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Maduro aparece em evento na Venezuela e põe fim a rumores de fuga

Nicolás Maduro participa do Encontro Internacional de Cafés de Especialidade Venezuelana, nos arredores de Caracas, em 30 de novembro de 2025.

Nicolás Maduro fez sua primeira aparição pública em dias, neste domingo (30), encerrando especulações generalizadas no país de que teria fugido em meio à escalada das tensões militares com os EUA.

Maduro, que costuma aparecer com frequência na televisão venezuelana, não era visto em público desde quarta-feira (26), quando publicou um vídeo dirigindo por Caracas em seu canal no Telegram, o que gerou intensa especulação sobre seu paradeiro.

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Neste domingo (30), ele compareceu a um evento anual de premiação de cafés especiais em Miranda, cidade nos arredores de Caracas.

Em imagens transmitidas ao vivo virtualmente, o líder chavista sentou-se diante de uma plateia e entregou medalhas a produtores de café que exibiam seus melhores produtos.

Ele degustou diversos cafés enquanto fazia breves comentários — nenhum dos quais abordou abertamente a crise atual no país.

Ao final do evento, ele entoou que a Venezuela é “indestrutível, intocável, imbatível”, enquanto falava sobre os setores econômicos do país.

As declarações pareceram ser uma alusão às tensões com os EUA, que enviaram mais de uma dúzia de navios de guerra e mobilizaram cerca de 15.000 soldados para a região como parte do que alegam ser um esforço para combater o narcotráfico – mas que Caracas acredita ser uma tentativa de forçar Maduro a deixar o cargo.

A aparição de Maduro no evento ocorreu momentos depois do presidente dos EUA, Donald Trump, confirmar que havia falado com o líder venezuelano por telefone.

“Não quero comentar sobre isso – a resposta é sim”, disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One, quando questionado se a ligação havia ocorrido.

Maduro e membros importantes de seu governo não comentaram a ligação telefônica com Trump.

Neste domingo, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, recusou-se a comentar a conversa, afirmando que esse não era o objetivo de sua coletiva de imprensa, que, em vez disso, teve como foco o anúncio de uma investigação sobre os recentes ataques marítimos dos EUA no Caribe.

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