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Anfitrião da COP30, Brasil ostenta balanço positivo em matéria climática

30ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas (COP30)/THOMAS MORFIN / AFP

Com uma queda drástica no desmatamento na Amazônia e esforços para oferecer maior proteção aos povos indígenas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ostenta um balanço ambientalista bastante positivo às vésperas de sediar a COP30, a conferência climática da ONU, em Belém, no Pará.

No entanto, Lula enfrenta um poderoso lobby do agronegócio no Congresso, que busca enfraquecer as leis ambientais.

Ao mesmo tempo, Lula é criticado por apoiar um projeto de exploração de petróleo na Margem Equatorial, na costa amazônica.

“Seria incoerente se eu (…) dissesse que nós não vamos utilizar mais petróleo”, declarou Lula na terça-feira (4) em entrevista a agências internacionais de notícias, incluindo a AFP.

Brasil “de volta”

Lula retornou ao poder em 2023, após anos de promoção do desmatamento na Amazônia durante o governo de seu antecessor, o ex-presidente Jair Bolsonaro, um cético em relação às mudanças climáticas.

“O Brasil está de volta”, declarou Lula na COP27, no Egito, onde foi recebido como um herói logo após sua vitória eleitoral, ressaltando seu compromisso com a preservação da maior floresta tropical do mundo.

Lá, ele anunciou planos para receber a COP30 na Amazônia, com o objetivo de apresentar o rico ecossistema e seus habitantes aos líderes mundiais.

Para seu terceiro mandato, colocou novamente à frente do Ministério do Meio Ambiente Marina Silva, artífice da luta contra o desmatamento em seus primeiros governos (2003–2010).

O Brasil também reativou o Fundo Amazônia, um mecanismo de financiamento internacional que havia sido suspenso por Bolsonaro.

Para Marcio Astrini, da rede de ONGs Observatório do Clima, Lula “recuperou a agenda de clima e de meio ambiente no Brasil”.

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