Search

Fibromialgia passa a ser considerada deficiência a partir de 2026

Fibromialgia passa a ser considerada deficiência no Brasil a partir de 2026  - Amazonas Direito

A partir de janeiro de 2026, pessoas diagnosticadas com fibromialgia serão oficialmente reconhecidas como pessoas com deficiência (PcD) no Brasil. A medida, foi sancionada sem vetos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última quarta-feira (23). No entanto, só foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (24), e entrará em vigor em 180 dias após sua publicação.

Com a nova legislação, indivíduos com fibromialgia poderão usufruir de políticas públicas voltadas às PcDs. Nesse sentido, o direito a cotas em concursos públicos e a isenção de IPI na compra de veículos. No entanto, para que o diagnóstico seja equiparado à deficiência, será necessário um laudo emitido por equipe multiprofissional. Ou seja, composta por médicos e psicólogos. Que avaliarão as limitações do paciente em atividades diárias e sua participação plena na sociedade.

A fibromialgia é uma síndrome complexa, caracterizada por dores musculares e articulares persistentes por mais de três meses. Ainda mais, podendo desaparecer e retornar conforme estímulos como estresse, doenças ou traumas. Além da dor crônica, pacientes também podem apresentar sintomas como fadiga, tontura, ansiedade e depressão. Embora sua causa ainda seja desconhecida, a doença acomete, principalmente, mulheres jovens ou de meia-idade. Com isso, sendo sete vezes mais comum nelas do que em homens, crianças ou adolescentes.

Essa disparidade de incidência entre os sexos, aliada à ocorrência de outras doenças reumáticas concomitantes, pode dificultar tanto o diagnóstico quanto o tratamento. Por isso, especialistas destacam a importância de uma abordagem terapêutica individualizada.

De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, o tratamento da fibromialgia pode ser feito de forma medicamentosa ou integrativa. Nesse sentido, a primeira inclui o uso de antidepressivos, analgésicos e anticonvulsivantes para alívio da dor. Por outro lado, já as terapias integrativas visam reduzir o estresse e melhorar a qualidade de vida do paciente por meio de fisioterapia, terapia ocupacional e psicoterapia.

Além disso, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza tratamento para pessoas com fibromialgia, o que reforça a importância da rede pública no suporte a essa população.

Vacina universal contra o câncer dá passo promissor em estudo com RNA mensageiro

A combinação foi testada em camundongos com melanoma e apresentou resultados promissores. — Foto: Freepik

Uma vacina experimental de mRNA desenvolvida por cientistas da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, conseguiu potencializar os efeitos da imunoterapia e eliminar tumores em testes com camundongos. A descoberta, publicada na quinta-feira (18) na revista Nature Biomedical Engineering, é considerada um passo importante rumo à criação de uma vacina universal contra o câncer.

O diferencial do estudo está no fato de que a vacina testada não foi desenvolvida para atingir um tumor específico, mas sim para estimular o sistema imunológico de forma ampla, como se o corpo estivesse respondendo a um vírus. Esse estímulo provocou uma reação robusta das células de defesa, que passaram a reconhecer e atacar as células tumorais.

“A grande surpresa é que uma vacina de mRNA, mesmo sem ter como alvo um câncer específico, conseguiu gerar uma resposta imune com efeitos anticâncer bastante significativos”, explicou o oncologista pediátrico Elias Sayour, líder do estudo e pesquisador da UF Health.

Testes eliminaram tumores em modelos resistentes

Nos experimentos, os pesquisadores combinaram a nova vacina de mRNA com medicamentos já usados na imunoterapia, os chamados inibidores de checkpoint imunológico, como o anti-PD-1. Esses fármacos “liberam o freio” das células T, parte essencial da defesa do organismo, para que elas consigam atacar o tumor.

A combinação foi testada em camundongos com melanoma, um tipo agressivo de câncer de pele, e apresentou resultados promissores, inclusive em tumores resistentes a tratamento. Em alguns modelos, os tumores desapareceram completamente. A equipe também obteve efeitos positivos em casos de câncer ósseo e cerebral.

A chave do sucesso, segundo os cientistas, foi forçar os tumores a expressarem a proteína PD-L1, que torna as células cancerígenas mais visíveis para o sistema imunológico. Essa “isca” aumentou a eficácia da imunoterapia.

Tecnologia similar à das vacinas da covid-19

A formulação da vacina experimental segue a mesma lógica das vacinas de mRNA contra a covid-19, como as da Pfizer e da Moderna. Ela usa uma molécula de RNA mensageiro envolta em nanopartículas lipídicas (pequenas partículas de gordura) para levar instruções às células e gerar uma resposta imunológica.

No ano passado, o grupo de Sayour já havia testado com sucesso, em humanos, uma vacina personalizada de mRNA para tratar glioblastoma, um tipo de câncer cerebral raro e agressivo. Na ocasião, a vacina foi feita a partir das células tumorais de cada paciente. Agora, a inovação é ir além: usar uma vacina genérica, de uso mais amplo, que dispense a personalização.

“Este estudo propõe um terceiro paradigma no desenvolvimento de vacinas contra o câncer”, disse Duane Mitchell, coautor da pesquisa. “Em vez de adaptar a vacina a um tumor específico ou buscar alvos comuns entre pacientes, podemos usar uma resposta imune forte e inespecífica como arma principal.”

PRÓXIMOS PASSOS: A expectativa agora é levar a nova formulação a testes clínicos com humanos. “Se conseguirmos replicar esses efeitos em humanos, isso abre caminho para uma vacina universal que prepara o sistema imunológico para reconhecer e destruir o câncer”, afirmou Mitchell.

Os cientistas trabalham para aprimorar a formulação e viabilizar os testes em pacientes nos próximos anos. A pesquisa foi financiada por diversas agências americanas, incluindo os Institutos Nacionais de Saúde (NIH).

“Poderíamos despertar a resposta imune do próprio paciente contra seu tumor. Se isso for validado em humanos, terá implicações profundas no tratamento do câncer”, disse Mitchell.

Essa nova abordagem representa uma promessa especialmente relevante para pacientes com tumores agressivos ou que não respondem bem aos tratamentos convencionais, como quimioterapia e radioterapia.

Brasil retomará fabricação nacional de insulina após 20 anos

O Brasil produzirá 50% da demanda relacionada às insulinas NPH e regular no SUS/Walterson Rosa/MS

O Ministério da Saúde recebeu, nesta sexta-feira (11), o primeiro lote de insulinas produzidas por meio do programa Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que faz parte da Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O país voltará a fabricar o medicamento 100% nacional, por meio de transferência da tecnologia da farmacêutica indiana Wockhardt, com base em um acordo com o laboratório público Fundação Ezequiel Dias (Funed) e com a empresa brasileira Biomm.

O ministro Alexandre Padilha participou do evento de entrega do lote com 207.385 mil unidades do medicamento, sendo 67.317 frascos de insulina regular e 140.068 de insulina NPH, na fábrica da Biomm, em Nova Lima (MG).

“Depois de mais de duas décadas sem produzir insulina humana, o Brasil retoma essa fabricação para ser entregue ao Sistema Único de Saúde e contribuir com a saúde da população”, destacou Padilha. “É o Brics acontecendo na realidade, mudando a vida da população brasileira e gerando emprego, renda e tecnologia aqui em Minas Gerais”, acrescentou, em referência ao bloco econômico que reúne grandes países do chamado Sul Global, incluindo a Índia, país que viabilizou a parceria.

Segundo a pasta, após a transferência total da tecnologia, o Brasil produzirá 50% da demanda relacionada às insulinas NPH e regular no SUS.

“Uma iniciativa como essa traz segurança aos pacientes de que, independentemente de qualquer crise — como a que vivemos durante a pandemia —, o país tem soberania na produção desse medicamento tão importante. Cerca de 10% da população brasileira tem diabetes, e parte dessas pessoas precisa usar insulina. Isso garante tranquilidade, segurança e estabilidade tanto para o SUS quanto para os cidadãos que dependem do medicamento”, reforçou Padilha.

A iniciativa conta com investimentos de R$ 142 milhões na aquisição da tecnologia, e cerca de 350 mil pessoas com diabetes serão beneficiadas. Os contratos preveem a entrega para a rede pública de 8,01 milhões de unidades de insulina, entre frascos e canetas, em 2025 e 2026.

A partir da aquisição inicial, de acordo com o Ministério da Saúde, terá início o processo de transferência de tecnologia, conforme previsto nas diretrizes da PDP. Ao final da transferência, a produção do medicamento será totalmente brasileira, com a Funed e a Biomm capacitadas para fabricar o medicamento no país e abastecer o SUS de forma autônoma.

Nas PDPs, instituições públicas e empresas privadas compartilham responsabilidades para a produção nacional do insumo farmacêutico ativo (IFA) e do produto objeto de PDP, em um processo de transferência de tecnologia reversa. A transferência é efetivada por meio de etapas que incluem a realização de embalagens, controle de qualidade dos insumos, produção do produto acabado e do Insumo Farmacêutico Ativo no Brasil, possibilitando, assim, a produção local do medicamento que será fornecido ao SUS.

Hospital Regional do Agreste e Hemope fazem parceria para doação de sangue

O mÊs d ejunho é voltado para a conscientyização da doação de sangue/Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

O Hospital Regional do Agreste (HRA) firmou uma parceria com o Hemope para reforçar o abastecimento de sangue de Caruaru, no Agreste de Pernambuco. A iniciativa visa mobilizar a população da cidade para doação e evitar o baixo estoque.

A ação ocorre durante a campanha do Junho Vermelho, um período dedicado à conscientização sobre a importância da doação de sangue.

“A ação beneficia o Hemope e também o próprio HRA, uma vez que somos referência em cirurgias de emergência e precisamos manter o banco de sangue abastecido, especialmente neste mês de festas na nossa região, quando o atendimento de urgências e emergências aumenta consideravelmente”, ressalta Frank Lima, diretor médico do HRA.

Segundo dados do Ministério da Saúde, apenas 1,4% da população brasileira doa sangue regularmente, cerca de 14 a cada mil habitantes. Embora o número esteja dentro dos parâmetros recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o objetivo é ampliar esse percentual.

“Com essa ação, o HRA reforça seu compromisso com a saúde pública e convida toda a população de Caruaru e região a aderir à campanha e salvar vidas com um gesto simples, voluntário e solidário”, pontua Ítala Gomes, diretora-geral do HRA.

Requisitos para doar sangue:

• Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos precisam de consentimento formal dos responsáveis);
• Pessoas entre 60 e 69 anos só podem doar se já tiverem doado antes dos 60;
• Apresentar documento oficial com foto (físico ou digital);
• Pesar no mínimo 50 kg;
• Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas;
• Estar alimentado (evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação).

Anvisa aprova Mounjaro para tratamento de obesidade e sobrepeso com comorbidades

Brasília-DF, 10.11.2023, Fechada do Prédio da Agência de Vigilância Sanitária ANVISA, em Brasília.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira, 9, o uso da tirzepatida no tratamento da obesidade no Brasil. Sua prescrição com essa finalidade era considerada off label. Comercializado sob o nome Mounjaro, o medicamento estava, até então, autorizado oficialmente no País apenas para o tratamento do diabetes tipo 2 e começou a ser vendido em farmácias no dia 15 de maio.

Com a nova indicação, o Mounjaro poderá ser prescrito a adultos com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30, critério usado para definir quadros de obesidade, ou a pessoas com sobrepeso (IMC a partir de 27) que apresentem pelo menos uma comorbidade associada, como hipertensão, colesterol alto ou pré-diabetes.

A aprovação marca o início de uma nova abordagem no tratamento da obesidade no Brasil.

Ao Estadão, o diretor médico sênior da Eli Lilly no Brasil, Luiz André Magno, ressaltou que a aprovação para obesidade veio só agora porque os estudos foram submetidos em etapas: primeiro, o foco foi nos resultados voltados ao diabetes tipo 2 e, depois, as investigações de fase 3 miraram na obesidade. Com a análise concluída, a nova indicação foi autorizada pela Anvisa.

“Estávamos ansiosos para que a indicação oficial acontecesse, porque é um medicamento que vem para contribuir para a mudança da história do tratamento obesidade. Estamos falando de uma droga de maior potência em termos de perda de peso, com excelente segurança e que também contribui para melhora de outras comorbidades, como diabetes e apneia do sono”, declara o médico Fábio Trujilho, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso).

Ainda de acordo com o presidente da Abeso, o fato de constar na bula que o medicamento pode ser usado contra a obesidade, deixando de ser uma indicação off label, contribui para que hospitais e convênios possam reembolsar ao menos parcialmente os valores pagos no tratamento.

Brasil recebe certificado de livre da febre aftosa reconhecido no mundo

A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconheceu o Brasil como livre de febre aftosa sem vacinação, na última quinta-feira (29), durante a 92ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados da OMSA, em Paris./Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) concedeu ao Brasil certificação como livre de febre aftosa sem vacinação. O Presidente Lula recebeu o documento nesta sexta-feira (6), em Paris, durante evento da OMSA. Ele agradeceu o trabalho dos produtores de gado e frigoríficos no Brasil junto ao Ministério da Agricultura, que o Ministério da Agricultura, e enfaziou que foram “60 anos de trabalho” antes de sermos reconhecidos.

Com a certificação, produtores da agropecuária podem dispensar o processo de vacinação, o qual envolvia transportar o rebanho por um grande percurso, e realizar processos sanitários demorados duas vezes ao ano.

Para o presidente da Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco (Faepe), Pio Guerra, o status conquistado pelo país e por Pernambuco foi resultado do esforço conjunto bem-sucedido, além das medidas de fortalecimento da vigilância sanitária e capacitação dos profissionais e técnicos da defesa local. Segundo ele, a partir de agora haverá “uma abordagem mais tecnológica na produção primária e em toda a cadeia produtiva”, profissionalizando ainda mais o setor, com o objetivo de atender a mercados internacionais com qualidade, regularidade de oferta, modernidade dos produtos e preços mais competitivos.

“As exportações reconhecidas da indústria sucroalcooleira e da fruticultura vão corroborar o conceito de qualidade do produto primário pernambucano, e movimentarão nossa infraestrutura portuária, inclusive com a possível ampliação de novas rotas de comercialização que venham dinamizar ainda mais nossas vendas”, destaca Guerra.

Em entrevista ao Diario de Pernambuco, o diretor de comércio exterior da Masterboi, Márcio Rodrigues, lembra do último registro da doença em território nacional, em 2006, no Paraná e no Mato Grosso do Sul, “Da noite para o dia, o Brasil perdeu 56 mercados internacionais”, relata ele. A empresa tem o maior frigorífico de Pernambuco, localizado no município de Canhotinho, no agreste.

Pela característica de rápida disseminação, quando há registro da febre aftosa, são muitas as restrições de comercialização. Além disso, para evitar a propagação da febre, o produtor precisa interditar a área e sacrificar todos os animais.

No Brasil, as ações foram conduzidas de acordo com o Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA), com a retirada gradual da vacina e ampliação das zonas livres, além da busca pelo reconhecimento internacional, elevando o patamar do país no setor.

Segundo Márcio Rodrigues, o processo de habilitação para outros mercados, como o do Japão e da Coreia do Sul, tem a tendência de aceleração. Os agropecuaristas também se beneficiam, já que o processo de vacinação envolve “fechar o seu rebanho, passar ele pelo curral, pela mangueira, aplicar a vacina”, duas vezes ao ano, um processo oneroso em que o animal pode se machucar.

Além disso, a vacina pode causar reações no músculo onde ela é aplicada, e depois “é encontrada como uma inflamação, e muito da carne em torno dessa inflamação tem que ser toda removida, causando prejuízo tanto para o produtor quanto para a indústria”, enfatiza ele.

O secretário estadual de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca do Governo de Pernambuco, Cícero Moraes, explica que as ações incluíram o cadastro e geolocalização de cerca de 70% dos estabelecimentos rurais, além da implementação de um sistema completo de monitoramento de eventos pecuários, fluxo de animais e inspeções em animais suspeitos, com coleta de amostras para análise laboratorial, com a coordenação da secretaria e da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro).

Gripe aviária: cai para 10 número de casos investigados; nenhum é em granja comercial

Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro/SERGIO LIMA / AFP

O Ministério da Agricultura investiga atualmente 10 casos suspeitos de influenza aviária em vários Estados do Brasil. Segundo atualização da Plataforma de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, feita às 19h desta sexta-feira (6), nenhuma das investigações ocorre em granjas comerciais. Os casos em andamento envolvem criações domésticas e aves silvestres.

Entre as suspeitas em criações domésticas estão episódios envolvendo galinhas de subsistência nos municípios de Lábrea (AM), Castanhal (PA), Itaituba (PA), Campinápolis (MT), Novo Cruzeiro (MG) e Alegre (ES).

Já entre os casos em aves silvestres, estão as investigações em Santo Antônio do Monte (MG), com um pombo; Mateus Leme (MG), com um cisne-negro; Belo Horizonte (MG), com uma coruja-orelhuda, e em Angra dos Reis (RJ), com um albatroz-de-sobrancelha.

O Brasil já confirmou 171 casos de influenza aviária: 167 em animais silvestres (163 em aves e 4 em leões-marinhos), 3 em criações de subsistência e 1 em granja comercial, registrado em Montenegro (RS), em maio.

Essas investigações são corriqueiras no sistema de defesa agropecuária nacional, já que a notificação é obrigatória. A influenza aviária de alta patogenicidade (vírus H5N1) é uma doença de notificação obrigatória imediata aos órgãos oficiais de defesa sanitária animal do país. Produtores rurais, técnicos, proprietários, prestadores de serviço, pesquisadores e demais envolvidos com a criação de animais devem notificar imediatamente os casos suspeitos da doença ao Serviço Veterinário Oficial (SVO). O Brasil já realizou mais de 2.500 investigações de suspeitas de gripe aviária desde maio de 2023, quando houve a primeira ocorrência em ave silvestre, segundo o Ministério da Agricultura.

Até o momento, há apenas um caso confirmado de gripe aviária em granja comercial no País, em Montenegro, em um matrizeiro de aves na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. No total, o País já registrou 167 casos da doença em animais silvestres no País (sendo 163 em aves silvestres e 4 em leões-marinhos), 3 focos em produção de subsistência, de criação doméstica, e 1 em produção comercial.

Celular em excesso: danos invisíveis que afetam corpo, mente e sociedade

Pediatra e professor Daniel Becker/TIAGO NUNES/DIVULGAÇÃO

O uso excessivo de celulares por crianças e adolescentes já ultrapassou o limite da preocupação individual para se tornar uma questão de saúde pública. A afirmação é do sanitarista e pediatra Daniel Becker, um dos articuladores da lei federal que proíbe o uso de celulares nas escolas públicas e privadas de educação básica.

Em palestra realizada nesta segunda-feira (26), no auditório da Unit-PE, em Recife, Becker apresentou dados alarmantes sobre os efeitos das telas digitais no desenvolvimento físico, emocional e social dos jovens brasileiros. “O que estamos vivendo é um experimento social que não vai dar certo”, alertou o especialista.

Segundo Becker, os prejuízos da exposição prolongada ao celular não se limitam à visão, à postura ou ao sedentarismo. Eles envolvem também o aprendizado, o comportamento, a saúde mental e até a formação ética e política das novas gerações. “Estamos notando problemas graves: irritabilidade, isolamento, consumismo, perda do sono, ansiedade, depressão e até automutilação”, pontuou.

O Brasil, afirmou o pediatra, vive um cenário de crescimento exponencial de transtornos mentais entre adolescentes desde a popularização do celular. Entre 2013 e 2023, os casos de depressão e ansiedade aumentaram 1.500% entre jovens de 10 a 14 anos, e 3.300% na faixa dos 15 aos 19. “É astronômico o que está acontecendo com a nossa adolescência”, destacou.

Sem neutralidade

Becker também apontou que o conteúdo acessado pelas crianças nas redes sociais não é neutro. Ao contrário, é manipulado por algoritmos com objetivos comerciais, que retêm a atenção com vídeos curtos, mensagens de ódio e padrões irreais de beleza e consumo.

“Para os meninos, pornografia e jogos. Para as meninas, a comparação com blogueiras e influenciadoras. Isso gera frustração, vício e apatia”, detalhou. O especialista utiliza o termo brainrot — “apodrecimento cerebral” — para descrever o fenômeno da passividade intelectual provocada pelo consumo contínuo de conteúdos vazios e emocionalmente intensos.

A violência digital também preocupa. Becker alerta para o acesso irrestrito a conteúdos ideológicos extremos e a riscos como pedofilia, golpes e manipulações. “O crime migrou para a internet. Crianças não têm preparo para lidar com isso”, afirmou.

Para ele, o celular com internet deveria ser adiado ao máximo, com acesso controlado e supervisionado a partir dos 14 ou 16 anos. “Você precisa do celular, seu filho não precisa”, resumiu.

Mas os riscos não são apenas individuais. Há um pano de fundo social que potencializa os danos. A desigualdade, a violência doméstica e a fragilidade dos vínculos familiares tornam crianças e adolescentes ainda mais vulneráveis ao domínio das telas.

“Somos uma das sociedades mais desiguais do mundo. Isso mina os pilares do cuidado e da convivência”, disse Becker. Segundo ele, 65% dos homicídios de crianças no Brasil são cometidos por familiares, e a maioria dos abusos sexuais contra menores de 14 anos ocorre dentro de casa.

Becker defende que a responsabilidade não pode recair apenas sobre as famílias ou as escolas. É preciso envolver o Estado e toda a sociedade. “Temos que regulamentar redes sociais, apoiar políticas públicas que tornem a cidade mais amigável às famílias, com praças, parques, atividades ao ar livre”, propôs. Também citou o movimento social Desconecta, formado por pais e mães que buscam retardar o acesso dos filhos a smartphones e redes.

A relação entre pais e filhos, segundo Becker, é uma base essencial para enfrentar o problema. O tempo de qualidade, o afeto e a escuta são ferramentas insubstituíveis para o desenvolvimento saudável. “O vínculo é a pista de decolagem para todo o resto. Sem isso, não há desenvolvimento possível.”

Equilíbrio

Becker criticou ainda os modelos educativos autoritários e permissivos, defendendo equilíbrio, regras claras e presença efetiva. “O filho não é propriedade dos pais. Crianças são sujeitos de direitos. Palmada não educa. É violência e tem efeitos duradouros na saúde mental e social”, afirmou.

Para o pediatra, o brincar livre, o contato com a natureza e a convivência com outras crianças são os verdadeiros antídotos à dependência digital. “A infância é brincadeira. Sem brincar, não há infância. E sem infância, não há bem-estar na vida.”

A lei federal que proíbe o uso de celulares em escolas é, para ele, um passo importante. “Na escola, a criança tem a chance de se desconectar por algumas horas e viver o mundo real. É uma conquista da infância”, declarou com firmeza.

Com dados, argumentos e alertas, Daniel Becker deixou um recado claro: o enfrentamento da crise digital entre crianças e adolescentes não será feito com discursos alarmistas nem com soluções simplistas. É preciso coragem coletiva para mudar hábitos, criar alternativas e, sobretudo, recuperar o tempo da infância.

Gripe aviária: RS tira barreiras sanitárias e adota fiscalização móvel

Gripe aviária: RS tira barreiras sanitárias e adota fiscalização móvel |  CNN Brasil

As quatro barreiras sanitárias que vinham sendo utilizadas no combate à gripe aviária em Montenegro (RS) foram desinstaladas nesta sexta-feira (30). Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), as fiscalizações passam a ser feitas por equipes móveis devido a ausência de novos casos da doença na região.

Além disso, também há alteração na rotina de vistorias nas propriedades rurais. As equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) vão realizar inspeções em quatro datas, entre 1º e 17 de junho, em um raio de 10 quilômetros do local onde o vírus foi identificado.

Anteriormente, as equipes realizavam visitas a cada três dias, em um raio de três quilômetros do foco. Já nas propriedades situadas dentro de um raio de 10 quilômetros, a vistoria ocorria a cada sete dias.

“Esta mudança na estratégia é considerada mais adequada para o atual contexto sanitário e demográfico da região, marcada pela ausência de produções comerciais e pela predominância de pequenas criações familiares”, explica a diretora do DDA, Rosane Collares.

De acordo com a diretora, a substituição das barreiras fixas por volantes e temporárias é mais adequada à atual necessidade e busca otimizar recursos humanos e materiais.

“As operações serão realizadas de forma aleatória, com variação de horários e locais, focadas na fiscalização de cargas alvo. A mudança visa maximizar o fator surpresa e melhorar a mobilização das equipes de fiscalização”, afirma Rosane.

Atualmente, a granja em Montenegro, onde foi detectado o primeiro foco de gripe aviária em granja comercial do Brasil, está em período de vazio sanitário. O prazo de 28 dias encerra em 18 de junho. Após este período, não havendo a confirmação de novos casos da doença, o Brasil pode se autodeclarar livre de gripe aviária.

O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) reforça que não há risco na ingestão de carne de aves ou ovos adquiridos em pontos de venda ou armazenados em casa, pois a doença não é transmitida pelo consumo desses alimentos.

Gripe aviária: confirmado novo foco em ave silvestre no RS; suspeita no TO é descartada

Montenegro, Rio Grande do Sul

Um novo caso de gripe aviária (influenza aviária em alta patogenicidade) em aves silvestres foi confirmado em Montenegro, no Rio Grande do Sul, conforme atualização mais recente da plataforma de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, do Ministério da Agricultura, às 13 horas. O foco envolve aves da espécie joão-de-barro (Furnarius rufus). Além disso, uma suspeita da doença em abatedouro comercial de aves em Aguiarnópolis (TO) foi descartada, com resultado negativo para a gripe aviária.

As notificações em aves e/ou de subsistência não trazem restrições ao comércio internacional de produtos avícolas brasileiros, conforme prevê a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

No total, o País já registrou 166 casos da doença em animais silvestres no País (sendo 162 em aves silvestres e 4 em leões-marinhos), 3 focos em produção de subsistência, de criação doméstica, e 1 em produção comercial, somando 170 ao todo no País.

Até o momento, há um caso confirmado de gripe aviária (influenza aviária de alta patogenicidade, H5N1) em granja comercial no País, em Montenegro, em um matrizeiro de aves na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Há sete investigações de suspeita de gripe aviária em andamento no País, sendo apenas uma em planta comercial, em uma granja em Anta Gorda (RS). As investigações estão em andamento com coleta de amostra e sem resultado laboratorial conclusivo. Outras três suspeitas são investigadas em aves de subsistência em Aurelino Leal (BA), Quixadá (CE) e Manacapuru (AM). Há ainda três suspeitas envolvendo aves silvestres em Armação dos Búzios (RJ), Ilhéus (BA) e Icapuí (CE).

Essas investigações são corriqueiras no sistema de defesa agropecuária nacional, já que a notificação é obrigatória. A influenza aviária de alta patogenicidade (vírus H5N1) é uma doença de notificação obrigatória imediata aos órgãos oficiais de defesa sanitária animal do País.

Produtores rurais, técnicos, proprietários, prestadores de serviço, pesquisadores e demais envolvidos com a criação de animais devem notificar imediatamente os casos suspeitos da doença ao Serviço Veterinário Oficial (SVO). O Brasil já realizou mais de 2.500 investigações de suspeitas de gripe aviária desde maio de 2023, quando houve a primeira ocorrência em ave silvestre, segundo o Ministério da Agricultura.

Superlotação em UTIs leva estado a decretar emergência na rede pública infantil

Leitos foram abertos, mas não supriram demanda /Divulgação

Emergência na rede pública de saúde infantil foi decretada, nesta quarta (28), pelo Governo de Pernambuco.

A medida tem validade de 90 dias e foi adotada devido à alta taxa de ocupação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatal e pediátrica no estado, o que tem gerado pressão sobre a rede assistencial.

O decreto nº 58.686 foi publicado no Diário Oficial. e pode ser prorrogado pela Secretaria Estadual de Saúde.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), o estado registrou, desde o começo até o fim da semana passada, 2.544 casos de Srag. Desses, 1.746 acometeram crianças e adolescentes de 0 a 14 anos, o que equivale a 68,7% do total.

O que acontece

Com o decreto, ficam autorizadas ações administrativas emergenciais, conforme a legislação vigente.

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) será responsável por coordenar os serviços e ações de saúde pública voltados ao enfrentamento da crise, podendo estabelecer diretrizes e expedir normas complementares.

Até a 21ª semana epidemiológica (24/05/2025), foram notificados 2.544 casos de SRAG, dos quais 1.746 (68,7%) ocorreram em crianças de 0 a 14 anos e 798 (31,3%) em pessoas com 15 anos ou mais.

“Estamos enfrentando um aumento expressivo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave em crianças, o que tem gerado pressão sobre a nossa rede de UTIs pediátricas e neonatais. Diante desse cenário, a decretação da emergência é uma medida necessária para ampliarmos nossa capacidade de resposta e garantirmos a assistência adequada à população. A Secretaria está mobilizada para coordenar todas as ações, em parceria com os municípios, fortalecendo a vigilância, a regulação de leitos e o suporte aos profissionais de saúde que estão na linha de frente”, destacou a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti.

Diário de Pernambuco

Como parte das estratégias de enfrentamento da sazonalidade, que ocorre entre os meses de março e agosto, a SES-PE vem ampliando a rede assistencial com a abertura de novos leitos. Apenas em 2025, já foram abertos 253 leitos pediátricos desde o início do período sazonal. Houve também reforço nas consultas médicas online, com a realização de cerca de 812 teleinterconsultas por meio da Central de Regulação Estadual, agilizando o direcionamento e o manejo adequado dos casos.

Brasil registra 10 mil casos e quatro mortes por febre oropouche em 2025

Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora/Lauren Bishop/CDC/Divulgação

O Brasil soma ao menos quatro mortes causadas por febre oropouche em 2025. Até o momento, foram confirmados três óbitos pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES- RJ) e um pela Secretaria da Saúde do Espírito Santo (Sesa-ES). As primeiras mortes pela doença no mundo foram registradas no País em julho do ano passado.

Em relação às infecções, até o dia 16 de maio, o Ministério da Saúde documentou 10.072 casos de oropouche no Brasil, segundo o boletim semanal do Centro de Operações de Emergências (COE). Isso representa um aumento de 56,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 6.440 casos.

Em todo o ano passado, foram confirmadas 13.853 infecções. Em 2023, o País teve 833 ocorrências.

O estado mais afetado neste ano é o Espírito Santo, com 6.118 registros. Destacam-se ainda o Rio de Janeiro, com 1,9 mil casos; a Paraíba, com 640; e o Ceará, com 573.

De acordo com o COE, pessoas entre 20 e 59 anos representam 70 5% dos infectados. Entre os menores de 1 ano, foram registrados 12 casos, sendo seis no Rio de Janeiro, quatro no Espírito Santo um no Ceará e um na Paraíba.

O que explica a alta de casos

No ano passado, o ministério apontou que o salto estava associado à ampliação dos testes para a detecção da doença, distribuídos para toda a rede nacional de Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen). Com isso, os casos, que até então estavam concentrados na Região Norte, passaram a ser identificados em outras áreas.

Há ainda uma combinação de fatores que deve ser considerada, segundo a infectologista Jessica Fernandes Ramos, membro do Núcleo de Infectologia do Hospital Sírio-Libanês.

Um importante aspecto, diz Jessica, é a mutação do vírus responsável pela doença. No ano passado, uma nova linhagem do OROV foi detectada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Segundo a entidade, ela provavelmente surgiu no Amazonas entre 2010 e 2014, e se espalhou silenciosamente na segunda metade da década de 2010.

Pedro Vasconcelos, pesquisador emérito do Instituto Evandro Chagas (IEC), explicou em entrevista ao Estadão que mudanças climáticas, desmatamento e migrações humanas são outros fatores que contribuem para a disseminação do vírus.

Primeiras mortes

Segundo Jessica, a preocupação agora é maior do que nos anos anteriores em decorrência dos óbitos registrados. “Antes, era uma arbovirose com um curso mais benigno, sem registro de óbitos“, observa.

Considerando o número de pessoas infectadas e o total de casos que resultaram em morte, a letalidade da doença ainda é considerada baixa, mas a médica reforça que a atenção deve ser redobrada.

O que é a febre oropouche?

O vírus oropouche (OROV) é transmitido aos seres humanos principalmente pela picada do Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Ele foi detectado no Brasil na década de 1960, a partir da amostra de sangue de um bicho-preguiça capturado durante a construção da rodovia Belém-Brasília.

A doença tem dois ciclos de transmissão: silvestre e urbano. No ciclo silvestre, animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. No ciclo urbano, os humanos são os principais hospedeiros.

O maruim geralmente ocorre em agrovilas, bairros recém-construídos e áreas recém-desmatadas. Ele é diferente do Aedes aegypti, transmissor da dengue, que se dissemina mais facilmente em centros urbanos, onde há mais residências.

Por isso, segundo especialistas, é muito difícil dizer que haverá um aumento explosivo da transmissão. Mas o vírus pode sofrer uma mutação capaz de permitir sua adaptação a mosquitos da área urbana.

Sintomas

Os sintomas são similares aos da dengue. Há, porém, algumas diferenças na evolução do quadro clínico. Enquanto os pacientes com dengue podem desenvolver dor abdominal intensa e, nos casos mais graves, hemorragia interna, tais sintomas não costumam ser observados na febre oropouche.

No caso da oropouche, os quadros mais severos podem envolver o comprometimento do sistema nervoso central, ocasionando meningite asséptica e meningoencefalite, sobretudo em pacientes imunocomprometidos.

Qual a relação entre febre oropouche e microcefalia?

No ano passado, pesquisadores do IEC encontraram evidências de que a febre oropouche pode ser passada da mãe para o bebê durante a gestação. Com isso, iniciaram uma investigação sobre a relação entre casos de óbito e malformação fetal com a infecção.

O IEC identificou a presença de anticorpos contra o vírus em quatro bebês nascidos com microcefalia, além de material genético do vírus em um feto natimorto com 30 semanas de gestação.

O ministério fez um alerta às gestantes, mas destacou que o estudo não permitia confirmar que a infecção durante a gestação era a causa de malformações neurológicas nos bebês.

Na época, Vasconcelos, que foi um dos envolvidos na investigação disse ao Estadão que, embora ainda fossem necessários mais testes, existiam grandes chances de o vírus ser o causador dos casos de microcefalia documentados.

Como é o tratamento?

Ainda não há um medicamento específico para tratar a febre oropouche. Por isso, o tratamento é de suporte, ou seja, costumam ser administradas medicações para dor, náuseas e febre, além da indicação de hidratação e repouso.

Como prevenir?

De acordo com o Ministério da Saúde, as formas de prevenção incluem:

– Evitar áreas onde há muitos mosquitos, se possível;

– Usar roupas que cubram a maior parte do corpo e aplicar repelente nas áreas expostas;

– Manter a casa limpa, removendo possíveis criadouros de mosquitos, como potes com água parada e folhas acumuladas;

– Se houver casos confirmados na sua região, é recomendado seguir as orientações da autoridade de saúde local para reduzir o risco de transmissão.

Gripe aviária: há 11 investigações de suspeita da doença em andamento

Montenegro, Rio Grande do Sul
/SILVIO AVILA/AFP

Há 11 investigações de suspeita de gripe aviária em andamento no País, de acordo com os dados mais recentes da plataforma de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, do Ministério da Agricultura, atualizada às 19 horas desta segunda-feira, 26. Em relação à atualização anterior, das 8h30, um outro caso suspeito em Belo Horizonte, foi descartado para gripe aviária. A suspeita envolvia uma ave silvestre.

Assim, atualmente, há 11 investigações de suspeita de gripe aviária. Destas, uma em granja comercial, um abatedouro de aves em Aguiarnópolis (TO). Cinco dos casos investigados são em aves de subsistência, em Aurelino Leal (BA), Salitre (CE), Quixadá (CE), Eldorado do Carajás (PA) e Triunfo (RS). Outras cinco investigações são em aves silvestres: Armação dos Búzios (RJ), Mateus Leme (MG), Ilhéus (BA) e Icapuí (CE).

Essas investigações são corriqueiras no sistema de defesa agropecuária nacional, já que a notificação é obrigatória. A influenza aviária de alta patogenicidade (vírus H5N1) é uma doença de notificação obrigatória imediata aos órgãos oficiais de defesa sanitária animal do País. Produtores rurais, técnicos, proprietários, prestadores de serviço, pesquisadores e demais envolvidos com a criação de animais devem notificar imediatamente os casos suspeitos da doença ao Serviço Veterinário Oficial (SVO). O Brasil já realizou mais de 2.500 investigações de suspeitas de gripe aviária desde maio de 2023, quando houve a primeira ocorrência em ave silvestre, segundo o Ministério da Agricultura.

Atualmente, há um caso confirmado de gripe aviária (influenza aviária de alta patogenicidade, H5N1) em granja comercial no País, em Montenegro (RS), em um matrizeiro de aves na Região Metropolitana de Porto Alegre. No total, o País já registrou 164 casos da doença em animais silvestres (sendo 160 em aves silvestres e 4 em leões-marinhos), 3 focos em produção de subsistência (criação doméstica) e 1 em produção comercial, somando 168 ao todo no Brasil.

Brasil investiga 18 casos suspeitos de gripe aviária

Há 18 investigações de suspeita de gripe aviária em andamento no País, conforme atualização mais recente da plataforma de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, do Ministério da Agricultura, às 13h deste domingo, 25. As investigações estão em andamento com coleta de amostra e sem resultado laboratorial conclusivo. Até a manhã deste domingo, eram 20 casos de investigação.

De acordo com os dados da plataforma, duas investigações são em plantas comerciais: em uma granja de pintinhos de cinco dias em Ipumirim (SC) e em um abatedouro de aves em Aguiarnópolis (TO). Outras 11 suspeitas são investigadas em aves de subsistência em Capela de Santana (RS), Triunfo (RS), Tigrinhos (SC), Concórdia (SC), Belo Horizonte (MG), Barro Alto (GO), Aurelino Leal (BA), Salitre (CE), Quixadá (CE), Eldorado do Carajás (PA) e Abel Figueiredo (PA). Há ainda cinco suspeitas envolvendo aves silvestres em Canoas (RS), Belo Horizonte (MG), Mateus Leme (MG) Ilhéus (BA) e Icapuí (CE).

Essas investigações são corriqueiras no sistema de defesa agropecuária nacional, já que a notificação é obrigatória. A influenza aviária de alta patogenicidade (vírus H5N1) é uma doença de notificação obrigatória imediata aos órgãos oficiais de defesa sanitária animal do País. Produtores rurais, técnicos, proprietários, prestadores de serviço, pesquisadores e demais envolvidos com a criação de animais devem notificar imediatamente os casos suspeitos da doença ao Serviço Veterinário Oficial (SVO). O Brasil já realizou mais de 2.500 investigações de suspeitas de gripe aviária desde maio de 2023, quando houve a primeira ocorrência em ave silvestre, segundo o Ministério da Agricultura.

Até o momento, há um caso confirmado de gripe aviária (influenza aviária de alta patogenicidade, H5N1) em granja comercial no País, em Montenegro, em um matrizeiro de aves na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. No total, o País já registrou 168 casos da doença em animais silvestres (sendo 164 em aves silvestres e 4 em leões-marinhos), três focos em produção de subsistência, de criação doméstica, e um em produção comercial, somando 168 ao todo no País.

Surto de gripe aviária em mamíferos no mundo duplicou em 2024

A gripe aviária

O número de surtos de gripe aviária em mamíferos dobrou em todo o mundo no ano passado, aumentando o risco da propagação do vírus aos seres humanos, alertou uma agência internacional nesta sexta-feira (23).

A gripe aviária se propagou de forma inédita nos últimos anos, provocando o abate maciço de aves, o aumento do preço dos ovos e a morte de várias pessoas que tiveram contato com animais infectados.

O risco de transmissão aos humanos é baixo, mas a frequência com que os surtos ocorrem em mamíferos como bovinos, os cachorros e gatos aumentam a possibilidade de que o vírus se adapte e seja transmitido entre pessoas, declarou a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês) em um novo relatório.

Segundo estes dados, 1.022 surtos foram registrados em 55 países no ano passado, em comparação aos 459 em 2023.

“É preocupante, pois estamos assistindo à mudança no padrão epidemiológico do vírus”, declarou à AFP Emmanuelle Soubeyran, diretora-geral da OIE.

“Emergência mundial”

Os especialistas alertaram sobre o risco de uma pandemia causada pela gripe aviária, cujo vírus, capaz de sofrer mutações, já se espalhou entre o gado leiteiro nos Estados Unidos.

A divulgação do relatório coincide com os cortes nas agências de saúde e científicas dos EUA ordenados pelo governo de Donald Trump, que, entre outras medidas, decidiu encerrar um programa de epidemiologia no início deste ano.

A gripe aviária “é mais do que uma crise de saúde animal: é uma emergência mundial que desestabiliza a agricultura, a segurança alimentar, o comércio e os ecossistemas”, alerta o estudo.

Segundo o primeiro relatório anual da OIE sobre a situação mundial de saúde animal, mais de 630 milhões de aves morreram de gripe aviária ou tiveram que ser abatidas nos últimos 20 anos devido ao vírus.

As aves selvagens também sofreram perdas maciças, cuja extensão é difícil de estimar.

O relatório também destaca o papel da vacinação na contenção de epidemias em aves, reduzindo assim o risco para mamíferos e seres humanos.