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Impasse com ambulâncias impede saída de brasileiros em Gaza

Brasileiros esperam em área em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, para cruzar a fronteira com o Egito, em 10 de novembro de 2023. — Foto: Embaixada do Brasil na Palestina

O grupo de 34 brasileiros autorizados a deixar a Faixa de Gaza nesta sexta-feira (10), depois de mais de um mês de guerra, segue aguardando a liberação para atravessar a fronteira com o Egito, pela passagem de Rafah, ainda sem previsões de quando o deslocamento será realizado.

A espera ocorre porque, por conta da guerra, o consenso entre as autoridades que controlam a fronteira é que as ambulâncias sempre têm prioridade para deixar o local – o que não está acontecendo por conta dos ataques às regiões em que estão os hospitais.

Há expectativas de que os brasileiros ainda possam ser autorizados a atravessar a fronteira neste sábado (11), desde que o comboio de ambulâncias que tenta deixar Gaza consiga realizar o deslocamento e chegar até o posto de comando em Rafah.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, porém, não dá certeza sobre a data de saída.

Brasileiros repatriados terão apoio para chegar ao país
De acordo com a agência de notícias do Governo Federal, todos os brasileiros que aguardam para deixar a Faixa de Gaza foram realocados em uma única residência em Rafah, para agilizar o traslado quando houver a autorização para atravessarem a fronteira.

O ministro Mauro Vieira, em coletiva de imprensa, disse que o grupo está reunido e conta com assistência financeira para alimentação e para custear as taxas de passagem na fronteira.

“Temos todo um esquema de operação com a Força Aérea Brasileira (FAB) para trazê-los de volta. Eles serão recepcionados no Brasil com todo um aparato de acolhimento”, destacou o ministro.

Quando chegarem ao Brasil, os repatriados contarão com avaliações médicas e psicológicas, descanso, alimentação adequada, hospedagem em alojamento da FAB por dois dias e abrigo em uma estrutura preparada no interior de São Paulo para os que precisarem, informou Augusto Botelho, secretário nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Além dos 34 nomes já listados, o Itamaraty já prepara uma segunda lista com cerca de 50 pessoas que devem receber a autorização para deixar Gaza.

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