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Trump anuncia que cessar-fogo entre Israel e Líbano será prorrogado por três semanas

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/ALEX BRANDON / POOL / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (23) que o cessar-fogo entre Israel e Líbano será prorrogado por três semanas, apesar de combates esporádicos no terreno.

O cessar-fogo entre Israel e Líbano será prorrogado por TRÊS SEMANAS”, afirmou Trump em uma publicação nas redes sociais enquanto se reunia com enviados de Israel e do Líbano.

Ele também disse que há “grandes possibilidades” de se alcançar um acordo de paz ainda este ano entre Israel e Líbano.

ONU tem plano para evitar desastre humanitário devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz

emblema da ONU no salão da Assembleia Geral/ONU/Cia Pak

O diretor do Gabinete da ONU de Serviços para Projetos (UNOPS), Jorge Moreira da Silva, anunciou hoje que as Nações Unidas tem um plano de sete dias pronto para ajudar a impedir um desastre humanitário global devido ao fechamento do Estreito de Ormuz. O chefe da UNOPS alertou que as limitações logísticas decorrentes do bloqueio de uma das principais vias de navegação do mundo poderão desencadear uma tragédia humanitária sem precedentes.

Segundo um estudo do Programa Alimentar Mundial (PAM), pelo menos 45 milhões de pessoas correm o risco de serem afetadas por uma crise alimentar histórica por causa do colapso iminente do mercado global de fertilizantes causado pelo conflito no Oriente Médio.

O resultado direto da guerra e da instabilidade na rota marítima entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã foi um aumento acentuado do preço dos fertilizantes, entre os quais, a ureia, que é um dos mais usados na agricultura, sendo essencial para o crescimento de culturas como milho, trigo e citrinos.

O preço da ureia aumentou 65%. O preço do amônio aumentou 40% e, hoje mesmo, produtores de fertilizantes em países da África, como Marrocos e África do Sul, além da China, Turquia e a Índia, já estão sendo fortemente afetados por esta interrupção do mercado de fertilizantes. O problema já não é o mercado de fertilizantes do golfo da Pérsia, é o mercado global que está em fortíssima instabilidade e isto pode dar origem, se não agirmos rapidamente, a uma crise alimentar de enormes proporções. O PAM apresentou recentemente um estudo que diz que, a curto prazo, podemos ter 45 milhões de pessoas em insegurança alimentar severa, com fome e subnutrição”, explicou Jorge Moreira.

O diretor da UNOPS considera que a questão deixou de ser estritamente política para se tornar um drama matemático e logístico com as ameaças à circulação no estreito e os elementos da cadeia de produção que garantem alimentos a milhões de pessoas. Mas, aponta como possível solução um novo mecanismo criado para contornar o bloqueio logístico, que, em apenas uma semana, poderá salvar a cadeia de produção global de alimentos.

Para isso, Jorge Moreira pediu aos dirigentes mundiais um mandato político urgente para agir, sustentando que a estrutura está pronta para ser ativada em sete dias, faltando apenas um sinal verde internacional antes que a crise atinja o ponto de não-retorno. “O golfo Pérsico foi apenas o gatilho de uma crise que já está asfixiando o mercado da África à Ásia e que, para evitar o pior, o UNOPS tem “o botão de emergênciapronto para ser acionado, garantindo colocar em campo o mecanismo de resgate da ONU, cujo modo de funcionamento está ajustado, com logística montada, monitores a postos e a estrutura em alerta máximo”, assegurou.

A premissa do líder da UNOPS é que não se pode esperar pelo fim da guerra para resolver a crise dos fertilizantes e impedir que o gargalo logístico do Estreito de Ormuz se transforme no epicentro de uma fome global. No entanto, destaca que não a ONU não pode avançar enquanto não houver um mandato.

Os países têm que nos dar um mandato para podermos pôr em prática este mecanismo, e ainda não estamos nessa fase. A paz é o ideal, mas produzir alimentos é urgente. Há um número cada vez maior de delegações de países entrando em contato para saberem mais sobre o mecanismo e para apoiarem a ideia”, afirmou, acrescentando que está intensificando a ação diplomática em Nova Iorque.

Ministro diz que Israel está preparado para desferir “golpes devastadores” ao Irã

Israel Katz disse que exército israelense pode devolver o Irã à Idade da Pedra/ATTA KENARE/AFP

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que o país está preparado defensiva e ofensivamente para retomar o combate com o Irã, aguardando o sinal verde para retomada das ações, segundo informações veiculadas pelo Canal 12.

Katz disse que Israel pode devolver o Irã à Idade da Pedra com a explosão de instalações de energia e eletricidade e esmagando sua infraestrutura econômica. O ataque será diferente desta vez e serão lançados golpes devastadores que abalarão as fundações do regime iraniano, ameaçou Katz.

Katz realizou nesta quinta-feira (23) uma avaliação especial da situação, com a participação da cúpula das Forças de Defesa de Israel e do setor de defesa.

Segundo Katz, os alvos já foram definidos e “aguardamos o sinal verde dos EUA – antes de tudo, para completar a eliminação da dinastia Khamenei, a idealizadora do plano de destruição de Israel”, citou o Canal 12.

Israel e Líbano se reúnem nos EUA hoje (23) para negociar

Israel e Líbano se reúnem nos EUA hoje (23) para negociar; o que esperar |  CNN Brasil

Representantes de Israel e do Líbano devem se reunir em Washington nesta quinta-feira (23) para uma segunda rodada de negociações diplomáticas.

Um frágil cessar-fogo de dez dias no Líbano, que visa interromper os combates entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, permanece em vigor após uma ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 16 de abril.

O conflito mais recente começou em 8 de outubro de 2023, quando o Hezbollah lançou foguetes contra Israel em solidariedade ao Hamas. A situação se intensificou depois que os EUA e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã no final de fevereiro de 2026.

O que esperar das negociações

O Líbano planeja solicitar uma prorrogação de um mês do cessar-fogo em suas negociações com Israel, em nível de embaixador, disse uma fonte política à CNN na quarta-feira (22).

O plano de cessar-fogo liderado pelos Estados Unidos afirma que Israel “preservará seu direito de tomar todas as medidas necessárias em autodefesa” e pede ao governo libanês que impeça o Hezbollah de “realizar ataques, operações ou atividades hostis contra alvos israelenses”.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, disse que o país não tem “desentendimentos sérios com o Líbano” e está disposto a “estender a mão da paz” a todos que a buscarem, em um discurso na quarta-feira. Sa’ar também pediu ao governo libanês que “trabalhe em conjunto” contra o Hezbollah.

A ação no terreno corre o risco de complicar as negociações. Na última semana, os militares israelenses e o Hezbollah lançaram ataques.

O primeiro-ministro do Líbano acusou Israel de crimes de guerra após um ataque aéreo no sul do país que matou uma jornalista e feriu gravemente outro na quarta-feira, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano.

As forças israelenses mataram pelo menos quatro pessoas na região sul em ataques distintos, informou a mídia estatal libanesa.

Os ataques provocaram uma reação internacional de grupos como as Nações Unidas e o Comitê para a Proteção dos Jornalistas.

A Embaixada dos EUA em Beirute está aconselhando os americanos a deixarem o país, citando “riscos contínuos de terrorismo e sequestro em todo o Líbano”.

O Líbano tenta há muito tempo desarmar o Hezbollah, principalmente perto da fronteira com Israel. Em janeiro, Beirute anunciou ter concluído a primeira fase de seu plano para desarmar o grupo militante apoiado pelo Irã, mas Israel afirmou que o progresso estava “longe de ser suficiente”.

Reino Unido aprova lei histórica antitabaco para criar geração futura sem cigarro

Mulher segurando um cigarro aceso/Freepik

O Reino Unido aprovou uma lei antitabaco que restringe permanentemente a venda de produtos de tabaco a todas as pessoas nascidas em ou após 1 de janeiro de 2009. Assim a nova medida aumenta à idade legal de venda em um ano, consecutivamente todos os anos, excluindo de modo permanente as gerações mais jovens. O governo britânico apresentou essa lei antitabaco no ano passado para quebrar o ciclo da dependência.

A medida é marco na criação de uma geração livre de cigarro. O pacote inclui várias medidas, entre as quais a proibição de usar cigarros eletrônicos em carros com crianças, em parques infantis e no exterior das escolas, para proteger os mais novos da exposição passiva a fumaça e ao vapor. As pessoas abrangidas ficarão sujeitas a uma proibição vitalícia de compra de cigarros, cigarros eletrônicos e vaporizadores”, diz o comunicado do governo britânico.

Um estudo da Universidade de Nottingham apontou que a política poderá trazer ganhos de saúde cumulativos, traduzidos em dezenas de milhares de anos de vida adicionais com saúde. Até 2075, a política poderá resultar em aproximadamente 88 mil anos de vida saudável adicionais, em comparação com um cenário sem nova legislação, indicam os autores do estudo. O trabalho acrescenta que a prevalência do consumo de tabaco entre os 12 e os 30 anos poderá cair para menos de 5% no final da década de 2040, décadas antes do previsto sem esta política.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de tabaco é uma das principais causas de morte e incapacidade a nível mundial, sendo responsável por mais de 7 milhões de óbitos por ano.

Enquanto isso, países europeus também aumentaram o controle sobre produtos de tabaco e de nicotina nos últimos anos, num esforço para reduzir as taxas de consumo entre os jovens. Porém, a OMS assinala que apenas 18 dos 53 países da região têm leis que proíbem fumar em todos os espaços públicos.

A Comissão Europeia pretende ainda alcançar uma geração sem tabaco até 2040, reduzindo as taxas de consumo para menos de 5%, em relação aos cerca de 25% registrados atualmente. Na União Europeia, prosseguem as negociações para rever a Diretiva sobre Tributação do Tabaco.

No entanto, a OMS alerta que apesar da redução global do consumo de tabaco, os cigarros eletrônicos (vapes) e novos produtos ainda impulsionam o uso entre jovens na Europa.

De acordo com um recente relatório da organização, se prevê que a região europeia da OMS, que abrange 53 países na Europa e na Ásia Central, se mantenha até 2030 como a maior consumidora de tabaco do mundo. Os cigarros eletrônicos e os produtos de nicotina aromatizados estão conquistando uma nova geração. “O consumo de tabaco já causa mais de 1,1 milhões de mortes por doenças não transmissíveis na região europeia todos os anos e, sem uma ação mais rápida, continuaremos a ser a região com pior desempenho no mundo em 2030. Temos a responsabilidade de mudar de rumo agora: proteger os jovens da dependência da nicotina, impedir a interferência da indústria nas políticas de saúde e aplicar as regras que evitam uma vida inteira de danos que podiam ser prevenidos”, afirmou Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa.

A OMS indica que cerca de quatro milhões de adolescentes entre os 13 e os 15 anos consomem produtos de tabaco em toda a região, mas identifica o combate ao aumento do uso de cigarros eletrônicos como a questão mais urgente. Entre os adultos, a região tem a segunda maior prevalência de cigarros eletrônicos do mundo, logo a seguir às Américas, com aproximadamente de 31,4 milhões de usuários.

No Brasil, quase 3 em cada 10 estudantes de 13 a 17 anos já experimentaram vapes, indicando alta prevalência entre jovens, conforme dados da organização. O uso de dispositivos eletrônicos de fumar (DEFs) está associado à doença pulmonar EVALI, além de problemas respiratórios como bronquites e pneumonias. Os vapes são proibidos no Brasil desde agosto de 2009, e em 2024 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu por unanimidade manter a proibição dos cigarros eletrônicos no país, reafirmando o veto já existente, após consulta pública e análise de evidências científicas sobre os riscos à saúde.

Até o início de 2026, 28 estados dos EUA, além do Distrito de Colúmbia, Porto Rico e as Ilhas Virgens Americanas, adotaram leis abrangentes que proíbem o fumo (incluindo cigarros eletrônicos) em todos os locais de trabalho fechados, restaurantes e bares. Mas, alguns estados possuem isenções específicas, como para casinos, tabacarias ou bares, dependendo da jurisdição local. A proibição de fumar em áreas ao ar livre, como parques, praias e calçadas, variam muito por município e não é uniforme em todo o estado. Por outro lado, os vapes não são totalmente proibidos nos EUA, mas são estritamente regulados. A venda somente é permitida para maiores de 21 anos, com fiscalização da FDA (agência federal) sobre sabores e marcas.

Secretário da Marinha dos EUA é destituído em meio a bloqueio naval ao Irã

O secretário da Marinha dos EUA, John Phelan, foi destituído do cargo, informaram seis fontes familiarizadas com o assunto à CNN. A informação foi confirmada pelo porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, que anunciou na noite desta quarta-feira (22) que Phelan deixaria o cargo “com efeito imediato“.

Três das fontes disseram que Phelan teve a opção de renunciar ou ser demitido. Não ficou imediatamente claro qual das duas opções ele escolheu.

A Marinha direcionou as perguntas sobre os detalhes da saída de Phelan ao Gabinete do Secretário de Defesa, que não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. A Casa Branca direcionou a CNN para uma declaração de Parnell.

Em nome do Secretário de Guerra e do Subsecretário de Guerra, agradecemos ao Secretário Phelan por seus serviços prestados ao Departamento e à Marinha dos Estados Unidos”, disse Parnell em uma publicação no Facebook.

Desejamos-lhe sucesso em seus futuros projetos. O Subsecretário Hung Cao assumirá o cargo de Secretário da Marinha interino“, acrescentou.

O anúncio surge enquanto a Marinha dos EUA mantém um bloqueio aos portos iranianos durante o cessar-fogo na guerra com o Irã. Até o momento, as forças americanas redirecionaram 29 embarcações para retornarem ao porto e também abordaram dois navios.

Diversas fontes disseram à CNN que havia tensão há meses entre Phelan e o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, que acreditava que ele estava agindo com muita lentidão na implementação das reformas na construção naval e também estava irritado com a comunicação direta de Phelan com Trump, que Hegseth considerava uma tentativa de contorná-lo.

O Secretário Adjunto de Defesa, Steve Feinberg, também queria assumir o controle de importantes responsabilidades na construção naval e nas aquisições da Marinha, uma função que normalmente estaria sob a alçada de Phelan.

Phelan é um empresário sem experiência militar prévia; ele e sua esposa arrecadaram milhões de dólares para a campanha do presidente americano, Donald Trump, antes de sua confirmação como Secretário da Marinha em 2025.

John será uma força tremenda para nossos militares da Marinha e um líder firme no avanço da minha visão ‘América Primeiro‘”, disse Trump na época.

Ele colocará os assuntos da Marinha dos EUA acima de tudo”, afirmou o presidente americano naquele momento.

Não está claro o que levou à saída de Phelan, a primeira entre os secretários das Forças Armadas indicados por Trump. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, no entanto, removeu vários oficiais militares de alta patente de todo o exército desde que assumiu o comando do Pentágono.

O anúncio de sua saída ocorre na mesma semana em que uma importante conferência marítima anual — a Conferência Anual Mar, Ar e Espaço da Liga da Marinha — estava sendo realizada nos arredores de Washington. Phelan e outros altos líderes da Marinha participaram e discursaram na conferência.

A CNN noticiou anteriormente que o nome de Phelan apareceu em um manifesto de voo mostrando que ele voou em 2006 no avião do criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.

O manifesto mostrava que Phelan voou com Epstein e vários outros financistas. Um passageiro que parecia ser o agente de modelos francês Jean-Luc Brunel, um associado próximo de Epstein que enfrentava acusações de estupro de menor e agressão sexual quando foi encontrado morto em sua cela em 2022.

Um amigo próximo de Phelan disse que ele havia sido convidado para voar no avião pelo CEO do Bear Stearns, Jimmy Cayne, que morreu em 2021. Phelan não sabia que eles voariam no avião de Epstein até chegarem ao destino, disse o amigo, e Phelan não falou nem interagiu com Epstein novamente.

Israel e Hezbollah voltam a trocar ataques em meio ao frágil cessar-fogo

Grupo Hezbollah fez ameaças a Israel/Foto: Joseph Eid/AFP

Segundo a agência estatal libanesa, uma pessoa morreu hoje e duas ficaram feridas após um ataque israelense nos arredores de Al-Jabour na região do Vale do Bekaa, no leste do Líbano, apesar do cessar-fogo em vigor.

O grupo xiita libanês Hezbollah afirmou que lançaram mísseis e drones contra uma base militar de Israel em retaliação por flagrantes violações do cessar-fogo, que atingiram civis e destruiu casas e aldeias.

Já o exército israelense declarou que o Hezbollah disparou vários mísseis na terça-feira (21) contra seus soldados no sul do Líbano e que respondeu atingindo o lança-foguetes do grupo.

Embora Israel e Hezbollah continuem a trocar ameaças e acusações, amanhã está previsto que ocorra em Washington à segunda rodada de conversações entre os representantes israelenses e libaneses para se chegar a um acordo definitivo de paz entre as partes. A primeira reunião aconteceu no último dia 14 de abril sob a mediação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, com o embaixador israelense, Yechiel Leiter, e a embaixadora libanesa, Nada Moawad, na primeira conversa direta entre os dois países em décadas.

O presidente libanês, Joseph Aoun, também afirmou recentemente que o objetivo da opção de negociação é interromper as ações hostis, acabar com a ocupação israelense das áreas do sul e mobilizar o exército até as fronteiras do sul reconhecidas internacionalmente. “As próximas negociações são distintas de quaisquer outras, porque o Líbano enfrenta duas opções: ou a continuação da guerra com todas as suas repercussões humanitárias, sociais, econômicas e de soberania, ou a negociação para pôr fim a esta guerra e alcançar uma estabilidade sustentável, e eu escolhi a negociação, e estou cheio de esperança de que seremos capazes de salvar o Líbano” disse o comunicado da presidência libanesa.

Mas, o governo israelense já anunciou que alertou os moradores do sul do Líbano para não retornarem para a região e não se aproximarem da área do rio Litani, consolidando seu controle sobre o sul do país apesar da trégua na guerra com Hezbollah.

Por sua vez, o presidente da França, Emmanuel Macron, recebeu ontem em Paris o primeiro-ministro do Líbano, e defendeu uma solução diplomática que exige dois passos cruciais, a retirada imediata das tropas s do território libanês e o desarmamento efetivo do Hezbollah. Para Macron, a soberania do país só será plena quando o Estado detiver o monopólio da força e as fronteiras forem respeitadas.

Bloqueio de internet no Irã já dura 54 dias, diz organização

O bloqueio da internet no Irã entrou em seu 54º dia, segundo a organização de monitoramento de internet NetBlocks.

“A medida em curso é inerentemente desproporcional e continua a encobrir violações dos direitos humanos no país”, afirmou a NetBlocks em uma publicação na rede social X nesta quarta-feira (22).

O regime iraniano bloqueou quase completamente o acesso à internet desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã pela primeira vez em 28 de fevereiro.

Antes disso, um bloqueio de internet separado ocorreu durante semanas de protestos contra o regime no início deste ano.

No início deste mês, a NetBlocks classificou o atual caso como “o mais longo bloqueio de internet em escala nacional já registrado em qualquer país”.

Elias Hazrati, chefe do Conselho de Informação do Governo do Irã, afirmou na terça-feira (21) que o acesso só será restaurado após o fim da guerra, informou a IRNA (agência de notícias oficial da República Islâmica).

Irã descarta negociações com Governo Trump no Paquistão: “perda de tempo”

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump./AFP

O governo do Irã decidiu não participar da rodada de conversas diplomáticas com os Estados Unidos que ocorreria nesta semana em Islamabad, capital do Paquistão, informou a agência estatal de notícias Tasnim.

Segundo a agência, a equipe de negociadores do Irã informou, por meio de um intermediário paquistanês, que a decisão é definitiva e não há perspectiva de participação nas negociações.

Fontes ouvidas pela Tasnim afirmam que o Irã vê as conversas com os EUA como “perda de tempo”, uma vez que os americanos violaram compromissos acordados durante a primeira rodada de negociações. Dentre as violações, citam os ataques de Israel ao Líbano mesmo após o cessar-fogo e o bloqueio a navios que entram e saem de portos iranianos por meio do Estreito de Ormuz.

Ainda de acordo com a Tasnim, às vésperas do fim do cessar-fogo, o Irã está preparado para uma nova rodada de combate contra americanos e israelenses, tendo realizado movimentações militares e preparado uma lista de novos alvos ao longo das últimas semanas.

A Casa Branca confirmou que o vice-presidente, JD Vance, não viajará ao Paquistão nesta terça-feira (21) para se encontrar com os enviados iranianos, em meio a intensas negociações.

O presidente Donald Trump afirmou que estenderá o cessar-fogo vigente, “dado o fato de o governo iraniano estar seriamente fragmentado“, até que uma proposta unificada seja apresentada pelo país persa e as discussões sejam concluídas “de uma forma ou de outra”.

Em post na Truth Social, o republicano disse que a decisão de suspender os ataques veio a pedido do marechal de campo paquistanês, Asim Munir, e do primeiro-ministro Shehbaz Sharif.

Segundo ele, o exército americano continuará o bloqueio no Estreito de Ormuz e nos portos iranianos.

Irã anuncia apreensão de navios que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz

Estreito de Ormuz/Foto: SAHAR AL ATTAR / AFP

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, anunciou nesta quarta-feira (22) que sua força naval interceptou dois navios que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz e conduziu ambos para águas territoriais da República Islâmica.

A força naval do Corpo de Guarda Revolucionária Islâmica identificou e deteve esta manhã, no Estreito de Ormuz, dois navios infratores“, afirmou o exército ideológico em um comunicado.

Os dois navios infratores (…) foram apreendidos pelo CGRI e conduzidos para a costa iraniana“, acrescenta a nota.

As autoridades iranianas identificaram um navio como “MSC-FRANCESCA”, que disseram pertencer “ao regime sionista”, em referência a Israel, e o outro como “EPAMINONDAS”, alegando que “alterava os sistemas de navegação e colocava em perigo a segurança marítima”.

A Guarda Revolucionária fez um alerta contra qualquer ação contrária às normas da República Islâmica no Estreito, “assim como contra qualquer atividade que prejudique a segurança da navegação” nesta via marítima.

Segundo Teerã, os navios devem receber uma autorização para sair ou entrar no Golfo pelo Estreito de Ormuz, uma rota pela qual, em tempos de paz, transita 20% das exportações mundiais de petróleo e gás, assim como outros produtos essenciais.

Jornal dos EUA compara PCC a máfias italianas: ‘Potência global da cocaína’

Reportagem do jornal 'The Wall Street Journal' destaca atuação da facção criminosa PCC. — Foto: Reprodução/WSJ

O Primeiro Comando da Capital (PCC) foi comparado à máfia italiana, com eficiência de uma multinacional, pelo jornal norte-americano The Wall Street Journal, na segunda-feira (20).

De acordo com a publicação, a facção se tornou uma das maiores organizações criminosas do mundo. Ela estaria “reformulando os fluxos globais de cocaína da América do Sul para os portos mais movimentados da Europa e avançando em direção aos Estados Unidos“.

Autoridades norte-americanas identificaram pessoas ligadas ao PCC nos estados da Flórida, Nova York, Nova Jersey, Connecticut e Tennessee.

Em Massachusetts, o gabinete do procurador federal anunciou no ano passado acusações contra 18 brasileiros que teriam ligação com a facção.

Atualmente, o grupo criminoso conta com 40 mil membros e se tornou o maior das Américas, com atuação em 30 países e em todos os continentes, exceto na Antártida.

Segundo o jornal, existe uma discussão no país para que o presidente dos EUA, Donald Trump, classifique o PCC como uma Organização Terrorista Estrangeira. No entanto, o governo brasileiro é contra a medida.

O The Wall Street Journal destaca que a facção funciona como uma multinacional, com “nível máximo de organização”.

Os membros do PCC mantêm um perfil discreto e empresarial, buscando fortuna, não fama. […] Novos integrantes aderem a um rígido código interno de conduta, e seus rituais de ingresso às vezes são realizados por videoconferência“, define a publicação.

Pastores do PCC

Para recrutar membros, obter dinheiro e abrir rotas para o tráfico, integrantes do PCC estariam indo a regiões remotas do Brasil fingindo ser pastores.

Muitos evangélicos no país aderem à chamada teologia da prosperidade — a crença de que a riqueza é sinal de favor divino —, o que ajuda a facção a avançar em comunidades pobres“, diz o jornal.

Em 2023, a facção foi acusada de criar pelo menos 7 igrejas para lavar dinheiro do tráfico no Rio Grande do Norte.

Além disso, o grupo também lavaria dinheiro em postos de gasolina, fundos imobiliários, motéis, concessionárias e empresas de construção.

Para recrutar mais membros, detentos recebem promessas de apoio jurídico de advogados da facção, conhecidos como “brigada da gravata“.

O grupo também recruta pessoas fora dos presídios, em países como Colômbia, Peru e Bolívia. Assim, a facção expandiu sua atuação até a Amazônia.

Estamos nas mãos dos traficantes agora”, disse Jeffersson Ribeiro ao The Wall Street Journal. Ele administra um pequeno hotel em Urucurituba, onde grupos criminosos chegaram a criar um time de futebol para recrutar jovens.

‘Governo do mundo ilegal’

De acordo com a reportagem, o PCC virou “uma agência reguladora” e um “governo do mundo ilegal”, organizando o tráfico internacional.

Nenhum integrante está acima das regras em uma facção que valoriza ‘igualdade’ e ‘união’, mas qualquer um pode prosperar desde que permaneça leal”, disse Bruno Manso, especialista no grupo e coautor de “A Guerra: A Ascensão do PCC e o Mundo do Crime no Brasil” ao jornal.

Além do tráfico de drogas, o PCC também explora mineração de ouro, extração de madeira, tráfico de pessoas, pesca ilegal, caça predatória e escravização de comunidades indígenas.

A estrutura da organização é um dos fatores que permitiu a rápida expansão sem a necessidade de controle territorial direto, segundo a publicação. Por esse motivo também, seria mais difícil desmantelar o grupo.

EUA abordam navio-tanque ligado ao Irã em águas internacionais

Forças americanas abordaram um petroleiro sancionado na região do Indo-Pacífico, como parte de seus esforços para barrar embarcações que fornecem apoio ao Irã, informou o Pentágono em uma publicação no Facebook na terça-feira (21).

A Reuters identificou a embarcação como Tifani, com base em sua ponte de comando, guindastes e outros equipamentos no convés, que correspondem a imagens de arquivo do navio.

A data exata em que a operação foi filmada não foi confirmada, mas a publicação do Departamento de Defesa no Facebook em 21 de abril afirmou que ela ocorreu “durante a noite”.

A publicação também informou que a interceptação ocorreu na região do Indo-Pacífico. Dados de rastreamento de embarcações também mostraram que o petroleiro estava presente no nordeste do Oceano Índico em 21 de abril.

Negociações em risco

Fontes iranianas disseram à agência de notícias Reuters que Teerã ainda não tomou uma decisão definitiva sobre participar ou não de mais uma rodada de negociações de paz em Islamabad, com o objetivo de encerrar a guerra que os Estados Unidos e Israel iniciaram contra o Irã em 28 de fevereiro.

Autoridades paquistanesas disseram que, se as delegações comparecerem, chegarão somente na quarta-feira (22), restando apenas algumas horas para chegar a um acordo antes do término da trégua de duas semanas.

Trump ameaçou reiniciar a guerra e atacar a infraestrutura civil do Irã, a menos que o país aceite seus termos. Uma primeira sessão de negociações, realizada há 10 dias, não produziu nenhum acordo, e Teerã vinha descartando uma segunda rodada esta semana, após os EUA se recusarem a encerrar o bloqueio e apreenderem um navio cargueiro iraniano.

Ainda assim, uma fonte paquistanesa envolvida nas discussões disse à Reuters que havia um impulso para a retomada das negociações na quarta-feira, e o vice-presidente dos EUA, JD Vance, era esperado em Islamabad.

Um funcionário iraniano disse à Reuters na segunda-feira que Teerã estava “analisando positivamente” sua participação, mas ressaltou que aguardava para ver se suas condições seriam atendidas, incluindo o reconhecimento de seu direito de enriquecer urânio.

Um alto comandante militar iraniano disse que o Irã estava pronto para dar uma “resposta imediata e decisiva” a qualquer renovação das hostilidades, informou a agência de notícias semioficial Tasnim.

O principal negociador, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou Trump na noite de segunda-feira de aumentar a pressão por meio do bloqueio, afirmando que Trump estava iludido ao tentar “transformar a mesa de negociações em uma mesa de submissão” ou justificar a retomada de atos belicistas.

O exército iraniano afirmou que um petroleiro iraniano entrou em suas águas territoriais vindo do Mar Arábico na segunda-feira (20) com a ajuda da Marinha iraniana, apesar do que descreveu como repetidos avisos e ameaças da força-tarefa naval dos EUA.

O Irã bloqueou em grande parte o Estreito de Ormuz, que controla o acesso ao Golfo Pérsico a todos os navios, exceto os seus.

O país havia anunciado na semana passada que reabriria o estreito, mas reverteu a decisão no sábado (18), depois que Trump se recusou a suspender o bloqueio aos portos iranianos.

Isso deixou o estreito fechado e o mundo privado dos 20 milhões de barris de petróleo que normalmente o atravessavam diariamente.

Programa nuclear iraniano é questão crucial

Trump quer um acordo que impeça novos aumentos nos preços do petróleo e choques no mercado de ações, mas insiste que o Irã não possui os meios para desenvolver uma arma nuclear.

Ele quer que o Irã abra mão de seu estoque de urânio altamente enriquecido, que, se enriquecido ainda mais, pode ser usado para uma ogiva nuclear.

Teerã espera explorar seu controle do Estreito de Ormuz para fechar um acordo que evite a retomada da guerra e suspenda as sanções, mantendo ao mesmo tempo uma parte maior de seu programa nuclear, que, segundo o país, tem fins pacíficos.

Trump anunciou inicialmente que o cessar-fogo duraria duas semanas a partir da noite de 7 de abril em Washington, embora tenha sugerido recentemente que ele se estenderia até a noite de quarta-feira, 22 de abril, efetivamente mais 24 horas.

Uma fonte paquistanesa envolvida nas negociações também afirmou que o cessar-fogo expiraria às 20h, horário dos Estados Unidos, 21h no horário de Brasília, na quarta-feira, o que corresponde às 3h30 da manhã de quinta-feira no Irã.

Milhares de pessoas foram mortas pelos ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã, bem como pela campanha paralela de bombardeios e invasão israelense do Líbano.

A guerra causou um choque histórico no fornecimento global de energia e temores de que a economia global esteja em colapso.

Rejeição a Trump é de 62% em meio a guerra no Irã e crise com o Vaticano, diz pesquisa

Presidente americano Donald Trump  — Foto: AP/Julia Demaree Nikhinson

A taxa de aprovação do presidente Donald Trump manteve-se no nível mais baixo de seu mandato nos últimos dias, revelou um levantamento da Reuters/Ipsos, realizado em meio à guerra com o Irã e a uma disputa com o Papa Leão.

A pesquisa de opinião pública de seis dias, concluída na segunda-feira (20), mostrou que 36% dos americanos aprovam o desempenho de Trump no cargo, valor inalterado em relação ao mês anterior.

Trump deteve sua maior taxa de aprovação no atual mandato, 47%, logo após sua posse em 20 de janeiro de 2025.

O presidente americano tem estado sob pressão desde que seu governo e Israel lançaram uma guerra contra o Irã em fevereiro, o que elevou drasticamente os preços da gasolina.

Cerca de 36% dos americanos aprovam os ataques militares dos EUA contra o Irã, comparado a 35% em uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre 10 e 12 de abril.

A pesquisa mais recente, com 4.557 adultos em todo o país, foi realizada online e possui margem de erro de 2 pontos percentuais.

O levantamento mostrou que muitos americanos, incluindo alguns membros do Partido Republicano de Trump, têm preocupações sobre o temperamento e a lucidez mental do presidente de 79 anos, após uma série de explosões agressivas.

26% dos americanos disseram considerar Trump “equilibrado” (even-tempered). Os republicanos dividiram-se sobre a questão, com 53% considerando-o equilibrado e 46% afirmando que ele não é; uma pequena parcela preferiu não responder.

7% dos democratas veem Trump como alguém de temperamento equilibrado.

Ameaças profanas de Trump

  • Trump exibiu agitação nas últimas semanas, postando uma ameaça em uma rede social de aniquilar a civilização do Irã, enquanto também atacou o Papa Leão como sendo “fraco contra o crime”, após as críticas do pontífice à guerra no Irã.
    Trump ameaçou — inclusive com termos profanos — destruir todas as pontes e usinas elétricas do Irã.
  • Ele alarmou aliados no início deste ano ao ameaçar usar força militar contra a Dinamarca, aliada da OTAN, devido à sua exigência de anexo da Groenlândia pelos EUA.
  • A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
  • A pesquisa Reuters/Ipsos mais recente foi conduzida durante um cessar-fogo frágil entre Irã e EUA, que deve expirar nesta terça-feira.
  • Cerca de 51% dos americanos — incluindo 14% dos republicanos, 54% dos independentes e 85% dos democratas — disseram que a lucidez mental de Trump “piorou” ao longo do último ano.

Trump ataca o Papa

  • Os ataques de Trump ao Papa Leão chamaram a atenção em parte porque os americanos têm, em geral, uma opinião mais elevada sobre o pontífice do que sobre o presidente. Cerca de 60% dos entrevistados disseram ter uma visão favorável do Papa Leão, em comparação com os 36% que disseram o mesmo de Trump. Eles também viram o papa de forma mais favorável do que democratas proeminentes, incluindo o governador da Califórnia, Gavin Newsom, e a ex-vice-presidente Kamala Harris.
  • A pesquisa descobriu que 16% dos americanos apoiam uma saída dos EUA da aliança da OTAN, um movimento que Trump tem ameaçado fazer.
  • A guerra com o Irã desencadeou uma alta nos preços da gasolina que atingiu as finanças pessoais da maioria dos americanos. O índice de aprovação de Trump sobre sua gestão do custo de vida nos Estados Unidos foi de 26%, empatado com o seu nível mais baixo até agora. Da mesma forma, 26% dos entrevistados na pesquisa disseram que a ação militar dos EUA no Irã valeu seus custos.
  • 25% dos entrevistados — incluindo 6% dos democratas e 57% dos republicanos — disseram acreditar que os ataques dos EUA ao Irã tornariam a América mais segura.

Terremoto de magnitude 7,5 atinge Japão e gera alerta de tsunami

Um alerta de tsunami de três metros foi emitido para o Japão após um forte terremoto de magnitude 7,5 atingir a costa nordeste, segundo a Agência Meteorológica do Japão e o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

A agência emitiu o alerta de tsunami para a província de Iwate e partes de Hokkaido e Aomori. Em outras áreas do nordeste do país, emitiu um aviso, estimando um tsunami de até um metro.

O Sistema de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos informou que a magnitude do terremoto na costa leste de Honshu, no Japão, foi de 7,4.

O alerta de tsunami foi emitido às 8h52 (horário local). A agência nacional japonesa revisou a estimativa para magnitude 7,5, embora não esteja claro o motivo da discrepância entre os números.

Até o momento, as observações de ondas de tsunami estão bem abaixo do nível de alerta emitido. Um tsunami de 0,8 metro atingiu o porto de Kuji, na província de Iwate, onde a emissora pública japonesa NHK informou que o nível da água continua subindo.

Outro tsunami de 0,4 metro atingiu o porto de Miyako, também na província de Iwate.

Um produtor da CNN em Tóquio relatou ter sentido o prédio em que estava tremer por cerca de sete minutos.

A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, pediu aos moradores das áreas afetadas que saíssem imediatamente e afirmou que o governo criou uma força-tarefa de emergência.

Os moradores das áreas onde foram emitidos alertas de tsunami devem sair imediatamente para terrenos mais altos ou locais mais seguros, como edifícios de retirada”, disse Takaichi a repórteres em uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira.

As autoridades estão fazendo o possível para avaliar os danos, implementar medidas de resposta a desastres, como operações de busca e resgate, e fornecer informações precisas e oportunas ao público”, declarou a premiê. “Neste momento, ainda estamos confirmando a extensão dos danos humanos e materiais, mas receberemos relatórios detalhados em breve e prosseguiremos com os esforços de resposta ao desastre.”

A operadora do trem-bala que liga Tóquio à estação Shin-Aomori informou que o serviço foi suspenso devido a uma queda de energia causada pelo terremoto, segundo a NHK.

Os serviços ferroviários também foram suspensos entre as estações Akita e Morioka, no norte do Japão. Todos os trens locais na província de Iwate interromperam suas operações, de acordo com a NHK.

A Tokyo Electric Power Company afirmou em comunicado que nenhuma anormalidade foi detectada em suas usinas nucleares de Fukushima Daiichi e Fukushima Daini, embora tenha retirado os trabalhadores.

A empresa também informou que suas usinas nucleares de Onagawa e Higashidori, mais ao norte, também não apresentaram anormalidades, com os níveis de material radioativo dentro da normalidade.

O Japão é um dos países mais propensos a terremotos no mundo. Ele está localizado no Círculo de Fogo, uma área de intensa atividade sísmica e vulcânica nos dois lados do Oceano Pacífico.

O pior tremor da história recente do Japão foi o terremoto de Tohoku, de magnitude 9,1, em 2011, que desencadeou um grande tsunami e um desastre nuclear.

Primeiro-ministro eleito da Bulgária promete nova era e servir como ponte entre UE e Rússia

Primeiro-ministro da Bulgária/DIMITAR KYOSEMARLIEV / AFP

O ex-presidente búlgaro Rumen Radev, pró-russo, venceu no domingo as eleições legislativas na Bulgária e prometeu uma nova era no país, após oito eleições legislativas em cinco anos, que refletiram a fragmentação do sistema político e a dificuldade em formar governos duradouros.

O primeiro-ministro eleito é crítico das elites políticas, do sistema oligárquico, tem posições próximas da Rússia e é admirador do ultranacionalista húngaro Viktor Orbán, mas garantiu que o país vai continuar no caminho europeu. Radev destacou que a Bulgária pode desempenhar um papel de ponte entre o bloco europeu e a Rússia, sublinhando a posição geopolítica do país.

Durante sua campanha, buscou uma posição de equilíbrio em política externa, defendendo a retomada do diálogo com o Kremlin e criticando o apoio militar à Ucrânia, porém ao mesmo tempo reconheceu os benefícios da integração na União Europeia (UE). No entanto, defende que a Europa precisa de pensamento crítico e de pragmatismo.

Radev, de 62 anos, da coligação Bulgária Progressista, obteve uma vitória expressiva com aproximadamente 44,7% dos votos. Ele também prometeu erradicar a corrupção no país, favorecer as classes menos favorecidas e acabar com a espiral de governos fracos e efêmeros, sendo um crítico do sistema político tradicional. O novo primeiro-ministro búlgaro lidera a coligação, que reúne perfis diversos, incluindo militares, ex-dirigentes socialistas e representantes sindicais, e centra o seu programa no combate às desigualdades sociais e na disciplina orçamental.

Os analistas consideram que a condição de Radev como figura mais popular do país poderá facilitar as negociações para a formação de uma maioria parlamentar, após anos de instabilidade política.