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Irã diz que recebeu propostas de mediadores com EUA e que direitos sobre Ormuz são inegociáveis

 Estreito de Ormuz/ Anadolu via AFP

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, 20, que qualquer negociação com os EUA para encerrar a guerra no Oriente Médio deve levar em consideração os interesses nacionais iranianos e que os direitos soberanos sobre o Estreito de Ormuz são inegociáveis.

Mediadores transmitiram mensagens a Teerã nos últimos dias e recebemos propostas“, destacou.

Apesar do comentário, Baghaei demonstrou ceticismo e disse que um memorando de entendimento só tem valor e validade se todas as partes estiverem comprometidas com ele. Ressaltou ainda que Teerã tem sido “completamente transparente” sobre o acordo firmado com Washington desde o início, que, segundo o porta-voz, se baseia no princípio de “compromisso por compromisso”.

Qualquer acordo só tem valor e validade quando as partes estão comprometidas com ele; portanto, com a quebra de promessa por parte da outra parte, os compromissos do Irã também foram gradualmente suspensos“, explicou.

Segundo Baghaei, o “exercício das opções” pelos EUA resultará em uma resposta recíproca do Irã, e a posição do país em relação a esses acordos formais permanecerá “clara e estável”.

Embaixador do Irã no Paquistão acusa Trump de ter destruído acordo

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/ AFP

O embaixador do Irã no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, afirmou em publicação no X que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “já destruiu duas conquistas importantes” da diplomacia contemporânea, apesar de “continuar falando sobre paz“. Segundo ele, Trump teria rompido o acordo nuclear com o Irã (JCPOA, na sigla em inglês) “apenas 473 dias” após assumir o cargo pela primeira vez, em 2018.

Na mesma mensagem, Moghadam disse que, por “interpretação arbitrária” e “má vontade“, Trump também teria “destruído” o memorando de entendimento (MOU) de Islamabad, firmado em junho, em menos de 20 dias após a assinatura. Para o embaixador, o fato de os EUA não terem aguardado “nem 60 dias” para violar o documento indicaria falta de “determinação, vontade e intenção” para que qualquer acordo tenha sucesso.

“O ponto é: não há intenção de paz ou do chamado acordo; a intenção básica é desestabilizar”, escreveu o diplomata na rede social. O Paquistão atuou como mediador do MOU firmado por EUA e Irã.

EUA lançam novos ataques aéreos contra Irã

Uma ponte gravemente danificada, atingida por um ataque dos Estados Unidos, é vista na estrada que liga Roudan a Bandar Abbas, no sul do Irã, em 18 de julho de 2026/ AFP

Os Estados Unidos lançaram, entre sábado e domingo (19), uma nova série de bombardeios contra o Irã, afirmando querer “punir” a morte de dois militares americanos na Jordânia, anunciou o exército dos EUA.

As forças americanas começaram a realizar novos ataques aéreos contra o Irã por ordem do comandante em chefe”, escreveu o Comando Central dos EUA para o Oriente Médio no X.

Esses ataques têm como objetivo reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz e punir rapidamente as forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica que lançaram ataques contra militares americanos na Jordânia na noite passada”, acrescentou.

As agências de notícias iranianas Fars e Tasnim informaram, ao mesmo tempo, sobre ataques americanos em Sirik, uma cidade portuária em frente ao Estreito de Ormuz, no sul do país.

O Centcom havia anunciado mais cedo a morte de dois militares americanos e o desaparecimento de um terceiro, em “ataques com mísseis e drones iranianos” na sexta-feira, na Jordânia.

Líder supremo do Irã diz que assinatura de Trump “não vale nada”

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou neste sábado (18) que a assinatura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “não tem valor e não é confiável“, após repetidas violações do memorando de entendimento entre os EUA e o Irã.

As declarações de Khamenei foram feitas em um comunicado por escrito divulgado pela mídia estatal. O líder supremo não aparece em público desde o início da guerra.

No comunicado, Khamenei criticou os EUA por realizarem ataques enquanto o país realizava o cortejo fúnebre de seu pai, o líder supremo assassinado Ali Khamenei.

Ao mesmo tempo em que ocorria essa grande demonstração pública, as repetidas violações, por parte do ‘Grande Satã’, do memorando assinado entre os presidentes do Irã e dos Estados Unidos provaram mais uma vez a todos que a assinatura do presidente dos EUA não tem valor e não é confiável. A intimidação, a ambição hegemônica e a brutalidade são elementos inseparáveis ​​do modo de agir americano“, disse o líder iraniano.

Khamenei acrescentou que o Irã dará “lições inesquecíveis” aos EUA por tentarem “alimentar a guerra e incorrer em custos ainda maiores“. “A bravura dos combatentes do Islã e a coragem do povo da região sul do Irã, demonstradas nos últimos dias, são exemplos dessas lições“, disse ele.

Ele também se dirigiu ao povo iraniano, incentivando-o a continuar confiando nas autoridades do governo. “O inimigo não deve receber de nós nenhum sinal de fraqueza“, disse Khamenei.

Irã diz ter atacado centro militar norte-americano na Síria e Jordânia

O comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária do Irã prometeu, em 17 de julho, que Teerã não interromperia seus ataques na região até que os EUA parassem de atacar a costa sul do Irã e o Estreito de Ormuz/AFP PHOTO / SEPAHNEWS

A agência estatal iraniana Tasnim divulgou nesta sexta-feira (17) que a Guarda Revolucionária do Irã atacou um centro de comando de operações especiais dos Estados Unidos em al-Tanf, na Síria, em retaliação pela morte de militares iranianos em Iranshahr.

A Guarda Revolucionária reivindicou ainda a destruição de aviões militares norte-americanos na Jordânia em resposta aos bombardeios dos EUA contra infraestruturas civis do país durante a noite de ontem e a madrugada de hoje, que causaram mortos e feridos.

Em reação ao ataque, o Irã afirmou que visou também infraestruturas militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait. “Os ataques foram uma resposta aos crimes do inimigo arrogante e uma vingança pelo sangue dos mártires da pátria”, noticiou a televisão estatal iraniana.

Além disso, o Catar relatou ofensivas na madrugada de sexta-feira, com várias explosões registradas, enquanto o ministério cataria da Defesa reportou que o exército interceptou mísseis lançados contra o país. As autoridades indicaram que uma criança ficou ferida devido a queda de destroços.

Segundo a Tasmin, a Guarda Revolucionária do Irã também atingiu hoje um navio que tentava atravessar o Estreito de Ormuz. Segundo a publicação, a tripulação da embarcação, de bandeira tailandesa, ignorou os avisos iranianos e tentou fazer a travessia marítima.

As Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) confirmaram que receberam o relato de um incidente envolvendo um navio mercante e forças militares ao largo da costa de Omã.

O exército iraniano ainda assegurou que o Irã mantém controle total sobre o Estreito de Ormuz e avisou que não permitirá a exportação de petróleo ou gás através da rota estratégica enquanto continuarem os ataques norte-americanos.

Por sua vez, o Comando Central dos EUA (Centcom) acabou de anunciar que as forças norte-americanas destruíram a torre de vigilância do porto iraniano de Chah Bahar Shahid Kalantari.

A torre era parte de uma rede de vigilância marítima ao longo da costa iraniana do Golfo de Omã, utilizada há décadas pelo Corpo da Guarda Revolucionária do Irã para rastrear e visar navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz”, diz o comunicado do Centcom.

O Comando Central dos EUA acrescentou que as suas forças, incluindo aviões de combate, drones e navios de guerra, lançaram munições de precisão que atingiram dezenas de alvos militares iranianos, como locais de vigilância costeira e defesa aérea, infraestruturas de logística militar e capacidades marítimas.

Numa intervenção televisiva em horário nobre dirigida ao público norte-americano na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país está obtendo grandes vitórias no Irã. “Verão os frutos desse esforço muito em breve”, indicou.

Fumaça de incêndios florestais no Canadá encobrem estádio da final da Copa

Fumaça de incêndios florestais no Canadá encobrem estádio da final da Copa — Foto: Reprodução/TV Globo

Imagens impressionantes mostram o céu encoberto em Nova York e Nova Jersey, onde será disputada, neste domingo (19), a final da Copa do Mundo.

A fumaça provocada por centenas de incêndios florestais no Canadá reduziu a visibilidade na região. Em alguns momentos, a Estátua da Liberdade e a silhueta dos arranha-céus de Manhattan aparecem cobertas por uma espessa camada de poluição.

Nem mesmo o MetLife Stadium — chamado pela Fifa de Estádio Nova York–Nova Jersey durante a Copa — escapa da névoa.

A expectativa é de que cerca de 80 mil torcedores acompanhem a decisão entre Espanha e Argentina no estádio. Outras 50 mil pessoas devem assistir à partida em uma transmissão pública no Central Park.

A previsão é de que uma frente fria chegue à região no fim de semana, ajudando a dispersar a fumaça e a melhorar a qualidade do ar antes da final.

Ataques dos EUA no Irã atingem pontes e um aeroporto

Os locais atingidos ficam próximos ao Estreito de Ormuz/ AFP

Bombardeios noturnos dos Estados Unidos, que deixaram vítimas fatais, atingiram um aeroporto, uma estação ferroviária na cidade portuária de Bandar Abbas e duas pontes no sul do Irã, próximo ao Estreito de Ormuz, informaram nesta sexta-feira (17, data local) veículos da imprensa estatal iraniana.

O Exército dos Estados Unidos havia anunciado uma nova série de ataques contra o Irã na quinta-feira, marcando a sexta noite consecutiva de bombardeios.

“Foram ouvidas três explosões nas proximidades do aeroporto, e pelo menos um projétil do inimigo americano atingiu o aeroporto de Iranshahr“, no sudeste do país, informou a emissora estatal Irib em seu canal no Telegram.

Há poucos minutos, a estação ferroviária de Bandar Abbas foi atacada pelo inimigo americano. Segundo esse relatório, dois iranianos ficaram feridos no ataque“, informou a agência de notícias Mehr em seu canal no Telegram.

Um relatório oficial informou que também ocorreram ataques aéreos contra duas pontes na província de Hormozgã e citou a agência Irna, segundo a qual duas pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas.

As hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã foram retomadas em 7 de julho, após ataques contra embarcações no Golfo atribuídos à República Islâmica.

Os bombardeios realizados desde então não têm precedentes desde o cessar-fogo de abril e comprometem os esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito de maneira duradoura.

JD Vance acusa integrantes do governo de Israel de manipulação sobre Irã

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, apresenta um episódio do podcast "The Charlie Kirk Show" após o assassinato do fundador do programa, na Casa Branca, em 15 de setembro de 2025, em Washington, DC

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que alguns integrantes do governo israelense tentaram influenciar a opinião pública americana para que se opusesse a um acordo dos EUA destinado a encerrar a guerra com o Irã; a declaração foi feita em um episódio do podcast do apresentador Joe Rogan, publicado nesta quarta-feira (15).

Os comentários reforçaram críticas anteriores de Vance à política do governo israelense, em meio a uma crescente divergência pública entre os dois países.

Vance defendeu um acordo alcançado no mês passado para encerrar a guerra com o Irã, medida duramente criticada nos EUA e em Israel por não conter o programa de mísseis iraniano nem oferecer um caminho claro para o desmantelamento das instalações nucleares do país, ao mesmo tempo em que restringia Israel em sua guerra contra militantes do Hezbollah no Líbano.

Sei que há pessoas dentro do governo israelense tentando, digamos, nos afastar desse acordo porque querem continuar a campanha militar“, afirmou o vice-presidente americano.

Vance disse que, embora mantenha “boas relações” com alguns membros do governo israelense, “há pessoas dentro do sistema deles que, sabemos sem sombra de dúvida, estão manipulando e tentando mudar a opinião pública americana para manter a guerra em andamento indefinidamente”.

Segundo o vice-presidente americano, muitos países, aliados e adversários, tentam influenciar a política americana e que “não me incomoda que Israel tente fazer isso; francamente, não me incomoda nem mesmo que a Rússia ou alguns desses outros países façam isso“. Ele afirmou que isso faz “simplesmente parte da natureza de ser um líder político em 2026″.

“O que me incomoda é quando essas operações, essas campanhas de influência, afetam realmente as decisões políticas americanas”, diz Vance.

Em junho, o segundo em comando de Trump criticou duramente os israelenses que se opunham ao acordo com o Irã, afirmando que Washington é o único aliado de Jerusalém — uma crítica incisiva que mencionava os bilhões de dólares em ajuda de defesa que o país recebe dos EUA.

Autoridades israelenses de alto escalão, sob condição de anonimato, afirmaram que os termos do acordo eram prejudiciais a Israel por não abordarem as preocupações em relação aos programas nuclear e de mísseis balísticos do Irã, uma visão que, segundo elas, é compartilhada por toda a liderança israelense.

Ao ser questionado se achava que os EUA teriam se envolvido na guerra mais recente com o Irã não fosse pela influência de Israel, Vance disse: “Sim, sim, eu acho”.

Acho que o presidente, independentemente de qualquer influência de Israel, acredita firmemente — e, novamente, concordo com isso — que o Irã não deveria ter uma arma nuclear”, disse Vance.

O gabinete do primeiro-ministro de Israel não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

EUA e Irã prosseguem com ataques e trégua está cada vez mais distante

 /Reprodução/Centcom

Estados Unidos e Irã prosseguiram com os ataques nesta quinta-feira (16) e não há sinais de trégua para o conflito no Oriente Médio, após uma semana de retomada dos bombardeios.

O Exército americano concluiu na quarta-feira “uma série de ataques noturnos contra o Irã“, informou um comunicado militar, que citou ações contra alvos militares na cidade portuária de Bandar Abbas, no sul, para “reduzir a capacidade do Irã de ameaçar marinheiros inocentes” no Estreito de Ormuz.

Uma primeira série de ataques foi lançada durante a manhã, quando as forças americanas atingiram “locais de defesa costeira na ilha de Grande Tumb“, segundo o Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom).

Do lado iraniano, o sistema de defesa aérea foi acionado nesta quinta-feira na capital, Teerã, e explosões foram ouvidas no norte e no oeste do país, informou a imprensa estatal.

Na quarta-feira, a cidade portuária de Bushehr, no sul, onde fica a única usina nuclear iraniana, foi novamente atingida por mísseis, assim como as imediações de Iranshahr. Sete militares morreram, segundo o Exército iraniano, que contabilizou 13 disparos de mísseis americanos.

Explosões também foram ouvidas nas cidades de Bandar Abbas, Rask e na ilha de Qeshm, informou a imprensa estatal iraniana. De acordo com a mesma fonte, um hospital em Ahvaz (sudoeste) foi evacuado após os ataques americanos na região e os pacientes foram transferidos para outros centros médicos.

“Boa vontade”

Os confrontos foram retomados em 7 de julho após uma série de ataques contra navios no Golfo, atribuídos ao Irã, depois de uma trégua alcançada entre os dois países em abril.

Até o momento, os bombardeios não atingiram as instalações de petróleo e gás no Golfo. Porém, desmantelaram o protocolo de acordo assinado em junho para acabar com as hostilidades.

Apesar da tensão, o presidente americano Donald Trump saudou o “gesto de boa vontade” de Teerã ao anunciar a libertação de um cidadão americano detido, segundo ele, desde 2024 no Irã.

Por sua vez, o Exército iraniano anunciou nesta quinta-feira que lançou ataques com drones contra bases americanas no Kuwait e no Bahrein, segundo a televisão estatal.

Entre os alvos estavam “sistemas de radares e um sistema Patriot de defesa aérea na base aérea Ali Al Salem“, no Kuwait, assim como instalações militares americanas na base aérea Sheikh Isa, no Bahrein, segundo a emissora IRIB.

O Exército da Jordânia afirmou nesta quinta-feira que interceptou oito mísseis lançados pelo Irã contra seu território.

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, anunciou um ataque contra uma base americana na Jordânia. Também foram relatados ataques iranianos contra o Curdistão iraquiano.

A República Islâmica prometeu que o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o trânsito de petróleo, permanecerá fechado até o fim das “agressões” americanas.

Como parte do bloqueio americano aos portos iranianos, um avião militar dos Estados Unidos atirou contra um petroleiro vazio que tentava romper a medida. O navio, identificado como o M/T Belma, com bandeira de Curaçao, foi “neutralizado”, segundo as forças americanas.

Com o bloqueio dos portos iranianos, Trump busca pressionar Teerã, que pretende controlar o estreito e só autoriza a navegação por um corredor ao longo de suas costas.

Mais de 30 civis morreram desde a retomada dos confrontos, segundo o governo iraniano.

Também nesta quinta-feira, o Estado-Maior iraniano advertiu que destruirá infraestruturas na região do Golfo se os Estados Unidos cumprirem a ameaça do presidente Donald Trump de atacar as centrais de energia da República Islâmica.

O presidente americano declarou na terça-feira que atacaria as usinas elétricas e as pontes do Irã na próxima semana se as autoridades iranianas não retomarem as negociações.

Número de mortos em terremotos na Venezuela passa de 4,8 mil

Familiares de vítimas do terremoto na Venezuela aguardam perto de uma área isolada em Caraballeda, no estado de La Guaira/Juan Barreto/AFP

Os terremotos que atingiram a Venezuela no final de junho já deixaram 4.829 mortos. Além disso, 16.740 pessoas ficaram feridas. Os dados mais recentes foram divulgados pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez Gómez, nesta quarta-feira (15).

O parlamentar divulgou uma série de outros números sobre os impactos do desastre na Venezuela. O número de pacientes atendidos é de 34.872, quase 18 mil pessoas estão sem casa, e mais de 128 mil famílias receberam algum tipo de atendimento.

O drama vivido no país vizinho motivou a solidariedade mundo afora. Países como Estados Unidos, China, Brasil, México, Reino Unido enviaram equipes de resgate, equipamentos, remédios e alimentos para a Venezuela.

Irã afirma que Estreito de Ormuz continuará fechado e ameaça bloquear outras rotas marítimas

 Estreito de Ormuz/ Anadolu via AFP

Nesta quarta-feira (15), a Guarda Revolucionária do Irã garantiu que o Estreito de Ormuz permanecerá encerrado até o fim dos atos de agressão de Washington e ameaçou ainda bloquear outras rotas marítimas estratégicas de exportação de petróleo e gás que beneficiem os Estados Unidos e seus aliados.

A declaração da Guarda Revolucionária foi transmitida pela televisão estatal iraniana após os EUA ter lançado uma nova onda de ataques contra o Irã e retomado o bloqueio naval dos seus portos. “As exportações regionais de energia são compartilhadas por todos ou negadas a todos”, afirmou a Guarda em comunicado divulgado pela agência de notícias estatal iraniana IRNA.

Segundo os analistas internacionais, Teerã vem sinalizando que pode juntamente com os parceiros Houthis, do Iêmen, fechar a passagem de Bab el-Mandeb para o Mar Vermelho que liga ao Golfo de Áden, por onde passam as exportações de petróleo da Arábia Saudita e uma parcela substancial do transporte marítimo global. O bloqueio abriria uma nova frente contra os EUA e colocaria em risco duas das principais rotas de abastecimento energético do mundo.

A Guarda Revolucionária do Irã também reiterou que os recentes ataques a embarcações no Estreito de Ormuz e as operações de retaliação contra bases norte-americanas na região vão continuar enquanto os EUA mantiverem as ações militares.

O chefe Comando Central dos EUA, Brad Cooper, confirmou que Teerã lançou dezenas de mísseis e drones contra países árabes vizinhos. “Os EUA responsabilizam o Irã por agressões injustificadas que continuam a pôr em risco vidas inocentes”, acusou Cooper.

O Comando Central dos EUA comunicou que há pelo menos 19 navios de guerra norte-americanos no mar Arábico, incluindo dois porta-aviões e um navio de assalto anfíbio com mais de mil fuzileiros a bordo, além de centenas de aeronaves militares operam em todo o Oriente Médio.

O governo norte-americano já reforçou as sanções contra o setor petrolífero do Irã, visando especificamente as infraestruturas de transporte. As sanções anunciadas ontem incluem cerca de 50 indivíduos e entidades ligadas à rede do magnata do petróleo Mohammad Hossein Shamkhani. “O regime iraniano sobrevive através do engano, e a rede Shamkhani é um dos seus motores mais rentáveis. O Departamento do Tesouro está fechando a infraestrutura financeira que permite ao regime continuar a ameaçar a segurança nacional dos Estados Unidos e o transporte global“, disse Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA.

O presidente norte-americano, Donald Trump, também ameaçou na terça-feira atacar centrais elétricas e pontes iranianas na próxima semana, caso não seja alcançado um acordo com Teerã.

Enquanto isso, o secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Dominguez, avisou que o Estreito de Ormuz continua demasiado perigoso para que os navios comerciais se arrisquem a atravessá-lo. “As empresas devem evitar o risco de trafegar pelo estreito, tendo em conta a volatilidade da situação atual”, alertou, acrescentando que cerca de 6 mil marinheiros ainda permanecem retidos nesta faixa marítima.

Dominguez salientou que não existe qualquer base legal que permita impor taxas de passagem ou portagens no Estreito de Ormuz e destacou a importância do respeito ao direito internacional.

Trump diz que recuou sobre pedágio em Ormuz a pedido de nações do Golfo

Presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, em 26 de junho de 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (14) que desistiu de um plano para cobrar pedágios sobre as mercadorias que transitam pelo Estreito de Ormuz depois que várias nações do Golfo o aconselharam contra a ideia e, em vez disso, ofereceram investir nos EUA.

Recebi ligações de várias pessoas, de diferentes países — reis, emires e todas aquelas pessoas que todos nós conhecemos e estimamos. E elas disseram: ‘Gostaríamos muito de fazer isso de outra maneira‘”, disse o presidente no Salão Oval da Casa Branca.

Trump defendeu sua ideia de cobrar pedágio, mesmo reconhecendo que nenhuma nação deveria cobrar taxas pelo acesso a rotas de navegação. Ele argumentou que sua proposta seria, na verdade, um reembolso pela segurança que os EUA oferecem.

O republicano tem insistido que os EUA não precisam de acesso ao estreito, ao contrário de seus aliados, apesar do impacto que o fechamento da via tem sobre os preços do petróleo em todo o mundo.

Nunca achei justo que nós fizéssemos a segurança do estreito quando, basicamente, não tiramos nada de lá“, disse ele, acrescentando que acabou convencido de que a proposta de investimento das nações do Golfo nos EUA era uma ideia melhor.

“Isso foi muito satisfatório para mim. Acho que, na verdade, é muito melhor”, adicionou.

Trump envia ao Congresso notificação de que conflito com Irã foi retomado

Presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, em 26 de junho de 2026

O presidente dos EUA, Donald Trump, enviou ao Congresso uma notificação formal informando que as hostilidades contra o Irã foram retomadas em 7 de julho — uma carta que seu governo considera como o início de um novo prazo de 60 dias para o uso de forças militares na região sem a aprovação do Congresso.

“Ordenei essa ação militar em consonância com minha responsabilidade de proteger os norte-americanos e a segurança nacional dos Estados Unidos, bem como os interesses de política externa do país”, afirmou Trump na carta, datada de 10 de julho e vista pela Reuters nesta segunda-feira (13).

A carta descreve as ações de Trump, incluindo a ordem de um cessar-fogo de duas semanas em 7 de abril — que foi prorrogado — e os esforços de seu governo para alcançar uma solução diplomática para o conflito.

Os Estados Unidos começaram a atacar o Irã em 28 de fevereiro, em conjunto com Israel.

Trump descreveu o memorando de entendimento que assinou com o Irã em 17 de junho e afirmou que o Irã o havia violado ao atacar navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz, o que o levou a ordenar novos ataques contra a República Islâmica.

À medida que o conflito se intensificava, Trump afirmou nesta segunda-feira que os EUA estavam restabelecendo seu bloqueio à navegação iraniana no Golfo Pérsico e garantiriam que o Estreito de Ormuz permanecesse aberto.

A Constituição dos EUA estabelece que apenas o Congresso, e não o presidente, tem o poder de declarar guerra. No entanto, os presidentes dos Estados Unidos há muito reivindicam o direito de ordenar intervenções militares de curta duração sem a aprovação dos parlamentares, a fim de preservar a segurança dos EUA.

Exército americano anuncia nova onda de ataques contra o Irã

Ataques contra o Irã/Comando Central Militar dos EUA via AFPTV/AFP

O Exército americano afirmou nesta segunda-feira (13) que lançou uma nova onda de ataques contra o Irã, marcando a terceira noite consecutiva de bombardeios.

Esses ataques continuarão impondo um alto custo às forças iranianas e reduzindo sua capacidade de atacar civis inocentes e o transporte marítimo comercial no Estreito de Ormuz“, informou o Comando Central americano em um comunicado publicado nas redes sociais, acrescentando que os bombardeios começaram às 16h45 no horário da Costa Leste dos Estados Unidos (17h45 de Brasília).

EUA atacam Irã, que responde com ações contra países do Golfo

Ataques dos EUA contra instalações militares iranianas/AFPTV/AFP

As forças dos Estados Unidos bombardearam o Irã nesta segunda-feira (13) pelo segundo dia consecutivo, com o objetivo de impedir o país de controlar o Estreito de Ormuz, enquanto Teerã anunciou ataques contra bases americanas em vários países do Golfo.

A retomada das hostilidades no fim de semana e o anúncio iraniano de um novo fechamento do Estreito de Ormuz, via estratégica para o comércio mundial de combustíveis, provocaram um aumento de mais de 4% no preço do petróleo.

As forças americanas no Oriente Médio atingiram “sistemas iranianos de defesa aérea militar, unidades de radar na costa, capacidades de mísseis e drones e barcos pequenos”, ações que pretendem impedir a República Islâmica de bloquear a passagem pelo estreito.

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, afirmou em vários comunicados divulgados pela agência de notícias oficial IRNA que atacou a Base Aérea Príncipe Hassan, na Jordânia, um centro de comando de drones militares no Bahrein e duas bases aéreas no Kuwait.

Também reivindicou ataques contra instalações americanas em Omã. No domingo, foram relatados ataques contra bases americanas no Catar.

O Exército do Kuwait confirmou nesta segunda-feira que precisou responder a “objetos aéreos hostis” lançados contra seu território.

Estados Unidos e Irã assinaram em 17 de junho um protocolo de acordo que previa 60 dias de trégua para negociar o fim da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro por um ataque israelense e americano contra o território iraniano.

Os ataques entre os dois lados minam o protocolo de acordo para acabar com a guerra, que abalou a economia global.

A imprensa estatal iraniana relatou ataques americanos em áreas do sul e do oeste do Irã, incluindo a ilha de Qeshm e Bandar Abbas, perto do Estreito de Ormuz.

Na cidade de Mahshahr, sudoeste do Irã, “uma pessoa foi martirizada e quatro ficaram feridas” no bombardeio americano, informou uma autoridade da província de Khuzestan, citada pela agência IRNA.

O Irã condenou os bombardeios americanos em seu território e criticou Washington por “deixar sem efeito todos os esforços dos últimos meses” para restabelecer a paz na região, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

O aumento da tensão aconteceu após um ataque iraniano na madrugada de domingo contra um navio comercial no Estreito de Ormuz, cuja tripulação foi obrigada a abandonar a embarcação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta semana que o cessar-fogo “acabou” devido aos ataques iranianos contra navios em Ormuz, por onde antes da guerra passavam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.