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Quem é Cole Allen, suspeito de ataque a tiros em jantar com Trump

O suspeito do tiroteio em um jantar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi identificado como um homem chamado Cole Tomas Allen, de 31 anos, segundo fontes policiais a par das últimas informações.

O homem seria residente de Torrance, na Califórnia, uma cidade costeira que faz parte da área de South Bay, adjacente a Los Angeles e banhada pela Baía de Santa Mônica.

Segundo informações do chefe do departamento de polícia do Distrito de Columbia, Allen estava hospedado no hotel Washington Hilton, onde acontecia o jantar do líder norte-americano com jornalistas. Até o momento, não está claro o motivo do tiroteio.

Em uma coletiva de imprensa após ter sido retirado às pressas do evento, Trump afirmou que a suspeita é de que o atirador seja um “lobo solitário”.

“Parece que eles acham que ele era um lobo solitário. E eu também acho isso”, disse o presidente. Ele também descreveu o suspeito como “um cara que parecia bem malvado quando estava caído”.

Um perfil do LinkedIn com o nome de Allen o descreve como “engenheiro mecânico e cientista da computação por formação, desenvolvedor de jogos independente por experiência e professor por vocação“.

Ele obteve o diploma de bacharel em engenharia mecânica pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) em 2017 e o título de mestre em ciência da computação pela Universidade Estadual da Califórnia em Dominguez Hills em 2025, de acordo com o perfil. O Caltech afirmou em um comunicado que uma pessoa com esse nome se formou em 2017.

De acordo com informações desse perfil, o suspeito trabalhou nos últimos anos como professor em tempo parcial na C2 Education e como desenvolvedor de jogos autônomo. Anteriormente, trabalhou como engenheiro mecânico na empresa IJK Controls em South Pasadena por um ano e, antes disso, como assistente de ensino no Caltech.

Há também uma publicação sobre um artigo de jornal local “sobre uma competição de robótica que minha equipe venceu” no Caltech em 2016.

Trump afirma que disparos mostram necessidade de construir salão de baile na Casa Branca

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos/JIM WATSON / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aproveitou, neste domingo (26), o incidente ocorrido no sábado (25) no jantar anual da imprensa em Washington para justificar seu questionado projeto de construir um enorme salão de baile na Casa Branca, cujo futuro está sendo decidido nos tribunais.

Os disparos ocorreram na noite de sábado, quando agentes do Serviço Secreto detiveram o homem armado que tentou invadir o evento que estava sendo realizado no hotel Washington Hilton, ao qual compareciam o presidente, a primeira-dama, membros do governo e centenas de jornalistas.

“Este incidente nunca teria acontecido no salão de baile ultrassecreto de uso militar que está atualmente em construção na Casa Branca”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.

Avaliado em 400 milhões de dólares (cerca de 2 bilhões de reais), este salão se tornou um projeto pessoal para Trump durante seu segundo mandato.

Em outubro, ele mandou demolir uma ala inteira da Casa Branca para construir este espaço, pensado para receber até mil pessoas em recepções e jantares de gala, cuja construção foi suspensa por um juiz federal.

No entanto, a comparação que o presidente fez é enganosa, já que a gala de sábado não era um evento oficial, e sim privado.

O jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca ficava a poucas quadras ao norte da própria Casa Branca, no hotel onde acontece há décadas.

Trump já havia mencionado o salão de baile na Casa Branca durante uma coletiva de imprensa no sábado a noite após o ocorrido, e muitos de seus aliados políticos manifestaram seu apoio à construção.

A rua em frente ao hotel Washington Hilton também foi cenário da tentativa de assassinato em 1981, contra o ex-presidente Ronald Reagan.

Obama condena ataque a tiros em jantar de correspondentes com Trump

O presidente americano, Barack Obama, em Washington, DC, no dia 12 de abril de 2016. Foto: Saul Loeb/Arquivo/AFP/

O ex-presidente americano Barack Obama condenou o ataque ocorrido na noite de sábado (25) no jantar de gala dos correspondentes da Casa Branca, que contava com a presença do atual mandatário Donald Trump, e repudiou a violência.

Embora ainda não tenhamos detalhes sobe as motivações por trás do ataque a tiros de ontem à noite no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, devemos todos repudiar a ideia de que a violência tem lugar em nossa democracia“, escreveu Obama neste domingo (26) na rede social X.

Trump diz que ataque no jantar dos correspondentes não o ‘dissuadirá’ da guerra com o Irã

Donald Trump em entrevista coletiva após tiroteio em hotel onde era anfitrião de evento/Mandel NGAN / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (25) que o ataque a tiros durante o jantar de correspondentes da Casa Branca não o dissuadiria da guerra com Irã, embora tenha considerado pouco provável que o incidente estivesse ligado ao conflito.

Isso não vai me dissuadir de vencer a guerra no Irã. Não sei se isso teve algo a ver, realmente não acho, com base no que sabemos”, disse Trump a jornalistas em uma coletiva de imprensa na Casa Branca após o incidente de segurança.

Trump havia dito antes, no entanto, que “nunca se sabe” se o episódio poderia estar relacionado com a guerra com o Irã, e indicou que os investigadores estavam trabalhando para determinar a motivação do agressor, a quem descreveu como um “lobo solitário”.

O presidente americano havia cancelado mais cedo, no sábado, a viagem de seus enviados ao Paquistão para as conversações de paz com o Irã, após ficar insatisfeito com a posição negociadora de Teerã depois de quase dois meses de guerra.

Número de mortos em atentado com bomba na Colômbia sobe para 19

Governo atribui atentado a dissidentes das Farc/ AFP

Um ataque com bomba no sábado (25) deixou 19 mortos no sudoeste da Colômbia, zona com forte presença guerrilheira, a pouco mais de um mês da eleição presidencial, informou, neste domingo (26), a autoridade forense.

O ataque foi atribuído pelo governo a rebeldes da extinta guerrilha das Farc, que não aderiram ao acordo de paz de 2016. O presidente de esquerda, Gustavo Petro, se referiu aos dissidentes como “terroristas” e ordenou às forças de segurança que intensificassem sua perseguição.

Em um comunicado publicado no X, o Instituto Médico Legal reportou “19 corpos”. Um balanço anterior havia fixado o número de vítimas fatais em 14 e em 38 o de feridos, em decorrência do ataque em uma rodovia no departamento de Cauca.

Trump diz que suspeito de disparos em jantar de imprensa escreveu manifesto anticristão

Donald Trump em entrevista coletiva após tiroteio em hotel onde era anfitrião de evento/Mandel NGAN / AFP

O presidente americano, Donald Trump, afirmou neste domingo (26) que o suspeito armado, que tentou invadir um jantar de gala ao qual o presidente compareceu, escreveu um manifesto anticristão.

Esse cara é um doente”, disse Trump à Fox News. “Quando você lê o manifesto dele, vê que ele odeia os cristãos. A irmã ou o irmão dele estava reclamando disso. Eles chegaram até a reclamar com as autoridades policiais. Ele era um sujeito muito perturbado“, acrescentou.

Atentado a bomba deixa 10 mortos e 12 feridos na Colômbia

Explosão foi registrada em uma estrada do departamento de Cauca e atingiu diversos veículos/Reprodução/Redes Sociais

Um ataque à bomba deixou 10 mortos e 12 feridos neste sábado (25) em uma região com forte presença de guerrilhas na Colômbia, em meio a uma série de atentados e faltando pouco mais de um mês para as eleições presidenciais, informou o governador regional.

A explosão foi registrada em uma estrada do departamento de Cauca e atingiu diversos veículos. Desde ontem, foram registrados vários atentados que as autoridades atribuem a dissidentes da extinta guerrilha das Farc, que não aderiram ao acordo de paz de 2016 e espalham terror pelo país.

“Foi acionado um artefato explosivo” que “deixa sete civis mortos e mais de 20 feridos com gravidade”, disse, na rede social X, Octavio Guzmán, governador de Cauca. Ele também publicou um vídeo que mostra as vítimas no chão e veículos destruídos após o ataque.

Outros vídeos compartilhados nas redes sociais mostram danos graves e buracos na via, com testemunhas que afirmam que a força do impacto as lançou por vários metros.

Na sexta-feira, um atentado contra uma base militar em Cali, a terceira maior cidade do país, deixou dois feridos e deu início a uma série de ataques nos departamentos de Valle del Cauca e Cauca. Em 2025, atentados violentos contra a força pública na região deixaram civis mortos e marcaram a pior onda de violência do país na última década.

O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, assegurou neste sábado que a presença militar e policial foi reforçada na área para fazer frente aos ataques.

A ofensiva aumenta o clima de tensão enquanto se aproxima a eleição presidencial de 31 de maio, na qual a segurança é um dos temas centrais. O herdeiro político do presidente de esquerda Gustavo Petro, o senador Iván Cepeda, é o favorito, seguido pelos direitistas conservadores Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, segundo as pesquisas.

Os três denunciaram ameaças de morte.

Na Colômbia, é comum que os grupos armados, que se financiam com atividades ilegais como o narcotráfico, o garimpo e a extorsão, tentem exercer uma pressão violenta sobre o pleito presidencial.

Após chegar ao poder em 2022, Petro tentou, sem sucesso, negociar a paz com as principais organizações armadas, que fortaleceram suas fileiras nos últimos anos.

EUA autoriza Venezuela a pagar pela defesa de Maduro

Presidente dos EUA, Donald Trump (E), e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, falando durante uma coletiva de imprensa com a mídia internacional no Hotel Eurobuilding, em Caracas, em 15 de setembro de 2025. (Foto de Brendan Smialowski e Federico Parra / AFP)/ AFP

O governo dos Estados Unidos autorizou a Venezuela a pagar os honorários da defesa do presidente deposto, Nicolás Maduro, que está preso em Nova York sob acusações de tráfico de drogas, segundo um documento judicial.

Até então, o governo dos EUA impedia o Estado venezuelano de arcar com os honorários dos advogados de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, também presa e processada por tráfico de drogas, devido às sanções internacionais contra o país.

A defesa do casal aproveitou-se desse ponto para tentar obter o arquivamento das acusações, com o argumento de que proibir um réu de ter acesso ao advogado de sua escolha constitui uma violação de um direito garantido pela Sexta Emenda da Constituição dos Estados Unidos.

No entanto, o Departamento do Tesouro permitirá que “os advogados da defesa recebam pagamentos do governo da Venezuela sob certas condições”, escreveu o procurador de Nova York, Jay Clayton, ao juiz encarregado do caso, Alvin Hellerstein, em uma carta datada de sexta-feira. Segundo a carta, os fundos deveriam ter estado disponíveis após 5 de março de 2026 e não podem ter origem nas vendas de petróleo venezuelano regulamentadas pelos Estados Unidos.

Desde a deposição de Maduro no início de janeiro, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez atua como presidente interina. Os Estados Unidos controlam efetivamente as exportações de petróleo da Venezuela, cujos lucros são depositados em contas especiais supervisionadas por Washington.

De acordo com o documento apresentado na sexta-feira, a defesa reconhece a isenção das sanções e retira, por ora, seu pedido de arquivamento das acusações.

Maduro, de 63 anos, e Flores, de 69, foram capturados em 3 de janeiro em Caracas durante uma operação militar dos EUA que envolveu cerca de 150 aeronaves e helicópteros, além de tropas terrestres.

Maduro se autodenomina um “prisioneiro de guerra” e se declarou inocente das quatro acusações que enfrenta: conspiração para cometer “narcoterrorismo”, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e artefatos destrutivos, e conspiração para possuir metralhadoras e artefatos destrutivos.

Maduro e sua esposa estão detidos separadamente em uma prisão de segurança máxima no bairro do Brooklyn, na cidade de Nova York.

Trump diz que cancelou a viagem de enviados para negociações com o Irã no Paquistão

Donald Trump / Foto: Anna Moneymaker / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse à Fox News neste sábado (25) que ordenou a seus enviados que não viajassem ao Paquistão para dar continuidade às conversas com autoridades iranianas sobre o fim da guerra.

“Eu disse à minha equipe, há pouco, porque eles estavam se preparando para partir, e eu disse: ‘Não, vocês não farão um voo de 18 horas para ir até lá. Nós temos todas as cartas na mão. Eles podem nos ligar a qualquer momento que quiserem, mas vocês não farão mais voos de 18 horas para ficar sentados conversando sobre nada'”, informou a Fox News, citando as palavras do presidente em uma conversa por telefone.

EUA dizem que negociações com o Irã devem acontecer no fim de semana

Os enviados especiais da Casa Branca,  Jared Kushner e Steve Witkoff, estão a caminho do Paquistão para nova rodada de negociações/AFP

O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que os enviados especiais da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, estão a caminho do Paquistão para uma nova rodada de negociações com o Irã para o fim da guerra, que deve começar durante a manhã de sábado (25).

Trump afirmou que o governo de Teerã pediu uma reunião presencial e que os representantes iranianos têm planos para fazer uma oferta a Washington para resolver as exigências dos Estados Unidos. “Os responsáveis dos EUA, desta vez, estão a negociar com as pessoas que estão no poder agora no Irã. Vamos ver se chegamos a um acordo”, acrescentou.

A Casa Branca também anunciou que tem visto progressos vindos do lado iraniano nos últimos dias. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que espera que essa tendência se mantenha nas conversações que vão ocorrer durante o fim de semana.

Trump ainda confirmou que o vice-presidente do EUA, JD Vance, por enquanto não participará das conversações, mas que a sua equipe está de prontidão para ir ao Paquistão se necessário e caso as negociações avancem.

Segundo revelaram fontes governamentais a agências internacionais de notícias, a delegação iraniana, liderada pelo chanceler Abbas Araghchi, já se encontra em Islamabad. No entanto, oficialmente o Irã ainda não admitiu a sua participação na segunda reunião no país.

Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, teve hoje conversações com os principais mediadores do conflito, o chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir, e o chanceler paquistanês, Mohammad Ishaq Dar, sobre os esforços para manter uma trégua entre Teerã e Washington. A agência iraniana Mehr News reportou que eles trocaram pontos de vista sobre os desenvolvimentos regionais, o cessar-fogo e os esforços diplomáticos em curso. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores paquistanês também sublinhou a importância de um diálogo e envolvimento sustentados para resolver questões pendentes, a fim de promover a paz e a estabilidade regionais o mais rapidamente possível.

Já o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que as tentativas do Irã de colocar mais minas no Estreito de Ormuz constituiriam uma violação do cessar-fogo.

E-mail do Pentágono lista opções para punir quem não ajudou Trump na guerra

Trump e Mark Rutte no Salão Oval

Um e-mail interno do Pentágono no qual a agência Reuters teve acesso exclusivo descreve as opções para os Estados Unidos punirem os aliados da Otan que, na sua opinião, não apoiaram as operações americanas na guerra contra o Irã.

Os itens incluem a suspensão da Espanha da aliança militar. O motivo da retaliação seria o fato de que o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez anunciou ser contra a guerra com o Irã e proibiu aviões militares americanos de usarem o espaço aéreo espanhol.

A lista também propõe a revisão da posição dos EUA sobre as Ilhas Malvinas, disse um funcionário americano à Reuters.

Desde 1982, os EUA geralmente evitam tomar partido em questões de soberania, ou seja, sobre qual é o país ao qual as ilhas pertencem. O site do Departamento de Estado afirma que as ilhas são administradas pelo Reino Unido, embora reconheça a reivindicação da Argentina.

As opções políticas são detalhadas em uma nota que expressa frustração com a aparente relutância ou recusa de alguns aliados em conceder aos Estados Unidos direitos de acesso, base e sobrevoo para a guerra contra o Irã, disse o funcionário, que falou sob condição de anonimato para descrever o e-mail.

O e-mail afirmava que a ABO é “apenas a base absoluta para a Otan“, de acordo com o funcionário, que acrescentou que as opções estavam sendo discutidas em altos escalões do Pentágono.

Uma das opções no e-mail prevê a suspensão de países “difíceis” de posições importantes ou prestigiosas na Otan, disse o funcionário.

Críticas de Trump contra aliados europeus

O presidente Donald Trump criticou duramente os aliados da Otan por não enviarem suas marinhas para ajudar a abrir o Estreito de Ormuz, que foi fechado à navegação internacional após o início da guerra aérea em 28 de fevereiro.

Ele também declarou que está considerando se retirar da aliança.

Você não faria o mesmo se estivesse no meu lugar?“, perguntou Trump à Reuters em uma entrevista em 1º de abril, em resposta a uma pergunta sobre se a saída dos EUA da Otan era uma possibilidade.

Mas o e-mail não sugere que os Estados Unidos façam isso, disse o funcionário. Também não propõe o fechamento de bases americanas na Europa.

O funcionário se recusou a dizer se as opções incluíam uma redução amplamente esperada das forças americanas na Europa.

Questionado sobre o e-mail, o secretário de imprensa do Pentágono, Kingsley Wilson, respondeu: “Como o presidente Trump disse, apesar de tudo o que os Estados Unidos fizeram por nossos aliados da Otan, eles não estavam lá por nós. O Departamento de Guerra [Pentágono] garantirá que o presidente tenha opções críveis para garantir que nossos aliados não sejam mais um tigre de papel e, em vez disso, façam sua parte. Não temos mais comentários sobre quaisquer deliberações internas a esse respeito“, disse Wilson.

Avaliação sobre o governo Trump na Europa

A guerra entre os EUA e Israel com o Irã levantou sérias questões sobre o futuro da Otan, de 76 anos, e provocou uma preocupação sem precedentes de que os EUA possam não vir em auxílio dos aliados europeus caso sejam atacados, dizem analistas e diplomatas.

O Reino Unido, a França e outros países afirmam que aderir ao bloqueio naval dos EUA equivaleria a entrar na guerra, mas que estariam dispostos a ajudar a manter o Estreito aberto assim que houvesse um cessar-fogo duradouro ou o conflito terminasse.

Mas autoridades do governo Trump enfatizaram que a Otan não pode ser uma via de mão única.

Elas expressaram frustração com a Espanha, onde a liderança socialista afirmou que não permitiria que suas bases ou espaço aéreo fossem usados ​​para atacar o Irã. Os Estados Unidos têm duas importantes bases militares na Espanha: a Estação Naval de Rota e a Base Aérea de Morón.

As opções políticas descritas no e-mail visam enviar um sinal forte aos aliados da Otan com o objetivo de “diminuir a sensação de direito por parte dos europeus“, disse a autoridade, resumindo o e-mail.

A opção de suspender a Espanha da aliança teria um efeito limitado nas operações militares dos EUA, mas um impacto simbólico significativo, argumenta o e-mail.

O funcionário não revelou como os Estados Unidos poderiam buscar a suspensão da Espanha da aliança, e a Reuters não conseguiu determinar imediatamente se havia algum mecanismo na Otan para fazê-lo.

Não trabalhamos com base em e-mails. Trabalhamos com documentos oficiais e posições governamentais, neste caso dos Estados Unidos“, disse o primeiro-ministro espanhol, Sánchez, quando questionado sobre o relatório antes de uma reunião de líderes da União Europeia no Chipre para discutir tópicos como a cláusula de assistência mútua da Otan.

O memorando também inclui a opção de reavaliar o apoio diplomático dos EUA a antigas “possessões imperiais” europeias, como as Ilhas Malvinas, perto da Argentina.

O site do Departamento de Estado afirma que as ilhas são administradas pelo Reino Unido, mas ainda são reivindicadas pela Argentina, cujo presidente libertário, Javier Milei, é um aliado de Trump.

O Reino Unido e a Argentina travaram uma breve guerra em 1982 pelas ilhas, depois que a Argentina fez uma tentativa fracassada de tomá-las. Cerca de 650 soldados argentinos e 255 soldados britânicos morreram antes da rendição da Argentina.

Um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que a soberania das ilhas pertence ao Reino Unido.

“A soberania pertence ao Reino Unido e o direito das ilhas à autodeterminação é primordial. Essa tem sido nossa posição consistente e continuará sendo”, disse o porta-voz a repórteres na sexta-feira.

Trump insultou Starmer repetidamente, o chamando de covarde por sua relutância em se juntar à guerra dos EUA contra o Irã, dizendo que ele “não era Winston Churchill” e descrevendo os porta-aviões britânicos como “brinquedos“.

Inicialmente, o Reino Unido não atendeu a um pedido dos EUA para permitir que suas aeronaves atacassem o Irã a partir de duas bases britânicas, mas posteriormente concordou em permitir missões defensivas destinadas a proteger os residentes da região, incluindo cidadãos britânicos, em meio à retaliação iraniana.

Em declaração à imprensa no Pentágono no início deste mês, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que “muita coisa veio à tona” com a guerra contra o Irã, observando que os mísseis de longo alcance do Irã não podem atingir os Estados Unidos, mas podem alcançar a Europa.

Recebemos perguntas, obstáculos ou hesitações… Não se tem uma aliança sólida se houver países que não estão dispostos a estar ao seu lado quando você precisa deles“, disse Hegseth.

Conselheiro de Trump diz que brasileiras são “prostitutas” e “raça maldita”

Aliado de Trump foi mencionado dezenas de vezes nos arquivos do caso Epstein/OLIVER BUNIC/AFP

O italiano Paolo Zampolli, amigo de Donald Trump e enviado especial para assuntos globais do governo dos Estados Unidos, disse durante uma entrevista à emissora italiana RAI que as mulheres brasileiras são “prostitutas” e uma “raça maldita“. Ele também afirmou que as brasileiras foram “programadas para causar confusão“. O aliado de Trump foi casado por cerca de 20 anos com a modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem tem um filho de 15 anos.

A modelo, deportada em outubro do ano passado, após 23 anos no país, foi detida pelo Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE). Ela afirma que a deportação teve influência de Zampolli, em meio a uma disputa pela guarda do filho. A mulher também acusa o ex-companheiro de violência doméstica e abuso sexual.

Na entrevista à emissora italiana, o conselheiro de Trump cita a relação com a modelo. Nesse momento, ele diz: “as mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira”.

Na sequência, ao ser perguntado pelo repórter se isso seria genético, o amigo de Trump afirma que as “mulheres brasileiras são programadas“. O repórter questiona: “para extorquir?“. E Zampolli responde: “não, para causar confusão”.

Em outro trecho, o aliado do presidente dos EUA responde sobre uma amiga de Amanda, chamada por Zampolli somente de “Lídia”, e faz declarações misóginas e xenófobas. “É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais. Aquela vaca, estávamos juntos, trepava com ela, depois ela também ficou louca”, afirma Zampolli.

A entrevista foi divulgada pela emissora italiana no domingo, 19. Até a publicação desta reportagem, a Casa Branca e Zampolli não tinham se manifestado sobre as declarações.

Relação com Epstein

O aliado de Trump foi mencionado dezenas de vezes nos arquivos do caso Epstein. Ele era figurinha carimbada nas noitadas novaiorquinas nos anos 1990 e chegou a tentar comprar uma agência de modelos junto à Epstein.

Hezbollah viola cessar-fogo e Israel retalia com ataque ao Líbano

Bandeira do movimento xiita libanês Hezbollah/JOSEPH EID/AFP

Nesta sexta-feira (24), o exército israelense lançou um ataque contra o sul Líbano que matou três militantes do grupo xiita libanês pró-Irã, Hezbollah. O exercito afirmou que foi a resposta aos foguetes que atingiram a cidade fronteiriça de Shtula, no norte do país. Por outro lado, o Hezbollah assumiu que disparou foguetes contra o norte de Israel.

Já a ofensiva ocorre depois do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado o prolongamento do cessar-fogo por mais três semanas após as negociações que decorreram entre as duas partes em Washington. Trump também disse que o premiê israelense Benjamin Netanyahu e o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, deverão se reunir em breve, antecipando que a assinatura de um acordo de paz histórico poderá acontecer ainda este ano.

Por sua vez, o embaixador de Israel na Organização das Nações Unidas (ONU), Danny Danon, admitiu que a trégua estendida com o Líbano ‘não é a 100%’. “O governo do Líbano não tem controle sobre o Hezbollah, e o Hezbollah está disparando foguetes para tentar sabotar o cessar-fogo. Israel tem de retaliar. Sempre que vemos uma ameaça, agimos. Mas, a situação atual está significativamente melhor. Não é perfeita, mas espero que o exército libanês seja capaz de implementar e fazer cumprir este cessar-fogo“, indicou Danon.

Enquanto isso, o Hezbollah rejeita as negociações. Wafiq Safa, um alto membro do conselho político do grupo, declarou à agência de notícias Associated Press que não acatará qualquer acordo feito durante as negociações diretas entre os dois países.

A guerra que já provocou milhares de mortos e feridos libaneses, além de cerca de um milhão de deslocados, teve inicio quando o Hezbollah lançou foguetes contra o norte de Israel, dois dias depois de Israel e os EUA terem lançado ataques contra o Irã. As forças israelenses responderam com bombardeios generalizados no Líbano e uma invasão terrestre em que capturou dezenas de cidades e aldeias ao longo da fronteira no sul do território libanês. Atualmente, as tropas de Israel ocupam uma zona tampão que se estende em até aproximadamente 10 quilômetros no sul do Líbano.

Por outro lado, um relatório do Gabinete das Nações Unidas para os Direitos Humanos divulgado hoje aponta que Israel pode ter cometido graves violações do direito internacional e crimes de guerra nos seus recentes ataques ao Líbano. O documento relata ataques diretos contra civis, incluindo pessoal médico, e em alguns casos, a destruição completa de edifícios residenciais que causaram a morte de famílias inteiras.

Trump descarta atacar o Irã com arma nuclear e diz que uso ‘nunca deveria ser permitido’

Donald Trump / Foto: Anna Moneymaker / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump descartou nesta quinta-feira (23) atacar o Irã com uma arma nuclear, após suas ameaças anteriores de destruir completamente a civilização iraniana.

Não, não a usaria“, disse a jornalistas na Casa Branca. “Por que eu usaria uma arma nuclear quando, de uma maneira muito convencional, nós os dizimamos sem ela?”, questionou.

Nunca se deveria permitir que alguém use uma arma nuclear”, acrescentou.

Em 7 de abril, Trump lançou uma ameaça genocida contra o Irã, advertindo que “toda uma civilização morrerá esta noite, para nunca mais voltar”.

No entanto, poucas horas depois, ele concordou com um cessar-fogo que desde então tem sido prorrogado no contexto da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel.

Durante o conflito, o vice-presidente JD Vance advertiu que os Estados Unidos estavam preparados para usar armas não empregadas anteriormente, embora a Casa Branca tenha negado que se tratasse de ameaças nucleares.

Trump declarou nesta quinta-feira que seu objetivo é alcançar um Irã “sem uma arma nuclear com a qual tente explodir uma de nossas cidades ou fazer todo o Oriente Médio explodir”.

O Irã nega buscar desenvolver armas nucleares, e o órgão de controle nuclear da Organização das Nações Unidas afirma que, antes do início da guerra, a fabricação de uma bomba atômica por Teerã não era iminente.

Os Estados Unidos são o único país que utilizou armas nucleares em combate, ao devastar as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki no final da Segunda Guerra Mundial, causando a morte de cerca de 214 mil pessoas.

Irã retoma gradualmente voos domésticos com reabertura parcial do espaço aéreo

Avião da Iran Air/Divulgação

A Iran Air, companhia aérea estatal da República Islâmica do Irã retomará a partir deste sábado (25) os voos programados na rota Teerã-Mashhad-Teerã, em meio à reabertura gradual do espaço aéreo do país e à retomada das operações aéreas, segundo informações divulgadas pela mídia iraniana.

De acordo com a agência Mehr e a Tasnim News, o voo Teerã-Mashhad será operado no sábado e no domingo, sob o número 3502, com partida às 10h (horário local) do aeroporto de Mehrabad, em Teerã.

O voo de retorno Mashhad-Teerã, de número 3503, deixará o aeroporto de Mashhad às 12h30 nos mesmos dias e pousará às 14h10 horários locais, em Mehrabad.

A retomada parcial das operações ocorre após restrições e interrupções no tráfego aéreo do país em meio ao aumento das tensões regionais.