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A tensão continua no Oriente Médio com as promessas do Irã de retaliação a Israel após a morte do ex-chefe do grupo terrorista Hamas, Ismail Haniyeh, e nesta terça-feira (13), mais um sinal de alerta: o governo iraniano está realizando uma série de exercícios militares no norte do país.
Segundo a agência de notícias Mehr, o exercício ocorreu por uma hora, das 19h30 às 20h30 no horário local, na província de Gilan, no Mar Cáspio, para fazer um teste que pode aumentar a prontidão defensiva das forças navais do Exército.
Este é o segundo exercício militar relatado do Irã em três dias e ocorre após o Irã ter rejeitado os apelos da França, Alemanha e Reino Unido para não realizar um ataque retaliatório contra Israel, o que aumentaria ainda mais as tensões no Oriente Médio. No entanto, há a expectativa da comunidade internacional de que um possível acordo de cessar-fogo na guerra na Faixa de Gaza entre Israel e o Hamas pode atrasar ou até impedir o ataque iraniano.
Também nesta terça, mais cedo, o Hamas informou ter lançado dois foguetes M90 contra Tel Aviv, capital israelense.
Em comunicado, o grupo terrorista afirmou que o ataque era uma resposta aos “massacres sionistas contra civis e ao deslocamento deliberado” da população palestina. Pelo menos 19 pessoas morreram em Gaza em ataques aéreos nesta terça.
Segundo militares de Israel, um dos foguetes disparados caiu no mar e outro não atingiu o território israelense, e não houve relato de vítimas.
Netanyahu diz que Hamas atrasa negociações
Em comunicado através da rede social X, nesta terça, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rebateu afirmações que teria acrescentado novas exigências para o cessar-fogo e disse que foi o Hamas que exigiu 29 mudanças.
“A alegação de que o Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu acrescentou novas exigências ao esboço de 27 de maio é falsa. O rascunho de 27 de julho não inclui novas condições e não contradiz o esboço de 27 de maio. Foi o Hamas quem exigiu 29 mudanças, algo a que o primeiro-ministro se opôs”, diz o post.
Segundo o texto, há discordâncias em relação à libertação dos reféns e à forma como prisioneiros palestinos serão libertados, e é necessária a criação de um mecanismo de verificação para conseguir garantir o retorno de civis ao norte da Faixa de Gaza, proposta apresentada pelos Estados Unidos, aliados do país.


