
No Maranhão, 63 municípios decretaram situação de emergência. Chove forte no estado desde março.
Comunidades inteiras estão isoladas. No Maranhão, nove rios, além de riachos e açudes, transbordaram. Onde eram ruas e, segundo os moradores, há duas semanas veículos e pessoas transitavam normalmente, hoje só passam embarcações. A água invadiu o lugar e está subindo de uma tal maneira que está chegando aos telhados das casas.
Em uma comunidade, nenhuma das 50 casas escapou à inundação; 90% delas são de taipa e barro.
“Quanto mais a umidade vai subindo, mais vai desmanchando a parede. Quando nós voltarmos de novo, temos que fazer novamente”, conta o agricultor Francisco da Conceição.
Em Trizidela do Vale, a prefeitura antecipou as férias dos estudantes de julho para abril. Cinco escolas estão alagadas e sete servem de abrigo. Muitas lojas tiveram que fechar as portas.
“É muito prejuízo! 80%, 90% dos comerciantes estão sem trabalhar”, afirma João Martins, presidente da Associação Comercial.
Em várias cidades, os moradores dependem de doações. Em cada cesta, vai um pouco de arroz, feijão, açúcar e uma porção generosa de solidariedade.
“Não precisa ser muito, mas cada um contribuindo com o que pode”, diz um morador.
A voluntária Lindinalva Alves pode doar tempo para organizar os donativos:
“Muito gratificante, porque você ajuda outras pessoas que precisam, que necessitam, que estão desabrigadas”.

