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Regina Duarte sobre o Governo Lula: ‘Bem abaixo das piores expectativas’

Regina Duarte pede votos para Bolsonaro: “Tudo que o Brasil precisa” |  Metrópoles

A atriz e ex-secretária de Cultura do governo de Jair Bolsonaro (PL), Regina Duarte, criticou os primeiros meses do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (1º/5). Ela compartilhou uma publicação em que faz um “balanço” negativo dos resultados das primeiras medidas do petista, e disse que “já tá abusivo demais”.

No texto original, a conta “Direita Tem Razao” faz críticas a Lula, afirmando que os apoiadores votaram nele para “ver as empresas saírem do Brasil e o desemprego aumentar, para ver o nordeste receber água com carro pipa, pra ver o rombo no seguro desemprego em 4 meses”, dentre outras afirmações, atacando também a primeira-dama Janja Silva.

O texto foi publicado por Regina Duarte no Instagram com uma legenda que diz: “Eu preferia me manter discreta, evitando confronto, mas acontece que já tá abusivo demais, não tá? Parabéns, tá bem abaixo das piores expectativas”.

Recentemente, a atriz chegou a receber uma punição do Instagram por publicar uma fake news a respeito dos atos antidemocráticos do 8 de janeiro. Na ocasião, ela publicou o vídeo em que um homem com uma bandeira do PT durante o ataque às sedes dos Três Poderes, em Brasília. Na verdade, o objeto havia sido furtado e usado por apoiadores de Jair Bolsonaro.

O Instagram afirma que o conteúdo foi analisado por verificadores independentes que atestam a falsidade. A postagem recebeu um selo de informação falsa.

Arthur Lira adia votação do PL das Fake News na Câmara

Após pedido do relator, Lira adia votação do PL das Fake News - InfoMoney

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), adiou a votação do PL das Fake News, que estava previsto para ser apreciado nesta terça-feira (2/5). O dia antes da votação foi marcado por diversas manifestações de apoio e contrariedade ao teor do projeto. Até o fim da tarde, Lira não havia dado certeza se a votação seria encaminhada. Até às 20h, o presidente da Casa esteve com parlamentares de diferentes partidos para sentir se o PL teria votos suficientes para passar.

Relator do PL das Fake News, Orlando Silva (PCdoB-SP) pediu que Lira retirasse o projeto da pauta. Ao Correio, Silva disse que Lira deixou explícito que quer estar presente na ocasião da votação. Porém, com viagem marcada para o exterior na próxima semana, a tendência é que, se retirado de pauta, o projeto só seja votado daqui 15 dias. “O que já era impasse na semana passada segue sendo. Com mais tempo teremos oportunidade de mobilizar mais apoio”, disse.

O projeto de lei tem o intuito de frear a disseminação de informações falsas nas redes sociais, vetando o uso de robôs ou contas automatizadas que não estejam identificadas como tais. As empresas provedoras de conteúdos na internet, como o Meta (responsável pelo Facebook e Instagram), YouTube, Google e outros, passam a ser responsabilizadas caso não impeçam o uso desse tipo de perfil e mantenham no ar discurso de ódio.

No Legislativo, os maiores opositores ao projeto são os membros da Bancada Evangélica. Sob o argumento de que a matéria vai cercear a liberdade de expressão religiosa, tais parlamentares defendem uma série de alterações no texto, e criticam o “uso de expressões genéricas”. “No Brasil tem muito mais cristofobia, bibliofobia do que de fato homofobia. Não estamos desrespeitando ninguém aqui, porque a igreja não desrespeita, ela acolhe. Mas ela tem na Bíblia seu manual de fé. Esse projeto, por mais que ele garanta essa liberdade de citar textos bíblicos, mas na exposição desses textos, alguns poderiam ter dificuldade de expressar seus pensamentos”, argumentou o deputado Eli Borges (PL-TO).

Anderson Torres está “em bom estado geral”, diz laudo entregue ao STF

Ex-ministro da Justiça Anderson Torres

Em laudo encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Gerência de Serviços de Atenção Primária Prisional da Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que o ex-ministro da Justiça Anderson Torres está em “bom estado geral, consciente, atento e colaborativo”.

“Seu pensamento está agregado e organizado, com fluidez aparentemente normal, sem evidências de alteração da sensopercepção. Seu humor encontra-se hipotímico e ansioso, com labilidade emocional constante, principalmente ao falar da família”, diz o texto.

“Refere crises de ansiedade diárias, mas nega desejo de morte e ideação suicida. As medicações foram ajustadas com a intenção de melhor controle do humor e das crises de ansiedade”, prossegue o documento entregue à Corte, datado do último dia 30 de abril.

O laudo é assinado por um psiquiatra e informa que as instalações onde Torres está preso desde o dia 12 de janeiro, um batalhão da Polícia Militar do DF, são “adequadas” ao estado de saúde dele.

Em despacho também desta terça-feira, Moraes determinou que a defesa de Torres se manifeste em até 24 horas sobre o que o resultado do laudo é a eventual necessidade de transferência para um hospital penitenciário.

Na semana passada, em um novo pedido de habeas corpus ao Supremo, a defesa de Torres afirmou que seu quadro psíquico teve uma piora e cita o risco de ele cometer suicídio.

O documento afirma que a psiquiatra da Secretaria de Saúde do Distrito Federal proferiu um atestado na sexta-feira passada, no qual alega a impossibilidade de o paciente “comparecer a qualquer audiência no momento por questões médicas (ajuste medicamentoso), durante uma semana”.

Torres está preso desde que voltou dos Estados Unidos, após os atos golpistas de 8 de janeiro. Na época dos atentados contra a sede dos três poderes, ele era responsável pela Segurança Pública do Distrito Federal e estava em viagem com a família nos Estados Unidos.

Cristãos buscam apoio ao PL das Fake News; bancada evangélica é contra

 (Foto: Reprodução/Google)

Antecipando uma reunião de líderes que deve indicar posicionamentos sobre o projeto de lei (PL) das Fake News, o deputado Pastor Henrique Vieira (PSol-RJ) tenta ganhar apoio à proposta. Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (2/5), junto a representantes de vertentes evangélicas e católicas, o parlamentar afirmou que uma “vasta maioria” de cristãos e favorável à regulamentação de postagens nas redes sociais.

Porém, na bancada evangélica, o PL não tem boas chances de aprovação.

“Vai haver logo mais uma reunião de líderes e vamos ter objetivamente um mapa sobre o tamanho dessa influência, inclusive da própria bancada evangélica”, afirmou o parlamentar. “Acredito que não haverá oportunidade dentro da bancada evangélica, pois tem uma posição que aparentemente é majoritária contra o projeto de lei, acho isso um absurdo”.

Henrique Vieira aponta que, ao seu ver, no entanto, há “tensionamentos” no grupo evangélico que podem dar melhores chance de aprovação à proposta.

“Nós temos o parâmetro da semana passada, quando aprovamos o regime de urgência para realizar a votação hoje. Não dá pra dizer que o projeto não tenha viabilidade e força. Se não tivesse chance real de aprovação não teríamos chegado até hoje. Se fosse um projeto sem força não estaria às portas de uma votação. Mas o que está acontecendo é que houve forte pressão de plataformas na última semana e forte pressão”, argumenta o deputado.

O PL 2630/20 deve ser votado nesta terça, e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), se reunirá com líderes partidários e com Orlando Silva (PCdoB-SP) para debater a possibilidade de aprovação da proposta.

As gigantes da tecnologia, por sua vez, vêm combatendo o PL. Na segunda-feira (1º/5), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, usou suas redes sociais para postar uma imagem da página do Google com um link argumentando que o projeto poderia “piorar sua internet” e afirmou que encaminhará o assunto “à análise da Secretaria Nacional do Consumidor, órgão do Ministério da Justiça, à vista da possibilidade de configuração de práticas abusivas das empresas”.

Presidente Lula anuncia que deve lançar 3ª edição do PAC

 (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira (1°), em ato realizado em São Paulo para celebrar o Dia Internacional do Trabalho, que o governo federal deve lançar uma terceira edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A promessa é agilizar o setor de infraestrutura.

Lula, que iniciou seu discurso com agradecimentos ao povo brasileiro por dar mais um voto de confiança a ele, afirmou que pretende retomar o Farmácia Popular, que amplia o acesso gratuito a medicamentos, e adotar ações que garantam que as camadas socialmente vulneráveis consigam atendimento médico com especialistas.

“Nós vamos garantir que as pessoas pobres desse país tenham direito a um especialista, para não morrer com uma receita na cabeceira da cama”, disse.

Outro objetivo do governo é concluir o campus de São Bernardo do Campo, da Universidade Federal do ABC, inaugurar o da Universidade Federal de Osasco e criar uma terceira instituição de ensino, na zona leste da capital paulista.

“Quando Haddad era prefeito, ele doou o terreno, mas, até hoje, ninguém botou uma pedra”, afirmou Lula.

Se, por um lado, o presidente demonstrou gratidão a seus eleitores, por outro criticou os ataques dos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, por contribuírem com a disseminação de desinformação, que quase minaram sua terceira reeleição. Lula reforçou a mensagem de que é preciso ter cuidado, ao repassar conteúdos que configuram as chamadas fake news.

“A gente não pode permitir que a mentira continue prevalecendo neste país”, defendeu. “Foi a verdade que derrotou o ex-presidente da República.”

Ao citar a data celebrada hoje, Lula argumentou que, ao longo de “milênios de existência da humanidade”, não se pode mais tolerar a desigualdade de gênero em nenhuma área da vida e que, no mercado de trabalho, o mesmo se aplica.

O chefe do Poder Executivo concluiu o discurso com uma mensagem sobre a punição dos autores dos atos relacionados à tentativa de golpe, em 8 de janeiro, quando buscaram anular a vitória dele sobre Jair Bolsonaro.

“Todas as pessoas serão presas, porque esse é um país de democracia de verdade”, disse ele, concluindo a fala sob aplausos e gritos de “Sem anistia” dos manifestantes.

Lula compareceu ao evento acompanhado de comitiva composta pelos ministros Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego, Paulo Pimenta, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Cida Gonçalves, das Mulheres, e da presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, a deputada federal Gleisi Hoffmann.

MPF vê indícios de crime de Bolsonaro no caso das joias sauditas

PF abre inquérito, e MPF pede mais informações à Receita sobre joias que  seriam de Michelle Bolsonaro | Política | O Globo

O Ministério Público Federal (MPF) viu indícios de crime de peculato por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no caso das joias sauditas.

O crime de peculato ocorre quando há desvio ou apropriação, por parte de um funcionário público, de um bem a que ele tenha acesso por causa do cargo que ocupa, mediante abuso de confiança.

A GloboNews teve acesso ao pedido inicial de investigação enviado pelos procuradores à Polícia Federal no dia 20 de março.

Na peça, os procuradores dizem ser “importante ressaltar que, a partir da decretação de perdimento dos bens, os bens passam a ter natureza eminentemente pública descabendo qualquer destinação particular”.

No início deste mês, o ex-presidente Jair Bolsonaro prestou depoimento sobre o caso na sede da PF em Brasília.

Na ocasião, Bolsonaro confirmou que conversou pessoalmente com o ex-chefe da Receita Federal Júlio César Vieira Gomes sobre as joias enviadas pela Arábia Saudita e retidas com a comitiva do governo brasileiro no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em outubro de 2021.

Em outro trecho do pedido de investigação enviado pelo MPF à PF, os procuradores afirmam que “o primeiro ponto a se destacar é a tentativa do senhor Marcos André dos Santos [ex-assessor do então ministro Bento Albuquerque] de ingressar no país através do canal ‘nada a declarar’ com os presentes recebidos na Arábia Saudita, qual seja: o conjunto de joias. E, por conta disso, da detida análise dos fatos e provas apresentadas, verificou-se indícios do crime [de peculato]”.

“As circunstâncias objetivas do caso sugerem uma tentativa de desvio das joias retidas para o patrimônio particular do ex-presidente da República, com possível patrocínio do ex-secretário especial da Receita Federal, Júlio Cesar Vieira Gomes, perante a administração fazendária”, diz trecho do documento do MPF.

Governo brasileiro vai se desculpar por violações contra quilombolas

 (Foto: Alex Rodrigues/Agência Brasil)

O governo brasileiro anunciou que vai se desculpar publicamente nesta quinta-feira (27) por violações cometidas contra comunidades quilombolas durante a construção do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. O caso está sendo julgado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (IDH) em Santiago, no Chile.

Em nota, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania informou que a proposta é apresentar, durante a audiência de hoje, uma postura pautada pelo respeito às comunidades tradicionais e suas demandas, mas que também dialogue com a necessidade de avanço tecnológico da região e que possa primar pela construção de alternativas sustentáveis.

“Uma postura que dialogue com as comunidades remanescentes de quilombos, seus direitos, garantias e respeito à tradicionalidade, além de enfatizar a importância dessas comunidades para o desenvolvimento socioeconômico do país”, afirmou a secretária-executiva da pasta, Rita Oliveira, antes do início da sessão.

No julgamento, que começou ontem (26), estão sendo ouvidos vítimas, representantes do Estado, testemunhas e peritos. A denúncia foi apresentada em 2001 por povoados, sindicatos e movimentos sociais à Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A queixa foi aceita em 2006 e levada à Corte somente em janeiro de 2022.

Os denunciantes querem que o governo brasileiro conceda a titulação definitiva do território quilombola, pague indenização às comunidades removidas e às que permanecem no local, crie um fundo de desenvolvimento comunitário em conjunto com as famílias e realize estudo de impacto ambiental e cultural.

Também por meio de nota, o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, Carlos Márcio Bicalho Cozendey, lembrou que o Brasil aceita a jurisdição da Corte desde 1998. Segundo ele, o que for definido na audiência de hoje sobre o caso será “um compromisso internacional do Brasil aceitar”.

“As audiências da CIDH são importantes para que os juízes entendam bem qual é a situação das vítimas. Obviamente é uma situação complexa, difícil, em que efetivamente o Estado brasileiro falhou em muitos aspectos, então, isso tudo estará em discussão. Mas é preciso que tudo isso seja enquadrado dentro das regras dos pactos de direitos humanos existentes na região.”

Entenda o caso
O Centro de Lançamento de Alcântara foi construído nas proximidades da capital São Luís na década de 1980 pela Força Aérea Brasileira (FAB) como base para lançamento de foguetes. Na época, 312 famílias quilombolas de 32 povoados foram retiradas do local e reassentadas em sete agrovilas.

Alguns grupos permaneceram no local e, segundo os denunciantes, sofrem ameaças constantes de expulsão para ampliação da base. Em 2004, a Fundação Palmares certificou o território e, em 2008, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) identificou e delimitou a área.

Lula deve anunciar general Amaro para comando do GSI nos próximos dias

O general Antonio Amaro, chefe do Estado-Maior do Exército, em evento com o ex-presidente Jair Bolsonaro — Foto: Marcos Corrêa/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em reunião com sua equipe que deve anunciar, nos próximos dias, o general Marcos Antônio Amaro dos Santos para ocupar o posto de ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Confirmada a decisão e anunciada, Lula vai manter um militar no comando do GSI. Ele chegou a ser aconselhado a colocar um civil no posto.

O general Amaro foi o responsável pela segurança da ex-presidente Dilma Rousseff, quando ela esteve à frente da Presidência da República.

Antes de viajar para Portugal e Espanha, Lula conversou com o general e o sondou para assumir o posto no lugar do general Gonçalves Dias, que deixou o ministério depois que foram divulgadas imagens dele no dia da invasão ao Palácio do Planalto, no dia 8 de janeiro.

Lula pediu ao ministro interino do GSI, Ricardo Cappelli, para fazer uma proposta de reestruturação do GSI e uma “desbolsonarização” do órgão.

Nos últimos dias, Cappelli tem feito um trabalho de limpeza dos quadros do Gabinete de Segurança Institucional. Só nesta quarta-feira (26), ele exonerou 29 funcionários, sendo três secretários.

Bolsonaro deve ‘responder pelo que fez’, diz cacique Raoni

 (Foto: CARL DE SOUZA / AFP)

O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro foi um “péssimo gestor”, especialmente para os povos indígenas, e deve “responder por tudo o que fez”, disse à AFP o cacique Raoni Metuktire, um emblema da luta indígena no Brasil.

Bolsonaro deve prestar depoimento nesta quarta-feira (26) à Polícia Federal no âmbito de uma investigação sobre os ataques de 8 de janeiro na sede dos Três Poderes em Brasília.

“Ele tem que responder por isso”, disse Raoni, referindo-se à invasão e à destruição perpetrada por bolsonaristas radicalizados, insatisfeitos com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de 2022.

Mas o líder kayapó, de mais de 90 anos, também fez uma denúncia mais geral ao legado do ex-presidente (2019-2022).

Ele deve “responder por tudo o que fez (…) Ele foi um péssimo gestor para nós, povos indígenas, nos atacou”, disse Raoni a uma equipe da AFPTV, durante encontro anual de indígenas de todo o país em Brasília.

A Justiça pediu a inclusão de Bolsonaro na investigação para identificar os mandantes da violência, citando um vídeo que o ex-presidente postou em suas redes sociais dois dias depois das agressões em que questionava o resultado eleitoral de outubro.

Raoni, que junto com outros cidadãos entregou a faixa presidencial a Lula em sua posse no dia 1º de janeiro, disse que os povos indígenas “estão cada vez mais fortalecidos” com a volta ao poder do esquerdista, que já governou o Brasil entre 2003 e 2010.

A grande maioria dos indígenas apoiou a candidatura de Lula contra Bolsonaro, que cumpriu a promessa de não demarcar “nem um centímetro a mais” dos territórios indígenas e estimulou a agricultura e o extrativismo nessas áreas.

Após três meses no poder, o presidente de esquerda sofre pressões de lideranças indígenas, embora Raoni tenha se mostrado esperançoso com as promessas do novo governo.

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, anunciou recentemente que em breve serão aprovadas 14 novas reservas indígenas, com uma área total de 1,5 milhão de hectares.

Raoni participou nesta terça-feira da 19ª edição do acampamento Terra Livre, encontro de indígenas de todo o país, cujo lema este ano é “Sem demarcação, não há democracia”.

O encontro, realizado em um campo próximo à emblemática Esplanada dos Ministérios, no coração político de Brasília, começou na segunda-feira (24) e segue até sexta-feira (28).

Lula diz esperar conclusão de acordo Mercosul-UE ainda neste ano e pede empenho para o fim da ‘insana’ guerra na Ucrânia

O presidente Lula e a primeira-dama, Janja, desembarcaram na Espanha nesta terça-feira (25) — Foto: Reprodução TV Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (25) que espera ainda neste ano “boas notícias” sobre a conclusão das negociações do acordo entre União Europeia e Mercosul. O petista também pediu empenho dos países para o fim do que chamou de “guerra insana” entre Rússia e Ucrânia.

Lula deu as declarações durante evento em Madri, na Espanha, com empresários brasileiros e espanhóis. Essa é a primeira viagem de Lula à Europa neste terceiro mandato como presidente do Brasil.

Brasil e Espanha assumirão no segundo semestre os comandos de Mercosul e União Europeia. Em 2019, após duas décadas de negociação, o acordo foi finalizado. Desde então, está em fase de revisão pelos países dos dois blocos e ainda há divergências. A política ambiental do governo Jair Bolsonaro (PL), que resultou na alta do desmatamento, dificultou esse processo.

“O Brasil e os sócios do Mercosul estão engajados no diálogo para concluir as negociações com a União Europeia e esperamos ter boas notícias ainda neste ano. É um acordo muito importante para todos e queremos que seja equilibrado e que contribua para a reindustrialização do Brasil”, declarou Lula.

Em relação à invasão da Rússia pela Ucrânia, o petista disse compreender a visão da União Europeia sobre a guerra que “jamais poderia ter acontecido”, uma vez que não se pode aceitar que um país invada o outro. Mas acrescentou que não vê “ninguém falando em paz”.

“Numa guerra insana que é a guerra da Rússia e da Ucrânia. Uma guerra que eu compreendo perfeitamente bem como é que os meus amigos europeus veem a guerra. Uma guerra que jamais poderia ter acontecido, porque não pode se aceitar que um país invada a integridade terriorial de outro país”, afirmou.

“Mas uma guerra que também não tem ninguém falando em paz. E, às vezes, eu fico me perguntando: até quando essa guerra vai durar? Porque, se ninguém quiser construir a paz, e os dois lados, o que invadiu está reticente e o invadido também tem sua razão de estar reticente, eu fico me perguntando quem é que vai tentar resolver essa situação”, acrescentou Lula.

O presidente brasileiro disse ainda que o Brasil está empenhado “na tentativa de arrumar parceiros para que a gente possa trazer a paz” para o leste europeu.

“Para que a Ucrânia possa ficar com o seu território, para que os russos fiquem com a Rússia, mas para que o mundo não sofra a falta de alimento, para que o mundo não sofra a falta de fertilizantes e para que o mundo volte a prosperar para gerar os empregos que a humanidade precisa”, declarou Lula.

Mais cedo, em Lisboa, o presidente do Brasil voltou a condenar a invasão da Ucrânia pela Rússia, durante discurso na Assembleia da República Portuguesa.

Desde que foi alvo de críticas por dizer que a Ucrânia teve responsabilidade pelo início da guerra, Lula mudou de postura sobre o conflito no leste europeu.

Deputados e senadores lançam a Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Indígenas

Indígenas no gramado em frente ao Congresso celebram criação da frente parlamentar e dão início ao acampamento Terra Livre — Foto: Paloma Rodrigues/ TV Globo

Foi lançada nesta segunda-feira (24), no Congresso, a Frente Parlamentar dos Povos Indígenas, composta por deputados e senadores. Também foi realizada uma sessão solene no plenário da Câmara para homenagear a 19ª edição do Acampamento Terra Livre.

A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, afirmou que uma das principais reivindicações é a demarcação de terras.

“Sem demarcação não há democracia. É muito importante que todos entendam que para além da luta pelo nosso território, da luta pelo reconhecimento ao nosso modo de vida a luta também é pela democracia”, disse Guajajara.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já falou que deseja acelerar o processo de demarcação de terras indígenas, mas ainda não há anúncio da primeira demarcação que será realizada pelo governo.

O acampamento Terra Livre acontece em Brasília anualmente desde 2004 e reúne milhares de pessoas. É considerado o evento indígena mais importante do país e é o espaço onde são definidas as pautas proprietárias para os povos indígenas.

Ato no gramado
Todo o grupo com dezenas de indígenas desceu a rampa do Congresso em um ato simbólico. O Acampamento Terra Livre acontece a menos de 2km do Congresso, próximo a Esplanada dos Ministérios. Sua primeira edição foi em 2004 e anualmente reúne milhares de pessoas.

Esse é considerado o evento indígena mais importante do país e é o espaço onde são definidas as pautas proprietárias para os povos indígenas. O tema desse ano é “O futuro indígena é hoje. Sem demarcação, não há democracia!”.

O evento também contou com a participação da presidente de Silke Karine Muotka, Parlamento Sami, povo indígena norueguês, que ocupou um lugar na mesa do Congresso para a sessão solene.

O povo Sami ocupa regiões da Noruega, Finlândia, Suécia e Rússia. O parlamento Sami foi criado em 1989 e funciona no norte da Noruega, país que também reconhece o povo e a língua Sami como oficiais. “Isso é histórico e pode representar um importante desenvolvimento para o Brasil”, disse em entrevista à TV Globo. “Estou grata de participar desse momento e representar tantos irmãos e irmãs do ártico”

Ela disse considerar importante a participação política indígena pela primeira vez com representação no Executivo federal. “Eu acho que é importante garantir que os povos indígenas tenham posição ativa nas decisões políticas. E claro os conceitos de consentimento livre, prévio e informado. É muito importante e que os povos indígenas tenham capacidade de participar nesses processos”, afirmou.

Muotka também se reuniu com a ministra Guajajara. “Eu espero que ela tenha um papel em que possa ser ouvida. Eu e ela, nós devemos buscar ser ouvidas”, disse.

Outro convidado para estar à mesa foi o DJ Alok, apoiador das demandas dos povos políticos. “Lembro do ano passado em que eu estive com vocês lá no acampamento e hoje vocês estão aqui”, disse Alok para o grupo durante declaração para a imprensa.

“Todos serão punidos”, diz Pimenta sobre envolvimento de militares em ato golpista

Duque cuestiona a Petro por reducir subsidio a militares y policías -  Partidos Políticos - Política - ELTIEMPO.COM

O chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) Paulo Pimenta disse, neste domingo (23), que ações judiciais e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) vão revelar novos participantes dos atos golpistas de 8 de janeiro, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram o Congresso, o Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF).

“A CPMI e as ações judiciais sobre o golpe de 8 de janeiro vão trazer à tona gente que ainda está escondida nas sombras. Além de golpistas, são covardes que incitaram, conspiraram, financiaram e apoiaram as ações criminosas. Estão quietos, na espreita, mas serão revelados e punidos!”, escreveu Pimenta, em sua conta no Twitter.

Pimenta também criticou o uso “manipulado” das gravações sobre o dia. “As manipulações grosseiras dos vídeos do dia 08 de janeiro revelam o desespero dos que temem que toda verdade venha à tona. Não adianta”, destacou.

O ministro emendou: “Não importa se são civis ou militares, não importa o cargo ou patente, todos, sem exceção, serão identificados e punidos. Muitos que estão quietos escondidos pensam que escaparão impunes. Ledo engano. A ‘longa manus’ da justiça os alcançará.”

Queda de G. Dias

Imagens do circuito interno foram entregues ontem ao STF, após determinação do ministro Alexandre de Moraes, junto a uma lista com o nome dos militares que aparecem nas imagens. Nove foram ouvidos pela Polícia Federal neste domingo. A crise começou com a divulgação de gravações pela CNN Brasil que mostraram a atuação do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias, e de militares, que aparecem interagindo com os vândalos que depredaram o prédio.

Até então, Gonçalves Dias havia alegado que as imagens em que aparece durante a invasão em 8 de janeiro estavam indisponíveis. O material, que aponta a falta de ação do dirigente, fez com que o general fosse o primeiro ministro do governo a deixar o cargo.

Em depoimento, G. Dias respondeu todas as perguntas e afirmou que não foi omisso. Segundo ele, houve um apagão no sistema de inteligência e argumentou que no momento não tinha condições de efetuar sozinho a prisão dos invasores. Ele também se mostrou disposto a colaborar no que for preciso durante as investigações.

Na manhã deste domingo, Ricardo Cappelli usou o Twitter para defender o ex-ministro do GSI Gonçalves Dias e fez críticas aos generais Augusto Heleno, que ocupava o cargo na gestão Bolsonaro, e Walter Braga Netto, que foi ministro da Casa Civil e da Defesa.

Acordo Mercosul-UE pode ser fechado neste ano

Informação é do secretário executivo do MDIC, Márcio Elias (Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias, disse hoje (23) que o governo federal pretende fechar o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia neste ano.

Em entrevista em Lisboa, onde acompanha a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Elias afirmou que a intenção do Brasil é fechar o acordo ainda no primeiro semestre.

“A expectativa é de que o acordo feche este ano, o mais rápido possível. Se possível, fecharíamos neste semestre, como é o nosso desejo”, disse.

Segundo o secretário, o governo brasileiro continua em contato com autoridades europeias para destravar as exigências que devem ser cumpridas pelo país e os demais integrantes do bloco.

Elias afirmou ainda que os entraves estão relacionados com exigências ambientais e da legislação trabalhista, que já são cumpridos pelo Brasil, mas precisam do aval de outros países para contar nas cláusulas do acordo comercial.

“Estamos muito perto, mas para isso é preciso pensar globalmente. Temos várias questões que precisam ser tratadas. Nenhuma delas é intransponível. Por isso, o presidente Lula tem dito que nós vamos fechar o acordo”, completou.

Saúde de Anderson Torres piora e defesa vai pedir avaliação psicológica

Ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal está preso desde 14 de janeiro por suspeitas de ser omisso e conivente com os atos golpistas de 8 de janeiro (Crédito: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília)

Após um profissional de saúde do Distrito Federal assinar, em abril, o laudo médico que aponta piora do quadro de saúde do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF Anderson Torres, a defesa do político – preso há mais de três meses por suspeitas de ser omisso e conivente com os atos golpistas de 8 de janeiro – vai pedir uma avaliação psicológica de seu cliente.

Segundo informações do jornal O Globo, o documento assinado pelo médico diz que, desde 17 de janeiro, Torres teve uma “piora significativa do estado geral, com perda de peso, mais ou menos dez quilos, aumento da frequência e intensidade das crises de ansiedade seguidas de crises de choro e nervosismo intenso acompanhada de preocupação intensa em relação às suas filhas menores”.

O laudo também afirma que Anderson Torres passou por “intervenções e ajustes de medicamentos com o intuito de reduzir consequências deletérias das crises (como risco de suicídio)”, mas afirma que “houve resposta insatisfatória terapêutica aquém do esperado”.

Nesta segunda-feira (24), o ex-ministro da Justiça vai completar 100 dias preso no 4ª Batalhão da Polícia Militar, no Gama, no Distrito Federal.

Avaliação psicológica
Diante da piora do quadro de saúde, a defesa de Anderson Torres irá pedir uma avaliação psicológica. De acordo com a CNN Brasil, os advogados do ex-secretário do governo do DF, Ibaneis Rocha (MDB), solicitam que um psiquiatra da rede pública faça um diagnóstico da atual situação.

Na segunda, a PF deve ouvir Torres sobre o caso de operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o segundo turno das eleições em cidades onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva registrava vantagem sobre Bolsonaro.

O Correio ainda tenta contato com os advogados de Anderson Torres para confirmar as informações de que um laudo médico demonstrou a significativa piora da saúde e o pedido de avaliação psicológica.

Alckimin considera “correto” pedido de demissão de Gonçalves Dias do GSI

Governo criou as condições necessárias para a redução da taxa de juros, diz  Alckmin – Economia – CartaCapital

A demissão do então ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias, foi considerada como um ato “correto” pelo presidente em exercício Geraldo Alckimin. Dias pediu para sair do cargo na quarta-feira (19/4), após a CNN Brasil divulgar imagens que mostram o ex-ministro no Palácio do Planalto durante a invasão e depredação dos prédios na Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro.

O ex-ministro aparece em imagens de câmeras de segurança dentro do palácio no dia dos ataques. Os vídeos gravados na hora dos atentados mostram Gonçalves Dias circulando entre os vândalos, sem realizar nenhum ato para identificar ou prender os autores da depredação dos prédios públicos.

Sobre o caso envolvendo a ação de Gonçalves Dias, Alckimin ainda reconheceu que a falta de ação do ex-ministro do GSI em combater os manifestantes golpistas se deu por causa de uma “falta de comando”. “Ele explicou que naquele momento estava com dificuldades de comando”, afirmou Alckmin na chegada ao Palácio do Planalto, que aproveitou o dia de folga para levar a família para conhecer a sede do poder Executivo. “Vamos aguardar [as investigações]”, pontuou.

A ação de Gonçalves Dias durante a invasão de militantes golpistas no Palácio do Planalto é investigada pela Policia Federal (PF), no inquérito que apura os atentados que ocorreram em Brasília no 8 de janeiro, quando extremistas invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF).

Na sexta-feira (21/4), Dias prestou depoimento aos agentes da PF por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. No depoimento, G. Dias respondeu todas as perguntas e afirmou que não foi omisso. Segundo ele, houve um apagão no sistema de inteligência e argumentou que no momento não tinha condições de efetuar sozinho a prisão dos invasores. G. Dias também se mostrou disposto a colaborar com a PF no que for preciso durante as investigações.

O ministro interino do GSI, Ricardo Cappelli, disse que está tornando públicas todas as imagens do circuito interno do Planalto, que tem 160 horas de duração. Ele negou ainda que a situação seja uma crise no governo.

Em Lisboa, o presidente Lula disse que irá resolver a questão do GSI quando voltar da Europa. O presidente afirmou, ainda, que não cabe a ele opinar sobre a decisão da Câmara e do Senado de instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os atos golpistas.