
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou que o Ministério Público (MPPE) e a Corregedoria da Polícia investiguem suposta violência psicológica durante o cumprimento de mandados de prisão contra membros de torcidas organizadas. Em sua decisão, a juíza Roberta Vasconcelos Franco Rafael Nogueira, da 2ª Vara do Tribunal do Júri Capital do TJPE, afirmou que “quase a totalidade dos investigados” relatou “eventual excesso no cumprimento dos mandados”.
Ao todo, 18 pessoas foram presas na última quinta-feira (27/2), na Operação Contra Pista, por suspeita de participação nos conflitos entre torcidas organizadas em 1º de fevereiro antes do Clássico das Multidões entre Sport e Santa Cruz. Desse total, quatro autuados afirmaram terem sido agredidos por policiais com chutes, batidas na testa e apertos no pescoço.
Um deles, identificado como Emerson André de Lima Silva, de 20 anos, disse que sofreu chutes e foi obrigado a dar a senha do celular. Ele afirmou que os agressores eram um “policial alto, magro e cabeludo” e outro “gordinho e barrigudo”. Já Thiago Soares Araujo da Silva, 28, outro detido, relatou que policiais deram um chute para abrir a porta da residência e um deles apontou a arma para sua cabeça e bateu em sua testa.
Daywson Rodrigues dos Santos, 21 anos, disse que um policial do Comando de Operações e Recursos Especiais (CORE), forte e alto, apertou o seu pescoço. Diogo Felipe Galvão Nunes, 29, afirmou que foi enforcado e que os policiais exigiram que ele abrisse o celular. Ele relatou que foi obrigado a dar a senha do aparelho.
Os quatro declararam que foram encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML).
O Diario de Pernambuco pediu o posicionamento da Secretaria de Defesa Social, mas até o momento não teve resposta.




