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Anvisa determina recolhimento e suspensão de lote do chocolate Laka

Chocolate branco Laka de 145g tem lote visado pela agência/Divulgação

Nesta quinta-feira, 22, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento e a suspensão da venda do lote CC28525493 do chocolate branco Laka de 145g, fabricado pela Mondelez Brasil, por estar sendo comercializado em embalagem incorreta. Segundo a agência, também estão suspensas a distribuição e a divulgação do lote citado.

A Anvisa declara que a determinação veio após a Mondelez Brasil comunicar o recolhimento voluntário do lote e a retirada do produto do mercado após constatar a troca de embalagem com o produto Laka Oreo.

A falha técnica faz com que os ingredientes descritos no rótulo não correspondam aos apresentados pelo produto. Isso resulta na falta da declaração obrigatória da presença de glúten, um alerta previsto em lei para pessoas com condições específicas de saúde, como celíacos e alérgicos ao glúten. Portanto, a ausência desse aviso traz riscos para esses grupos.

Em nota enviada ao Estadão, a Mondelez Brasil informa ter adotado preventivamente o processo de recolhimento voluntário do chocolate trocado e reforça que o item não apresenta problema de qualidade.

A Mondelez diz ainda que consumidores que adquiriram o lote trocado poderão trocá-lo por outro de mesma natureza da marca. Para isso, é necessário contatar o Serviço de Atendimento ao Consumidor pelo telefone 0800 704 1940, que funciona de segunda a sexta-feira das 08h às 17h, exceto feriados.

Ministério da Saúde decide não incorporar vacina herpes-zóster ao SUS

Vacina para a prevenção de herpes-zóster/Paulo Pinto/Agência Brasil

O Ministério da Saúde decidiu não incorporar a vacina para a prevenção de herpes-zóster ao Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão está em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com relatório divulgado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), disponível online, a vacina foi considerada cara diante do impacto que poderia ter em relação ao combate a doença.

A vacina recombinante adjuvada para prevenção do herpes-zóster é voltada para idosos com idade maior ou igual a 80 anos e indivíduos imunocomprometidos com idade maior ou igual a 18 anos.

“O Comitê de Medicamentos reconheceu a importância da vacina para a prevenção do herpes-zóster, mas destacou que considerações adicionais sobre a oferta de preço precisam ser negociadas, de modo a alcançar um valor com impacto orçamentário sustentável para o SUS”, afirma o relatório.

O relatório apresenta também um cálculo dos custos em relação a população que seria beneficiada pelo imunizante. “Ao vacinar 1,5 milhão de pacientes por ano, o custo seria de R$ 1,2 bilhão por ano e, no quinto ano, a vacinação dos 471 mil pacientes restantes com um custo de R$ 380 milhões. Ao final de cinco anos, o investimento total seria de R$ 5,2 bilhões. Dessa forma, a vacina foi considerada não custoefetiva”, diz o texto publicado.

Segundo a portaria publicada nesta semana, a matéria poderá ser submetida a novo processo de avaliação pela Conitec, caso sejam apresentados fatos novos que possam alterar o resultado da análise efetuada.

Herpes-zóster

O herpes-zóster é uma condição de saúde causada pelo vírus varicela-zóster, o mesmo que causa a catapora. Quando a pessoa tem catapora, o vírus permanece no organismo e pode ser reativado ao longo da vida, ocasionando o herpes-zóster. Essa reativação é mais comum em pessoas idosas ou com a imunidade baixa.

Os primeiros sintomas são queimação, coceira, sensibilidade na pele, febre baixa e cansaço. Depois de um ou dois dias, surgem manchas vermelhas que evoluem para pequenas bolhas cheias de líquido. Essas bolhas podem secar e formar crostas. As lesões aparecem em apenas um lado do corpo e seguem o caminho de um nervo, o que dá ao herpes-zóster seu aspecto característico. As áreas mais afetadas costumam ser o tronco, a face, a lombar e o pescoço. Esse processo dura cerca de duas a três semanas.

Segundo informações do relatório divulgado pela Conitec, o herpes-zóster geralmente melhora sozinho, mas em alguns casos pode causar complicações graves, como alterações na pele, no sistema nervoso, nos olhos e nos ouvidos.

Anvisa aprova novo fármaco com injeção semestral para prevenção do HIV

Medicamento Sunlenca (lenacapavir)/AFP via Getty Images

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (12) o uso do medicamento Sunlenca (lenacapavir) para prevenção do HIV-1, como profilaxia pré-exposição (PrEP). O fármaco tem alta eficácia contra o vírus e, além da apresentação em compromido, para uso oral, está disponível como injeção subcutânea que só precisa ser administrada a cada seis meses, o que facilita a adesão.

A indicação é destinada a adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 kg, que estejam sob risco de contrair o vírus. Antes de iniciar o tratamento, é obrigatório realizar teste com resultado negativo para HIV-1.

Os estudos clínicos apresentados demonstraram 100% de eficácia do Sunlenca na redução da incidência de HIV-1 em mulheres cisgênero; além de 96% de eficácia em comparação com a incidência de HIV de base e 89% superior à PrEP oral diária.

O regime de injeções semestrais mostrou boa adesão e persistência, superando desafios comuns em esquemas diários, informou a Anvisa, por meio de sua assessoria de imprensa.

De acordo com a Anvisa, a Sunlenca é um antirretroviral inovador composto por lenacapavir, fármaco de primeira classe que atua inibindo múltiplos estágios da função do capsídeo do HIV-1.

Essa ação impede a replicação do vírus, tornando-o incapaz de sustentar a transcrição reversa, processo em necessário para que use as células do hospedeiro para se multiplicar.

A agência advertiu que, embora o registro tenha sido concedido, o medicamento depende ainda da definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Já sua disponibilização no Sistema Único de Saúde (SUS) será avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e pelo Ministério da Saúde.

Justiça determina que SUS forneça remédio para tratar câncer raro

Sistema Único de Saúde (SUS)/Fernando Frazão/Agência Brasil

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) determinou o fornecimento do medicamento Mitotano a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) diagnosticados com carcinoma adrenocortical (CAC) – câncer raro, agressivo e sem alternativa terapêutica eficaz.

O tribunal acolheu parcialmente a tutela provisória de urgência (liminar) pedida pelo Ministério Público Federal em recurso, após a negativa do pedido em primeira instância. A decisão reconhece a urgência da situação e o risco concreto à vida dos pacientes que estavam sem acesso ao medicamento.

De acordo com o pedido do MPF. o Mitotano, que já foi comercializado no Brasil com o nome comercial Lisodren, é utilizado no tratamento do carcinoma adrenocortical desde a década de 1960 e é reconhecido como a primeira e mais eficaz opção terapêutica para a doença. O medicamento é indicado tanto para casos de tumores inoperáveis, metastáticos ou recorrentes quanto como terapia adjuvante, para reduzir o risco de recidiva após cirurgia.

Segundo o MPF, não há no mercado alternativa terapêutica com a mesma eficácia e segurança, o que torna o fornecimento contínuo do fármaco indispensável no âmbito do SUS.

Com a decisão liminar, a União deverá apresentar plano de ações e cronograma detalhado para garantir que todos os pacientes do SUS com indicação médica recebam o Mitotano de forma contínua, evitando a interrupção do tratamento.

Histórico

O MPF ressalta que a crise no fornecimento do Mitotano se agravou em março de 2022, quando a empresa detentora do registro no Brasil comunicou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a descontinuação definitiva da fabricação e da importação do medicamento por motivos comerciais.

Desde então, hospitais de referência do SUS, como o Instituto Nacional de Câncer (Inca), passaram a enfrentar estoques zerados, obrigando pacientes a comprarem o remédio diretamente com recursos próprios ou a dependerem de empréstimos pontuais entre unidades de saúde.

Calor pode aumentar risco de casos de AVC, alerta médico

Segundo médico, uma série de fatores predispõem o ser humano nessa época do ano ao AVC/Foto:  Tânia Rêgo/Agência Brasil

Casos de acidente vascular cerebral (AVC) tendem a aumentar no verão, disse à Agência Brasil o neurocirurgião e neurorradiologista intervencionista do Hospital Quali Ipanema, no Rio de Janeiro, Orlando Maia.

Segundo o médico, uma série de fatores predispõem o ser humano nessa época do ano ao AVC. Um dos principais é o próprio calor que gera uma desidratação natural das células que, por sua vez, causam um aumento da possibilidade de coagulação do sangue. “E isso tem um maior potencial de gerar AVC, porque o AVC está ligado a coágulo”, disse o médico.

Existem dois tipos de AVC. Um é o AVC hemorrágico, que é o rompimento de um vaso cerebral e representa a minoria dos casos, em torno de 20%. O outro tipo, que domina o número de casos, é o AVC isquêmico, causado pela formação de um coágulo e entupimento de um vaso. Orlando Maia explicou que, como o sangue fica mais espesso, mais concentrado devido à desidratação, isso favorece a trombose, que é a formação de um coágulo e, por isso, tem maior predisposição ao AVC.

Pressão arterial

Há outras causas que seriam relacionadas à pressão arterial. “A nossa pressão arterial no verão tem uma tendência, pelo calor, a diminuir por conta da vasodilatação. Ou seja, nossos vasos, para poder compensar o calor, se dilatam. E essa dilatação causa uma diminuição da pressão, o que favorece também a formação de coágulo e de uma outra situação cardiológica, chamada arritmia. É o coração batendo fora do ritmo”, explica o médico.

Quando isso acontece, favorece também no coração a formação de um coágulo que, entrando dentro da circulação sanguínea, tem grande predisposição de ir ao cérebro porque 30% de todo o sangue que sai do coração vão para o cérebro.

Uma outra causa do AVC, também comum no verão, é que as pessoas se cuidam menos por conta das férias, o que promove um aumento do consumo de bebida alcoólica, que, por sua vez, amplia a desidratação.

Orlando Maia afirmou que a bebida alcoólica também aumenta a possibilidade de arritmia. A negligência pode levar ainda a pessoa a esquecer de tomar remédio, o que contribui para elevar o risco de um AVC.

Anvisa alerta para riscos de canetas emagrecedoras manipuladas

Anvisa emite alerta para riscos de canetas emagrecedoras manipuladas | Alô  Alô Bahia

Popularizadas por influenciadores e celebridades, as chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, vêm sendo cada vez mais buscadas por pessoas que desejam emagrecer de forma rápida, muitas vezes sem orientação médica e sem nenhum critério.

Diante da procura desenfreada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a compra e consumo desses medicamentos. Segundo a Anvisa, a venda e o uso de canetas emagrecedoras falsas representam um sério risco à saúde e é considerado um crime hediondo no país.

A farmacêutica Natally Rosa esclarece que o uso de versões manipuladas ou de origem desconhecida é uma prática perigosa.

“Uma pessoa que ela se submete, que ela é exposta ao uso de um medicamento fora dessas regulamentações, os riscos dela, com certeza, estão exacerbados. Desde a ausência de uma resposta ideal, como as contaminantes.”

A farmacêutica destaca o que observar na embalagem e no produto para conferir sua autenticidade:

“Temos alguns sinais. A própria embalagem já chama a atenção, já que as bulas são de fácil acesso na internet. Então, qual é a apresentação física dessa embalagem? De que forma que ela se apresenta? Como está o rótulo? O rótulo está no idioma do Brasil? Do nosso idioma aqui? Não deve estar em outras línguas, por exemplo. Existe lote e validade de fácil acesso? Você consegue identificar? A leitura, a descrição do medicamento, o princípio ativo, ela precisa estar bem legível. Todas as informações precisam estar bem claras.”

Ela também chama a atenção para valores: preços muito abaixo do praticado no mercado são sinal de alerta grave. O medicamento só é vendido com apresentação e retenção da receita médica.

Ministério da Saúde alerta para vacinação após Brasil registrar quatro casos de ‘gripe K’

Ministério da Saúde alerta para vacinação após Brasil registrar quatro casos de 'gripe K'
/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Brasil tem quatro casos confirmados de influenza A (H3N2) do subclado K, conhecida como “gripe K”, segundo informe divulgado pelo Ministério da Saúde na noite de quinta-feira, 18. São três registros no Mato Grosso do Sul e um no Pará.

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o caso identificado no Pará está relacionado à importação da doença e foi detectado em uma mulher que veio das Ilhas Fiji. Já os três casos registrados em Mato Grosso do Sul seguem em investigação pelo Instituto Adolfo Lutz para confirmação da origem.

Diante dos registros, o ministério reforça a importância da vacinação e afirma que os imunizantes disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) oferecem proteção contra formas graves da gripe, inclusive aquelas causadas pelo subclado K.

“A hesitação vacinal, cenário observado em países da América do Norte, contribui para a maior circulação do vírus, especialmente em contextos de baixa adesão à imunização”, diz trecho do comunicado da pasta.

No início da semana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta para o aumento de casos da “gripe K” em diferentes regiões do mundo. O avanço coincide com o início do inverno no Hemisfério Norte, período em que tem sido observado um número maior de registros em países como Estados Unidos e Canadá.

Até o momento, não há evidências de que o subclado K esteja associada a uma maior gravidade dos casos. Segundo especialistas os sintomas são semelhantes aos de uma gripe clássica, como febre, dores no corpo, tosse e cansaço.

Especialista diz que é cedo para alarme com ‘gripe K’ no Brasil

Caso da variantes K foi detectada no Pará/Marcello Casal JrAgência Brasil

A identificação no Brasil de um novo tipo do vírus influenza A (H3N2), conhecido como “vírus K”, ainda não é motivo para preocupação, avalia o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri. Segundo o especialista, a circulação de variantes do influenza faz parte da dinâmica natural do vírus e, neste momento, não há elementos suficientes para prever impacto maior na próxima temporada de gripe.

Qualquer estimativa sobre gravidade, duração ou intensidade da próxima temporada seria prematura.

“Não sabe se essa vai ser a variante circulante e predominante ainda no mundo. Está começando a temporada no Hemisfério Norte. Nem sabemos se vai ser a temporada do H3N2 ou se vai vir outro H1N1. Isso é tudo muito teórico ainda”, disse Kfouri.

Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde emitiu nota informativa em que chama atenção para o aumento rápido da circulação da variante K do Influenza A no Hemisfério Norte, em especial na Europa, América do Norte e Leste Asiático.

Na Europa, a atividade da influenza iniciou mais cedo do que o habitual. A variante K representou quase metade dos casos de infecções reportadas entre maio e novembro de 2025. Não foi registrada ainda nenhuma mudança significativa na gravidade clínica, em termos de internação hospitalar, admissões em cuidados intensivos ou óbito.

O Ministério da Saúde publicou nesta semana informe sobre a situação epidemiológica do país e destacou, pela primeira vez, a identificação de um caso da variante K no Brasil, no estado do Pará.

Nesta quarta-feira (17), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) trouxe mais detalhes sobre o registro. A amostra com a presença da nova variante foi coletada em Belém (PA), no dia 26 de novembro, e inicialmente analisada pelo Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen-PA).

Depois da confirmação de influenza A (H3N2), o material foi encaminhado ao Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), onde passou por sequenciamento genético.

O caso refere-se a uma paciente adulta, do sexo feminino, estrangeira, oriunda das ilhas Fiji, e foi classificado como importado. Até o momento, não há evidências de transmissão local associada à variante no Brasil.

Para Kfouri, a detecção de novas variantes é esperada.

“Todo ano temos novidade do influenza. É da natureza do vírus sofrer mutações e causar epidemias anuais. Por isso, que precisamos tomar vacina todo ano. As vacinas são atualizadas conforme o que se consegue prever do que vai circular na temporada seguinte”, explicou.

O especialista destaca que, mesmo quando há alguma distância genética entre a vacina e o vírus circulante, a proteção permanece, especialmente contra formas graves da doença. “O que faz às vezes com que a efetividade da vacina seja um pouco maior no ano do que no outro ano, mas nunca se perde a efetividade. Há sempre alguma perspectiva ou expectativa de proteção, especialmente contra desfechos mais graves de hospitalização e morte”, disse.

Especialistas da Fiocruz reforçam que a vacinação segue como a principal ferramenta de prevenção. A composição da vacina recomendada pela OMS foi atualizada em setembro, com cepas mais próximas das atualmente em circulação, incluindo o subclado K.

“A composição da vacina de influenza recomendada pela Organização Mundial de Saúde foi atualizada em setembro para o próximo ano, com cepas mais próximas dos clados atualmente em circulação, incluindo o subclado K”, diz Marilda Siqueira, chefe do Laboratório de Vírus Respiratórios, Exantemáticos, Enterovírus e Emergências Virais do IOC.

Além da vacinação, as recomendações incluem higienização frequente das mãos, evitar contato próximo em caso de sintomas respiratórios, uso de máscara e busca por atendimento médico, especialmente diante de febre. Para os serviços de saúde, a principal orientação é manter o fortalecimento contínuo da vigilância epidemiológica, laboratorial e genômica.

Gripe pode chegar mais cedo e com maior impacto em 2026, alerta Opas

Vacina contra influenza  — Foto: Ministério da Saúde/divulgação

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou que a temporada de gripe nas Américas pode começar mais cedo em 2026 e ter maior impacto, após o aumento recente da circulação global do vírus influenza.

O alerta está baseado em dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que apontam crescimento da atividade global de influenza nos últimos meses, com predominância do vírus influenza A (H3N2).

Embora, em termos gerais, a circulação ainda esteja dentro do esperado para uma temporada sazonal, alguns países registraram início mais precoce da gripe e níveis de atividade acima do padrão histórico para esta época do ano.

Diante desse cenário, a Opas e a OMS emitiram notas técnicas e alertas epidemiológicos recomendando o reforço da vigilância, a preparação dos sistemas de saúde e o aumento da cobertura vacinal, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

Mais de 114 mil gestantes de Pernambuco aguardam a nova vacina do SUS contra bronquiolite em recém-nascidos

Pernambuco receberá 30.700 doses da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)/Foto: Reprodução / Freepik

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) estima que 114.058 mulheres no estado, que estejam a partir da 28ª semana de gestação, sejam imunizadas contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), microrganismo causador de doenças como bronquiolite e pneumonia em crianças menores de dois anos. O imunizante é a mais nova vacina que foi incorporada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que na rede privada pode custar até R$ 1,5 mil.

Ainda de acordo com a SES-PE, o Programa Estadual de Imunização (PEI) está aguardando a chegada das 30.700 doses do imunizante contra o VSR, que teve a distribuição iniciada nesta terça-feira (2) pelo Ministério da Saúde. A previsão é que os imunizantes cheguem a Pernambuco ainda nesta quarta-feira (3).

As entregas são feitas por modal aéreo, rodoviário e multimodal, seguindo as logísticas de cada estado. Este lote inicial integra a compra de 1,8 milhão de doses feita pelo Ministério da Saúde. As entregas estão seguindo o calendário pactuado com estados e municípios, sendo o Distrito Federal (DF) a primeira unidade da federação a receber as doses.

A oferta da vacina pelo SUS foi viabilizada por meio de acordo entre o Instituto Butantan e o laboratório produtor, que assegurou a transferência de tecnologia ao Brasil. Com isso, o país passará a fabricar o imunizante, ampliando a autonomia e acesso da população a essa proteção.

A SES-PE ainda informou que assim que houver o recebimento do quantitativo destinado ao estado, será realizado o planejamento operacional para início da estratégia de vacinação. A distribuição do imunizante acontecerá de forma proporcional a todos os municípios, considerando as estimativas populacionais de cada território e seguindo as recomendações do Ministério da Saúde.

A VSR A e B (recombinante), aplicada em dose única, é indicada para todas as gestantes a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade materna, com foco na proteção dos bebês menores de 6 meses.

Estudo aponta que obesidade pode acelerar início do Alzheimer

Estudo foi realizado pela Washington University School of Medicine, em St. Louis, nos Estados Unidos/Canva

Um novo estudo realizado pela Washington University School of Medicine, em St. Louis, nos Estados Unidos, indica que a obesidade pode acelerar o desenvolvimento da doença de Alzheimer.

Os investigadores apontaram que análises de sangue regulares pode ser um complemento útil aos exames cerebrais que acompanham a progressão da doença de Alzheimer. “Os resultados sugerem que as análises de sangue podem ser mais sensíveis do que os exames no cérebro, isoladamente, ao identificar como a obesidade afeta as fases iniciais da demência”, afirmaram.

Segundo Cyrus Raji, um dos autores do estudo e professor associado de radiologia e neurologia na Washington University School of Medicine, é a primeira vez que foi demonstrada a relação entre obesidade e Alzheimer medida através de testes a biomarcadores no sangue. “O fato de conseguirmos acompanhar a influência preditiva da obesidade no aumento dos biomarcadores sanguíneos de modo mais sensível do que com a PET (Tomografia por Emissão de Ppósitrons) foi o que mais me surpreendeu neste estudo”, disse Raji.

Está PET é usada para avaliar a função de órgãos e tecidos, como o metabolismo celular.

Os pesquisadores comunicaram que as conclusões da investigação serão apresentadas na reunião anual da Sociedade Radiológica da América do Norte e, posteriormente publicada em uma revista cientifica.

A equipe de Raji acompanhou 407 pessoas durante cinco anos, recorrendo a amostras de sangue e a exames PET para identificar sinais da doença de Alzheimer. Os exames PET medem a acumulação de placas amilóides no cérebro, um sinal-chave da doença, enquanto as análises ao sangue revelam os níveis de proteínas e outros biomarcadores associados ao declínio cognitivo.

Com o tempo, a patologia de Alzheimer progrediu mais depressa nas pessoas com obesidade do que nas sem obesidade, concluiu a análise. A obesidade se associou a um aumento 24% mais acelerado da proteína plasmática NfL, a um aumento entre 29 e 95% mais rápido do biomarcador plasmático pTau217 e a uma acumulação 3,7% mais veloz de placas amilóides.

Segundo Raji, os resultados podem ajudar significativamente os médicos a acompanhar a progressão da doença ao longo do tempo. Biomarcadores sanguíneos e exames ao cérebro podem, por exemplo, ajudar a perceber a eficácia de fármacos concebidos para travar a acumulação de placas amiloides. “É extraordinário termos estes biomarcadores sanguíneos para acompanhar a patologia molecular da doença de Alzheimer e exames de ressonância magnética para detectar provas adicionais de degeneração cerebral e a resposta a vários tratamentos”, acrescentou.

A obesidade é um fator de risco conhecido para a doença de Alzheimer. Pessoas com obesidade têm também maior probabilidade de apresentar hipertensão, diabetes tipo 2 e menor atividade física, fatores que contribuem para o risco de demência.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 57 milhões de pessoas em todo o mundo tenham demência, sendo que a doença de Alzheimer é a forma mais comum, responsável por 60 a 70% dos casos.

Expectativa de vida no Brasil volta a subir e atinge 76,6 anos em 2024, aponta IBGE

Expectativa de vida do brasileiro sobe para 76,4 anos e supera índice  anterior à pandemia, diz IBGE

A população brasileira ganhou mais tempo de vida. Dados publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a expectativa de vida ao nascer chegou a 76,6 anos em 2024, um aumento em comparação a 2023, quando o índice estava em 76,4 anos.

O estudo, divulgado nesta sexta-feira (28), faz parte das Tábuas de Mortalidade 2024, levantamento anual que acompanha indicadores de longevidade no país.

A alta recente representa um avanço de cerca de 2,5 meses em um ano. Entre os homens, a expectativa passou de 73,1 para 73,3 anos, uma diferença de aproximadamente 2,5 meses. As mulheres também registraram crescimento, ainda que um pouco menor: o índice subiu de 79,7 para 79,9 anos, o que equivale a cerca de 2 meses adicionais de vida.

Os números reforçam um movimento de recuperação iniciado após o período mais crítico da pandemia de Covid-19. A crise sanitária provocou um aumento expressivo de mortes e impactou diretamente a longevidade da população. Em 2021, o país havia registrado uma das menores médias das últimas décadas: 72,8 anos. Naquele ano, os homens viviam, em média, 69,3 anos, enquanto as mulheres alcançavam 76,4 anos.

Com a estabilização do cenário de saúde pública, os indicadores voltaram a evoluir gradualmente, retomando a trajetória de crescimento que já vinha sendo observada antes da emergência global.

O IBGE também destaca o salto histórico na longevidade. Nos anos 1940, quem nascia no Brasil tinha uma vida média de 45,5 anos. Desde então, a expectativa aumentou mais de três décadas, refletindo transformações sociais, ampliação do acesso à saúde, campanhas de vacinação e melhorias nas condições de vida ao longo do tempo.

Pesquisadora brasileira cria caneta que detecta câncer em 10 segundos

A pesquisadora brasileira Lívia Eberlin — Foto: Arquivo Pessoal

Uma brasileira está por trás de uma das inovações médicas mais promissoras dos últimos anos. A química Lívia Schiavinato Eberlin, professora da Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, desenvolveu um dispositivo capaz de identificar se um tecido é saudável ou cancerígeno em apenas 10 segundos, já durante a cirurgia.

A tecnologia, batizada de MasSpec Pen, já é chamada de “caneta que detecta câncer”.

Agora, o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, conduz o primeiro estudo clínico fora dos Estados Unidos com o equipamento, em parceria com a Thermo Fisher Scientific, multinacional responsável pelo espectrômetro de massas que viabiliza a leitura molecular do tecido.

Como funciona a tecnologia

A MasSpec Pen é uma caneta conectada a um espectrômetro de massas –um equipamento capaz de identificar as moléculas que compõem uma substância e revelar sua “assinatura química”.

Em termos simples, ele pesa e compara as moléculas do material analisado, mostrando quais estão presentes e em que proporção. É a mesma tecnologia usada em investigações forenses, no controle de qualidade de alimentos e em exames antidoping –agora adaptada para uso médico.

Durante a cirurgia, o médico encosta a ponta da caneta sobre o tecido suspeito. O dispositivo libera uma microgota de água estéril, que permanece em contato com o tecido por alguns segundos. Essa gota extrai moléculas da superfície e é aspirada para o espectrômetro, que analisa sua composição química em tempo real.

O aparelho então identifica o padrão molecular do tecido –algo como uma impressão digital biológica — e mostra na tela se ele é saudável ou cancerígeno.

“É como fazer um café: a água extrai as moléculas da amostra sólida, mas não remove o tecido. A análise é instantânea e não causa nenhum dano”, explica Lívia Eberlin.

O contraste com o padrão atual

Em qualquer cirurgia oncológica, um dos maiores desafios é definir o limite exato do tumor –até onde o cirurgião deve cortar.

O objetivo é remover completamente o tecido doente, evitando deixar células cancerígenas para trás, mas sem retirar mais do que o necessário de tecido saudável, o que pode comprometer órgãos e funções do corpo.

Esse tecido, em termos simples, é o conjunto de células que forma uma parte do corpo –como um fragmento do pulmão, da tireóide, do fígado ou da mama.

Quando há um tumor, as células cancerígenas se infiltram nesses tecidos e podem invadir áreas vizinhas. Por isso, o médico precisa saber onde termina o câncer e onde começa o tecido saudável –a chamada margem de segurança cirúrgica.

Hoje, para responder a essa pergunta durante a cirurgia, os hospitais utilizam o chamado exame de congelação, considerado o padrão-ouro da patologia.

Nesse procedimento, o cirurgião remove um pequeno pedaço do tecido suspeito e o envia para o laboratório, onde o material é congelado, cortado em lâminas finas e analisado ao microscópio.

O processo pode levar de 20 minutos a 1h30, tempo em que o paciente permanece anestesiado, “aberto” e a equipe cirúrgica aguarda a resposta do patologista.

Se o exame indicar que ainda há células cancerígenas nas bordas do material retirado, o médico precisa voltar e remover uma área maior, prolongando a operação, o tempo de anestesia e o risco de complicações.

“Mesmo patologistas experientes podem ter dificuldade em fornecer uma resposta precisa sobre margem de segurança, porque o congelamento distorce a estrutura do tecido”, explica Lívia Eberlin.

“Com a caneta, o resultado vem em segundos, diretamente da sala de cirurgia, e o cirurgião sabe imediatamente se precisa retirar mais.”

Nos cânceres de pulmão, por exemplo, a definição das margens é um dos pontos mais críticos da cirurgia. Uma retirada excessiva pode comprometer a capacidade respiratória do paciente; uma retirada insuficiente aumenta o risco de recidiva.

“A tecnologia permite ao cirurgião saber, ainda na operação, se o tecido é normal ou tumoral, sem precisar esperar o laudo”, afirma o imunologista Kenneth Gollob, diretor do Centro de Pesquisa em Imunologia e Oncologia (CRIO) do Einstein.

Mama, fígado e ovário serão analisados

O Einstein é o primeiro centro fora dos Estados Unidos a testar a MasSpec Pen em pacientes. O estudo clínico, com duração de 24 meses, acompanha 60 pessoas com câncer de pulmão e de tireoide –tumores escolhidos pela acessibilidade cirúrgica e pela maturidade dos algoritmos de detecção.

A tecnologia já havia sido validada em um estudo publicado na JAMA Surgery em 2023, com mais de 100 pacientes submetidos a cirurgias de tireoide e paratireoide, alcançando acurácia superior a 92%.

O trabalho demonstrou que a caneta pode diferenciar, em tempo real, tecidos muito semelhantes, evitando a retirada acidental de glândulas saudáveis –uma complicação que ocorre em até 25% das operações convencionais.

As próximas etapas incluem estudos em tumores de mama, fígado e ovário, áreas em que a tecnologia já demonstrou alta precisão em testes laboratoriais e pode auxiliar na definição das margens cirúrgicas.

Os resultados obtidos no Brasil serão comparados ao exame anatomopatológico para avaliar acurácia, sensibilidade e especificidade.

Caneta pode medir potencial de resposta ao tratamento?

Além de detectar a presença de câncer, a equipe do Einstein quer entender se a MasSpec Pen pode revelar o perfil imunológico de cada tumor –uma informação que, até hoje, só é obtida dias depois da cirurgia, com exames laboratoriais complexos.

“Cada câncer tem uma paisagem imunológica própria, uma espécie de ‘impressão digital’ do sistema imune dentro do tumor”, explica Kenneth Gollob. “Alguns são chamados de ‘tumores quentes’, porque estão repletos de células de defesa, como linfócitos e macrófagos. Outros são ‘tumores frios’, que conseguem se esconder do sistema imunológico.”

Essa diferença é crucial para o sucesso dos tratamentos modernos. Os tumores quentes costumam responder melhor à imunoterapia, uma classe de medicamentos que estimula o sistema imunológico a atacar o câncer. Já os frios, mais resistentes, exigem abordagens combinadas –com quimio, radio ou novos imunomoduladores.

A expectativa dos pesquisadores é que a caneta consiga identificar, em tempo real, essa “temperatura imunológica”, analisando os metabólitos e lipídios que refletem a presença de células imunes ativas.

“Se conseguirmos detectar isso no ato da cirurgia, o médico poderá planejar o tratamento logo em seguida –sem esperar semanas pelo resultado da biópsia completa”, diz Gollob.

Segundo ele, o impacto seria duplo: clínico e científico. “Para o paciente, é mais agilidade e tratamento personalizado. Para a pesquisa, é a chance de entender, em milhares de amostras reais, como o sistema imune interage com o tumor em diferentes órgãos.”

A tecnologia por trás do diagnóstico instantâneo

Parceira tecnológica do projeto, a Thermo Fisher Scientific é quem fornece o espectrômetro de massas Orbitrap 240, peça central da análise molecular.

Esse equipamento –que ocupa cerca de um metro de comprimento e pesa dezenas de quilos– é o “cérebro” da operação. É ele que recebe, analisa e interpreta as amostras coletadas pela caneta.

O funcionamento ocorre em duas etapas interligadas:

  • A MasSpec Pen coleta a amostra. Ao encostar a ponta na região cirúrgica, o dispositivo libera uma microgota de água que absorve moléculas do tecido –como lipídios, metabólitos e fragmentos de proteínas. Essa gota é imediatamente sugada por um fino tubo conectado ao equipamento principal.
  • O espectrômetro faz a leitura química. Dentro do Orbitrap, essas moléculas são ionizadas e separadas conforme sua massa e carga elétrica, permitindo a criação de um perfil químico único, chamado de assinatura molecular.

A partir daí, um software alimentado por inteligência artificial compara o resultado com uma biblioteca de milhares de padrões de tumores já catalogados.

“A espectrometria de massas é uma das ferramentas mais precisas da ciência moderna. É ela que transforma a leitura química da gota de água em um diagnóstico confiável”, explica Dionísio Ottoboni, diretor de Instrumentos Analíticos da Thermo Fisher para a América Latina.

Brasil na ponta

Natural de Campinas, no interior de São Paulo, Lívia Eberlin é formada em Química pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), fez doutorado na Purdue University e pós-doutorado em Stanford.

Hoje, lidera uma equipe na Baylor College of Medicine e comanda a startup MS Pen Technologies, que desenvolve e pretende comercializar a caneta.

Com a conclusão do estudo, o passo seguinte é submeter a tecnologia à aprovação da agência regulatória americana, a Food and Drug Administration (FDA) e, futuramente, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Meu sonho sempre foi trazer a tecnologia para o Brasil. O estudo com o Einstein mostra que ela é robusta, reprodutível e aplicável a diferentes realidades clínicas”, diz.

Além do ganho científico, a pesquisadora vê no projeto uma dimensão simbólica: “É a prova de que a ciência brasileira tem alcance global e pode transformar a vida das pessoas.”

Novembro Azul: câncer de próstata é responsável por 1% das mortes registradas em 5 anos, diz SES-PE

Novembro Azul: veja 5 sintomas do câncer de próstata | CNN Brasil

Entre 2020 e 2024, Pernambuco registrou 3.984 óbitos por câncer de próstata. Isso corresponde a 1,1% de todas as mortes ocorridas no período.

Os dados são da secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), que alerta para as ações do Novembro Azul.

Neste mês, as autoridades de saúde voltam as atividades para conscientizar a população para a saúde do homem.

Ainda segundo a SES-PE, os registros foram mais comuns em homens com mais de 70 anos, com 2.894 registros.

Veja as estatísticas

Óbitos por câncer de próstata em Pernambuco (2020-2024)

2020 – 745
2021 – 817
2022 – 818
2023 – 832
2024 – 781
Total – 3.984

Embora o tema central do Novembro Azul seja baseado na saúde integral do homem, o câncer de próstata segue despertando preocupação na sociedade.
A secretaria alerta, ainda, para a necessidade da prevenção, diagnóstico precoce e o acompanhamento regular contra a doença.

Para dar suporte à população masculina, a rede de saúde pública está configurada para atendimento desde o cuidado mais básico até a assistência de alta complexidade.

Os homens podem realizar consultas médicas e de enfermagem, testes rápidos, avaliação clínica, atualização da caderneta de vacinas e acompanhamento de condições crônicas, através das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Saúde da Família (USF).

Além disso, em caso de atendimentos especializados e de urologia, o paciente pode ser encaminhado para hospitais estaduais ou Unidades Pernambucanas de Atenção Especializada (UPAEs). Veja a lista abaixo:

Hospitais com atendimento em urologia –

Hospital Regional Fernando Bezerra – Ouricuri
Hospital Regional Ruy de Barros Correia – Arcoverde
Hospital Regional Dom Moura – Garanhuns
Hospital Otávio de Freitas – Recife
Hospital Getúlio Vargas – Recife
Hospital Geral de Areias – Recife
Hospital Belarmino Correia – Goiana

UPAEs com atendimento em urologia –

UPAE Garanhuns – Dr. Antônio Simão dos Santos Figueira
UPAE Caruaru – Ministro Fernando Lyra
UPAE Petrolina – Dr. Emanuel Alírio Brandão
UPAE Serra Talhada – Dr. José Alves de Carvalho Nunes
UPAE Afogados da Ingazeira – Dom Francisco de Mesquita Filho
UPAE Arcoverde – Deputado Áureo Howard Bradley
UPAE Belo Jardim – Padre Assis Neves
UPAE Limoeiro – Dr. José Nivaldo Barbosa de Souza
UPAE Grande Recife – Irmã Duda

Anvisa proíbe suplementos e energéticos com ozônio por falta de comprovação de segurança

Ozonioterapia — Foto: Reprodução BDBR

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta quarta-feira (5), a fabricação, a comercialização, a distribuição, a propaganda e o uso de todos os suplementos alimentares e energéticos produzidos pela empresa OZT Comércio Atacadista Especializado em Produtos Ozonizados Ltda.

A decisão, publicada no Diário Oficial da União, também determina a apreensão imediata dos produtos. Segundo a Anvisa, os itens continham ozônio, uma substância sem avaliação de segurança para uso em alimentos, bebidas ou suplementos.

Atualmente, o ozônio tem autorização apenas para uso como agente de desinfecção no tratamento de água. Seu uso em formulações de consumo humano — como cápsulas, líquidos ou energéticos — não é regulamentado.

Além da composição inadequada, a agência identificou propaganda irregular dos produtos, com alegações terapêuticas e de saúde não aprovadas.

As publicidades mencionavam benefícios como “suporte ao funcionamento saudável do sistema digestivo, hepático, ocular e cardiovascular” — afirmações que, segundo a Anvisa, só podem ser feitas para medicamentos, desde que respaldadas por evidências científicas robustas.

O que diz a norma

Os suplementos alimentares vendidos no Brasil precisam seguir regras de composição definidas pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 843/2024 e pela Instrução Normativa nº 281/2024, que listam os ingredientes e limites permitidos.

As alegações de saúde devem obedecer à Instrução Normativa nº 28/2018, que restringe o uso de frases a funções metabólicas e nutricionais — sem caráter medicinal.

O que é o ozônio e como ele é usado na saúde

O ozônio é um gás formado por três átomos de oxigênio — o mesmo que compõe a camada de ozônio, entre 15 e 40 km de altitude, responsável por filtrar parte da radiação ultravioleta.

“O ozônio é fundamental para proteger a vida na Terra, mas é extremamente reativo. Dentro do corpo humano, pode causar danos a tecidos saudáveis”, explicou ao Fantástico Henrique Toma, professor titular de Química Inorgânica da Universidade de São Paulo (USP).

Em aplicações médicas, o gás é utilizado em alguns países em procedimentos conhecidos como ozonioterapia, geralmente administrado por via retal, vaginal ou injetado no sangue — práticas sem comprovação científica de eficácia.

Defensores do método afirmam que ele teria ação anti-inflamatória, imunomoduladora e até antitumoral — mas nenhuma dessas alegações é comprovada por estudos científicos de alta qualidade.

Segundo Anderson de Almeida Pereira, gerente da Anvisa, “nenhum estudo apresentou evidências clínicas consistentes para o uso terapêutico do ozônio”.

O que diz a lei brasileira sobre a ozonioterapia

A Lei nº 14.648/2023, sancionada em 2023, autoriza o uso da ozonioterapia como prática de saúde complementar no Brasil, desde que realizada por profissionais de nível superior inscritos em conselhos de classe e com equipamentos regularizados pela Anvisa.

A agência só autoriza equipamentos geradores de ozônio para uso odontológico e estético, como na limpeza de pele ou tratamento de cáries e inflamações gengivais, sempre de forma externa e localizada.

“Foram vários processos protocolados, e nenhum conseguiu comprovar eficácia clínica”, afirma Anderson de Almeida Pereira, gerente de Tecnologia em Equipamentos Médicos da Anvisa.

O Conselho Federal de Medicina (CFM), porém, mantém a classificação da ozonioterapia como procedimento experimental, e só permite sua realização em protocolos de pesquisa científica, mediante consentimento informado do paciente.