
O caixão da rainha segue o cortejo com um bilhete no meio do buquê escrito pelo rei Charles III, filho da monarca.
O cartão diz: “In loving and devoted memory. Charles”
Que pode ser traduzido como: “Em memória amorosa e devotada. Carlos”


Primeiro ela foi chamada de Camilla Rosemary Shand. Mais tarde, ficou conhecida mundialmente como Camilla Parker Bowles. Depois, pelo título de duquesa da Cornualha e, recentemente, duquesa de Edimburgo. Agora, aos 75 anos, ela concretiza sua mais longa e mais importante transformação. Depois de três décadas, passou de personagem abominada pelos britânicos a rainha do Reino Unido.
Não uma rainha como Elizabeth 2ª, mas uma rainha consorte, aquela que ascende ao trono por ser casada com um rei, não por ter herdado o cargo de outro monarca. Apesar de não ter poderes constitucionais, não ter participação nos assuntos de governo e não fazer parte da linha de sucessão ao trono, Camilla assume um papel considerado fundamental para o reinado de Charles 3º.
Como ele próprio sinalizou no discurso realizado no dia da morte da mãe, na quinta (8), quando anunciou o novo título de Camilla. “Em reconhecimento ao seu serviço público leal desde nosso casamento, há 17 anos, ela se torna minha rainha consorte. Eu sei que ela trará para as exigências de seu novo papel a devoção inabalável à função, na qual confio tanto.”
A atribuição do título pode parecer automática, mas a decisão só recebeu sinal verde em fevereiro deste ano, quando Elizabeth 2ª, durante a celebração dos 70 anos de seu reinado, declarou que seu “desejo sincero” era que Camilla fosse chamada de rainha consorte, “quando a hora chegar”. Até então, a expectativa era que seu título se limitasse a “princesa consorte”, à semelhança da maneira como o marido de Elizabeth foi chamado depois que a esposa assumiu o trono britânico.
“Ir de inimiga pública número 1, do papel de ‘outra’ e amante, para rainha consorte é uma virada totalmente inimaginável na época do divórcio do rei com a princesa Diana”, disse à Folha a escritora Anna Pasternak, autora de livros sobre mulheres da realeza britânica, como Diana e Wallis Simpson, a divorciada que levou Eduardo 8º a abdicar do trono, em 1936.
Assim como Wallis, Camilla também havia tido um casamento antes de se unir oficialmente a Charles, em 2005. Entre 1973 e 1995, ela foi casada com Andrew Parker Bowles, um oficial do Exército, com quem teve dois filhos. O relacionamento com o então príncipe, no entanto, havia começado antes e continuou durante e depois.
A animosidade dos britânicos por Camilla foi nutrida, ao mesmo tempo, pela cobertura dos tabloides sensacionalistas –que publicaram trechos de conversas íntimas entre os amantes– e pela separação de Charles e Diana, que, em uma célebre entrevista em 1995, culpou Camilla pela crise conjugal. “Eram três pessoas no nosso casamento”, disse a princesa na TV. Dois anos mais tarde, ela morreria em um acidente de carro, dando condições para que o relacionamento entre Charles e Camilla saísse gradualmente da clandestinidade.
Não foi só a normalização do divórcio no mundo contemporâneo e dentro da família real que levou à aceitação de Camilla, ao contrário do que aconteceu com Wallis Simpson. O caminho de 30 anos que chega agora ao auge foi pavimentado pela atuação de especialistas em recuperação de imagem, como Mark Bolland, apontado como o responsável por organizar a cobertura pela imprensa de cenas favoráveis ao casal, como um encontro de Camilla com a rainha, em 2000. Se a soberana estava pronta para aceitar a nova companheira de Charles, mais britânicos também estariam.
Para Pasternak, além da assessoria profissional, sua atuação em cerca de 90 instituições de caridade e a passagem do tempo, foram fundamentais as próprias características da personalidade de Camilla. “Ela tem uma devoção constante a Charles e à família real”, avalia a escritora. “Diferentemente dos membros mais jovens, não busca holofotes e não finge ser alguém que não é. É engraçada, esperta e, mesmo quando foi difamada, nunca perdeu o bom senso.”
Segundo pesquisa YouGov, 53% dos britânicos dizem acreditar que a rainha consorte vai desempenhar um bom trabalho na nova função —que, assim como a do príncipe Philip, outro monarca consorte, deverá ser o de apoiar quem ocupa o trono. “Além de saber lidar com ele, Camilla é diplomática e muito boa em acalmar situações carregadas”, diz Pasternak. “Acho que ele vai ser um rei muito melhor tendo ela como rainha.”

Christina Heerey foi a última civil a passar pelo caixão da rainha Elizabeth II antes do fechamento dos portões em Westminster Hall na manhã desta segunda-feira (19).
“Um verdadeiro privilégio. Eu me senti muito honrada por ter tido a oportunidade de poder ir lá e vê-la“, disse Heerey em entrevista à “BBC”.
O vídeo divulgado pela agência “Reuters” mostra que a mulher passa pelo caixão e abaixa a cabeça em sinal de respeito.
A última visita foi registrada por volta de 6h34 (2h34 em Brasília), horário em que as portas do salão do Palácio de Westminster, onde estava o caixão de Elizabeth II, foram fechadas.


Um policial que não teve o nome identificado desmaiou nas ruas de Londres durante parte da cerimônia que levava o caixão da rainha Elizabeth II para a Abadia de Westminster.
Imagens mostram o oficial sendo carregado em uma maca por membros da Marinha Real.
Segundo o sistema de saúde Saint John Ambulance, mais de 400 pessoas precisaram de assistência médica enquanto esperava na fila durante este final de semana.

A visita do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) ao Reino Unido para o funeral da rainha Elizabeth tem pouco mais de 24 horas, mas já repercutiu no meio diplomático, por conta da “postura de campanha” do chefe de Estado brasileiro. É o que fontes ligadas a embaixadas e ao Itamaraty relatam ao blog da Júlia Duailibi.
Logo na chegada a Londres, Bolsonaro fez um discurso em tom de campanha da sacada da residência oficial do embaixador do Brasil no Reino Unido, Fred Arruda, onde assegurou uma vitória no primeiro turno das eleições brasileiras. À noite, depois de compromissos oficiais, o presidente ainda passou em um posto de combustíveis para comparar o preço da gasolina com o do Brasil.
Diplomatas destacaram a “falta de sobriedade” e um desconforto entre representantes das Relações Exteriores, ao comentar os atos. Embora admitissem ser difícil, às vésperas da eleição no Brasil, fontes relataram uma frustração com o tom usado pelo presidente logo no primeiro dia viagem e com a campanha eleitoral em território estrangeiro.
Muitos também lamentaram as cenas em que apoiadores bolsonaristas hostilizaram a imprensa e até manifestantes contrários ao presidente, incluindo britânicos. Um dos apoiadores de Bolsonaro chegou a mandar uma britânico “voltar à Venezuela”. Para fontes ouvidas, a postura “é descabida e não traduz as condolências que o Brasil presta e nem a diplomacia entre as duas nações”.


O presidente Jair Bolsonaro (PL) e a primeira-dama, Michelle, chegaram por volta das 6h45 (horário de Brasília) desta segunda-feira (19) à Abadia de Westminster, onde o corpo da rainha Elizabeth II é velado por autoridades.
Mais cedo, ao deixar a residência oficial do embaixador do Brasil em Londres, Bolsonaro se irritou e ao ser questionado sobre o uso da viagem para fins políticos – na véspera, ele discursou para apoiadores e disse que ganharia a eleição presidencial em 1º turno.
“Você acha que eu vim aqui fazer política?”, disse Bolsonaro nesta segunda.
O mais recente levantamento do instituto Datafolha, divulgado na quinta-feira (15), aponta que o ex-presidente Lula (PT) tem 45% das intenções de voto no 1º turno contra 33% de Bolsonaro no primeiro turno. A pesquisa Ipec (ex-Ibope) mais recente aponta cenário semelhante: 46% para Lula ante 31% de Bolsonaro.

O enterro da rainha Elizabeth 2ª acontece nesta segunda-feira (19), 11 dias depois de sua morte. O funeral começa às 7h, no horário de Brasília, e reúne cerca de 2.000 convidados; entre eles, líderes e diplomatas de quase todos os países.
A cerimônia, porém, começa alguns minutos antes, quando a família real conduz um cortejo com o caixão de Elizabeth do Salão de Westminster até a abadia de mesmo nome, onde ocorre o funeral.
Esta é a primeira vez em que câmeras são permitidas na despedida de um chefe da monarquia britânica.


O presidente dos EUA, Joe Biden, elogiou a rainha Elizabeth 2ª neste domingo (18), destacando a importância da agora ex-chefe da monarquia britânica no cenário geopolítico.
“Nossos corações estão com vocês”, disse o americano ao britânicos depois de assinar um livro de condolências e visitar o caixão de Elizabeth no Salão de Westminster. “Vocês tiveram a sorte de tê-la por 70 anos, todos nós tivemos. O mundo é melhor por causa dela”, acrescentou.
Biden também revelou um trecho de sua conversa com o rei Charles 3º na semana passada. O presidente americano teria consolado o monarca e dito que a rainha estaria “com ele a cada passo do caminho, a cada minuto e a cada momento”.
Outros líderes mundiais também visitaram o caixão da rainha neste domingo; entre eles,o presidente brasileiro Jair Bolsonaro e o francês, Emmanuel Macron.
A primeira-dama da Ucrânia, Olena Zelenska, representou seu marido, Volodimir Zelenski, que não sai do país desde o início da invasão russa. Após a homenagem, ela se encontrou com a princesa Kate, esposa do príncipe William, no Palácio de Buckingham. O Reino Unido é um dos principais aliados de Kiev no conflito com Moscou.
O presidente russo, Vladimir Putin, foi um dos poucos líderes a não serem convidados para o funeral da rainha.

O rei Charles 3ª agradeceu, neste domingo (18), às milhões de pessoas de todo o mundo que prestam homenagens à rainha Elizabeth 2ª e enviam mensagens à família real britânica.
“Enquanto nos preparamos para dizer nosso último adeus, eu queria aproveitar esta oportunidade para agradecer a todas as inúmeras pessoas que têm sido um apoio e conforto para minha família e para mim neste momento de dor”, afirmou Charles em um comunicado.
Desde a morte de sua mãe, o novo monarca viajou para Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales, países que, junto com a Inglaterra, compõem o Reino Unido. “Em Londres, Edimburgo, Hillsborough e Cardiff, fomos movidos por todos que se deram ao trabalho de vir e prestar seus respeitos ao serviço vitalício de minha querida mãe, a falecida rainha”, acrescentou neste domingo.
O funeral de Elizabeth acontecerá na segunda -feira (19), às 11h (7h no horário de Brasília), na Abadia de Westminster, em Londres. O caixão da rainha sairá do Salão de Westminster minutos antes e será acompanhado por membros da família real, que farão o trajeto a pé.
Duas mil pessoas foram convidadas para a cerimônia; entre elas, líderes de quase todos os países.


A rainha Elizabeth II morreu no dia 8 de setembro, mas ainda não foi sepultada. Seu funeral acontece apenas nesta segunda-feira (19). O corpo da monarca consegue suportar os 11 dias de cerimônias e transporte graças à forma a qual seu caixão foi feito.
Durante o ritual fúnebre de Elizabeth II, seu corpo permanece lacrado no caixão, que é feito de carvalho inglês e forrado com chumbo, fabricado há 30 anos.
O método usado para produzir o caixão é conhecido como “casca e caixa de chumbo”. Nele, um simples caixão interno é feito de madeira, coberto com chumbo e depois colocado dentro de um caixão externo, explica o jornal inglês The Telegraph.
Com isso, é possível barrar a entrada de oxigênio e umidade dentro do caixão, criando um ambiente hermético, que por sua vez evita que bactérias, fungos e vírus se proliferem.
Deste modo, o corpo demora mais tempo para se decompor, podendo ser preservado por até um ano, explica a CNN britânica.
Feito sob encomenda
A rainha será sepultada no Castelo de Windsor, na Capela Memorial do Rei George VI, ao lado de seu pai – a quem o nome da capela homenageia – e de seu marido, o príncipe Philip, morto em abril de 2021.
O caixão da rainha e o do Duque de Edimburgo foram encomendados há 30 anos.
O modelo foi desenvolvido por Henry Smith, que fechou a empresa em 2005. Ele também fez caixões de celebridades como Diana Dors, Freddie Mercury e Jimi Hendrix, aponta o jornal The Telegraph.
Segundo o jornal, por ser forrado de chumbo, o caixão da rainha se tornou tão pesado que requer oito carregadores, em vez dos seis habituais.
A empresa funerária londrina Leverton and Sons, responsável pelo funeral real, recebeu os caixões da rainha e do príncipe em 1991, já prontos.
Tradição de chumbo
A rainha Elizabeth II não é a primeira monarca a ter um caixão com chumbo. Segundo o jornal CNN, a prática está entre a nobreza inglesa há pelo menos 4 séculos.
A rainha Elizabeth I, o rei Charles II, a rainha Vitória e a princesa Diana, por exemplo, também foram enterrados em caixões de chumbo, de acordo com registros da Abadia de Westminster.
Mas a prática não é exclusiva da família real. O ex-primeiro-ministro da Inglaterra, Winston Churchill, também teve o caixão revestido de chumbo.
O modelo teria se tornado comum na Era Vitoriana, quando a vedação hermética de um caixão era necessária para evitar os efeitos da decomposição dos corpos acima do solo, explica a CNN.

Veja abaixo o cronograma do funeral da rainha Elizabeth II:
6h30 (2h30 em Brasília): O salão no Palácio de Westminster com o caixão de Elizabeth II fecha as portas para o público.
8h (4h em Brasília): Os convidados, entre eles líderes de estado de centenas de países, começam a entrar na Abadia de Westminster, onde acontecerá o funeral.
10h35 (6h35 em Brasília): Carregadores levantam o caixão do catafalco onde está desde quarta-feira e o levam até uma carruagem.
10h44 (6h44 em Brasília): A carruagem da Marinha Real parte em uma procissão curta até a Abadia de Westminster, acompanhada por 142 militares.
10h52 (6h52 em Brasília): A carruagem chega ao portão oeste da Abadia de Westminster, seguida a pé por seu filho mais velho e sucessor rei Charles III e outros membros da realeza. Os carregadores levantam o caixão e o levam para dentro da abadia.
11h (7h em Brasília): O decano de Westminster, David Hoyle, oficia a cerimônia fúnebre, na qual o arcebispo de Canterbury e líder espiritual da Igreja Anglicana, Justin Welby, pronuncia um sermão.
11h55 (7h55 em Brasília): Ouve-se o Last Post, um toque de corneta usado em funerais e cerimônias militares, seguido por dois minutos de silêncio.
12h (8h em Brasília): A cerimônia termina com o hino nacional e uma composição musical de luto.
12h15 (8h15 em Brasília): A carruagem transporta o caixão até o Wellington Arch e o Hyde Park Corner, perto do Palácio de Buckingham, a residência oficial dos reis em Londres. A família real e membros das Forças Armadas dos países do Commonwealth acompanham o cortejo, ao som do sino do Big Ben e de salvas de canhão.
13h (9h em Brasília): O caixão chega ao Wellington Arch e é levado para um carro fúnebre, que o transporta até o Castelo de Windsor, ao oeste de Londres.
15h06 (11h06 em Brasília): O carro fúnebre chega a Windsor e segue para o castelo pela avenida Long Walk.
15h40 (11h40 em Brasília): O rei e membros da família real se unem ao cortejo a pé no Castelo de Windsor antes que a comitiva chegue à capela.
16h (12h em Brasília): A cerimônia fúnebre começa na Capela de São Jorge com a presença da família real, líderes dos países da Commonwealth e funcionários do serviço da rainha. Após 45 minutos, o caixão é colocado no panteão real.
19h30 (15h30 em Brasília): O sepultamento da rainha Elizabeth II acontece em cerimônia privada na Capela de São Jorge, onde já estão os corpos de seu pai, o rei George VI, de sua mãe Elizabeth e as cinzas de sua irmã Margaret. O caixão de seu marido, o príncipe Philip, será enterrado no local ao mesmo tempo.


O primeiro lote de vacinas contra a varíola dos macacos deve chegar ainda este mês ao Brasil, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em entrevista ao programa Brasil Em Pauta, da TV Brasil.
ebc.pngA negociação, feita com o laboratório dinamarquês Bavarian Nordic, conta com a intermediação da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Nessa primeira leva, devem estar disponíveis 50 mil imunizantes, os mesmos utilizados para o combate da varíola.
De acordo com o ministro, as vacinas não são para toda a população, e sim para grupos específicos. “Não há recomendação, no momento, para a vacinação em massa”, esclareceu Queiroga.
Entre os grupos específicos estão profissionais de saúde que lidam diretamente com amostras de infectados e pessoas que tiveram contato com portadores do vírus. “Estudos já mostram que uma dose dessa pode ser fracionada em cinco doses. Então nós podemos beneficiar um número maior de pessoas. A princípio são aqueles que têm contato com o material contaminado”, disse Queiroga.
O ministro da Saúde também reforçou as diferenças entre a varíola dos macacos e a covid-19. Segundo Queiroga, além da letalidade, o vírus da Covid-19 apresentou inúmeras mutações no decorrer da pandemia, o que não se observa com a varíola dos macacos, que foi mapeada pela primeira vez na África, em 1976.
Queiroga reforçou ainda que os índices de contágio da varíola dos macacos estão em queda no mundo e em estabilidade no Brasil. “No mundo inteiro o surto tem diminuído, a velocidade de progressão dos casos é menor e nós estamos numa fase de platô com queda. Então esperamos que esse surto seja controlado”, defendeu Queiroga.
Além da importação emergencial de doses de vacina contra a varíola dos macacos, o Ministério da Saúde também recebeu autorização emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar o antiviral Tecovirimat, que deve ser utilizado em situações graves e específicas. “O uso é diante de situações onde não temos mais alternativas para esses pacientes”, salientou o ministro da Saúde.
Vacina nacional
O Ministério da Saúde também trabalha com o desenvolvimento de um imunizante nacional para enfrentar a doença. A expectativa é que a vacina esteja operacional no segundo semestre do ano que vem. Mas para isso, segundo o ministro Queiroga, o cenário epidemiológico tem de indicar a necessidade de ampliação do público alvo da vacinação.
“É algo que está trabalhado, em pesquisas. Já recebemos a Universidade Federal de Minas Gerais, que nós chamamos de semente, que depois gera a produção do IFA, e a Fundação Oswaldo Cruz, através de Biomanguinhos, tem capacidade de fazer escala. Mas isso é se houver uma indicação de vacinação para um grupo maior de pessoas”.
A varíola dos macacos tem sinais e sintomas que se caracterizam por lesões e erupções de pele, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza. O programa Brasil Em Pauta com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, vai ao ar neste domingo (18), às 22h30, na TV Brasil.

Em visita a Londres para o funeral da rainha Elizabeth II, o presidente Jair Bolsonaro fez um comício improvisado neste domingo (18), que lhe rendeu críticas de seu principal adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais. –
O presidente brasileiro chegou pela manhã à capital britânica, onde foi recebido por dezenas de pessoas, algumas com bandeiras do Brasil, às portas da residência do embaixador brasileiro, segundo vídeos difundidos nas redes sociais.
“Todo respeito pela família da rainha e pelo povo do Reino Unido”, disse em suas primeiras palavras no balcão da residência do embaixador, enquanto saudava, com os braços para o alto, a multidão, que o cumprimentava aos gritos de “Mito!”.
Mas em seguida, o presidente e candidato do Partido Liberal (PL) à reeleição em outubro improvisou um comício, pois, em seu entender, a manifestação das pessoas ali reunidas “representa o que realmente acontece no Brasil”, em um momento em que “temos que decidir o futuro da nossa nação”.
“Sabemos quem é (sic) do outro lado e o que eles querem implantar no nosso Brasil”, prosseguiu Bolsonaro, de 65 anos, para quem o Brasil “não quer discutir liberação de drogas, legalizar o aborto”, nem tampouco “aceita a ideologia de gênero”.
“O nosso lema é Deus, pátria, família e liberdade. Esse é o sentimento da grande maioria do povo brasileiro”, disse no balcão, onde tremulava a bandeira brasileira, provocando gritos e aplausos dos presentes.
Suas palavras geraram críticas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu principal adversário nas eleições presidenciais, que criticou que Bolsonaro tenha feito a viagem “para fazer campanha” e “falar mal dos outros”.
“Em vez de Bolsonaro ir para o velório da rainha, seria mais louvável se ele tivesse visitado familiares e órfãos das vítimas da COVID-19, se ele tivesse comprado as vacinas no tempo certo”, tuitou o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT).
Embora o presidente tenha defendido que “mesmo com a pandemia terrível para o mundo todo, o Brasil resistiu”, sua criticada gestão da crise sanitária, que 685.000 mortos no país – o segundo mais afetado em números absolutos -, ficou na mira das reações dos internautas.
“Bolsonaro vai a Londres fazer do cadáver da Rainha Elizabeth um palanque eleitoral. Não surpreende. Cadáveres são a especialidade dele. Taí a pandemia que não me deixa mentir”, tuitou o chargista político Carlos Latuff.
A duas semanas do primeiro turno, Lula tem 45% das intenções de voto frente a 33% para Bolsonaro, segundo última pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada na quinta-feira.
“Pesar” e “reconhecimento”
Jair Bolsonaro é um dos poucos líderes da América Latina e do Caribe a confirmar presença no funeral de Elizabeth II, na segunda-feira. A soberana faleceu em 8 de setembro após sete décadas no trono. Dirigentes de todo o mundo comparecerão ao serviço fúnebre.
Neste domingo, o presidente e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, ambos vestindo preto, foram à capela ardente da soberana no Westminster Hall, por onde também passaram o americano, Joe Biden, e o francês, Emmanuel Macron, acompanhados de suas esposas.
“No Brasil, temos forte em nossa lembrança ainda sua passagem por lá, em 1968. Por tudo que ela representou para o seu país e para o mundo”, tuitou Bolsonaro, após assinar o livro de condolências na Lancaster House.
Em seguida, o casal presidencial participou de uma recepção no Palácio de Buckingham, oferecida pelo novo rei Charles III, na véspera do funeral de Estado, que será celebrado na Abadia de Westminster a partir das 11h locais (07h de Brasília).
Segundo sua agenda oficial, Bolsonaro deixará Londres na tarde de segunda-feira com destino a Nova York, onde tem previsto discursar na Assembleia Geral da ONU no dia seguinte.


O tufão Nanmadol atingiu neste domingo (18) a costa sudoeste do Japão e as autoridades recomendaram que mais de sete milhões de pessoas procurem abrigo, diante da previsão de rajadas de vento violentas e chuvas torrenciais.
“O olho do tufão Nanmadol tocou o solo perto da cidade de Kagoshima às 19h” (7h de Brasília), informou a Agência Meteorológica do Japão (JMA).
As rajadas de vento atingiam 235 km/h e o tufão já provocou 500 mm de chuva em menos de 24 horas em algumas áreas da ilha de Kyushu.
A JMA emitiu um “alerta especial” para as prefeituras de Kagoshima e Mizayaki, no sul de Kyushu, onde pelo menos 20 mil pessoas se preparavam para passar noite em abrigos.
O canal estatal NHK, que compilou informações das autoridades regionais, informou que mais de sete milhões de pessoas receberam ordens para procurar refúgios ou buscar proteção em edifícios resistentes.
Mais de 200 mil residências estavam sem energia elétrica nas regiões afetadas.
Também foram suspensas as operações dos trens regionais e de alta velocidade, quase 500 voos e o transporte marítimo na região.
A JMA advertiu que a região pode enfrentar um perigo “sem precedentes” com os ventos, as ondas e as chuvas torrenciais.
“Permaneçam afastados dos locais perigosos e saiam caso sintam algum perigo”, tuitou o primeiro-ministro nipônico, Fumio Kishida, depois de convocar uma reunião do governo.
“Será perigoso sair à noite. Fiquem seguros enquanto ainda é dia”, afirmou.


O furacão Fiona tocou o solo neste domingo (18) no sul de Porto Rico, dois dias antes do quinto aniversário da passagem do furacão Maria, que devastou a ilha em 2017.
Fiona, que mergulhou todo o território americano na escuridão, tocou o solo às 15h20 locais (16h20 de Brasília), perto de Punta Tocón (sudoeste), informou o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.
O furacão avança com ventos de até 140 km/h. No momento, tem categoria 1, a menor na escala Saffir-Simpson (que vai até 5), mas espera-se que vá “ganhar mais força nas próximas 48 horas”, acrescentou o NHC.
O temporal provocou um apagão geral na ilha desde pouco após às 13h (14h de Brasília), informou a Autoridade de Energia Elétrica de Porto Rico, a corporação pública encarregada da geração de eletricidade.
A organização já conseguiu reiniciar vários geradores, um primeiro passo para o restabelecimento da rede elétrica, informou seu diretor, Josué Colón, em entrevista à TV.
Segundo os protocolos estabelecidos, assim que conseguir reativar a rede, a autoridade tentará restabelecer primeiro o serviço em hospitais e outros prédios governamentais que oferecem serviços essenciais.
As autoridades antecipam chuvas de 508 a 635 mm nas áreas isoladas de Porto Rico, uma quantidade bastante inferior à registrada durante a passagem do furacão Maria, que varreu o território caribenho há quase cinco anos.
“Podemos esperar que haja estragos, mas não no nível de Maria”, disse Ernesto Morales, do NWS, na mesma coletiva do governador.
Depois da passagem de Maria, Porto Rico ficou incomunicável e grandes áreas permaneceram sem eletricidade por vários meses. Quase 3 mil pessoas morreram por causa do desastre, segundo o balanço oficial.
Fiona já causou graves danos em sua passagem por Guadalupe na noite de sexta-feira. Em alguns locais, a água subiu mais de 1,50 metro neste território francês. Um homem morreu no local, arrastado com sua casa pela cheia de um rio.
O aquecimento da superfície dos oceanos aumenta a frequência dos furacões mais violentos, com ventos mais fortes e chuvas mais intensas, segundo especialistas.