Cor Litúrgica: Vermelho
São Carlos Lwanga e companheiros mártires – Memória | Terça-feira
Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e disse: “Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique a ti, e, porque lhe deste poder sobre todo homem, ele dê a vida eterna a todos aqueles que lhe confiaste. Ora, a vida eterna é esta: que eles te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e àquele que tu enviaste, Jesus Cristo. Eu te glorifiquei na terra e levei a termo a obra que me deste para fazer. E agora, Pai, glorifica-me junto de ti, com a glória que eu tinha junto de ti antes que o mundo existisse. Manifestei o teu nome aos homens que tu me deste do meio do mundo. Eram teus, e tu os confiaste a mim, e eles guardaram a tua palavra. Agora eles sabem que tudo quanto me deste vem de ti, pois dei-lhes as palavras que tu me deste, e eles as acolheram, e reconheceram verdadeiramente que eu saí de ti e acreditaram que tu me enviaste. Eu te rogo por eles. Não te rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu e tudo o que é teu é meu. E eu sou glorificado neles. Já não estou no mundo, mas eles permanecem no mundo, enquanto eu vou para junto de ti”. (Jo 17,1-11a)
VIVENDO A PALAVRA
Estimados irmãos e irmãs na fé,
Jesus veio para unir, enquanto o mundo insiste em dividir. Não sigamos os caminhos do mundo, não sejamos indiferentes àqueles que pensam diferente de nós. As diferenças podem ser positivas; elas nos permitem ver as mesmas realidades por ângulos diversos. No entanto, quando essas diferenças nos separam, acabam rompendo o nosso vínculo de irmãos em Cristo, transformando-nos em adversários.
O centro da nossa fé deve ser Jesus. É essa consciência que deve nos unir e jamais nos dividir. Aquilo que nos une, Jesus, é infinitamente maior do que tudo o que possa nos separar. O evangelho de hoje nos convida à reflexão: Jesus, em profunda intimidade com o Pai, continua sua oração em favor dos discípulos. Trata-se da oração conhecida como “oração sacerdotal.”
Já pressentindo o fim de sua missão terrena, Jesus ora por aqueles que dariam continuidade ao seu ministério. E essa oração também se estende a nós, os discípulos de hoje, os encarregados de levar adiante a missão que Ele iniciou.
Neste belíssimo momento de comunhão filial com o Pai, manifesta-se a unidade trinitária. Jesus, o Filho, suplica ao Pai pelos discípulos: “Pai Santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um.”
Ao concluir sua missão aqui na terra, o Filho de Deus chega à extremidade do seu amor. Naquele momento crucial, ao ver a cruz diante de si, Jesus intercede não apenas por aqueles que conviveram com Ele, mas também por todos os que, ao longo dos tempos, creriam em seu nome e seguiriam o caminho da cruz.
Jesus, em unidade com o Pai, fortaleceu aqueles que deram continuidade à sua missão. Hoje, somos nós os beneficiados pelos frutos dessa entrega. Sua missão nos permitiu conhecer a verdade que liberta. E, como resposta a esse amor incondicional de Jesus, somos chamados a trilhar o mesmo caminho que Ele percorreu: o caminho do amor.
Tenham todos uma ótima terça-feira!
Rosa Amélia
Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

