O presidente eleito da Argentina, Javier Milei, realizou, nesta tarde de domingo (10), o seu 1º discurso no cargo mais alto do país. Ele falou do lado de fora do Congresso, diferentemente da sua vice, Victoria Villarruel, que discursou dentro do órgão legislativo.
Em frente à escadaria do parlamento, e com a presença de seus eleitores e autoridades, Milei passou boa parte do discurso criticando a herança deixada pelos seus antecessores, e reforçando a necessidade de cortes nos gastos públicos.
Ele encerrou o seu discurso gritando o seu slogan: “Viva la libertad, carajo”. O termo ‘carajo’ é menos pesado na Argentina que no Brasil.
Herança
“Nestes dias muito se falou sobre a herança que vamos receber. Que fique claro, nenhum governo recebeu uma situação pior do que estamos recebendo.”
“Os argentinos, de forma contundente, expressaram uma vontade de mudança que já não tem retorno. Não há retorno. Hoje enterramos décadas de fracassos e disputas sem sentido. Brigas que só conseguiram destruir o nosso país e nos deixar na ruína. Hoje começa uma nova era na Argentina, de paz e prosperidade”.
Milei também mencionou a elevada inflação do país. “Vamos lutar contra unhas e dentes para erradica-la”.
Ajuste fiscal
Milei disse que “a solução” para a herança deixada por governos anteriores “implica, por um lado, um ajuste fiscal (…) que, diferentemente do passado, cairá sobre o Estado e não sobre o setor privado”.
“Tenho que deixar claro que não há alternativa ao ajuste fiscal”, ressaltou.
“Do ponto de vista teórico, se um país carece de reputação, os empresários não investirão até que venha um ajuste”.
Segundo ele, para fazer políticas gradualistas seria necessário realizar financiamentos. “E lamentavelmente tenho que dizer: No hay plata”.
“Sabemos que será duro”, destacou.
Infraestrutura
O presidente relembrou a população em situação de pobreza, os problemas no desempenho dos alunos argentinos na educação e a situação de emergência na infraestrutura “só 16% das estradas estão asfaltadas e 11% estão em bom estado”, declarou o presidente. “A situação da Argentina é crítica e de emergência”, afirmou.




