Cor Litúrgica: Verde
23ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira
Naquele tempo, 20 Jesus levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! 21 Bem-aventurados, vós que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir! 22 Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! 23 Alegrai-vos, nesse dia, e exultai pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. 24 Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25 Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! 26 Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”. (Lc 6,20-26).
Bem-aventurados são todas as pessoas que tem sua confiança em Deus, e não se desespera quando os tormentos aparecem, pois compreenderam que não são nossas próprias forças que atendem as necessidades que temos e sim o próprio Deus que age em nós.
Vivemos em uma sociedade em que o acúmulo, os excessos, o supérfluo são marcas registradas. O apego a pessoas e bens materiais tornaram-se símbolo de conforto emocional. Onde o sofrimento precisa ser evitado a todo custo. Que preço estamos pagando por isso?
Tempo cada vez mais escasso, vínculos afetivos mais fragilizados, ausências de pessoas presentes (porque embarcados no virtual, esquecem de ocupar o lugar onde estão). Os pobres de Jesus são aqueles que reconhecem que algo lhe falta, não se relacionando exclusivamente ao fator monetário. E felizes aqueles que descobriram a melhor forma de preencher essas necessidades, ancorando-se no próprio Cristo. E ancorar é diferente de encostar, não é deixa-lo fazer tudo e ficar esperando a graça sentado, mas é confiar que aquilo que não podemos fazer, que Ele age por nós.
O desespero tem sido um processo muito visível, desde as crianças até os idosos, e as “crises de ansiedade” são exemplos claros disso. Confiamos em nós mesmos ou em outras pessoas, que podem não atender nossas expectativas, até o ponto de nos decepcionar, mas não temos coragem de entregar o que nos é muito importante nas mãos de Deus, afinal, nós “sabemos o que estamos fazendo”.
Que possamos encontrar em nós a humildade, para que enfim encontremos em Deus a chave para tudo aquilo que nos falta! Que busquemos viver as bem-aventuranças!
Alanny Veras
Psicóloga e Membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios.


