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Lula afirma que democracia vive momento mais crítico desde a 2º Guerra Mundial

 (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, alertou hoje em sua participação por videoconferência na abertura do Fórum sobre Justiça Social e Fiscalização no Vaticano, para o momento difícil que a democracia atravessa.

A paz está ameaçada em muitas partes do mundo, a democracia está enfrentando o momento mais crítico desde a Segunda Guerra Mundial“, declarou.

Lula também reiterou a necessidade de intensificar a luta contra a desigualdade, inclusive fiscal, entre ricos e pobres. “A desigualdade entre ricos e pobres aumentou significativamente. A riqueza dos bilionários aumentou em 2024, três vezes mais do que em 2023. Enquanto isso, 60% da humanidade enfrenta a pobreza“, sublinhou, acrescentando que os bilionários pagam proporcionalmente muito menos impostos do que a classe trabalhadora.

O Fórum sobre Justiça Social e Fiscalização no Vaticano é organizado pela Academia Pontifícia de Ciências Sociais e pela Comissão Independente para a Reforma da Tributação Internacional das Empresas. “O encontro reúne especialistas de todo o mundo para discutir justiça e solidariedade, um tema central para alcançar um desenvolvimento econômico inclusivo e sustentável“, destacou o líder brasileiro.

Lula ainda afirmou que o Brasil colocou a luta contra a desigualdade, a fome e a pobreza no centro das discussões. “Por isso lançamos a Aliança Global contra a Pobreza e a Fome, que conta com mais de 90 países entre os seus membros. E ontem realizou a primeira reunião da sua comissão em Roma, na sede do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola da ONU”, disse.

O Brasil tem insistido na necessidade de cooperação internacional para desenvolver regras globais de tributação mínima e fortalecer as iniciativas existentes, inclusive para os bilionários. E, além disso, em termos nacionais, estamos implementando uma reforma fiscal progressiva para se colocar os pobres no orçamento nacional e tributar os ricos“, indicou, mencionando, além disso, o trabalho do seu Governo na elaboração da convenção das Nações Unidas sobre cooperação tributária internacional.

Lula reforçou também que com a presidência dos BRICS, grupo de países de economias emergentes, e a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) neste ano, o Brasil pretende propor uma nova arquitetura para o financiamento climático. “Precisamos de mais recursos para empreender e executar a Agenda 2030 e os acordos de Paris“, finalizou.

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