Search

Terremoto no Japão provoca desabamento de shopping e de muralha de castelo

Parte da muralha do Castelo de Kumamoto desabou após o terremoto, na cidade de Kumamoto/Jiji Press/AFP

Um terremoto atingiu o sul do Japão no fim da tarde desta terça-feira (28), pelo horário local, e provocou o desabamento de um shopping, deixando dezenas de pessoas presas, além da queda da uma muralha de um castelo com mais de 400 anos.

Um vídeo aéreo registrou os danos provocados no Aeon Mall, em Kashima, na província de Kumamoto, na região central da ilha de Kyushu. Partes das paredes do edifício desabaram, deixando estruturas metálicas expostas.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Kumamoto, várias pessoas ficaram presas no shopping após uma explosão que causou o desabamento do segundo andar. Pelo menos dois feridos já foram resgatados.

As emissoras TBS e Fuji informaram que há mortos e feridos no local, mas o número total de vítimas ainda não foi confirmado. Segundo a emissora pública NHK, entre 20 e 30 trabalhadores estão desaparecidos. A operação de resgate segue em andamento.

O Aeon Mall ficou fechado temporariamente em 2016, após Kumamoto ser atingida por dois terremotos devastadores em apenas dois dias. O primeiro, de magnitude 6,5, foi registrado em 14 de abril, e o segundo, de magnitude 7,3, em 16 de abril. Os tremores deixaram 273 mortos e mais de 2,8 mil feridos.

Outro vídeo mostra o momento em que parte da muralha do Castelo de Kumamoto, localizado na capital da província, desaba. A fortaleza foi construída pelo general Kato Kiyomasa entre 1601 e 1607 e é um dos três castelos mais famosos do Japão.

Nas imagens, é possível ver rochas rolando pelo chão e uma nuvem de poeira. O monumento é especialmente conhecido pelo Cerco ao Castelo de Kumamoto, durante a Rebelião de Satsuma, em 1877. De dentro do castelo, 3,5 mil soldados resistiram a 13 mil integrantes do Exército de Satsuma, segundo o site do castelo. “O Castelo de Kumamoto demonstrou, em nome e na realidade, que era uma fortaleza inexpugnável.”

A agência de notícias Kyodo News afirmou que uma pessoa morreu após uma casa desabar, sem dar mais detalhes sobre onde ocorreu o desabamento. A NHK informou que pelo menos 50 pessoas foram levadas a hospitais na cidade de Hikawa com ferimentos e que ao menos 12 imóveis desabaram. A emissora acrescentou ainda que havia pessoas presas em quatro prédios.

A NHK informou ainda que pode haver desaparecidos na fábrica de papel Nippon Paper, localizada em Yatsushiro, após a chaminé do imóvel desabar. A Agência de Gestão de Incêndios e Desastres do Japão (FDMA, na sigla em inglês) afirmou que o Corpo de Bombeiros de Yatsushiro foi acionado para resgatar nove pessoas no local.

O terremoto ocorreu às 16h27 no horário local (04h27 em Brasília), na ilha de Kyushu. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) informou inicialmente que o tremor teve magnitude 7,1, mas revisou posteriormente o dado para 6,8.

Após o terremoto, ocorreram mais de 60 réplicas com magnitudes variando de 1 a 4, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA na sigla em inglês).

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou em uma publicação no X que criou uma força-tarefa para coletar informações, avaliar os possíveis danos e se preparar para operações de resgate, caso necessário.

Sanae disse a repórteres que cerca de 3,6 mil militares foram enviados a Kumamoto para auxiliar nos trabalhos de resgate. “Já foram confirmados danos extensos“, afirmou. “Expresso minhas mais sinceras condolências a todos os afetados por este desastre.

O secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, afirmou em uma entrevista coletiva que as Forças Armadas do Japão estão realizando operações de resgate emergencial em Kumamoto.

A JMA chegou a emitir um alerta de tsunami após o sismo para os mares de Ariake e Yatsushiro, mas o suspendeu cerca de duas horas depois.

Trump e Zelensky se reuniram para discutir sobre cooperação estratégica

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, se reuniram hoje na Casa Branca. / HANDOUT / UKRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, se reuniram hoje na Casa Branca. “A nossa prioridade número um é a defesa antimíssil balística e a cooperação estratégica com os Estados Unidos. Precisamos avançar para alcançar a paz“, adiantou Zelensky antes do encontro.

Após a reunião, Zelensky agradeceu nas redes sociais a Trump pelos esforços conjuntos entre Kiev e Washington na guerra contra a Rússia. “Uma boa reunião com o presidente Trump no Salão Oval. Obrigado por tudo o que fazemos em conjunto para proteger as vidas dos ucranianos e promover a paz“, publicou.

O presidente da Ucrânia revelou alguns dos assuntos que foram abordados. “Discutimos as licenças para a produção dos mísseis interceptores Patriot e várias outras ideias que poderão ajudar. Também falamos sobre diplomacia, é importante que o processo diplomático seja revitalizado“, disse.

Por outro lado, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou na segunda-feira (27), que o país está aberto para considerar novas ideias e propostas relacionadas com o processo de paz na guerra contra a Ucrânia. Zakharova fez estas declarações apos vazar na imprensa notícias de que autoridades norte-americanas e ucranianas haviam discutido sobre uma proposta de um cessar-fogo aéreo, com o objetivo de apresentá-la aos representantes russos numa nova rondada de conversações de paz.

Mas, Moscou afirmou recentemente que ainda não tinha recebido qualquer informação específica sobre novas propostas de paz.

Enquanto isso, um grupo bipartidário de senadores norte-americanos anunciou nesta terça-feira (28) que alcançaram um acordo sobre um projeto de lei para alargar as sanções contra a Rússia e o Irã, autorizando o presidente dos EUA a impor restrições adicionais.

Já Volodymyr Zelensky disse que também planeja participar do funeral do falecido senador Lindsey Graham e também deverá ser reunir hoje à noite com todos os membros do Senado dos EUA.

Incêndios na França recuam antes de nova onda de calor

Bombeiros realizam operações de rescaldo, extinguindo focos de calor remanescentes e áreas em brasa, em uma floresta próxima a Bordeaux / AFP

O grande incêndio nas imediações de Bordeaux, sudoeste da França, registrou nesta segunda-feira (27) “menos focos ativos”, mas o presidente Emmanuel Macron convocou uma reunião de crise devido ao temor de que uma nova onda de calor agrave a situação.

Incêndios gigantescos devastaram dezenas de milhares de hectares na Europa e obrigaram 325.000 pessoas a abandonarem suas casas na França e na Espanha. As chamas na região de Madri reduziram o avanço, mas ainda não são considerado estabilizados.

Na França, Macron convocou uma reunião de crise do governo. O país enfrenta vários incêndios ativos, mas o foco mais preocupante é o declarado ao noroeste de Bordeaux, que já destruiu 42.000 hectares e obrigou a fuga de 220.000 pessoas.

Diante da magnitude do incêndio, os moradores também se mobilizaram: agricultores ajudam os bombeiros com seus tratores no combate às chamas e desconhecidos recebem os desabrigados em suas casas.

“Menos focos ativos”

Após vários dias de avanço ininterrupto, “a situação permaneceu globalmente estável durante a noite, sem mudanças importantes a destacar“, anunciou a Prefeitura na manhã de segunda-feira.

Temos menos focos ativos do que ontem (domingo). As condições meteorológicas são favoráveis, com menos vento“, declarou à AFP Wilfried Schneider, porta-voz do serviço departamental de incêndios e emergências Sdis 33.

Mas não podemos dizer que o incêndio está estabilizado“, acrescentou. “Estabilizamos uma situação que era completamente instável, mas ainda não temos o fogo sob controle“, destacou.

O retorno de uma chuva leve e o orvalho da manhã deram um pouco de fôlego aos bombeiros, mas eles não podem baixar a guarda diante da onda de calor prevista a partir de terça-feira, com máximas de até 40ºC e vento seco.

Estão reunidas todas as condições para uma reativação do incêndio“, disse à AFP Philippe de Gonneville, prefeito de Lège-Cap Ferret, cujo município foi atingido desde o início do incêndio.

Na rodovia que liga a cidade a Saint-Jean-d’Illac, dezenas de quilômetros de floresta foram destruídos.

Segundo a Prefeitura, o incêndio destruiu 240 residências. As chamas não provocaram vítimas civis, mas 84 bombeiros ficaram feridos.

Apesar de mais controlado, os bombeiros não conseguiram estabilizar outro incêndio ao sul de Bordeaux, na altura de Biscarrosse, que devastou 3.600 hectares e forçou a fuga de 30.000 pessoas, das quais 8.000 foram autorizadas a retornar para suas casas.

Os bombeiros franceses também lutam contra incêndios no departamento de Var, perto de Marselha, onde 2.000 pessoas abandonaram suas residências, assim como na turística ilha da Córsega e nos Alpes.

As florestas sofrem incêndios com mais facilidade porque a vegetação e os solos europeus estão muito secos há meses, um fenômeno agravado pela mudança climática e pelas recentes ondas de calor excepcionais.

Mais de 400 pessoas fogem de barco de incêndio florestal no sul da Itália

Bombeiro combate incêndio florestal próximo a residências em La Mierla, perto de Guadalajara, ao Norte de Madri/Handout/Infocam/AFP

Centenas de pessoas foram retiradas por mar neste domingo (26), no sul da Itália, e espera-se que mais sejam transportadas em breve, devido a um incêndio florestal que assola partes da costa do Adriático, informou a Guarda Costeira.

“Mais de 400 turistas e banhistas foram evacuados por mar, a única rota de evacuação viável”, informou a agência em seu canal no WhatsApp, acrescentando que as operações continuam.

Os evacuados estavam sendo resgatados da área próxima à cidade de Peschici, na região sul da Puglia. Um porta-voz da Guarda Costeira disse à AFP que espera retirar aproximadamente mais 300 pessoas.

No total, seis embarcações da Guarda Costeira, três da polícia financeira italiana e cerca de 10 embarcações privadas participaram da operação, afirmou a organização. Imagens da televisão mostraram bombeiros e um avião anfíbio Canadair combatendo o incêndio, que no momento não representa uma ameaça imediata às residências da cidade.

Uma enorme coluna de fumaça podia ser vista a dezenas de quilômetros de distância. “A situação está sob controle neste momento”, declarou o prefeito de Peschici, Luigi d’Arenzo, segundo o jornal local Gazzetta del Mezzogiorno.

Incêndios florestais de grandes proporções também devastaram dezenas de milhares de hectares e forçaram a evacuação de 325 mil pessoas na França e na Espanha, com Bordeaux, na França, e Madri, na Espanha, sitiadas pelas chamas que reduziram casas e comércios a cinzas. Cerca de 75.000 pessoas foram desalojadas por incêndios nos arredores de Madri e em outras áreas residenciais, assim como na região de Valência.

Incêndios arrasam Bordeaux e também seguem fora de controle na Espanha

 Incêndios seguem fora de controle na Espanha/ CESAR MANSO/AFP

Incêndios florestais de grandes proporções devastaram dezenas de milhares de hectares e forçaram a evacuação de 325 mil pessoas na França e na Espanha, com Bordeaux e Madri sitiadas pelas chamas que reduziram casas e comércios a cinzas.

Os incêndios estão localizados entre 25 e 30 km de Bordeaux e a 15 km de sua região metropolitana, em Gironde, no sudoeste da França, informou o prefeito Thomas Cazenave neste domingo (26), que não prevê uma evacuação.

Uma fumaça alaranjada escureceu o céu sobre os portos da cidade ao amanhecer deste domingo, acompanhada por um forte cheiro de queimado nas ruas. “A situação continua muito desfavorável” na região da Gironde, mundialmente famosa pelos seus vinhedos, mas também nos departamentos de Landes (sudoeste) e Var (sudeste), declarou o ministro do Interior, Laurent Nuñez, neste domingo.

Milhares de bombeiros exaustos, auxiliados por 1.500 soldados e 1.200 policiais, combatem as colunas de fogo que consomem quase tudo em seu caminho e forçaram o fechamento de uma importante rodovia e a interrupção dos serviços ferroviários ao sul de Bordeaux.

Não sobrou nada. Tudo queimou“, lamentou Mathieu Plessis no sábado (25), ao retornar à sua cidade natal, Porge (sudoeste). “Essa é a minha casa, ou melhor, era a minha casa. Não vejo nada, só desolação“, disse o fabricante de bicicletas elétricas à AFP, descrevendo a casa onde sua avó nasceu.

Mais de 50 mil pessoas tiveram que deixar suas casas perto de Bordeaux, elevando o número total de evacuados para mais de 220 mil somente por causa desse incêndio, que devastou 42 mil hectares, anunciaram as autoridades neste domingo.

Aurore Vigreux, uma advogada de 38 anos que mora em Le Barp, se refugiou na casa do ex-marido com a filha e vários animais: um cachorro, dois coelhos e um gato. “Não é que eu esteja com medo, estou consternada ao ver o fogo avançando e não haver nada que me dê esperança. Ainda há ventos fortes e a previsão é de uma onda de calor para a próxima semana, então a situação vai piorar ainda mais”, disse ela à AFP.

As chamas e os ventos forçaram o fechamento da principal rodovia A63, que liga Bordeaux à fronteira com a Espanha, informaram as autoridades regionais. A empresa ferroviária SNCF também suspendeu parte do tráfego.

“Imprevisível”

O calor causa redemoinhos que tornaram o incêndio florestal “errático e incontrolável”, disse o capitão dos bombeiros Nicolas Braz. Cestas, uma cidade de 17.000 habitantes perto de Bordeaux, “está felizmente deserta”, declarou o seu prefeito Jérôme Steffe, à BFMTV.

Este incêndio é imprevisível e, sempre que pensamos que vencemos uma batalha, infelizmente, ele nos surpreende da pior maneira possível”, acrescentou. “Hoje é impossível dizer onde vai parar”, afirmou.

Outro incêndio continua muito ativo no departamento de Var. Já queimou mais de 3.000 hectares em cinco dias. As chamas também consomem uma parte da ilha turística da Córsega há dias.

“Horas complexas”

Na Espanha, os bombeiros estão sobrecarregados com os incêndios florestais que assolam os arredores de Madri e também Valência, no leste do país, onde uma pessoa morreu. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, alertou que “horas complexas” estão por vir, mas considerou a noite “muito positiva”.

Na noite de sábado (25), o presidente da região valenciana, Juanfran Pérez Llorca, informou sobre a evacuação de “cerca de 15.000 pessoas” em Castellón (leste). No sábado, as províncias de Madri e Ávila continuavam sendo afetadas pelos incêndios, assim como Toledo, que também faz fronteira com a capital.

As chamas ao redor de Madri já queimaram 25.000 hectares e forçaram a evacuação de cerca de 60.000 pessoas, segundo as autoridades. “Os incêndios sempre existiram“, disse Sánchez neste domingo em Ávila, “mas com o agravamento nos últimos anos, devemos dar uma resposta adequada e proporcional à magnitude dessas emergências climáticas“.

As florestas pegam fogo com mais facilidade porque a vegetação e o solo estão muito secos há meses, um fenômeno agravado pelas ondas de calor excepcionais de junho e julho. É precisamente a mudança climática, causada principalmente pela queima contínua de petróleo, carvão e gás, que piora a seca atual, concluíram climatologistas do grupo World Weather Attribution em um estudo publicado na quinta-feira.

Espanha declara pela primeira vez emergência nacional devido aos incêndios

Bombeiros combatem grande incêndio florestal em uma área pouco povoada na Espanha/Handout/UME/AFP

O governo espanhol anunciou pela primeira vez emergência nacional por causa dos grandes incêndios florestais que atingem a região de Madrid e Ávila. A partir de então, o primeiro-ministro Pedro Sánchez assume o comando das operações e a coordenação passa a ser feita pelo Ministério do Interior.

A Espanha também já acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil ontem e pediu à União Europeia quatro meios aéreos de apoio ao combate às chamas. “Os incêndios estão arrasando milhares de hectares e afetando diversas povoações”, disse Sánchez, que recomendou muita precaução e que fossem seguidas as indicações das autoridades.

Quatro grandes incêndios florestais continuam sem controle, alimentados ainda pelos fortes ventos, o que levou à evacuação de várias localidades e urbanizações.

“Pelo menos 19 mil pessoas já foram retiradas das suas casas ou estão confinadas na região de Madrid devido ao pior incêndio da história da região, que já consumiu seis mil hectares. Para uma região como esta, com uma elevada concentração de habitação e de população, é uma catástrofe. Nunca vivemos nada assim. A prioridade atual é salvar vidas”, declarou a governadora de Madri, Isabel Díaz Ayuso.

Os serviços de emergência da região relataram que dois dos três incêndios que já devastaram seis mil hectares a oeste de Madrid se juntaram numa só frente e ameaçam novos municípios.

Enquanto isso, o incêndio em Ávila já consumiu quase nove mil hectares, segundo a última atualização. O fogo mantém um perímetro de aproximadamente 71 quilômetros e forçou à retirada de mais de 1.500 pessoas.

A Agência Estatal de Meteorologia da Espanha (Aemet) alertou que o perigo de incêndios permanece muito alto na maior parte do território apesar da queda nas temperaturas. Segundo a Aemet, a terceira onda de calor extremo deste verão começa a dar tréguas nesta sexta-feira (24), embora a velocidade e intensidade dos ventos dificultem as operações de extinção das chamas. Na próxima semana está previsto o aumento novamente das temperaturas.

De acordo com dados do Ministério da Transição Ecológica, a Espanha já registrou 29 grandes incêndios florestais este ano, definidos como aqueles que ultrapassam 500 hectares. Entretanto, uma grande parte desses incêndios ocorreu apenas nos primeiros 24 dias de julho.

Congresso dos EUA pede ação de Trump contra Brasil por projeto de big techs

Um grupo de 20 congressistas republicanos enviou carta ao chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), Jamieson Greer, pedindo ação contra o Brasil pelo avanço do projeto de lei que regula mercados digitais e amplia poderes do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) contra práticas anticoncorrenciais das big techs.

O ofício, encaminhado nesta quinta-feira (23), é encabeçado pelos congressistas Adrian Smith (Nebraska) e Jim Jordan (Ohio). Outros 18 parlamentares do Partido Republicano decidiram firmar a reclamação.

Eles argumentam que a proposta brasileira, enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Congresso Nacional, replica os termos de legislação europeia sobre o assunto e “oneram plataformas digitais americanas bem-sucedidas com um novo regime regulatório”.

O PL 4675 ainda não tem data para ser votado, mas o deputado Aliel Machado (PV-PR) já apresentou seu relatório e fez um apelo aos colegas por sua aprovação, em reunião de líderes neste mês.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), resolveu segurar a votação em plenário diante da resistência de vários partidos. Partidos de direita e do Centrão alegam que o projeto abre brechas para regulação de conteúdo.

Na carta ao USTR, Smith e Jordan fazem menção à investigação pela Seção 301 que culminou em tarifas de 25% sobre produtos brasileiros por supostas práticas comerciais desleais que afetam a competitividade de empresas americanas, mas vão além.

É particularmente preocupante que, justamente no momento em que as ações relacionadas a essa investigação estão sendo finalizadas, o Brasil busque expandir suas políticas discriminatórias em vez de consultar os Estados Unidos para resolver essas preocupações”, afirmam.

“Caso essa medida avance, ela agravará as barreiras existentes para as empresas digitais dos EUA que operam no Brasil e dará continuidade a uma tendência preocupante de proliferação de medidas semelhantes à DMA (Digital Markets Act), que são abertamente discriminatórias e entram em conflito direto com os interesses norte-americanos“, acrescentam.

Irã alerta para resposta não pacífica por eventual apreensão de bens pelos EUA

Bandeira do Irã perto da Torre Milad, parte do Centro Internacional de Comércio e Convenções de Teerã/ATTA KENARE/AFP

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, alertou contra a apreensão dos bens iranianos e afirmou que “o caos e a instabilidade resultantes de tal processo não serão nem agradáveis nem pacíficos”, em declaração divulgada nesta sexta-feira (24) pelo Telegram.

A apreensão de bens de um país para pagar por potenciais e não relacionadas reivindicações futuras cria um precedente perigoso e incendiário”, escreveu, sem mencionar explicitamente os EUA. Na quinta-feira, 23, o presidente americano, Donald Trump, defendeu o uso de fundos congelados iranianos para pagar danos à navegação.

Araghchi ainda declarou que “aqueles que acolhem ou se beneficiam” de tais recursos devem lembrar que, “quando os governos tornam o confisco de bens alheios uma prática normal, nenhum bem estará seguro ou protegido”.

Pouco depois da declaração do chanceler, o Exército do Irã afirmou que ataques iranianos atingiram instalações militares dos EUA na base de Al-Azraq, na Jordânia, e na base aérea Sheikh Isa, no Bahrein, onde sirenes de alerta foram acionadas.

Incêndio na França obriga a evacuação de mais de 20 mil pessoas

Incêndio no sudoeste de França força à evacuação de 20 mil pessoas -  Expresso

Mais de 20 mil pessoas, incluindo milhares de turistas, tiveram de ser retiradas de uma região do sudoeste de França que está sendo atingida por um forte incêndio. As chamas afetam a zona da baía de Arcachon, em Gironda, a cerca de 50 quilômetros de Bordeaux, e já destruíram mais de três mil hectares em menos de 24 horas. Na terça-feira, dois bombeiros morreram após o veículo em que seguiam ter sido cercado pelas chamas.

De acordo com os bombeiros, o fogo também se aproxima de habitações em Lège-Cap-Ferret, enquanto o serviço de meteorologia prevê ainda um aumento da temperatura e dos ventos ainda hoje.

Segundo as autoridades locais, 700 bombeiros, 44 militares, 10 viaturas, e quatro aeronaves de combate trabalham para controlar o incêndio, que é muito intenso. Até o momento não há registro de feridos, mas a evacuação da área foi uma medida preventiva. A Baía de Arcachon é um ponto turístico muito popular e a ordem de evacuação foi aplicada a seis parques de campismo e um espaço residencial naturista.

A França tem sido fortemente atingida por incêndios e temperaturas extremas e, atravessa a terceira onde de calor em menos de dois meses. A Météo-France anunciou hoje que a onda de calor entre 4 a 19 de julho foi a terceira mais longa de que se tem registro.

Na quarta-feira (22), a agência francesa de saúde pública anunciou que a onda de calor no país que ocorreu entre 17 de junho e 2 de julho levou a um aumento de mortalidade, com 5.764 mortes em excesso registradas, considerado uma elevação sem precedentes.

Na França, os incêndios florestais nunca consumiram tanta superfície nesta época do ano. Segundo o ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, mais de 12.500 incêndios oram notificados desde o início do ano, e 44 mil hectares já foram queimados.

Mas, os incêndios florestais também continuam atingem outros países europeus, alimentados pelas altas temperaturas e pelo vento, obrigando a evacuações e mobilizando milhares de operacionais. De acordo com dados de satélite do sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais, este ano é o segundo pior em termos de área queimada por incêndios florestais na União Europeia neste período desde que os registros começaram há 20 anos.

Na Sicília, na Itália, os incêndios continuam sem controle e cerca de 100 pessoas foram retiradas das suas casas na cidade de Santo Stefano Quisquina e uma casa de repouso foi evacuada por precaução. Os bombeiros admitem dificuldades em conter as chamas devido às temperaturas extremas, ao vento e à escassez de meios aéreos, num momento em que diversos focos de incêndios foram deflagrados simultaneamente na ilha.

Já na Espanha, a situação permanece igualmente crítica. “Mais de cem mil hectares foram consumidos pelos incêndios florestais em todo o país. Para se ter uma ideia, esse valor corresponde à média anual registrada na Espanha na última década”, revelou Pedro Sanchez, primeiro-ministro espanhol.

Mudanças climáticas

Os especialistas destacam que a Europa é o continente que aquece mais rapidamente e alertam que as alterações climáticas aumentam a frequência e a intensidade dos incêndios florestais. Eles explicam que as florestas queimam com mais facilidade porque a vegetação e os solos europeus sofrem há meses com uma seca agravada pelas ondas de calor excepcionais que atingiram o continente em junho e julho, provocando maior evaporação da água. Os climatologistas do World Weather Attribution, grupo internacional de cientistas, divulgaram hoje um estudo, no qual concluíram que as mudanças climáticas, causadas, sobretudo pela queima contínua de petróleo, gás e carvão, agravam a seca atual.

EUA completam nova onda de ataques contra o Irã pela 12ª noite consecutiva

O CENTCOM (Comando Central dos EUA) anunciou em uma publicação nas redes sociais, na noite de quarta-feira (22), que as Forças Armadas dos americanas completaram a 12ª noite consecutiva de ataques contra o Irã.

As forças americanas atacaram alvos militares iranianos, incluindo instalações marítimas, depósitos de mísseis e drones, locais de vigilância costeira e ativos de defesa aérea”, disse o CENTCOM em X.

O exército dos Estados Unidos afirmou que “os ataques reduziram ainda mais a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e embarcações comerciais”.

O comunicado acrescentou que as forças americanas alvejaram, neste mês, “dezenas de instalações militares iranianas em terra, ao mesmo tempo que retomaram o bloqueio marítimo contra o Irã”. O CENTCOM não forneceu detalhes adicionais sobre o número de alvos atingidos na quarta-feira.

Mais de 50.000 militares dos Estados Unidos estão em operação em todo o Oriente Médio e permanecem em elevado estado de alerta, focados, prontos para o combate e preparados para agir“, informou o Comando Central.

Diante dos esforços do governo do presidente Donald Trump na guerra contra o Irã, a Câmara dos Representantes dos EUA, controlada por republicanos, aprovou na quarta-feira uma proposta orçamentária que prevê US$ 95 bilhões (aproximadamente R$ 418 bilhões) em novos gastos, destinados majoritariamente a sustentar o conflito no Oriente Médio.

A medida foi aprovada por um placar apertado, 216 votos a 214, estabelecendo as bases para que os republicanos utilizem um procedimento especial no Senado, conhecido como “reconciliação”, para aprovar o financiamento contornando a necessidade de apoio da minoria democrata.

Do total de US$ 95 bilhões previstos, US$ 60 bilhões seriam alocados diretamente ao Pentágono.

Esse valor é adicional ao orçamento de cerca de US$ 1 trilhão já planejado para as Forças Armadas este ano, ocorrendo em um contexto em que Trump trava uma guerra custosa contra o Irã.

A guerra com o Irã custou aos Estados Unidos US$ 37,5 bilhões (cerca de R$ 190 bilhões), segundo o secretário de Defesa Pete Hegseth, mas é provável que a conta seja muito mais alta, conforme especialistas haviam dito anteriormente à CNN.

Em março, analistas estimaram que a guerra contra o Irã custava aos contribuintes americanos mais de US$ 890 milhões por dia, com base em operações militares conhecidas e estimativas de custos do Congresso.

Os gastos abrangem operações aéreas e navais, forças terrestres, sistemas de armas e interceptação de mísseis, sendo a fase inicial do conflito a mais custosa.

Ditador Nicolás Maduro participa de audiência nesta quarta em Nova York

Ditador Nicolás Maduro participa de audiência nesta quarta em Nova York |  CNN Brasil

O ditador venezuelano deposto Nicolás Maduro participará de uma audiência no tribunal federal de Manhattan nesta quarta-feira às 13h, no horário de Brasília.

Os promotores do Departamento de Justiça dos EUA e os advogados de defesa do réu propuseram, na terça-feira (21), que o julgamento criminal de Maduro nos EUA — sob acusações de tráfico de drogas — comece em junho de 2027.

A proposta conjunta foi apresentada em uma petição judicial antes de uma audiência desta quarta-feira.

O documento traçou um esboço preliminar dos possíveis próximos passos em um dos casos criminais de maior repercussão e importância na história recente dos EUA.

O juiz distrital dos EUA Alvin Hellerstein, responsável pelo caso, deverá definir o cronograma final. As partes informaram na petição que poderão solicitar alterações no calendário.

Forças Especiais dos EUA capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas durante uma operação noturna em janeiro e os levaram a Nova York para responder às acusações. Os dois se declararam inocentes.

Na petição, advogados de ambas as partes propuseram que a primeira rodada de recursos jurídicos de Maduro para tentar arquivar o caso fosse apresentada até 2 de setembro. Isso provavelmente incluiria um pedido de arquivamento sob o argumento de que ele deveria gozar de imunidade processual por ser chefe de um Estado soberano.

Maduro apresentaria então uma segunda rodada de recursos jurídicos até 11 de janeiro, após os promotores entregarem quaisquer provas sigilosas para análise da defesa, segundo o documento.

Maduro, um socialista que manteve uma relação de hostilidade com Washington enquanto governava a Venezuela — de 2013 até sua captura —, descreveu-se como “prisioneiro de guerra” durante sua audiência em 5 de janeiro. Ele acusa há muito tempo os Estados Unidos de buscarem sua deposição para obter maior controle sobre as vastas reservas de petróleo do país.

Os Estados Unidos classificam Maduro como um ditador corrupto cuja má gestão econômica levou ao colapso da economia e o acusam de fraudar as eleições de 2018 e 2024. O governo americano deixou de reconhecê-lo como presidente legítimo da Venezuela em 2019.

Maduro e Flores estão detidos em uma prisão federal no Brooklyn desde que foram trazidos para os EUA, em janeiro de 2026.

EUA continuam bombardeios contra o Irã que já duram dez dias seguidos

As forças armadas dos Estados Unidos informaram, no final da segunda-feira (20), que concluíram sua mais recente rodada de ataques contra o Irã, afirmando ter atingido centros de comando militar iranianos, locais de lançamento de mísseis e drones, capacidades marítimas e sistemas de defesa aérea.

O Comando Central dos EUA divulgou imagens noturnas na segunda-feira, mostrando jatos decolando e vídeos aéreos em preto e branco do que os militares descrevem como ataques de precisão contra alvos militares iranianos, incluindo centros de comando, instalações de defesa aérea e de vigilância costeira.

A agência de notícias Reuters não conseguiu verificar o local ou a data em que o vídeo foi gravado. Nenhuma versão anterior do vídeo foi encontrada publicada na internet antes de 20 de julho.

A mais recente rodada de ataques dos EUA contra o Irã durou cerca de cinco horas, segundo as forças armadas americanas, marcando dez noites consecutivas de ataques ao país.

Washington afirmou que está tentando “reduzir a capacidade do Irã de continuar atacando navios comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz”.

O conflito com o Irã começou quando os EUA e Israel atacaram o país em 28 de fevereiro, e o Irã respondeu com seus próprios ataques contra Israel e Estados do Golfo que abrigam bases americanas.

Teerã tem respondido atacando todos os países da região do Golfo, incluindo os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita, Israel e até mesmo aliados como Omã.

O Bahrein acionou sirenes nesta terça-feira (21), após uma noite de ataques americanos contra o Irã.

Tráfego em Ormuz despenca

O tráfego diário de navios pelo Estreito de Ormuz vem caindo de forma consistente desde o colapso das negociações entre os Estados Unidos e o Irã. Na segunda-feira (20), apenas nove embarcações passaram pela via marítima, segundo dados do MarineTraffic.

Os dados de fonte aberta mostram que sete navios de carga entraram no Golfo Pérsico, enquanto um navio-tanque e um navio de carga saíram em direção ao Golfo de Omã.

Esse movimento limitado pelo estreito contrasta fortemente com a situação de cinco meses atrás, antes do conflito entre EUA e Irã, quando uma média de 130 navios atravessava a passagem diariamente, segundo a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.

Novos ataques entre os EUA e o Irã aumentam as preocupações com a segurança das embarcações e prejudicam o transporte de petróleo por um canal crucial para as exportações. Várias embarcações comerciais foram relatadas como tendo sido atingidas pelo Irã em uma tentativa de afirmar controle sobre o estreito.

A falsificação de sinais de GPS, um tipo de interferência de navegação que faz com que as posições transmitidas pelos navios apareçam em locais incorretos, continua sendo uma preocupação em toda a região.

A interferência persiste há meses, às vezes deslocando as coordenadas informadas pelas embarcações em dezenas de quilômetros e tornando mais difícil monitorar o tráfego pela via marítima.

Número de mortos no terremoto da Venezuela passa de cinco mil

Voluntários e equipes de resgate buscam corpos entre os escombros de edifícios danificados pelos terremotos de 24 de junho em Tanaguarena, no estado de La Guaira, Venezuela/ AFP

Segundo o último balanço das autoridades venezuelanas, o número de mortos no duplo terremoto que atingiu a Venezuela há quase um mês subiu para 5.208 contra 5.119 anteriormente anunciados.

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, também declarou que há 16.740 feridos, de acordo com o mais recente balanço oficial. Vários países enviaram equipes de busca e salvamento para a Venezuela.

Até o momento, a Organização das Nações Unidas estima que existam pelo menos 50 mil desaparecidos entre as ruínas e escombros.

Os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilômetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, comunicou o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Temporal deixa quase 100 mil isolados e milhares de afetados no Chile

Ondas fortes castigam a costa de Viña del Mar, na região de Valparaíso, no Chile/Cristobal Basaure/AFP

Uma tempestade com chuvas intensas que atingiu o Chile bloqueou estradas e deixou quase 100 mil pessoas isoladas, além de cerca de 2.200 afetadas, principalmente no norte do país, informou o governo.

A tempestade, que começou na quarta-feira (15), atinge com particular intensidade as regiões de Coquimbo e Atacama, onde chuvas extremas são incomuns.

Devido ao transbordamento de rios, estradas que ligam diversas aldeias foram bloqueadas, e as comunidades ficaram isoladas umas das outras.

O presidente chileno, José Antonio Kast, declarou estado de exceção na região, o que permite a mobilização das Forças Armadas, restrições à liberdade de circulação e o envio mais rápido de recursos de ajuda humanitária.

Como a situação na região de Coquimbo e na província de Huasco tem se agravado“, o presidente ordenou que “este estado de exceção constitucional (de catástrofe) seja ativado”, declarou à imprensa.

A situação de emergência já resultou em cinco mortes, quatro desaparecidos e mais de 1.100 casas destruídas ou gravemente danificadas.

Na região de Coquimbo, cerca de 460 km ao norte de Santiago, enchentes, deslizamentos de terra e cortes de energia elétrica causaram interrupções no abastecimento de água potável.

O que normalmente cai em um mês, caiu (ontem) em uma hora, o que nos leva a classificar este evento como chuva anormal e extrema“, declarou Máximo Pavez, vice-ministro do Interior, à imprensa nesta segunda-feira.

Segundo Arnaldo Zúñiga, da Direção Meteorológica do Chile, o país não enfrentava uma tempestade tão extensa e com tanta chuva há duas décadas.

Aproximadamente 150 mil pessoas continuam sem energia elétrica em todo o país, informou o Ministério da Energia em sua conta no X.

A situação superou todas as expectativas. Nossa infraestrutura foi danificada e tivemos que retirar nossa equipe de algumas instalações“, disse Andrés Nazer, gerente regional da empresa Aguas del Valle.

Devido às fortes ondas e rajadas de vento superiores a 100 km/h, dezenas de portos em todo o país restringiram algumas de suas operações como medida de precaução na semana passada.

Trump diz que EUA golpeia ‘fortemente’ o Irã para honrar americanos mortos

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/ AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (19) que os últimos ataques militares contra o Irã estavam sendo realizados em homenagem aos membros das forças armadas americanas mortos nos últimos dias.

Nós os atingimos muito fortemente outra vez esta noite, e fizemos isso em homenagem a provavelmente três, provavelmente três grandes patriotas”, declarou Trump a jornalistas ao retornar a Washington após a final da Copa do Mundo.

Nós nos sentimos muito mal“, disse o presidente ao ser questionado sobre as baixas militares e acrescentou que aqueles que morreram estavam lutando para que “o Irã não possa ter uma arma nuclear“.