por Alexandre de Moraes

O advogado de Mauro Cid Jair Alves Pereira /Foto: Gustavo Moreno/STF

A defesa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), afirma que o tenente-coronel não foi coagido pela Polícia Federal ou pelo ministro Alexandre de Moraes durante a delação premiada. Cid, Bolsonaro e outros cinco ex-auxiliares são réus por tentativa de golpe de Estado.

Eles formam o chamado “núcleo 1” da trama golpista, apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como responsável pela articulação de um plano destinado a reverter o resultado das eleições de 2022 e manter o então chefe do Executivo no poder.

De acordo com Jair Alves Pereira, um dos advogados de Cid, a suposta coação pela PF seria sustentada por uma reportagem. “Na época, a matéria tinha os seguintes dizeres: ‘eles tinham a tese investigativa, e eu [Cid] tinha a minha versão. Muitas vezes a minha versão contradizia os argumentos que eles tinham no inquérito. […] Eles estavam investigando e eu estava trazendo a minha versão dos fatos, que era outra”, afirmou. “Isso não é coação. Cid está reclamando da posição do delegado. Isso é direito”.

O advogado disse, ainda, que não pode concordar com o relatório ou com o indiciamento do delegado, assim como “não posso dizer que ele coagiu meu cliente ou que cometeu uma ilegalidade”.

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