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“Israel nunca me convenceu a entrar em guerra com o Irã”, diz Trump

Trump cumprimenta Netanyahu durante entrevista coletiva na Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (20) que Israel não o persuadiu a atacar o Irã, após notícias de que o líder israelense Benjamin Netanyahu teria influenciado a decisão do líder americano, além das críticas de comentaristas de direita.

Israel nunca me convenceu a entrar em guerra com o Irã. Os resultados de 7 de outubro, somados à minha opinião de longa data de que o Irã jamais poderá ter uma arma nuclear, sim“, escreveu Trump em uma publicação na rede Truth Social.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (20) que Israel não o persuadiu a atacar o Irã, após notícias de que o líder israelense Benjamin Netanyahu teria influenciado a decisão do líder americano, além das críticas de comentaristas de direita.

Israel nunca me convenceu a entrar em guerra com o Irã. Os resultados de 7 de outubro, somados à minha opinião de longa data de que o Irã jamais poderá ter uma arma nuclear, sim“, escreveu Trump em uma publicação na rede Truth Social

Xi Jinping diz que Ormuz deve reabrir em meio a incerteza entre EUA e Irã

O presidente da China, Xi Jinping, advertiu que o Estreito de Ormuz deve estar totalmente aberto à navegação, em seus comentários mais explícitos sobre a via, enquanto os Estados Unidos e o Irã permanecem em desacordo sobre a circulação de navios no Golfo.

O Estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação normal, o que serve aos interesses comuns dos países da região e da comunidade internacional em geral”, declarou Xi durante uma ligação telefônica com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman nesta segunda-feira (20), segundo a emissora estatal chinesa CCTV.

O líder chinês reiterou o apelo de Pequim por um cessar-fogo para pôr fim às hostilidades e pediu “todos os esforços que contribuam para a restauração da paz”.

A apreensão, pelos EUA, de um navio cargueiro com bandeira iraniana no Golfo de Omã, no domingo (19), colocou em dúvida a segunda rodada de negociações de cessar-fogo entre Teerã e Washington.

Os comentários de Xi Jinping são o mais recente sinal de urgência na mensagem de Pequim sobre a necessidade de pôr fim ao conflito. O líder chinês anunciou na semana passada uma proposta de quatro pontos para a paz no Oriente Médio.

A economia chinesa tem se mantido relativamente protegida dos choques de preços globais, graças às grandes reservas de petróleo e gás, mas começou a sentir os efeitos do aumento dos custos de energia em toda a economia. A China é a maior compradora de petróleo bruto iraniano.

Impasse no Estreito de Ormuz

Desde o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, Teerã restringiu a passagem para quase todas as embarcações pelo Estreito de Ormuz, afirmando que a navegação só seria permitida sob controle iraniano e mediante o pagamento de uma taxa.

A via marítima é uma das mais importantes do mundo, por onde passa quase um quinto do petróleo e gás mundial.

Após a falha da tentativa de negociação, com o objetivo de pôr fim à guerra entre os EUA e o Irã, o presidente Donald Trump anunciou que as forças americanas bloqueariam a entrada e saída de navios de portos iranianos, incluindo a passagem pelo Estreito de Ormuz.

Teerã ameaçou atingir navios de guerra que atravessassem o estreito e retaliar contra os portos de seus vizinhos do Golfo, após o anúncio de bloqueio dos americanos.

Após o anúncio de um cessar-fogo de Israel no Líbano, o Irã anunciou a reabertura de Ormuz, mas voltou atrás no sábado (18) acusando os Estados Unidos de violarem termos do cessar-fogo de duas semanas em Teerã.

Trump diz que negociadores vão ao Paquistão para novas conversas com o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em uma publicação no Truth Social neste domingo (19) que representantes irão a Islamabad, no Paquistão, “amanhã à noite” para negociações com o Irã.

Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável, e espero que eles o aceitem porque, se não o fizerem, os Estados Unidos vão destruir todas as usinas de energia e todas as pontes do Irã“, escreveu Trump.

O americano também acusou o Irã de violar o cessar-fogo ao impor um novo bloqueio ao Estreito de Ormuz.

O Irã decidiu disparar balas ontem no Estreito de Ormuz — uma violação total do nosso acordo de cessar-fogo! Muitos dos tiros foram direcionados a um navio francês e a um cargueiro do Reino Unido. Isso não foi nada agradável, não é? Meus representantes irão a Islamabad, no Paquistão — estarão lá amanhã à noite para negociações”, disse Trump em uma publicação no Truth Social.

Trump também afirmou que as ações do Irã em torno da via navegável estratégica eram contraproducentes, acrescentando: “O Irã anunciou recentemente que fecharia o Estreito, o que é estranho, porque nosso BLOQUEIO já o havia fechado. Eles estão nos ajudando sem saber, e são eles que perdem com a passagem fechada, 500 milhões de dólares por dia! Os Estados Unidos não perdem nada.”

Ele acrescentou que, como resultado, os padrões de transporte marítimo estavam mudando. “Na verdade, muitos navios estão indo, neste momento, para os EUA, Texas, Louisiana e Alasca, para carregar, cortesia da Guarda Revolucionária Islâmica, sempre querendo bancar o ‘valentão’!”

Trump acusa Irã de violar cessar-fogo em Ormuz e ameaça derrubar usinas se não houver acordo

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump  /MANDEL NGAN / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou o tom e disse que os disparos do Irã no Estreito de Ormuz ontem foram uma “violação total ao acordo de cessar-fogo” e que se o Irã não aceitar o acordo oferecido, os EUA “vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã”. “Chega de ser bonzinho”, disse em sua rede social, ao afirmar que é hora de acabar com a máquina de matar do Irã.

Trump afirmou, ainda, que seus representantes irão ao Paquistão para negociações na noite desta segunda-feira.

Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável, e espero que eles aceitem porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã. CHEGA DE SER BONZINHO! Elas cairão rápido, cairão fácil e, se não aceitarem o acordo, será uma honra fazer o que precisa ser feito, o que deveria ter sido feito ao Irã, por outros presidentes, nos últimos 47 anos. É HORA DE ACABAR COM A MÁQUINA DE MATAR DO IRÃ!“, disse na rede Truth Social.

Ele afirmou também que o fechamento do Estreito pelo Irã é algo que só prejudica eles, que perdem U$ 500 milhões por dia e que os EUA não perdem nada.

Irã registra 3.468 mortos na guerra contra Israel e EUA

Manifestações no Irã neste quarta (25)/AFP

A Fundação dos Mártires do Irã informou neste sábado (18) pelo menos 3.468 mortos nas quase seis semanas de guerra contra os Estados Unidos e Israel.

Foi aberto um processo para 3.468 mártires caídos durante o recente conflito“, declarou o diretor da fundação, Ahmad Mousavi, citado pela agência de notícias Isna.

Um balanço anterior divulgado em 12 de abril pela Organização de Medicina Legal do Irã apontava 3.375 mortos.

Desde 8 de abril vigora um frágil cessar-fogo de duas semanas que, em teoria, expira na próxima quarta-feira.

Após uma primeira rodada fracassada de negociações no Paquistão, continuam as manobras diplomáticas por uma paz duradoura entre o Irã e os Estados Unidos.

Por sua vez, a ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, contabilizou até 7 de abril pelo menos 3.636 mortos.

Desses, 1.701 eram civis — incluindo ao menos 254 crianças — e 1.221 militares. O status das outras 714 vítimas não foi especificado.

Devido às restrições impostas à imprensa, a AFP não pôde verificar de forma independente esses balanços.

Trump diz que Irã ficou “um pouco fofo” em meio a conversas sobre acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (18) que as negociações com o Irã estão em andamento, mas demonstrou frustração com a abordagem de Teerã, dizendo que “eles ficaram um pouco fofos“, mesmo descrevendo as conversas como progredindo.

Estamos tendo conversas muito boas”, disse Trump sobre o Irã. “Eles ficaram um pouco fofos, como vêm fazendo há 47 anos“, acrescentou.

Eles queriam fechar o Estreito novamente, como vêm fazendo há anos. Eles não podem nos chantagear”, afirmou o líder americano, acrescentando que terá mais informações “até o final do dia”.

Estamos conversando com eles e, vocês sabem, estamos adotando uma postura firme. Eles mataram muita gente. Muitos dos nossos foram mortos“, declarou.

As forças armadas do Irã impuseram novamente restrições à passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, alegando “repetidas violações de confiança” pelos Estados Unidos no cessar-fogo dos dois lados.

O presidente americano Donald Trump insistiu que um bloqueio naval dos portos iranianos permaneceria em vigor até que um acordo completo fosse alcançado com Teerã.

Irã volta a fechar Estreito de Ormuz após EUA manter bloqueio naval

Estreito de Ormuz/Foto: SAHAR AL ATTAR / AFP

O Irã voltou a bloquear o Estreito de Ormuz, anunciou a Guarda Revolucionária neste sábado, 18. A declaração foi feita após a fala do presidente Donald Trump de que o bloqueio americano aos portos iranianos “permanecerá em pleno vigor” até que Teerã chegue a um acordo com os Estados Unidos, inclusive sobre seu programa nuclear.

O controle do Estreito de Ormuz voltou ao seu estado anterior… sob a gestão e o controle rigorosos das forças armadas”, informou a Guarda Revolucionária, acrescentando que continuaria a bloquear o Estreito enquanto o bloqueio dos EUA aos portos iranianos permanecesse em vigor.

A disputa em torno do estreito ameaça agravar a crise energética global. Na sexta-feira, os preços do petróleo haviam recuado, impulsionados pela expectativa de um possível acordo entre os dois países. Cerca de um quinto do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz, e novas restrições podem reduzir ainda mais a oferta, pressionando novamente os preços.

O controle da via se consolidou como um dos principais instrumentos de pressão do Irã e levou os Estados Unidos a enviarem forças militares e a iniciarem um bloqueio aos portos iranianos. A medida faz parte de uma tentativa de forçar o país a aceitar um cessar-fogo mediado pelo Paquistão para encerrar quase sete semanas de conflito envolvendo Israel, EUA e Irã.

O Irã havia anunciado a reabertura total do estreito para embarcações comerciais após a trégua de 10 dias entre Israel e o grupo Hezbollah, apoiado por Teerã, no Líbano. No entanto, após a declaração de Trump sobre a continuidade do bloqueio, autoridades iranianas afirmaram que a posição dos EUA viola o acordo de cessar-fogo firmado na semana passada e alertaram que a rota não permaneceria aberta nessas condições.

A empresa de análise de dados Kpler informou que o tráfego na região segue restrito a corredores que dependem de autorização do governo iraniano. Desde o início do bloqueio, na segunda-feira, 13, forças americanas já obrigaram 21 navios a retornarem, segundo o Comando Central dos EUA.

Cessar-fogo no Líbano pode influenciar negociações entre EUA e Irã

A trégua no Líbano pode contribuir para avanços nas negociações entre Washington e Teerã. Ainda assim, não está claro até que ponto o Hezbollah cumprirá o acordo, já que o grupo não participou diretamente das negociações e o entendimento prevê a permanência de tropas israelenses em uma faixa do sul do país.

Em outra publicação, Trump afirmou que Israel está “proibido” de realizar novos ataques ao Líbano e que “já basta” em relação ao conflito com o Hezbollah. O Departamento de Estado americano esclareceu que a restrição se aplica apenas a ações ofensivas, não incluindo situações de autodefesa.

Pouco antes da declaração de Trump, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse que o país aceitou o cessar-fogo “a pedido do meu amigo, o presidente Trump”, mas afirmou que a campanha contra o Hezbollah ainda não foi concluída. Segundo ele, cerca de 90% do arsenal de mísseis e foguetes do grupo já foi destruído, mas as operações seguem em andamento.

Em Beirute, famílias deslocadas começaram a retornar ao sul do Líbano e aos subúrbios da capital, apesar dos alertas das autoridades para que aguardassem a consolidação do cessar-fogo.

O Exército libanês e forças de paz da ONU relataram bombardeios esporádicos em áreas do sul do país nas horas seguintes ao início da trégua.

O fim do conflito entre Israel e o Hezbollah era uma das principais exigências do Irã nas negociações. Teerã havia acusado Israel de violar o cessar-fogo anterior com ataques ao Líbano, enquanto o governo israelense sustentava que o acordo não incluía o território libanês.

Os combates deixaram ao menos 3.000 mortos no Irã, mais de 2.290 no Líbano, 23 em Israel e mais de uma dezena nos países árabes do Golfo. Treze militares americanos também morreram.

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, afirmou nesta sexta-feira, 17, que um acordo entre EUA e Irã está “muito próximo” e que diplomatas paquistaneses estão trabalhando para “superar” as divergências entre os EUA e o Irã.

Irã ameaça novo fechamento em Ormuz, caso EUA não acabem com bloqueio naval, diz agência

Estreito de Ormuz/Foto: SAHAR AL ATTAR / AFP

Uma autoridade iraniana afirmou nesta sexta-feira, 17, que Teerã poderá voltar a fechar o Estreito de Ormuz, caso o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantenha o bloqueio naval na região. A declaração foi divulgada pela agência iraniana Fars, que classificou a decisão do norte-americano de manter as restrições como uma “chantagem”.

Trump publicou na rede Truth Social que o bloqueio aos portos iranianos será mantido até a conclusão de um acordo de paz. A mensagem foi divulgada após o presidente dos EUA agradecer ao governo iraniano pela liberação do Estreito de Ormuz durante o cessar-fogo acordado entre Líbano e Israel.

Na postagem, o presidente norte-americano afirmou que o bloqueio naval continuará em pleno vigor em relação ao Irã até que a negociação esteja 100% concluída, acrescentando que o processo deve avançar rapidamente, já que a maior parte dos pontos já teria sido negociada.

Trump também disse que o Irã concordou em nunca mais fechar o Estreito de Ormuz e que a rota não será usada como arma contra o mundo, afirmações que não foram confirmadas por autoridades iranianas.

Irã afirma que seu urânio enriquecido não será transferido ‘para lugar nenhum’

Instalações nucleares da cidade de Natanz, no Irã/AFP PHOTO / SATELLITE IMAGE (C) 2026 VANTOR

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que suas reservas de urânio enriquecido não seriam transferidas “para lugar nenhum”, embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha dito que Teerã havia concordado em entregá-las.

O urânio enriquecido do Irã não vai ser transferido para lugar nenhum“, disse o porta-voz do ministério, Esmail Baghaei, à televisão estatal.

Uma “transferência do urânio enriquecido do Irã para os Estados Unidos nunca foi cogitada nas negociações”, esclareceu.

Os Estados Unidos receberão todo o ‘pó’ nuclear gerado por nossos grandes bombardeiros B2″, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social, em alusão ao urânio enriquecido enterrado pelos ataques americanos do ano passado.

Mas Baghaei afirmou que as conversas recentes têm sido para resolver o conflito e não sobre recuperar o urânio do Irã.

As negociações anteriores se concentraram na questão nuclear, mas agora as negociações se concentram em pôr fim à guerra e, naturalmente, o leque de temas tratados se ampliou e se diversificou“, disse.

O plano de 10 pontos para levantar as sanções é muito importante para nós. A questão da compensação pelos danos sofridos durante a guerra imposta é de particular importância“, acrescentou.

Antes dos ataques dos Estados Unidos em junho de 2025 a instalações nucleares no Irã, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) estimava que o país possuía aproximadamente 440 kg de urânio enriquecido a 60%, muito acima do limite de 3,67% estabelecido por um acordo de 2015 do qual os Estados Unidos posteriormente se retiraram.

Líbano denuncia violações do cessar-fogo por parte de Israel

Região de Tiro, no sul do Líbano/KAWNAT HAJU / AFP

O Exército do Líbano denunciou nesta sexta-feira (17, data local) violações por parte de Israel do cessar-fogo anunciado horas antes por Donald Trump, e o Hezbollah lançou ataques em resposta.

Após a entrada em vigor do cessar-fogo com Israel, disparos foram ouvidos nos bairros do sul de Beirute, reportaram jornalistas da AFP.

O Exército do Líbano acusou Israel de cometer “atos de agressão” e bombardeios em violação da trégua que entrou em vigor horas antes. O Hezbollah, por sua vez, disse ter atacado soldados israelenses em represália.

A trégua, que começou à meia-noite no horário local em ambos os países (18h00 de quinta-feira em Brasília), ocorre enquanto Washington intensifica seus esforços para alcançar um acordo que ponha fim à guerra com o Irã, que insiste que um eventual acordo de paz só é possível com um cessar-fogo no Líbano.

A guerra no Oriente Médio começou quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro, e o Líbano se envolveu quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel em 2 de março.

Mais de duas mil pessoas morreram nos ataques israelenses contra o Líbano e pelo menos um milhão foram deslocadas. Além disso, as forças terrestres israelenses invadiram o sul do país.

Trump afirmou que a trégua ocorre após conversas “excelentes” com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, dois dias depois de Israel e Líbano iniciarem negociações de paz em Washington.

As duas partes querem a PAZ e acredito que isso vai se concretizar rapidamente“, acrescentou.

Mais tarde, disse que espera que Netanyahu e Aoun visitem a Casa Branca “nos próximos quatro ou cinco dias“. Seria a primeira vez que os líderes de Israel e Líbano se reúnem.

Na terça-feira, foram realizadas conversas diretas entre os embaixadores dos dois países em Washington, as primeiras desse tipo desde 1993.

Paz histórica

O primeiro-ministro libanês saudou o acordo de cessar-fogo, assim como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Esse acordo oferece uma oportunidade de “paz histórica” com Beirute, celebrou Netanyahu, lembrando, no entanto, sua exigência de desarmamento do Hezbollah como condição prévia.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, deu boas-vindas ao cessar-fogo e pediu a “todas as partes que o respeitem plenamente”.

Imagens da AFPTV também mostravam pessoas retornando ao sul da capital libanesa, que esteve sob fogo intenso nas últimas semanas.

Meios de comunicação estatais libaneses também informaram sobre “intensos disparos” que acompanharam o início do acordo.

Ibrahim Mousawi, deputado do movimento xiita, havia assegurado mais cedo à AFP que a organização respeitaria o cessar-fogo “com cautela […] desde que se trate de uma interrupção total das hostilidades contra nós e que Israel não o utilize para realizar assassinatos” de membros do Hezbollah.

Espero que o Hezbollah se comporte bem durante este período importante“, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. “Será um GRANDE momento para eles se o fizerem. Sem mais assassinatos. Por fim, deve haver PAZ!“, acrescentou.

Ao iniciar o cessar-fogo, o Exército israelense afirmou que tinha atacado mais de 380 “alvos da organização terrorista Hezbollah no sul do Líbano” e estava em “alerta máximo” para retomar os bombardeios.

O Ministério da Saúde libanês informou sobre sete mortos e 33 feridos em um ataque israelense no sul do país.

Tecnicamente, Israel e Líbano estão em guerra há décadas.

Sem data

O Hezbollah, por sua vez, reivindicou vários ataques contra posições militares no norte de Israel, onde um porta-voz de um centro médico informou sobre três feridos, dois deles em estado grave. O Exército israelense anunciou ter atacado lançadores de foguetes do grupo xiita após esses disparos.

Estamos cansados da guerra e queremos segurança e paz“, disse à AFP em Beirute Jamal Chehab, dona de casa de 61 anos, celebrando o acordo de trégua.

Sentado em um café da capital libanesa, o advogado Tarek Bou Khalil considerou que “é sabido que não se pode levar Trump ao pé da letra, e que Netanyahu não é confiável”.

Mas sabemos que as pressões relacionadas à guerra com o Irã, assim como os erros de Netanyahu e do Exército israelense no sul do Líbano, os obrigaram a aceitar um cessar-fogo“, acrescentou.

Paralelamente, continuam as gestões, sob os auspícios do Paquistão, para organizar uma segunda rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã e pôr fim de forma duradoura à guerra, após o fracasso da primeira em Islamabad no fim de semana passado.

Enquanto o conflito abala a economia mundial, o mundo espera ao menos uma prorrogação do cessar-fogo de duas semanas com a República Islâmica, em vigor desde 8 de abril.

Por enquanto, não há “data” estabelecida para uma segunda rodada de negociações, indicou à imprensa o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Paquistão.

Mas a situação pode mudar: Donald Trump afirmou nesta quinta-feira que o Irã havia aceitado ceder seu urânio enriquecido, uma de suas exigências para um acordo com Teerã.

Trump fala em ‘dia histórico’ para o Líbano, após anúncio de trégua com Israel

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump  /MANDEL NGAN / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a quinta-feira, 16, “pode ter sido um dia histórico para o Líbano” e que “coisas boas estão acontecendo”.

O comentário foi publicado na rede Truth Social horas após a entrada em vigor do cessar-fogo entre o Líbano e Israel.

O grupo xiita Hezbollah, baseado no Líbano, e Israel voltaram a se atacar mutuamente após o lançamento da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no dia 28 de fevereiro.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acatou a trégua, mas informou que não retirará as tropas do território libanês.

Trump anuncia cessar-fogo de 10 dias entre Líbano e Israel

Trump anuncia cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano | Jovem Pan

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que os líderes de Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de 10 dias, que começará nesta quinta-feira (16) às 18h, no horário de Brasília.

Ainda não houve pronunciamento oficial de autoridades de Israel sobre o assunto. Uma fonte disse à CNN Internacional que o gabinete de segurança do país está em reunião por telefone para discutir a pausa nos combates.

Uma das principais autoridades do Hezbollah afirmou à CNN que o grupo respeitará o cessar-fogo se as forças israelenses não realizarem novos ataques. Ainda assim, deixou claro que o grupo libanês se opõe às conversas com o governo de Benjamin Netanyahu.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, celebrou o anúncio da pausa nos combates e agradeceu aos países que mediaram as negociações.

Segundo publicação de Trump na Truth Social, o comunicado foi feito após conversas que ele teve com Joseph Aoun, presidente do Líbano, e Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel.

Instruí o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Rubio, juntamente com o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Razin’ Caine, a trabalharem com Israel e o Líbano para alcançar uma PAZ duradoura“, destacou o presidente dos EUA na publicação.

Na terça-feira (14), autoridades de Israel e Líbano se reuniram em Washington para iniciar conversas sobre a possibilidade de um cessar-fogo. O encontro, porém, não havia resultado em um acordo — apenas que novas negociações diretas aconteceriam.

Nesta quinta, inclusive, uma fonte libanesa afirmou à CNN Internacional que o presidente do país se recusou a conversar com Benjamin Netanyahu, explicando que não estavam “prontos para dar esse passo“.

Trump convidará líderes de Israel e Líbano para a Casa Branca

Em uma outra publicação na Truth Social, feita minutos após anunciar o cessar-fogo, Trump afirmou que convidará Netanyahu e Aoun para a Casa Branca “para as primeiras conversas significativas entre Israel e Líbano desde 1983“.

Ambos os lados querem ver a PAZ, e acredito que isso acontecerá, e em breve!“, adicionou.

Participação do Hezbollah no cessar-fogo

Não houve uma declaração oficial do Hezbollah sobre o anúncio de cessar-fogo até a última atualização desta reportagem, mas um parlamentar do grupo conversou com a agência de notícias Reuters sobre o assunto.

Segundo Hassan Fadlallah, o grupo foi informado pelo embaixador do Irã no Líbano de que um cessar-fogo de uma semana poderia começar na noite desta quinta-feira.

Questionado se o Hezbollah se comprometeria com a trégua, Fadlallah pontuou que tudo estava condicionado ao compromisso de Israel de parar com todas as formas de hostilidades.

EUA perseguirão embarcações que dão apoio ao Irã em outras regiões do mundo

Navios das Marinhas dos EUA e da Austrália no Mar do Sul da China

Os Estados Unidos vão perseguir embarcações de qualquer país que possam estar fornecendo “apoio material” ao Irã em outras regiões do mundo, disse o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, em coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (16).

Além deste bloqueio, as Forças Armadas, por meio de operações e atividades em outras áreas de responsabilidade, como a Área de Responsabilidade do Pacífico… perseguirão ativamente qualquer embarcação com bandeira iraniana ou qualquer embarcação que tente fornecer apoio material ao Irã“, afirmou Caine aos jornalistas.

Isso inclui embarcações da frota clandestina que transportam petróleo iraniano. Como a maioria de vocês sabe, embarcações da frota clandestina são aquelas embarcações ilícitas ou ilegais que burlam regulamentações internacionais, sanções ou exigências de seguro”, adicionou.

Caine acrescentou que 10 mil marinheiros, mais de uma dezena de navios e dezenas de aeronaves estão envolvidos na missão.

EUA diz que mantém conversações com o Irã, mas impõem novas sanções

Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca/Getty Images via AFP

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em coletiva a imprensa, disse hoje que os Estados Unidos estão discutindo uma possível segunda rodada de negociações com o Irã, que seria provavelmente no Paquistão. “É muito provável que se realizem no mesmo local que da última vez. Estas discussões estão a decorrer, mas nada é oficial enquanto não for anunciado pela Casa Branca. Mas estamos otimistas quanto à perspectiva de um acordo”, declarou.

Leavitt também mencionou que Xi Jinping, presidente da China, garantiu a Donald Trump que Pequim não está fornecendo armas a Teerã. Na mesma conferência de imprensa, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou também que acredita que o bloqueio americano à passagem de navios pelo Estreito de Ormuz vai levar a uma “pausa” na compra de petróleo iraniano por parte da China.

Além disso, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou novas sanções contra mais de duas dezenas de indivíduos, empresas e navios que, segundo a Casa Branca, estão envolvidos na exportação de petróleo e gás natural iranianos. Bessent sinalizou ainda a disposição dos EUA para aplicar mais sanções, afirmando que está preparado para impor “sanções secundárias” a países que comprem petróleo iraniano. Bessent assegurou também que Washington não vai renovar as licenças temporárias que permitiram a compra de petróleo russo e iraniano após o inicio do conflito no Oriente Médio.

O secretário do Tesouro acrescentou que as relações com Pequim apresentam grande establilidade, mas ressaltou que ter boas relações com a China não quer dizer que o déficit comercial não possa continuar a baixar.

Por sua vez, a Bloomberg publicou, citando uma fonte próxima do processo, que os EUA e o Irã avaliam estender cessar-fogo em vigor por mais duas semanas, para fornecer mais tempo para as negociações de um acordo de paz. “Os mediadores tentam agendar reuniões técnicas para resolver os assuntos mais divergentes, como o programa nuclear iraniano e o Estreito de Ormuz”, diz a mídia.

No entanto, um alto funcionário norte-americano adiantou à agência de notícias France-Press (AFP), que a Casa Branca não concordou formalmente com a prorrogação da trégua.

Mas, a Sky News e o Wall Street Journal avançaram que as delegações dos EUA e Irã devem regressar às negociações já na próxima semana, me Islamabad. Segundo o Wall Street Journal indica também que existe princípio de acordo para o novo encontro.

Enquanto isso, a agência estatal iraniana Tasnim, afirmou que o Marechal paquistanês Asim Munir, que se tornou um intermediário fundamental entre os dois países, chegou a Teerã à frente de uma delegação de alto nível. Munir levou uma mensagem de Washington, e se reuniu com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, para discutir questões relacionadas com a segunda rodada de negociações, acrescentou a emissora estatal iraniana IRIB, citando fontes paquistanesas.

Um porta-voz do Ministério Relações Exteriores do Irã declarou que o país continua a trocar mensagens com os EUA através do Paquistão. Por outro lado, a chancelaria paquistanesa não confirmou até o presente momento as informações. Araghchi, por sua vez, garantiu que Teerã continua empenhado em promover a paz e a estabilidade na região, depois de ter recebido Munir e sua delegação.

Já o Comando Central dos EUA (CENTCOM) comunicou nesta quarta-feira (15) que nove navios seguiram as ordens norte-americanas e deram meia-volta para regressar aos portos iranianos durante o bloqueio, não atravessando o Estreito de Ormuz. O CENTCOM ainda acrescentou que o bloqueio abrange os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã, mas não o próprio estreito.

Entretanto, meios de comunicação iranianos noticiaram que quatro navios transitaram por águas próximas do Irã hoje, realizando a travessia de e para o país, apesar do bloqueio imposto pelos EUA. que entrou em vigor na terça-feira.

Fontes iranianas também revelaram a mídia, que o Irã estuda propor que navios trafeguem pelo lado de Omã do Estreito de Ormuz, sem o risco de serem atacados, e que esta proposta faria parte do pacote de medidas que serão sugeridas aos EUA na próxima reunião das negociações. Deste modo, o Irã manteria o controle do seu lado do Estreito de Ormuz, enquanto Omã seria livre de decidir como proceder em relação às suas águas.

‘Voo fantasma’: Avião faz 20 manobras em círculos antes de cair

Avião passou alguns minutos fazendo manobras em círculos/Flightradar24:

Um avião de pequeno porte caiu na Bolívia após perder contato com a torre de controle e permanecer fazendo manobras em círculos no céu. A aeronave, pilotada por Carlos Moyano e Julio César Sardán, foi encontrada na última segunda-feira (13), na região de Cochabamba. Os dois morreram.

O especialista em aviação Lito Sousa, que mantém o canal Aviões e Músicas no YouTube, afirmou que as informações preliminares apontam para um possível cenário de “voo fantasma”, quando a tripulação fica incapacitada e o piloto automático continua operando seguindo a última instrução programada e entra em espera até o combustível acabar.

As informações ainda são iniciais, mas a principal hipótese trabalhada pelas autoridades no momento é de uma possível despressurização seguida de incapacitação da tripulação“, afirmou o especialista.

Uma equipe da Unidade de Investigação de Acidentes e Incidentes (AIG) da Bolívia recuperou nesta terça-feira, 15, a caixa preta do Cessna Citation, com matrícula CP-3243. O avião havia decolado de La Paz às 8h30, segundo a imprensa local, com destino a El Trompillo, em Santa Cruz. Por volta das 8h47, a torre de controle perdeu contato com a aeronave.

O dispositivo será enviado a especialistas no exterior, que dispõem da tecnologia necessária para a extração e análise das informações, contribuindo assim para o esclarecimento dos fatos” afirmou a Direção Geral de Aeronáutica Civil (DGAC).

A DGAC ainda detectou o Cessna por alguns minutos fazendo manobras em círculos no norte de Cochabamba até que o avião desapareceu por volta das 11h. Até o momento, a causa da morte dos pilotos não foi divulgada. Dados do Fligthradar24 mostram que, no mesmo dia, a aeronave havia partido de Santa Cruz às 6:45 e pousou em La Paz às 7:56.