O papa Leão XIV chegou ao Líbano neste domingo (30), onde deverá fazer um apelo pela paz em um país que continua sendo alvo de ataques aéreos israelenses.
Essa é a segunda e última etapa de sua primeira viagem internacional como líder da Igreja Católica.
O primeiro papa americano voou da Turquia, onde passou quatro dias e alertou que o futuro da humanidade está em risco devido ao número de conflitos sangrentos no mundo, condenando a violência em nome da religião.
Horas antes da chegada de Leão, multidões se reuniram ao longo das estradas do aeroporto até o palácio presidencial, agitando bandeiras libanesas e do Vaticano.
O pontífice se encontrará com o presidente e o primeiro-ministro libanês e fará um discurso.
O Líbano, que tem a maior população cristã do Oriente Médio, foi abalado pelos desdobramentos do conflito em Gaza, com Israel e o grupo libanês Hezbollah entrando em guerra, culminando em uma devastadora ofensiva israelense.
Líderes do Líbano, país que abriga 1 milhão de refugiados sírios e palestinos e que também luta para se recuperar de anos de crise econômica, temem que Israel intensifique drasticamente seus ataques nos próximos meses.
Israel afirma que os ataques contínuos desde o acordo de cessar-fogo do ano passado visam impedir que o Hezbollah restabeleça suas capacidades militares e represente uma nova ameaça às comunidades no norte de Israel.
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, disse na sexta-feira (28) que esperava que a visita de Leo ajudasse a pôr fim aos ataques israelenses.
As diversas comunidades do Líbano também receberam bem a visita papal, com o clérigo druso Sheikh Sami Abi al-Muna afirmando que o Líbano “precisa da réstia de esperança representada por esta visita”.
Reforços do Exército libanês e das forças de segurança interna foram enviados ao aeroporto antes da chegada do papa.




