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Tornado: Catástrofe única na história do Paraná, diz Ratinho Jr.

Tornado no PR atingiu nível 3 de 5 em escala de intensidade, diz governo |  CNN Brasil

Um tornado causou destruição na cidade de Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, na sexta-feira (7). O fenômeno, classificado como categoria 3, registrou ventos de 250 km/h caracterizando-o como o mais intenso já registrado no estado. “Essa é uma catástrofe única na história do estado”, disse o governador Ratinho Júnior (PSD) em entrevista ao Agora CNN.

Até o momento, pelo menos seis mortes foram confirmadas e 750 pessoas ficaram feridas, segundo a Defesa Civil do Estado.

As autoridades estabeleceram uma estrutura de apoio em Laranjeiras do Sul, preparada para receber as famílias desalojadas. O local oferece alojamento e alimentação para os atingidos pela tempestade.

Segundo o governador, as equipes foram mobilizadas para atender às demandas crescentes e auxiliar no retorno à normalidade o mais rapidamente possível.

Autoridades pedem que a população evite áreas abertas e fique atenta a estruturas, árvores e fiações, devido ao risco de quedas e acidentes.

Observatório europeu indica que 2025 deve ser um dos anos mais quentes já registrados

Termômetro marca 43ºC durante onda de calor na Europa, em 1º de julho de 2025 — Foto: REUTERS/Benoit Tessier

Outubro de 2025 foi o terceiro outubro mais quente já registrado no planeta, com uma temperatura média global de 15,14 °C — 0,7 °C acima da média de 1991 a 2020 e 1,55 °C acima do período pré-industrial.

Segundo o programa europeu Copernicus, que monitora o clima global, por causa desse recorde e de meses anteriores, 2025 deve encerrar entre os três anos mais quentes da história.

O relatório, divulgado nesta quinta-feira (6), mostra que, entre novembro de 2024 e outubro de 2025, a temperatura média do planeta ficou 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais.

Assim, mesmo que 2025 não ultrapasse 2024 (o ano mais quente já registrado), os cientistas afirmam que a média global dos últimos três anos deve, pela primeira vez, superar 1,5 °C, marca simbólica do Acordo de Paris.

ENTENDA: Essa meta de 1,5°C foi estabelecida pela CO21 em 2015 para evitar impactos extremos do clima, como secas, elevação do mar e colapso de geleiras. Estudos recentes, porém, mostram que o mundo pode já ter ultrapassado esse ponto crítico.

Estamos na década em que o limite de 1,5 °C provavelmente será ultrapassado, o que destaca o ritmo acelerado das mudanças climáticas e a necessidade urgente de ação”, afirmou Samantha Burgess, diretora de clima do Copernicus.

Outubro de 2025 foi o terceiro outubro mais quente já registrado globalmente e, embora 2025 possa não ser o ano mais quente, é quase certo que estará entre os três primeiros. Os últimos três anos registraram temperaturas excepcionais e a média para 2023–2025 provavelmente ultrapassará 1,5°C, a primeira vez em um período de três anos“, acrescentou.

O boletim também alerta que os oceanos seguem com temperaturas excepcionalmente altas.

Em outubro, a média global da superfície do mar ficou entre as maiores já registradas, apenas 0,24 °C abaixo do recorde de 2023 e 0,02 °C acima do valor de 2015, que ocupa a quarta posição.

Segundo o programa europeu, o calor nos mares continua sustentando anomalias significativas, mesmo após o enfraquecimento do fenômeno El Niño.

As águas do oceano Ártico europeu e do leste do oceano Índico, próximo à Indonésia, por exemplo, atingiram novas marcas históricas, enquanto o Pacífico central e oriental apresentou valores mais próximos da média.

Essa diferença reflete a mudança nas condições oceânicas que vem ocorrendo nos últimos meses, à medida que o El Niño perde força e dá lugar a um cenário mais neutro.

De acordo com os dados do Copernicus, as maiores anomalias de calor foram registradas nas regiões polares, especialmente no nordeste do Canadá, no centro do oceano Ártico e no leste da Antártica.

Já a Rússia, a Mongólia e o norte da China tiveram áreas com temperaturas abaixo da média.

Na Europa, a média sobre o continente foi de 10,19 °C, 0,60 °C acima da média de 1991–2020, o que manteve o mês fora dos dez outubros mais quentes já registrados.

As anomalias mais significativas ocorreram na Escandinávia e no sul da Península Ibérica, enquanto o sudeste europeu teve temperaturas ligeiramente mais baixas.

O relatório também aponta queda na extensão do gelo marinho. No Ártico, a área coberta por gelo ficou 12% abaixo da média, o oitavo menor valor já observado para outubro.

As concentrações mais baixas ocorreram no setor euroasiático do oceano, especialmente ao norte de Franz Josef Land e Severnaya Zemlya, regiões que também apresentaram temperaturas do ar muito acima da média.

Na Antártica, a extensão do gelo foi a terceira menor já registrada para o mês, 6% abaixo da média, com destaque para reduções nos mares de Bellingshausen e do oceano Índico, áreas que também registraram calor anormal no entorno.

O boletim mostra ainda contrastes marcantes na distribuição das chuvas. Outubro foi mais úmido que o normal em partes do sudeste da Europa, especialmente nos Bálcãs, Bulgária, Romênia, Sérvia, Grécia e costa oeste da Turquia.

Também houve precipitação acima da média na Escandinávia, Dinamarca, sul da França, Irlanda e partes da Espanha.

Em contrapartida, a Península Ibérica, o norte da Itália e o nordeste europeu registraram condições mais secas.

Fora da Europa, houve mais chuva no oeste dos Estados Unidos, México, Alasca, Península da Coreia, China oriental, norte da Índia, Nepal, sul da Austrália e sul do Chile, enquanto as regiões mais secas incluíram o leste do Canadá, norte da África, Península Arábica, grande parte da Rússia e o leste da Austrália.

Fundo para florestas tropicais atinge aporte de US$ 5,5 bilhões

 /Bruno Peres/Agência Brasil

Mais três países se juntaram ao Brasil com investimentos no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). Noruega, Indonésia e França anunciaram respectivamente US$ 3 bilhões, US$ 1 bilhão e US$ 500 milhões em investimentos no novo mecanismo de financiamento climático. Com o aporte de US$ 1 bilhão anunciado pelo governo brasileiro, o fundo já conta com US$ 5,5 bilhões.

Os investimentos foram anunciados logo após o lançamento oficial do TFFF, na tarde desta quinta-feira (6) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Cúpula do Clima, em Belém.

Segundo o ministro da Fazenda, Fernado Haddad, a nova ferramenta financeira inova por combinar recursos públicos e privados na forma de investimento, e não de doação.

“Há aporte de capital de investidores, que vão ser remunerados por uma taxa básica. Esses recursos vão ser emprestados e financiar projetos definidos pelo seu comitê. E a diferença da taxa de juros, o spread do que é pago para o investidor e o que é cobrado [de juros] do tomador [do empréstimo], vai servir de lastro para financiar o pagamento desses serviços ambientais”, explicou Haddad.

De acordo com o ministro, além de trazer uma estrutura que vai assegurar um sistema sustentável financeiro, há regras que também garantem a continuidade das florestas em pé, com penalidades aos países que descumprirem o requisito mínimo de participação no pagamento pelos serviços ambientais.

Além disso, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, lembrou que 20% do pagamento desses serviços que garantem a floresta em pé serão destinados aos povos indígenas e comunidades locais. “Os povos indígenas tiveram uma participação ativa na construção desse mecanismo”, destaca.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, comemorou o avanço do mecanismo financeiro em tão pouco tempo. “Estou muito feliz de ver chefes de Estado do mundo todo dizendo que essa é a COP da implementação, porque isso aqui [o TFFF] é implementação.”

Durante o lançamento do fundo, o presidente Lula afirmou que as florestas valem mais em pé do que derrubadas. Segundo ele, o TFFF é uma ferramenta de financiamento inovadora para auxiliar países a conservarem as florestas tropicais.

“Elas [as florestas] deveriam integrar o PIB dos nossos países. Os serviços ecossistêmicos precisam ser remunerados assim como as pessoas que protegem as florestas. Os fundos verdes internacionais não estão à altura do desafio “, disse o presidente.

O secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Maurício Lyrio, destacou que, com os aportes já divulgados e o anúncio da Alemanha previsto para esta sexta-feira (7), um total de 53 países endossou a declaração de apoio ao TFFF apresentada pelo Brasil na Cúpula do Clima.

Entre os países que endossaram a declaração, figuram como potenciais investidores Alemanha, Armênia, Austrália Áustria, Bélgica, Canadá, China Dinamarca, Emirados Árabes Unidos, Finlândia, Irlanda, Japão, Mônaco, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, Suécia, além da União Europeia.

COP30: Haddad confirma que França fez aporte de 500 milhões de euros no TFFF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad/ José Cruz/Agência Brasil

 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta quinta-feira, 06, o aporte de 500 milhões de euros da França no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF). Ele disse ainda que o governo já conversou com “meia dúzia” de países e os anúncios, na análise do ministro, são auspiciosos.

O mecanismo já atingiu metade dos recursos inicialmente previstos pelo Ministério da Fazenda, ou seja, 50% de US$ 10 bilhões vindos de países, nesse primeiro momento. A meta de aporte soberano é de US$ 25 bilhões, mas o governo não está fixando um prazo para atingir esses montante. São os recursos de países que servirão de alavancagem para a entrada de dinheiro privado.

A alavancagem deve ser de US$ 4 privado para cada dólar público. Ou seja, US$ 10 bilhões impulsionam US$ 40 bilhões. Já os US$ 25 bilhões de recursos soberanos alavancam US$ 100 bilhões de investidores privados.

A ideia é ter um número expressivo de recursos para incentivar outros países a entrarem e dar sequência ao processo de captação ao longo da presidência brasileira da Conferência, que segue por 12 meses após o evento. O fundraising é liderado pelo Brasil.

Haddad reforçou que o Ministério da Fazenda nunca declarou que haveria US$ 25 bilhões no TFFF já durante a COP30. Um almoço foi promovido nesta quinta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com líderes e autoridades mundiais sobre o tema. Haddad informou que o presidente brasileiro iria ligar para chefes de Estado para mobilizar recursos.

O Brasil já anunciou que será o primeiro a investir 1 bilhão de dólares nesse fundo. O titular da Fazenda declarou que, se cada país do G20 aportasse o volume que o Brasil está aportando, o TFFF já teria quase toda sua meta atingida.

Anfitrião da COP30, Brasil ostenta balanço positivo em matéria climática

30ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas (COP30)/THOMAS MORFIN / AFP

Com uma queda drástica no desmatamento na Amazônia e esforços para oferecer maior proteção aos povos indígenas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ostenta um balanço ambientalista bastante positivo às vésperas de sediar a COP30, a conferência climática da ONU, em Belém, no Pará.

No entanto, Lula enfrenta um poderoso lobby do agronegócio no Congresso, que busca enfraquecer as leis ambientais.

Ao mesmo tempo, Lula é criticado por apoiar um projeto de exploração de petróleo na Margem Equatorial, na costa amazônica.

“Seria incoerente se eu (…) dissesse que nós não vamos utilizar mais petróleo”, declarou Lula na terça-feira (4) em entrevista a agências internacionais de notícias, incluindo a AFP.

Brasil “de volta”

Lula retornou ao poder em 2023, após anos de promoção do desmatamento na Amazônia durante o governo de seu antecessor, o ex-presidente Jair Bolsonaro, um cético em relação às mudanças climáticas.

“O Brasil está de volta”, declarou Lula na COP27, no Egito, onde foi recebido como um herói logo após sua vitória eleitoral, ressaltando seu compromisso com a preservação da maior floresta tropical do mundo.

Lá, ele anunciou planos para receber a COP30 na Amazônia, com o objetivo de apresentar o rico ecossistema e seus habitantes aos líderes mundiais.

Para seu terceiro mandato, colocou novamente à frente do Ministério do Meio Ambiente Marina Silva, artífice da luta contra o desmatamento em seus primeiros governos (2003–2010).

O Brasil também reativou o Fundo Amazônia, um mecanismo de financiamento internacional que havia sido suspenso por Bolsonaro.

Para Marcio Astrini, da rede de ONGs Observatório do Clima, Lula “recuperou a agenda de clima e de meio ambiente no Brasil”.

Governadora Raquel Lyra participa de fórum pré-COP 30 sobre ações climáticas no Rio de Janeiro

Governadora de Pernambuco participou da Local Climate Action Summit/Foto: Arquimedes Santos / Secom GOV PE

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, participou nesta quarta-feira (5) do Local Climate Action Summit, evento que acontece no Rio de Janeiro como parte da programação prévia da COP30, que começa em Belém (PA) na próxima segunda-feira (10). O encontro reuniu representantes de governos locais e nacionais para discutir políticas públicas voltadas à transição energética e à justiça climática.

Durante o evento, Raquel Lyra integrou o painel “Impacto Crítico da Diplomacia Subnacional”, que fez parte da plenária de encerramento do Local Leaders Forum. Pela manhã, a governadora também participou da Plenária Internacional de Prefeitas sobre Soluções Urbanas, ao lado da ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

“Participamos de eventos da programação da pré-COP30, no Rio de Janeiro, colocando Pernambuco no mapa do mundo, falando sobre transição energética e justiça climática. Debatemos sobre como aproveitar essa janela de oportunidades de investimentos do mundo inteiro”, contou a governadora.

O fórum contou com a presença de autoridades como a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; o ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho; o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros; a prefeita de Phoenix (EUA), Kate Gallego; e a prefeita de Malmö (Suécia), Katrin Stjernfledt Jammeh.

A Frente Nacional de Prefeitos e Prefeitas (FNP) também realizou uma plenária que contou com a presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, além de gestoras de diversas cidades brasileiras, incluindo a prefeita da cidade de Olinda, Mirella Almeida (PSD), e secretárias do Rio de Janeiro Joyce Trindade (Mulher) e Tainá de Paula (Meio Ambiente e Clima). A reunião discutiu medidas prioritárias e formas de viabilizar recursos para enfrentar os impactos das mudanças climáticas nas cidades.

Adaptação climática deve ser prioridade da COP30, diz embaixador

embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30

O embaixador André Corrêa do Lago, presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), disse nesta segunda-feira (3), em São Paulo, que espera que a questão da adaptação climática seja uma “prioridade absoluta” da COP30, evento que será realizado neste mês em Belém (PA).

“A negociação de clima em geral é dividida em mitigação, que é a redução das emissões, e a adaptação, que muitas pessoas achavam: ‘não vamos trabalhar em adaptação, porque senão é baixar os braços, é desistir de trabalhar com mitigação’. Não era o caso, mas agora menos ainda, porque com a aceleração da mudança do clima, você precisa de adaptação enormemente e a população do mundo está muito mais sensível aos esforços de adaptação porque atinge a vida das pessoas. Então, adaptação é uma prioridade absoluta dessa COP”, declarou.

“Eu espero que as pessoas lembrem essa COP como uma COP de adaptação”, ressaltou ele a jornalistas, após participar do evento COP 30 Business & Finance Fórum, promovido pela Bloomberg Philanthropies, na capital paulista.

No geral, a COP se utiliza de duas grandes estratégias para lidar com as mudanças climáticas: ações de mitigação, que se referem à redução das emissões de gases de efeito estufa para frear o aquecimento; e de adaptação, que seria uma forma de ajuste para lidar com os impactos já existentes ou inevitáveis da crise climática.

A poucos dias do início da COP30, apenas pouco mais de 60 países entregaram suas metas de mitigação, ou seja, seus compromissos de redução de emissões de gases de efeito estufa, chamadas de Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs). Durante a abertura do evento, o embaixador afirmou que isso pode ser resultado do fato dos países quererem apresentar metas que sejam realmente possíveis de serem alcançadas.

“A gente não esperava isso porque o prazo [para apresentação] das NDCs era fevereiro, mas a verdade é que os países perceberam o quão complexo é fazer uma NDC boa. E agora que muitas pessoas já têm toda a estrutura, já têm o apoio e a verificação, os países querem apresentar NDCs que sejam críveis e eles precisam negociá-las dentro de seus respectivos países para garantir que estão realmente propondo algo que é factível”, explicou.

Fundo para as florestas

O embaixador também comentou sobre a expectativa do governo brasileiro de conseguir alcançar US$ 10 bilhões em investimentos públicos dos países para o Fundo Tropical das Florestas (TFFF, na sigla em inglês) até o final da presidência do Brasil na COP. O fundo é um mecanismo voltado à proteção de florestas e que prevê que os países que preservam suas florestas tropicais serão recompensados financeiramente via fundo de investimento global.

“Eu acho que é um sucesso imenso porque esse é um mecanismo muito inovador”, comentou Lago.

Mais cedo, durante o mesmo evento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou que essa é uma proposta ambiciosa, mas possível. “Se a gente terminar o primeiro ano com US$ 10 bilhões de recursos públicos, seria um grande feito”, disse ele.

Para o embaixador, essa proposta do governo brasileiro pode ser bem sucedida.

“Talvez contribua para resolver uma das coisas mais difíceis na economia, que é você conseguir dar um valor às florestas em pé. Há anos todo mundo diz que isso tem que acontecer, tem que fazer e que não se tem conseguido. Portanto, a ideia é boa e a maneira como está sendo preparada tem sido muito cuidadosa justamente para atrair a confiança do mundo. Acho que a evolução tem sido realmente excepcional”, declarou.

Prefeitura de Afogados investe na educação ambiental como instrumento para a preservação

Desde o início de sua criação, a secretaria de meio-ambiente de Afogados da Ingazeira tem procurado envolver as escolas do município num amplo processo de educação ambiental, com foco na recuperação e preservação da caatinga.

Seja em sala de aula, seja em atividades práticas, levando os alunos pra participar e auxiliar no processo de revitalização de nascentes e olhos d’Água, a ação é fundamental para despertar nas crianças e nos adolescentes o senso da importância da preservação. “Sem educação ambiental não há preservação. Precisamos sensibilizar a nossa juventude para a importância da caatinga para a produção de água, para a preservação das espécies, para a nossa vida,” destacou Adelmo.

Recentemente a secretaria realizou um ciclo de palestras nas escolas municipais reforçando a importância do rio Pajeú, com o tema “Rio Pajeú: história, realidade e desafios.” Essas ações fazem parte de uma estratégia de integração das políticas de meio ambiente com a Secretaria de Educação.

Prefeitura de Afogados busca parcerias para arborização da cidade

Uma das metas de atuação estabelecida pela recém criada secretaria municipal de meio ambiente e sustentabilidade é realizar um amplo programa de arborização da cidade.

Para tanto, tem buscado parcerias para fortalecer a iniciativa. O secretário da pasta, Adelmo Santos, tem estabelecido contatos e visitas a diversas instituições parceiras, e mais recentemente à Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). No campus da universidade, em Patos, Adelmo visitou o viveiro de produção de mudas nativas da região. Na ocasião, foram adquiridas cinquenta mudas de espécies nativas, como Aroeira pimenteira, Pajeú, Craibeira e Pata de vaca. As mudas serão utilizadas no complemento e melhoria da arborização da avenida Padre Luis de Góes, uma das principais artérias da cidade.

“Esse é um trabalho fundamental, sobretudo para amenizar as altas temperaturas que vivenciamos em nosso verão sertanejo. Estudos científicos mostram que quanto mais arborizada uma área, menos quente ela é com relação às áreas não arborizadas,” enfatizou Adelmo Santos.

ONGs querem ir à Justiça após aprovação da licença da Petrobras na Foz do Amazonas

Sonda está no local/Divulgação Foresea

Representantes e entidades da sociedade civil chamaram de “sabotagem” a licença para a perfuração de petróleo na Foz do Amazonas, concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à Petrobras nesta segunda-feira, 20.

Após meses de controvérsia, opondo ambientalistas e o setor de óleo e gás, a aprovação ocorre a pouco mais de duas semanas da COP-30, sediada pelo País em Belém. Organizações ambientalistas prometeram judicializar a decisão.

A Petrobras afirma em nota que a pesquisa exploratória tem por objetivo obter “informações geológicas e avaliar se há petróleo e gás na área em escala econômica” e esclarece que “não há produção de petróleo nessa fase”.

A presidente da companhia, Magda Chambriard, disse que a conclusão do processo é uma “conquista da sociedade brasileira” e revela o compromisso das instituições com a viabilização de “projetos que possam representar o desenvolvimento do País”.

“É uma dupla sabotagem”, afirma Suely Araújo, coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima e ex-presidente do Ibama, durante a presidência de Michel Temer.

“Por um lado, o governo brasileiro atua contra a humanidade, apostando em mais aquecimento global. Por outro, atrapalha a própria COP-30, cuja entrega mais importante precisa ser a implementação da determinação de eliminar gradualmente os combustíveis fósseis”, analisa.

Segundo Suely, as entidades irão processar o governo pela decisão “nos próximos dias”.

Na avaliação de especialistas, a licença contraria a liderança reivindicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na pauta climática e cria dificuldades para a presidência brasileira na COP, que precisará explicar a decisão a outros países.

Além disso, nas regiões onde há ecossistemas críticos para a vida no planeta, defendem estabelecer zonas prioritárias em que não haja proliferação dos combustíveis fósseis. É o caso da região amazônica, que tem importância para o clima e a biodiversidade globais.

“Não há nenhuma justificativa para qualquer nova exploração de petróleo”, diz o climatologista Carlos Nobre, copresidente do Painel Científico para a Amazônia. “Ao contrário, é essencial deixar rapidamente os atuais combustíveis fósseis em exploração”.

O cientista lembra que a Floresta Amazônica se aproxima do ponto de não retorno, e que o aumento das emissões e da temperatura global devem acelerar esse processo.

Petrobras recebe licença do Ibama para exploração de poço na bacia da Foz do Amazonas

Sonda está no local/Divulgação Foresea

A Petrobras informou nesta segunda-feira (20) que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu a licença de operação para perfuração do poço exploratório Morpho, no bloco FZA-M-059, na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira. Segundo a estatal, a sonda ODN II já está na locação e a perfuração será feita imediatamente.

Na semana passada, o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) havia antecipado que o Ibama daria a concessão da licença à estatal até esta segunda-feira (20).

“Por meio desta pesquisa exploratória, a companhia busca obter mais informações geológicas e avaliar se há petróleo e gás na área em escala econômica. Não há produção de petróleo nessa fase”, disse a Petrobras.

Na mesma nota, a presidente da companhia, Magda Chambriard, afirmou que a conclusão do processo “é uma conquista da sociedade brasileira e revela o compromisso das instituições nacionais com o diálogo e com a viabilização de projetos que possam representar o desenvolvimento do País”.

A executiva destacou que foram quase cinco anos à espera da licença, nos quais a Petrobras teve como interlocutores governos e órgãos ambientais municipais, estaduais e federais. “Nesse processo, a companhia pôde comprovar a robustez de toda a estrutura de proteção ao meio ambiente que estará disponível durante a perfuração em águas profundas do Amapá”, afirmou Magda.

“Vamos operar na Margem Equatorial com segurança, responsabilidade e qualidade técnica. Esperamos obter excelentes resultados nessa pesquisa e comprovar a existência de petróleo na porção brasileira dessa nova fronteira energética mundial”, concluiu a presidente da Petrobras.

Brasil reafirma urgência de financiamento contra mudanças climáticas

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, participam da abertura da Pré-COP30/Agência BrasilNo primeiro de dois dias de debates da Pré-COP, evento preparatório para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá daqui a um mês, em Belém, a delegação brasileira pautou a urgência de recursos financeiros para que se possa atingir as metas de mitigação, adaptação e transição socioeconômica justa para o planeta diante do aquecimento global.

A Pré-COP segue até esta terça-feira (14), em Brasília, com a participação de negociadores de 67 países, entre diplomatas, ministros e outros funcionários de governos nacionais.

“Durante décadas, extraímos da natureza os recursos que moveram o desenvolvimento econômico. Agora, é hora de inverter essa lógica: redirecionar recursos humanos, financeiros e tecnológicos para preservar, restaurar e usar, de forma sustentável, os recursos naturais que ainda temos. Precisamos mudar antes de sermos mudados pela emergência climática”, afirmou a ministra do Meio Ambiente e Mudanças do Clima, Marina Silva, ao abrir o segmento sobre Natureza e Clima da Pré-COP, na tarde desta segunda-feira (13).

Marina Silva destacou a necessidade estimada de US$ 280 bilhões por ano apenas para proteger as florestas, quatro vezes mais do que o que está disponível atualmente. Outros US$ 16 bilhões ao ano são necessários, segundo ela, para a conservação dos oceanos.

Na cerimônia de abertura da Pré-COP, pela manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que lidera o Círculo dos Ministros das Finanças, também destacou os debates acerca da ampliação do financiamento climático nos países em desenvolvimento como sendo uma das prioridades desta COP, especialmente em torno do chamado Mapa do Caminho de Baku a Belém. Uma iniciativa política para atingir US$ 1,3 trilhão em recursos por ano até 2035.

Reforma de bancos multilaterais, maior fluxo de investimentos a quem precisa e mobilização do setor privado estão entre os assuntos das conversas.

Calor e baixa umidade elevam risco de incêndios florestais em Pernambuco, diz SDS

Governo do Estado de Pernambuco - Calor e baixa umidade aumentam risco de incêndios  florestais em Pernambuco

Com a chegada dos meses mais quentes, Pernambuco enfrenta um aumento expressivo no risco de incêndios florestais. Entre outubro e março, o calor intenso, a baixa umidade e os ventos fortes criam as condições ideais para a propagação rápida do fogo. Diante desse cenário, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Defesa Social (SDS), reforça o alerta à população e destaca a importância da prevenção para evitar tragédias ambientais, prejuízos materiais e riscos à vida humana.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), a maior parte das ocorrências registradas tem origem em ações humanas, muitas vezes provocadas por descuido, práticas inadequadas ou até de forma intencional. As consequências das queimadas vão muito além da destruição da vegetação: comprometem o equilíbrio ecológico, agravam doenças respiratórias, colocam em risco comunidades próximas e mobilizam recursos públicos que poderiam ser destinados a outras emergências.

“Grande parte dos incêndios florestais pode ser evitada com atitudes simples. É fundamental que as pessoas não utilizem o fogo para limpar terrenos, descartem corretamente o lixo e jamais joguem pontas de cigarro em áreas com vegetação seca. Cada ação de cuidado faz diferença na preservação do meio ambiente e na segurança de todos”, alerta o comandante do CBMPE, coronel Francisco Cantarelli.

As recomendações do Corpo de Bombeiros incluem não realizar queimadas para limpeza de áreas, manter terrenos limpos sem o uso de fogo e evitar o descarte de resíduos como vidro e plástico em locais abertos, pois eles podem potencializar a ignição. Também é essencial não acender fogueiras nem soltar balões, prática proibida por lei e considerada crime ambiental. Em áreas rurais, a orientação é criar aceiros, o que ajuda a impedir que as chamas se espalhem.

Além dos impactos ambientais, os incêndios demandam intensa mobilização das Operativas da SDS. O Corpo de Bombeiros atua diretamente no combate ao fogo, enquanto a Polícia Civil investiga as causas e identifica possíveis responsáveis. Segundo o CBMPE, uma ocorrência aparentemente pequena pode se estender por horas ou dias, exigindo grande esforço humano, logístico e financeiro.

De janeiro a setembro de 2025, o Corpo de Bombeiros já registrou 691 ocorrências de incêndios em vegetação em todo o Estado. O número deve aumentar nos próximos meses devido à chegada do período mais seco e quente do ano. Outras demandas atendidas pela corporação no mesmo período incluem 726 incêndios em residências, 369 em meios de transporte terrestre, 331 em vias públicas e 187 em edificações comerciais.

A orientação em caso de fogo fora de controle é manter distância segura e acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo número 193.

Cidades de Pernambuco perderam 81% dos recifes de corais por conta de onda de calor em 2024

Falta de coloração é um dos sintomas do

Os recifes de coral de Pernambuco estão entre os mais atingidos pela onda de calor marinha que afetou os oceanos do planeta em 2023 e 2024. Um estudo publicado na revista Coral Reefs aponta que, em São José da Coroa Grande, no litoral sul do estado, mais da metade dos corais (53%) morreu em consequência do branqueamento. Já em Porto de Galinhas, um dos principais destinos turísticos do estado, a redução da cobertura coralínea foi de 28%. Ao todo, a perda foi de 81% desta estrutura marinha.

A situação pernambucana faz parte de um quadro mais amplo que atingiu o Nordeste. Em Maragogi (AL), por exemplo, a mortalidade foi ainda maior e 88% da cobertura coralínea desapareceu. Em Rio do Fogo (RN), o índice chegou a 38%. Essas quatro localidades concentraram os maiores impactos do evento em todo o país.

O fenômeno é provocado pelo excesso de calor na água do mar. Com o aumento da temperatura, os corais expulsam as microalgas chamadas zooxantelas, que vivem em seus tecidos e produzem a maior parte da energia necessária para sua sobrevivência. Sem elas, os corais perdem a cor (“branqueiam”) e, caso a condição de estresse se prolongue, podem morrer.

“Os recifes de coral, além de servirem de alimento, também são abrigo e local de reprodução para diversas espécies. Eles constroem um ambiente que permite a chegada de várias outras espécies. É como se fosse um grande condomínio, onde tem outras espécies que vêm se alimentar, outras para passar algum tempo ou para descansar. Quando acontece um branqueamento de corais que pode levar à morte, outras espécies também podem deixar de existir. Cerca de 25% de toda a biodiversidade marinha em algum momento da vida depende dos recifes de coral para sobreviver”, alerta Janaína Bumbeer, gerente de projetos da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

O levantamento é o primeiro a avaliar de forma sistemática os efeitos de um evento global de branqueamento sobre os recifes de coral brasileiros. Pesquisadores monitoraram 18 ecossistemas recifais, do Ceará a Santa Catarina, além de Fernando de Noronha e do Atol das Rocas.

As observações ocorreram entre agosto de 2023 e dezembro de 2024, antes, durante e depois do pico de calor oceânico, que se deu entre abril e junho de 2024, o ano mais quente já registrado no planeta.

“Com o aquecimento global, a temperatura da água do oceano aumenta, elevando-se acima da média climática, ou seja, além dos limites habituais para aquela região. Em alguns casos, essa elevação pode ser de 0,5ºC, 1ºC ou até 1,5ºC, como observado em 2024. Esse aumento de temperatura desestabiliza a simbiose existente entre os corais e as zooxantelas, microalgas que vivem em seus tecidos”, explica Beatrice Padovani, professora de Oceanografia da UFPE e membro da rede global de monitoramento de recifes de coral.

Na média, os recifes brasileiros ficaram 88 dias sob estresse térmico, o que equivale a três meses com temperaturas acima do normal. O branqueamento afetou 36% das áreas monitoradas.

Em Onze das 18 localidades estudadas os corais branquearam, mas conseguiram se recuperar após a queda da temperatura da água, sem perdas significativas. Isso ocorreu em áreas como Fernando de Noronha, Abrolhos (BA) e o Atol das Rocas, locais considerados estratégicos para a biodiversidade marinha do Atlântico Sul.

Em outros três pontos, dois na Bahia e um em Sergipe, a mortalidade foi considerada leve, em torno de 5% da cobertura coralínea.

Entre as espécies brasileiras, as que mais sofreram foram o coral-esmeralda (Scolymia wellsii), com mortalidade de 66%, o coral-de-fogo (Millepora alcicornis), com 54%, e o coral-vela (Mussismilia harttii), com 28%.

A preocupação é maior porque algumas delas nunca haviam branqueado antes ou desempenham papel essencial na estrutura dos recifes. A perda desses corais ameaça não apenas a biodiversidade, mas também atividades como a pesca e o turismo.

“A combinação de temperaturas elevadas e um período prolongado de calor intenso contribuiu para o branqueamento de corais em escala mundial. Este foi considerado o quarto evento global de branqueamento em massa”, explica Beatrice.

Em Bogotá, Lula cobra financiamento robusto para combate às mudanças do clima

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro dos Presidentes dos Estados Partes do Tratado de Cooperação Amazônica com a Sociedade Civil e Comunidades Indígenas, em Bogotá, na Colômbia/Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta sexta-feira (22), a falta de comprometimento dos países ricos com o enfretamento à mudança do clima e cobrou que as decisões acordadas no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), inclusive financeiras, sejam tratadas com seriedade. Ele participou, em Bogotá, na Colômbia, de encontro de líderes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA).

Lula busca o engajamento dos países amazônicos para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) e apoio ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, da sigla em inglês), que será lançado durante o evento em novembro, em Belém (PA). O fundo será um mecanismo de financiamento destinado a preservar esses biomas florestais, presentes em cerca de 70 países, e que são cruciais para a regulação do regime de chuvas e captura de carbono na atmosfera.

“Em toda COP que a gente vai, se toma muitas decisões e depois elas não são executadas. Poucos países se matam para tentar cumprir as decisões. Outros não dão a menor importância e outros, depois que termina a COP, negam a assinatura de acordo”, criticou Lula.

“Precisamos de uma nova governança mundial. Se a ONU é o lugar que criamos para tratar dos temas mais importantes da humanidade, é lá que a mudança do clima deve estar. Vamos trabalhar para que se crie um conselho de clima capaz de mobilizar os países a efetivarem seus compromissos”, acrescentou.

Financiamento

O presidente cobrou novamente dos países mais ricos um financiamento mais robusto para o combate à mudanças do clima, para além dos US$ 300 milhões por ano prometidos na COP29, em Baku, no Azrebaijão. “É preciso que aqueles que acham que tem que manter a floresta em pé de toda forma ajudem a pagar para que a gente possa manter essa floresta em pé”, disse.

“Toda vez que alguém tenta me convencer que tem dinheiro para resolver esse problema, eu fico me perguntando: ‘Eu quero ver quem vai dar o dinheiro’. Porque de promessa nós estamos cheios”, declarou o presidente brasileiro, também cobrando dos países ricos metas ambiciosas de redução de gases de efeito estufa em suas localidades.

“O futuro do bioma não depende só dos países amazônicos, mas mesmo que mais nenhuma árvore seja derrubada, a floresta continuará em risco, se o resto do mundo não avançar na redução de gases de efeito estufa”, disse.