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Irã diz ter atacado centro militar norte-americano na Síria e Jordânia

O comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária do Irã prometeu, em 17 de julho, que Teerã não interromperia seus ataques na região até que os EUA parassem de atacar a costa sul do Irã e o Estreito de Ormuz/AFP PHOTO / SEPAHNEWS

A agência estatal iraniana Tasnim divulgou nesta sexta-feira (17) que a Guarda Revolucionária do Irã atacou um centro de comando de operações especiais dos Estados Unidos em al-Tanf, na Síria, em retaliação pela morte de militares iranianos em Iranshahr.

A Guarda Revolucionária reivindicou ainda a destruição de aviões militares norte-americanos na Jordânia em resposta aos bombardeios dos EUA contra infraestruturas civis do país durante a noite de ontem e a madrugada de hoje, que causaram mortos e feridos.

Em reação ao ataque, o Irã afirmou que visou também infraestruturas militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait. “Os ataques foram uma resposta aos crimes do inimigo arrogante e uma vingança pelo sangue dos mártires da pátria”, noticiou a televisão estatal iraniana.

Além disso, o Catar relatou ofensivas na madrugada de sexta-feira, com várias explosões registradas, enquanto o ministério cataria da Defesa reportou que o exército interceptou mísseis lançados contra o país. As autoridades indicaram que uma criança ficou ferida devido a queda de destroços.

Segundo a Tasmin, a Guarda Revolucionária do Irã também atingiu hoje um navio que tentava atravessar o Estreito de Ormuz. Segundo a publicação, a tripulação da embarcação, de bandeira tailandesa, ignorou os avisos iranianos e tentou fazer a travessia marítima.

As Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) confirmaram que receberam o relato de um incidente envolvendo um navio mercante e forças militares ao largo da costa de Omã.

O exército iraniano ainda assegurou que o Irã mantém controle total sobre o Estreito de Ormuz e avisou que não permitirá a exportação de petróleo ou gás através da rota estratégica enquanto continuarem os ataques norte-americanos.

Por sua vez, o Comando Central dos EUA (Centcom) acabou de anunciar que as forças norte-americanas destruíram a torre de vigilância do porto iraniano de Chah Bahar Shahid Kalantari.

A torre era parte de uma rede de vigilância marítima ao longo da costa iraniana do Golfo de Omã, utilizada há décadas pelo Corpo da Guarda Revolucionária do Irã para rastrear e visar navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz”, diz o comunicado do Centcom.

O Comando Central dos EUA acrescentou que as suas forças, incluindo aviões de combate, drones e navios de guerra, lançaram munições de precisão que atingiram dezenas de alvos militares iranianos, como locais de vigilância costeira e defesa aérea, infraestruturas de logística militar e capacidades marítimas.

Numa intervenção televisiva em horário nobre dirigida ao público norte-americano na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país está obtendo grandes vitórias no Irã. “Verão os frutos desse esforço muito em breve”, indicou.

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