Search

Trump: ‘única razão pela qual iranianos estão vivos hoje é para negociar’

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/ALEX BRANDON / POOL / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o Irã nesta sexta-feira, 10, véspera do início de negociações bilaterais, afirmando que o país “não tem cartas na manga”, além de realizar uma “extorsão de curto prazo do mundo” por meio do controle de vias marítimas internacionais, em referência ao Estreito de Ormuz. Em publicação na Truth Social, Trump disse ainda que “a única razão de estarem vivos hoje é para negociar“.

As declarações ocorrem em meio a um cessar-fogo ainda frágil e a esforços diplomáticos para avançar em negociações entre Washington e Teerã.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, viajou ao Paquistão para reuniões com autoridades iranianas, enquanto persistem tensões no Oriente Médio e dúvidas sobre a manutenção da trégua.

Trump também voltou a criticar a atuação iraniana no fluxo de petróleo pela região, acusando Teerã de permitir apenas parcialmente a passagem de navios por Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia. O bloqueio tem pressionado os preços do petróleo e aumentado a volatilidade nos mercados.

Na mesma publicação, o presidente americano afirmou que os iranianos “são melhores em lidar com a mídia de fake news e relações públicas do que em lutar“, reforçando o tom crítico em relação ao país.

As negociações enfrentam obstáculos adicionais, incluindo ataques contínuos de Israel contra o Líbano e exigências de Teerã para avanços concretos antes do início do diálogo.

Trump e Netanyahu tiveram conversa tensa sobre o Líbano, dizem fontes

Trump e Netanyahu tiveram conversa tensa sobre o Líbano, dizem fontes | CNN  Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teve uma conversa telefônica “tensa” com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, na quinta-feira (9), segundo uma fonte americana e uma israelense familiarizadas com a conversa, que ocorreu pouco antes de Israel anunciar que buscaria negociações diretas para um cessar-fogo com o Líbano.

Netanyahu entendeu que, se não solicitasse negociações diretas com o Líbano, Trump poderia simplesmente declarar um cessar-fogo, disse a fonte israelense à CNN.

Esta foi pelo menos a terceira conversa entre os dois líderes mundiais nesta semana, em que o Líbano foi o tema central. Na terça-feira (7), os dois líderes conversaram antes de Trump anunciar um cessar-fogo de duas semanas com o Irã.

Segundo a fonte israelense, Netanyahu pressionou Trump para que o Líbano fosse mantido à parte do acordo de cessar-fogo com o Irã.

Como a CNN noticiou anteriormente, eles conversaram novamente um dia depois, quando Trump pediu a Netanyahu que reduzisse os ataques contra o Hezbollah no Líbano, após os ataques israelenses terem matado 303 pessoas na quarta-feira (8), segundo o Ministério da Saúde libanês.

A terceira ligação telefônica na quinta-feira (9) precedeu o anúncio de Netanyahu sobre negociações diretas.

Em resposta à CNN, o gabinete de Netanyahu afirmou que a descrição de uma ligação “tensa” com Trump era “notícia falsa” e que se tratava de uma conversa “amigável”. “Os dois líderes estão trabalhando em plena coordenação e com respeito mútuo“, declarou o gabinete.

A Casa Branca não respondeu ao pedido de comentário da CNN.

Trump ameaça Irã com novos ataques caso negociações fracassem

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos/ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

Os navios de guerra dos Estados Unidos estão sendo reabastecidos para atacar o Irã novamente caso as negociações no Paquistão fracassem, alertou o presidente americano, Donald Trump, nesta sexta-feira (10), em entrevista ao New York Post.
Estamos rearmando. Estamos carregando os navios com as melhores munições, as melhores armas já fabricadas; até melhores do que as que usamos anteriormente, com as quais os destruímos“, acrescentou o presidente republicano.

E se não chegarmos a um acordo, usaremos essas armas; e as usaremos com muita eficácia“, acrescentou.

Em uma mensagem breve e enigmática publicada horas antes em sua rede social Truth Social, Trump se referiu ao “REARMAMENTO MAIS PODEROSO DO MUNDO!!!“.

O vice-presidente americano, JD Vance, partiu nesta sexta-feira para Islamabad para liderar a delegação dos EUA nas negociações com o Irã, marcadas para este fim de semana, emitindo um alerta a Teerã para que não “engane” Washington.

Irã impõe duas condições para dar inicio as negociações com os EUA

Presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf,/Foto: ICANA NEWS AGENCY / AFP

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, avisou hoje que as negociações com os Estados Unidos sobre um acordo para o fim da guerra, que tem previsão de acontecer neste fim de semana (11/12) no Paquistão não podem começar até se cumpram duas condições-chave imposta por Teerã.

“Duas das medidas acordadas mutuamente entre as partes ainda não foram implementadas: um cessar-fogo no Líbano e a libertação dos ativos iranianos bloqueados antes do início das negociações. Estas duas questões devem ser cumpridas antes de as negociações começarem”, escreveu Ghalibaf, na rede social X.

A exigência de liberação dos ativos bloqueados tem sido uma questão recorrente em negociações anteriores, mas esta é a primeira vez que é apresentada como condição para as próximas conversações de cessar-fogo.

Além disso, num comunicado do Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, lido na televisão estatal do país, o Aiatolá afirmou que seu país não procura a guerra, no entanto alertou que os iranianos não vão abdicar dos seus direitos e todas as frentes de resistência estão sendo consideradas.

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, também voltou a apelar a Washington que cumpram o compromisso de incluir o Líbano no acordo de cessar-fogo. alcançado com o Irão esta semana, avança a imprensa estatal.

Enquanto isso, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, informou que 13 membros das forças de segurança do Estado foram mortos num ataque israelenses a um prédio governamental na cidade de Nabatieh, no sul do país. Aoun condenou à ofensiva e apontou que atacar instituições do Estado não irá dissuadir o Líbano de defender a sua soberania.

Já o grupo xiita libanês Hezbollah reivindica ataques a cidades do norte de Israel em retaliação aos bombardeios israelenses, escalando as tensões. Já a trégua acordada entre os EUA e Irã, que exclui o Líbano segundo Washington e Tel Aviv, é contestada pelo mediador Paquistão e ainda por Teerã.

Por sua vez, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, viajou para Islamabad, no Paquistão, onde irá liderar as negociações com os iranianos. “Estamos ansiosos pelas negociações. Acho que vão ser positivas. Como disse o presidente dos Estados Unidos, se os iranianos estiverem dispostos a negociar de boa-fé, estamos certamente dispostos a estender a mão. Se tentarem nos enganar vão descobrir que a equipe de negociação não é assim tão receptiva”, indicou Vance.

A secretária de imprensa da Casa Branca ainda confirmou que no acordo o Irã entregará os seus estoques de urânio enriquecido.

Mas, Trump alertou que se acordo falhar os ataques serão retomados com maior intensidade.

Israel aceita diálogo direto com Líbano sob pressão de Trump

Os embaixadores de Israel, Líbano e EUA vão realizar uma primeira rodada de conversações preparatórias já nesta sexta-feira (10) em Washington, para estabelecer as bases de futuras negociações entre Israel e o Líbano.

E, na próxima semana, a capital norte-americana será o palco das conversações diretas entre as delegações israelenses e libanesas para um acordo de cessar-fogo entre as duas partes. A reunião acontece após o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenar rapidez no processo para o encontro. Segundo a imprensa internacional, a decisão de Netanyahu foi um pedido do presidente Donald Trump.

No entanto, Israel exige o desarmamento do Hezbollah, e o Líbano insiste que o cessar-fogo deve vir antes de qualquer conversa.

EUA e Irã se preparam para negociações de paz no Paquistão

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/ Foto: ALEX BRANDON / POOL / AFP

Negociadores do Irã e dos Estados Unidos se preparam para as conversas de alto nível marcadas para o sábado, 11, em Islamabad (Paquistão), em meio a um frágil cessar-fogo. Os ataques de Israel contra o Hezbollah no Líbano e o controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz ameaçam a trégua.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, estava prestes a decolar para o Paquistão, enquanto o Irã ainda mantinha segredo sobre os representantes que enviará para as negociações. O regime iraniano exige que as hostilidades contra o Hezbollah sejam encerradas, sob risco de suspensão do diálogo com os americanos.

Enquanto isso, o Kuwait disse ter enfrentado um ataque de drones na noite desta quinta-feira, 9, que atribuiu ao Irã. A Guarda Revolucionária Islâmica, no entanto, negou ter lançado qualquer novo ataque.

Além das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, os governos de Israel e do Líbano devem abrir diálogo na semana que vem, em Washington, sobre o desarmamento do Hezbollah.

Sob pressão do presidente americano, Donald Trump, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, autorizou a abertura de negociações com os libaneses na quinta-feira, mas disse que não interromperá os ataques contra o grupo pró-Irã. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Irã diz que negociações dependem de adesão dos EUA a cessar-fogo no Líbano

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei afirmou que a realização de negociações para encerrar a guerra depende do cumprimento, pelos Estados Unidos, dos compromissos de cessar-fogo.

Esses compromissos, segundo ele, incluem um cessar-fogo no Líbano – EUA e Israel negam que o país faça faça parte do acordo.

Interromper a guerra no Líbano é parte inseparável do entendimento de cessar-fogo proposto pelo Paquistão e, como o primeiro-ministro desse país anunciou explicitamente, os Estados Unidos se comprometeram a parar a guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano”, disse Baghaei.

Nesta quinta-feira o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que não há cessar-fogo com o Líbano após instruir seu gabinete a iniciar negociações diretas.

Quero dizer a vocês: não há cessar-fogo no Líbano. Continuamos atacando o Hezbollah com força”, disse Netanyahu em uma mensagem de vídeo.

O premiê disse ter solicitado negociações diretas com o governo libanês com o objetivo de desarmar o Hezbollah e garantir “um acordo de paz histórico e duradouro”.

Mais cedo, um representante libanês disse à CNN que não haverá “negociações sob fogo” em resposta ao plano de Israel de iniciar conversas diretas.

As Forças Armadas israelenses voltaram a atacar o Líbano nesta quinta-feira e emitiram novas ordens de retirada para partes do sul de Beirute.

No dia anterior, Israel havia lançado a maior onda de ataques no Líbano desde o início da guerra. Mais de 300 pessoas morreram e 1.150 ficaram feridas nos ataques em todo o país, segundo a atualização mais recente do Ministério da Saúde libanês.

Israel afirmou ter como alvo 100 centros de comando do Hezbollah e instalações militares.

Cuba acusa EUA de ‘extorquir’ países da América Latina para sufocar sua economia

Cuba acusa EUA de 'extorquir' países da América Latina para sufocar sua economia /AFP

Cuba acusou, nesta quinta-feira (9), os Estados Unidos de “extorquir” países da América Latina e do Caribe para que cancelem seus acordos de cooperação médica com Havana, a fim de “asfixiar” a economia da ilha.

O envio das brigadas médicas ao exterior constitui a principal fonte de receita do governo comunista, com 7 bilhões de dólares em 2025 (aproximadamente R$ 38,5 bilhões, em cotação da época), segundo números oficiais. No ano passado, cerca de 24.000 médicos e outros profissionais cubanos de saúde trabalhavam em 56 países.

Mas nos últimos meses, Guatemala, Honduras, Jamaica e Guiana encerraram esses acordos que, em alguns casos, permitiram o envio de pessoal de saúde cubano por mais de 25 anos.

O governo dos EUA está perseguindo, pressionando e extorquindo outros governos para que encerrem a presença das Brigadas Médicas Cubanas em diversos países, sob pretextos falsos“, declarou no X o chanceler cubano Bruno Rodríguez.

O chefe da diplomacia cubana destacou que “os objetivos do governo americano e a campanha diplomático-midiática que desenvolve são continuar cercando a economia cubana e cortar fontes de receita legítimas para asfixiar o povo de Cuba“.

O governo do presidente Donald Trump aplica uma política de “pressão máxima” contra Cuba, que impede as exportações de petróleo para a ilha depois que forças americanas derrubaram, no início de janeiro, o presidente venezuelano Nicolás Maduro, até então o maior aliado de Havana, e ameaça com sanções os países que enviarem petróleo bruto para Cuba.

Essa medida aprofundou a crise econômica e energética em Cuba, que sofre frequentes e prolongados apagões. Na semana passada, Trump abriu uma exceção ao permitir que um petroleiro russo entregasse 730 mil barris de petróleo bruto à ilha, o primeiro carregamento que chegou ao país em três meses.

O republicano não esconde seu desejo de uma mudança de regime em Cuba, situada a apenas 150 km dos Estados Unidos. Segundo Washington, a ilha representa uma “ameaça excepcional” por suas estreitas relações com a Rússia, a China e o Irã.

“Trabalho forçado”

Rodríguez se pronunciou depois que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) publicou na terça-feira um relatório que denuncia graves violações de direitos humanos nas missões médicas internacionais de Cuba, como retenções salariais dos participantes, ameaças de penas de prisão de até oito anos para quem as abandonar e confisco de passaportes.

Em entrevista à AFP, o presidente da CIDH, Edgar Stuardo Ralón, afirmou que existem elementos para qualificar como “trabalho forçado” e “tráfico humano” várias práticas realizadas nesse programa.

É uma situação de desamparo dramática que ignora o conceito de trabalho e tratamento dignos, como se [os participantes] fossem tratados de maneira totalmente abusiva, obrigados a seguir regras, transformados em entes que não possuem o mínimo inerente a qualquer pessoa“, acrescentou Ralón.

Segundo estatísticas oficiais cubanas citadas no relatório da CIDH, os profissionais da ilha recebem apenas entre 2,5% e 25% do que os países receptores pagam a Cuba pelos serviços médicos.

Como consequência, o pessoal envolvido “não disporia de uma remuneração que lhes permita subsistir dignamente” nem “cobrir os custos básicos de vida“, aponta a Comissão.

O chanceler cubano insistiu que as brigadas médicas de seu país “desempenham tarefas solidárias em locais de difícil acesso; ajudam no desenvolvimento de sistemas de saúde com recursos humanos experientes; e seu pessoal é contratado de forma voluntária, legal e soberana“, de acordo com normas internacionais.

Em meio ao aumento das tensões entre Cuba e Estados Unidos, os dois países mantêm um diálogo que está em um estágio “muito preliminar“, disse na segunda-feira à AFP a vice-chanceler cubana Josefina Vidal, figura-chave na restauração das relações bilaterais em 2015.

Reino Unido e França defendem extensão do cessar-fogo ao Líbano

ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper / Leon Neal / POOL / AFP

A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, defendeu hoje que é preciso estender o cessar-fogo entre os Estados Unidos e Irã ao Líbano.

Cooper afirmou estar profundamente preocupada com o agravamento dos ataques realizados na quarta-feira (8) por Israel contra o território libanês. “Vimos as consequências humanitárias destes atos, incluindo a deslocação em massa de pessoas no Líbano. Queremos ver o Líbano incluído no cessar-fogo. Queremos que seja estendido para cobrir o Líbano, caso contrário isso desestabilizará toda a região. A escalada que vimos ontem por parte de Israel foi altamente prejudicial, e queremos ver um fim às hostilidades para evitar que o cessarfogo entre os EUA e o Irã seja desestabilizado”, declarou a chefe da diplomacia britânica.

A França também condenou os bombardeios massivos israelenses ao Líbano, que causou cerca de 250 mortos e deixaram mais de mil pessoas feridas. “O cessar-fogo acordado pelo Irã e pelos Estados Unidos deve também abranger ações militares no Líbano”, disse o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot.

Barrot acrescentou que espera que o regime de Teerã ainda faça uma série de concessões como parte das negociações de paz que serão realizadas no Paquistão. “O Irã deve abdicar de possuir armas nucleares e meios para obtê-las, deve abandonar o uso de seus mísseis e drones para ameaçar países da região e desistir de apoiar grupos como o Hezbollah, o Hamas e os Houthis que desestabilizam a região, além de abrir o tráfego no Estreito de Ormuz”, indicou.

Já o presidente francês Emmanuel Macron conversou ontem com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, e com o primeiro-ministro do país, Nawaf Salam, prestando total solidariedade aos mortos e feridos na ofensiva. Além disso, destacou esperar que o cessar-fogo se cumpra em todas as áreas de confrontação, incluindo no Líbano. “Condenamos estes ataques com a maior veemência possível. Representam uma ameaça direta à sustentabilidade do cessar-fogo que acaba de ser alcançado. O Líbano deve estar totalmente abrangido por este“, apontou.

Macron também falou com os presidentes dos EUA Donald Trump e do Irã, Masoud Pezeshkian, saudando ambos pela decisão de aceitar um cessar-fogo como a melhor solução possível e que deve abrir caminho para negociações abrangentes, capazes de garantir a segurança de todos no Oriente Médio.

A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, exortou que o acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerã deve ser obrigatoriamente estendido ao Líbano. “A atual ofensiva israelense está colocando a trégua sob uma pressão severa”, escreveu Kallas, na rede social X, instando ainda o desarmamento do grupo xiita libanês Hezbollah para assegurar a estabilidade regional.

Israel, Estados Unidos e Paquistão fizeram declarações contraditórias sobre se o Líbano estava incluído no cessar-fogo temporário. A posição do Paquistão, mediador de ambos os lados, diz que o Líbano estava incluído, por sua vez Tel Aviv e a Casa Branca negaram.

Por outro lado, o Hezbollah anunciou nesta quinta-feira (9) que disparou mísseis contra o norte de Israel no seu primeiro ataque contra o país desde que os EUA alcançaram um acordo de trégua temporária com o Irã. “O ataque foi uma resposta as violações do cessar-fogo por parte de Israel, depois de l ter lançado o seu maior ataque contra o Líbano”, diz o comunicado.

Enquanto o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, já afirmou que um cessar-fogo no Líbano é uma das condições essenciais estabelecidas por Teerã no seu plano de dez pontos, base para a trégua com os Estados Unidos. Na conversa que teve com Emmanuel Macron, Pezeshkian disse que a aceitação do cessar-fogo por parte do Irã é um sinal claro da sua responsabilidade e da sua genuína disponibilidade para resolver conflitos através dos canais diplomáticos.

Mas, Segundo publicado por agências de noticias, o primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu acabou de afirmar que deu instruções para que negociações diretas com o governo de Beirute comecem assim que possível. “As negociações vão ter como foco o desarmamento do Hezbollah e o estabelecimento da paz entre Israel e o Líbano”, avançou o premiê.

O embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, também adiantou que a delegação do seu país chegará à Islamabad na noite de hoje para dar inicio as negociações de um acordo com as autoridades norte-americanas com base nos 10 pontos propostos pelo Irã. “Apesar do ceticismo da opinião pública iraniana devido às repetidas violações do cessar-fogo por parte do regime israelense”, pontuou.

OTAN diz que pode fazer parte de uma possível missão no Estreito de Ormuz


Secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte

/JOHN THYS / AFP

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Mark Rutte, declarou que a aliança está disposta a ter um papel numa possível missão no Estreito de Ormuz. “Se a OTAN puder ajudar, evidentemente então não há nenhuma razão para não fazê-lo“, diz Rutte.

As declarações de Rutte surgem um dia após ter se encontrado com o presidente norte-americano, Donald Trump, tendo reconhecido ainda que alguns parceiros foram lentos no apoio aos Estados Unidos na guerra contra o Irã. Mas, explicou que os aliados foram surpreendidos pelas operações dos EUA no Oriente Médio e que agora a Europa está disposta a fornecer um apoio maciço a Washington.

O chefe da OTAN também indicou que a Europa está assumindo uma parte maior e mais justa das tarefas que deve providenciar à aliança militar. “Quase sem exceção, os aliados estão a fazer tudo o que os EUA pedem”, destacou, acrescentando que a Europa ouviu e está a responder aos pedidos do presidente Trump.

Rutte afirmou que a liderança norte-americana é absolutamente essencial se a liberdade for para a ser a regra e não a exceção, elogiando ainda o compromisso de Trump em reverter mais de uma década de estagnação da OTAN. O chefe da Aliança Atlântica ainda acrescentou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, está certo quando diz que a aliança não pode ser uma via de sentido único.

A OTAN não era uma aliança de sentido único quando tropas norte-americanas, europeias e canadenses combateram e se sacrificaram ombro a ombro no Afeganistão”, recordou.

Rutte agradeceu à liderança norte-americana e ao comprometimento coletivo para garantir a contínua liberdade e segurança. “A OTAN está crescendo mais forte. A aliança está num processo de transformação e os países europeus estão dispostos a acautelarem mais as questões de defesa”, concluiu.

Na reunião entre Rutte e Trump na Casa Branca, o líder dos Estados Unidos ameaçou mais uma vez retirar seu país da Aliança Atlântica e acusou a OTAN de ter virado as costas aos americanos no conflito contra o Irã e na questão do fechamento do Estreito de Ormuz.

A OTAN não estava lá quando precisamos dela, e não estará lá se precisarmos dela novamente. Lembrem-se da Groenlândia, aquele pedaço de gelo enorme e mal gerido”, publicou Trump na rede social Truth, em referência a sua exigência à Dinamarca, membro da OTAN, que cedesse aos Estados Unidos a soberania do seu território.

Por seu lado, Rutte confirmou que Trump se mostrou claramente desapontado com a aliança, mas que mesmo assim saiu receptivo desse encontro. “O presidente ouviu atentamente os argumentos apresentados sobre a situação na Europa em relação à guerra no Irã”, disse Rutte, mas assumindo que nem todas as nações europeias cumpriram os seus compromissos.

Na capital norte-americana, Rutte se reuniu ainda com Rubio. Em comunicado, o Departamento de Estado informou que ambos discutiram o conflito com o Irã, juntamente com os esforços norte-americanos para negociar o fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia e reforçar com os aliados da OTAN a coordenação e a transferência de responsabilidades.

Entretanto, Trump voltou a criticar a OTAN após o encontro com o secretário-geral da Aliança Atlântica devido à ausência durante o conflito no Irã e por não participarem ativamente numa operação para reabrir o Estreito de Ormuz.

Bombardeios de Israel deixam mais de 180 mortos e causam pânico no Líbano

Fumaça sobe do local de um ataque israelense que teve como alvo a cidade de Nabatieh, no sul do Líbano, em 8 de abril de 2026. Os militares israelenses afirmaram ter realizado seu

Bombardeios de Israel contra o Líbano deixaram 182 mortos e 890 feridos nesta quarta-feira (8), dia em que Beirute sofreu o ataque mais violento desde o começo da guerra.

Os ataques ocorreram apesar de um acordo de cessar-fogo de duas semanas fechado ontem entre os Estados Unidos e o Irã.

O presidente americano, Donald Trump, ressaltou que a trégua exclui o Líbano, confirmando declarações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Mas o premier do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do conflito regional, afirmou que o cessar-fogo se aplica “em toda parte”.

O grupo armado Hezbollah, que arrastou o Líbano para a guerra no Oriente Médio ao atacar Israel em 2 de março, disse que está “no direito de responder” aos bombardeios, assim como a Guarda Revolucionária do Irã.

O Exército israelense anunciou ter realizado seu “maior ataque coordenado” contra o Hezbollah desde o começo da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Uma transmissão ao vivo realizada pela AFPTV mostrou colunas de fumaça sobre Beirute. Houve pânico nas ruas e prédios desabaram repentinamente sobre seus moradores.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, decretou um dia de luto nacional nesta quinta-feira. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha manifestou indignação com “as mortes e a devastação” no Líbano.

Após uma série de incursões simultâneas durante a tarde em bairros de Beirute, Israel lançou ataques noturnos. Também atacou o subúrbio no sul de Beirute na noite de hoje, segundo a imprensa estatal.

‘Batalha continua’

Vi a explosão, foi muito forte, e havia crianças mortas, algumas com os braços decepados“, descreveu à AFP Yasser Abdallah, funcionário de uma loja no centro de Beirute. Um dos ataques atingiu a Corniche al-Mazraa, uma das principais vias da capital.

A imprensa estatal libanesa reportou ataques israelenses no sul e leste do país e na região montanhosa de Aley. Os ataques ocorreram quando o Hezbollah afirmou que estava perto de uma “vitória histórica”, após o anúncio do cessar-fogo regional.

Israel voltou hoje a pedir à população que evacue várias regiões do Líbano, porque a batalha “continua”. Também atacou a última ponte costeira que ligava a cidade de Tiro a Beirute. Foi a sétima ponte sobre o rio Litani, que divide o sul do Líbano, atingida por Israel.

Um total de 1.739 pessoas morreram, 5.873 ficaram feridas e mais de 1 milhão foram deslocadas no Líbano desde o começo da guerra entre Israel e o Hezbollah, segundo autoridades libanesas.

‘Escalada perigosa’

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, destacou hoje que a questão do Líbano “continuará sendo discutida entre Estados Unidos e Israel e todas as as partes envolvidas”.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o cessar-fogo no Líbano faz parte das condições fundamentais apresentadas por seu país em um plano de 10 pontos para encerrar a guerra, informou a agência Isna.

Em conversa por telefone com o presidente francês, Emmanuel Macron, Pezeshkian insistiu “na necessidade de um cessar-fogo no Líbano” e lembrou que essa exigência é uma das condições essenciais do plano.

O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que “o bombardeio israelense contínuo e brutal confirma que Israel prossegue com sua agressão e escalada perigosa, apesar dos esforços internacionais para conter a tensão regional”.

O chanceler iraniano, por sua vez, disse que “os Estados Unidos têm que escolher: um cessar-fogo ou a continuação da guerra por meio de Israel. Não podem ter as duas coisas.”

Trump diz que mobilização militar ao redor do Irã será mantida

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/ Foto: ALEX BRANDON / POOL / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira, 9, em publicação na rede Truth Social, que “navios aeronaves e pessoal militar permanecerão ao redor do Irã” até que um “acordo real” seja alcançado e cumprido.

Trump afirmou ainda que “munições adicionais, armamento e qualquer outra coisa que seja apropriada e necessária para a acusação letal e destruição de um inimigo já substancialmente degradado, permanecerão em vigor em torno e ao redor do Irã”.

O presidente americano garantiu ainda que o regime iraniano não terá armas nucleares e o Estreito de Ormuz será aberto em segurança. “Enquanto isso, nosso grande Exército está carregando e descansando, olhando para a frente, na verdade, para sua próxima conquista.”

Na noite da terça-feira, 7, Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo de cessar-fogo de duas semanas e o início de negociações no Paquistão, no fim de semana.

Itamaraty condena ataques de Israel contra o Líbano e pede suspensão da ofensiva

Destruição no local de um ataque aéreo israelense que atingiu um prédio em Beirute, no Líbano/IBRAHIM AMRO/AFP

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil condenou os ataques israelenses contra o Líbano realizados nesta quarta-feira, 8. O bombardeio começou horas depois de Estados Unidos e Irã anunciarem, na terça-feira, 7, um cessar-fogo de duas semanas do conflito.

Em nota divulgada no final da tarde desta quarta, o Itamaraty destacou que os bombardeios “visaram extensas áreas” e deixaram um “saldo inicial de 254 mortos e 1.165 feridos“, citando dados da Defesa Civil libanesa.

“A intensificação dessa ofensiva ocorre na sequência do anúncio, na última noite, de cessar-fogo no conflito armado no Oriente Médio e ameaça envolver a região em nova escalada de violência e instabilidade”, disse o governo brasileiro.

Mais cedo, governo Luiz Inácio Lula da Silva já tinha defendido que a trégua na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã se estendesse a operações no Líbano, onde se concentra o grupo radical xiita Hezbollah, milícia armada apoiada pelo Irã e alvo dos bombardeios israelenses.

Neste novo anúncio, o governo brasileiro defendeu o compromisso “com a soberania” e com “a integridade territorial do Líbano“, e pediu à Israel para suspender “imediatamente” as ações militares e retirar todas as forças do território libanês.

Exorta, ainda, as partes envolvidas a cumprirem integralmente os termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas“, acrescentou a nota. A Resolução 1701 foi aprovada em 2006, há vinte anos, com o objetivo da resolução de por fim à violência entre o Hezbollah e Israel.

Após os ataques de Israel, o Irã afirmou ter voltado a fechar o Estreito de Ormuz, cuja abertura era uma das condições impostas pelos americanos para o cessar-fogo.

Israel alega ter matado assessor do líder do Hezbollah

Chefe do Hezbollah, Naim Qassem/Al-Manar/AFP Photo

Israel afirmou nesta quinta-feira (9) que matou um assessor do líder do Hezbollah, Naim Qassem, em intensos ataques aéreos que atingiram ontem a capital do Líbano, Beirute. Segundo Israel, o homem morto foi identificado como Ali Yusuf Harshi, secretário e sobrinho de Kassem. O Hezbollah não respondeu imediatamente a uma solicitação de comentário.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Bombardeios de Israel deixam mais de 180 mortos e causam pânico no Líbano

Fumaça sobe do local de um ataque israelense que teve como alvo a cidade de Nabatieh, no sul do Líbano, em 8 de abril de 2026. Os militares israelenses afirmaram ter realizado seu

Bombardeios de Israel contra o Líbano deixaram 182 mortos e 890 feridos nesta quarta-feira (8), dia em que Beirute sofreu o ataque mais violento desde o começo da guerra.

Os ataques ocorreram apesar de um acordo de cessar-fogo de duas semanas fechado ontem entre os Estados Unidos e o Irã.

O presidente americano, Donald Trump, ressaltou que a trégua exclui o Líbano, confirmando declarações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Mas o premier do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do conflito regional, afirmou que o cessar-fogo se aplica “em toda parte“.

O grupo armado Hezbollah, que arrastou o Líbano para a guerra no Oriente Médio ao atacar Israel em 2 de março, disse que está “no direito de responder” aos bombardeios, assim como a Guarda Revolucionária do Irã.

O Exército israelense anunciou ter realizado seu “maior ataque coordenado” contra o Hezbollah desde o começo da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.

Uma transmissão ao vivo realizada pela AFPTV mostrou colunas de fumaça sobre Beirute. Houve pânico nas ruas e prédios desabaram repentinamente sobre seus moradores.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, decretou um dia de luto nacional nesta quinta-feira. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha manifestou indignação com “as mortes e a devastação” no Líbano.

Após uma série de incursões simultâneas durante a tarde em bairros de Beirute, Israel lançou ataques noturnos. Também atacou o subúrbio no sul de Beirute na noite de hoje, segundo a imprensa estatal.

‘Batalha continua’

Vi a explosão, foi muito forte, e havia crianças mortas, algumas com os braços decepados“, descreveu à AFP Yasser Abdallah, funcionário de uma loja no centro de Beirute. Um dos ataques atingiu a Corniche al-Mazraa, uma das principais vias da capital.

A imprensa estatal libanesa reportou ataques israelenses no sul e leste do país e na região montanhosa de Aley. Os ataques ocorreram quando o Hezbollah afirmou que estava perto de uma “vitória histórica”, após o anúncio do cessar-fogo regional.

Israel voltou hoje a pedir à população que evacue várias regiões do Líbano, porque a batalha “continua”. Também atacou a última ponte costeira que ligava a cidade de Tiro a Beirute. Foi a sétima ponte sobre o rio Litani, que divide o sul do Líbano, atingida por Israel.

Um total de 1.739 pessoas morreram, 5.873 ficaram feridas e mais de 1 milhão foram deslocadas no Líbano desde o começo da guerra entre Israel e o Hezbollah, segundo autoridades libanesas.

‘Escalada perigosa’

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, destacou hoje que a questão do Líbano “continuará sendo discutida entre Estados Unidos e Israel e todas as as partes envolvidas”.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o cessar-fogo no Líbano faz parte das condições fundamentais apresentadas por seu país em um plano de 10 pontos para encerrar a guerra, informou a agência Isna.

Em conversa por telefone com o presidente francês, Emmanuel Macron, Pezeshkian insistiu “na necessidade de um cessar-fogo no Líbano” e lembrou que essa exigência é uma das condições essenciais do plano.

O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou que “o bombardeio israelense contínuo e brutal confirma que Israel prossegue com sua agressão e escalada perigosa, apesar dos esforços internacionais para conter a tensão regional”.

O chanceler iraniano, por sua vez, disse que “os Estados Unidos têm que escolher: um cessar-fogo ou a continuação da guerra por meio de Israel. Não podem ter as duas coisas.

Grécia proibirá redes sociais para menores de 15 anos a partir de 2027, diz primeiro-ministro

Jovem de 14 anos verifica postagens nas mídias sociais em Atenas, em 26 de fevereiro de 2026. — Foto: REUTERS/Louisa Gouliamaki

A Grécia proibirá o acesso às redes sociais para crianças menores de 15 anos a partir de 1º de janeiro de 2027, disse o primeiro-ministro Kyriakos Mitsotakis nesta quarta-feira (8), citando o aumento da ansiedade, problemas de sono e o design viciante das plataformas online.

Uma pesquisa de opinião da Alco, publicada em fevereiro, mostrou que cerca de 80% dos entrevistados aprovavam a proibição. O governo grego já proibiu os telefones celulares nas escolas e criou plataformas de controle dos pais para limitar o tempo de tela dos adolescentes.

A Grécia estará entre os primeiros países a tomar essa iniciativa“, disse Mitsotakis em uma mensagem de vídeo, acrescentando que conversou com os pais antes de tomar a decisão.

No entanto, tenho certeza de que não será o último. Nosso objetivo é pressionar a União Europeia [UE] nessa direção também.”

A Austrália se tornou o primeiro país do mundo a proibir rede social para menores de 16 anos em dezembro, bloqueando o acesso a plataformas como TikTok, YouTube, Instagram e Facebook.

Meta, Snapchat e TikTok disseram que continuavam acreditando que a proibição da Austrália não protegeria os jovens, mas se comprometeram a cumpri-la.

A Grécia ainda não pode forçar essas plataformas de mídia social a verificar a idade de seus usuários, mas recomenda que as plataformas usem os mecanismos que a UE e a Grécia já definiram, disse o governo, pedindo aos pais que também ajudem no esforço.

A partir de 1º de janeiro de 2027, as plataformas precisarão ser capazes de restringir os usuários ou enfrentarão multas descritas na Lei de Serviços Digitais da UE (DSA), que podem chegar a 6% de seu faturamento global, disse o ministro da Governança Digital, Dimitris Papastergiou.