Cor Litúrgica: Verde
23ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira
12 Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13 Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14 Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15 Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16 Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor. 17 Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18 Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19 A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos. (Lc 6,12-19).
Estimados leitores, “A esperança não decepciona” (Rm 5,5). No mês da Bíblia é escolhido um livro para intensificarmos uma leitura de suma importância para o nosso caminhar. A Carta de São Paulo aos Romanos é a seta. “Toda Bíblia é comunicação, de um Deus amor, de um Deus irmão…”
O Evangelho de hoje nos convida a refletir sobre o quanto Jesus era dependente do Pai. Antes de tomar qualquer atitude, Ele recorria ao Pai. O texto profundo nos convida a meditar sobre um momento decisivo na vida de Jesus: o momento em que Ele busca no Pai orientação para a escolha daqueles que ficariam responsáveis em dar continuidade à sua missão aqui na terra.
Como sabemos, Jesus tinha muitos discípulos, e, como seria impossível instruir bem uma multidão, Ele quis formar um pequeno grupo, ao qual poderia dedicar-se mais de perto na formação. Estes, mais tarde, iriam dar testemunho d’Ele no mundo e continuar a sua missão. Com o grupo pequeno, participariam diretamente do cotidiano de Jesus e teriam muito mais condições de absorver os ensinamentos, tanto pela escuta da sua Palavra quanto pelo seu exemplo.
Para a escolha dos discípulos, Jesus buscou o auxílio do Pai. Depois de uma noite inteira em oração, Ele já estava certo de quais seriam os que o Pai havia destinado para serem os seus primeiros colaboradores.
Com a escolha dos doze apóstolos, é formada a primeira comunidade cristã da Igreja de Jesus. É interessante perceber que esta escolha não recaiu sobre homens especiais, mas sobre pessoas simples, dotadas de virtudes e defeitos como qualquer um de nós. Isso mostra a diferença entre os critérios dos homens e os critérios de Deus. Hoje ainda há quem escolha pessoas capacitadas ou íntimos para formar uma equipe em diversos cantos, enquanto Deus primeiro escolhe e, depois, capacita os seus escolhidos para seguir a missão.
Precisamos subir à “montanha”, nos isolar do mundo por alguns instantes para um encontro conosco mesmos, através de um encontro com o Pai. Após este encontro, é o próprio Pai que nos remete à “planície”, abastecidos interiormente.
A oração é sinal de dependência de Deus, de quem reconhece a sua limitação e recorre Àquele que tudo pode. Se quisermos seguir os passos de Jesus, não podemos dispensar duas coisas importantes: oração e ação.
Oração e ação: duas atitudes imprescindíveis na vida de Jesus e que devem ser imprescindíveis na nossa vida também.
Tenham todos uma abençoada terça-feira!
Rosa Amélia
Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.


