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Itália apreende 2 toneladas de cocaína que estavam boiando no mar

Polícia italiana apreende 2 toneladas de cocaína boiando no mar - Brasil 247

Quase 2 toneladas de cocaína foram encontradas boiando no mar perto da Itália. A polícia do país disse nesta segunda-feira (17) que trata-se de uma apreensão recorde.

Para dar uma ideia do tamanho dessa apreensão, a polícia informou que no ano de 2021 inteiro foram apreendidas 20 toneladas de cocaína —e, naquele ano, houve um recorde de cocaína encontrada pelas autoridades.

A droga encontrada recentemente estava armazenada em cerca de 70 embalagens à prova d’água, cuidadosamente lacradas, e envoltas por redes de pescadores equipadas com um dispositivo de sinalização luminosa, disse a polícia italiana, em um comunicado.

Os “métodos peculiares de embalagem e a presença de um dispositivo luminoso para permitir o rastreamento” sugerem que a carga foi despejada no mar por um cargueiro para ser recuperada posteriormente, de acordo com o comunicado.

Aumento de apreensões
As apreensões de cocaína aumentaram mais de cinco vezes de 3,6 toneladas em 2018, observou a polícia na época.

Grupos mafiosos dos países dos Bálcãs, como Albânia, Bósnia e Herzegovina e Bulgária, estão crescendo e importando mais cocaína, e a rota para que a droga chegue até lá passa pela Itália.

Fortuna do rei Charles III chega a R$ 3,6 bilhões, diz jornal britânico

Rei Charles III em seu primeiro discurso de Natal como monarca. — Foto: Victoria Jones/Pool Photo via AP

Segundo o jornal britânico Sunday Times, o rei Charles III, do Reino Unido, tem uma fortuna pessoal estimada em 600 milhões de libras, o equivalente a R$ 3,6 bilhões na cotação desta segunda-feira (17). A quantia é quase o dobro da atribuída à sua mãe, a rainha Elizabeth II, de 370 milhões de libras.

A estimativa foi feita neste fim de semana, pelo Sunday Times Rich List, às vésperas da coroação do novo monarca britânico. De acordo com assessores entrevistados pelo jornal, Charles poupou assiduamente os lucros que recebeu do Ducado da Cornualha, em especial depois de seu divórcio milionário da princesa Diana, no início dos anos 1990.

Além da rainha Elizabeth II, Charles tem fortuna maior que David e Victoria Beckham e Elton John, por exemplo. O rei, porém, não está entre os 250 mais ricos do país, e atrás de nomes famosos como Paul McCartney (865 milhões de libras) e do primeiro-ministro Rishi Sunak (730 milhões de libras).

Na liderança da Rich List estão os indianos (que vivem no Reino Unido) Sri e Gopi Hinduja, com patrimônio na casa dos 28 bilhões de libras.

Justiça francesa absolve Airbus e Air France por acidente de voo Rio-Paris em 2009

A cauda recuperada da aeronave Air France A330 perdida em pleno vôo sobre o oceano Atlântico em 1º de junho de 2009.

Um tribunal francês inocentou, nesta segunda-feira (17), a fabricante de aviões europeia Airbus e a companhia aérea Air France de “homicídio involuntário” – quase 14 anos depois que um avião caiu no Atlântico durante a rota do Rio de Janeiro para Paris, matando todos a bordo.

A decisão acontece em um julgamento público histórico sobre o desaparecimento do voo AF447 em uma tempestade em 1º de junho de 2009, com as famílias das 228 vítimas exigindo justiça, mas os promotores de Paris reconhecendo que a culpa formal não pôde ser provada.

O veredicto ocorre no primeiro julgamento da França por homicídio involuntário corporativo, para o qual a multa máxima é de 225 mil euros.

Após uma busca de dois anos pelas caixas-pretas do A330 usando submarinos remotos, os investigadores descobriram que os pilotos responderam desajeitadamente a um problema envolvendo sensores de velocidade congelados e caíram em queda livre sem responder aos alertas de estol.

O julgamento também destacou discussões anteriores entre a Air France e a Airbus sobre problemas crescentes com “tubos de pitot” externos que geram as leituras de velocidade.

Ambas as empresas se declararam inocentes.

Anunciando a decisão, o juiz do tribunal criminal de Paris listou vários atos de negligência de ambas as empresas, mas disse que eles ficaram aquém da certeza necessária para estabelecer responsabilidade firme pelo pior desastre aéreo da história da França.

“Um provável nexo causal não é suficiente para caracterizar um delito”, disse o juiz ao tribunal lotado.

Putin destaca papel da Igreja Ortodoxa russa na ‘consolidação’ da sociedade

Presidente da Rússia, Vladimir Putin

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, elogiou neste domingo (16) o papel da Igreja Ortodoxa russa na “consolidação” da sociedade, coincidindo com as celebrações da Páscoa.

“Gostaria de expressar minha profunda gratidão por seu trabalho incansável e altruísta em preservar valores históricos, espirituais, morais e familiares duradouros, em educar e iluminar a juventude”, disse Putin em uma mensagem após participar da liturgia na Catedral de Cristo Salvador, em Moscou.

“Por muitos anos, suas sábias palavras pastorais serviram para consolidar a sociedade (…) Hoje, quando enfrentamos sérios desafios, elas são especialmente importantes”, acrescentou o presidente.

A Páscoa é a principal celebração do calendário ortodoxo na Rússia e na Ucrânia.

Kirill, patriarca e atual líder da Igreja Ortodoxa russa, é um dos apoiadores da ofensiva na Ucrânia. Ele alega que os povos russo e ucraniano eram irmãos que foram separados à força, entre outros motivos, pelo Ocidente.

O governo ucraniano vem multiplicando o número de buscas em igrejas e processos judiciais contra padres considerados próximos a Moscou.

A disputa entre China e EUA por lítio na América Latina

As reservas da Bolívia, Argentina e Chile estão no centro do conflito entre os dois gigantes — Foto: GETTY IMAGES via BBC

Mais da metade do lítio mundial está na Argentina, Bolívia e Chile, um triângulo que tem despertado o interesse de governos e investidores que querem entrar nesses mercados.

Países como China e Estados Unidos não querem perder a oportunidade de contar com um metal fundamental para fabricar as baterias usadas nos carros elétricos, um mercado em expansão e no qual entram cada vez mais investidores.

“As principais potências estão lutando para obter os minerais necessários para a transição energética e a América Latina é um importante campo de batalha”, diz Benjamin Gedan, diretor do Programa América Latina do centro de estudos Wilson Center, à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC).

“Os Estados Unidos chegaram atrasados ​​à festa e Washington está claramente ansioso pela vantagem inicial da China”, acrescenta.
Empresas chinesas estão há anos procurando lugares para estocar o chamado ouro branco em diferentes partes do mundo, principalmente na América Latina, onde estão as maiores reservas mundiais do metal.

A Bolívia lidera a lista com reservas conhecidas estimadas em 21 milhões de toneladas, seguida pela Argentina (19,3 milhões) e Chile (9,6 milhões), segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

E o México, embora tenha apenas 1,7 milhão de toneladas (nono lugar da lista), se tornou uma figura relevante na América do Norte, não só pela proximidade geográfica com os Estados Unidos e Canadá, mas também porque está se tornando um centro produtor para carros elétricos (principalmente após o recente anúncio de gigantes que instalarão fábricas em seu território, como Tesla e BMW).

“Atividade maligna”
A general Laura Richardson, chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, alertou que a China “continua a expandir sua influência econômica, diplomática, tecnológica, informativa e militar na América Latina e no Caribe”, durante uma apresentação perante o Comitê de Serviços Armados da Câmara de Representantes em março.

“Esta região está cheia de recursos e me preocupa a atividade maligna de nossos adversários se aproveitando disso. Parece que eles estão investindo quando na verdade estão extraindo”, argumentou Richardson.

Sobre o “triângulo de lítio” na América do Sul, formado por Argentina, Bolívia e Chile, ela disse que “a agressividade da China e seu jogo no terreno com o lítio é muito avançado e muito agressivo”.

G7 se reúne pressionado para reforçar sua ação climática

G7 se reúne pressionado para reforçar sua ação climática

Os ministros de Energia e Meio Ambiente dos países do G7 começaram, neste sábado (15), dois dias de difíceis negociações em Sapporo, norte do Japão, onde se espera que cheguem a compromissos ante a urgência climática.

O clube formado por Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos está sob pressão para mostrar unidade e intensificar a ação, após o último e alarmante divulgado no mês passado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU (IPCC, na sigla em inglês).

Segundo o IPCC, o aquecimento global causado pela atividade humana fará as temperaturas médias subirem 1,5°C em relação à era pré-industrial, a partir de 2030-2035.

Também se espera, desse encontro, que o Grupo dos Sete marque a pauta contra o aquecimento global neste ano de importantes reuniões, como a cúpula do G20, na Índia, e da COP28, em Dubai.

‘Importantes avanços’
“Há importantes avanços” no comunicado conjunto do G7 que está sendo finalizado, e que representa uma “mensagem positiva”, disse a ministra francesa da Transição Energética, Agnès Pannier-Runacher, à imprensa, neste sábado.

“Pela primeira vez, o G7 diz que é preciso acelerar a saída de todos os combustíveis fósseis” quando não estiverem acompanhados de dispositivos de captura e de armazenamento de suas emissões de CO2, sublinhou.

“É um grande passo à frente”, acrescentou.

Várias ONGs temiam que a reunião ministerial levasse a um retrocesso em matéria de compromissos climáticos, principalmente, pelas posições conservadoras do país anfitrião.

Em grande medida dependente da importação de combustíveis fósseis, o Japão queria aproveitar a oportunidade para reivindicar novos investimentos no setor do gás em nome da “segurança energética”, em meio aos transtornos provocados nessa área pela invasão russa da Ucrânia iniciada no ano passado.

Em 2022, o G7 decidiu tolerar investimentos em gás como uma resposta “provisória” às “circunstâncias excepcionais” relacionadas com a guerra na Ucrânia.

O Japão também queria que o G7 reconhecesse sua polêmica estratégia de usar hidrogênio e amônia como combustíveis para suas centrais de carvão e gás.

“É necessário trabalhar para o objetivo comum da neutralidade de carbono com diferentes abordagens, segundo as circunstâncias de cada país”, declarou hoje o ministro da Economia, Comércio e Indústria do Japão, Yasutoshi Nishimura.

O Japão não atingiu seu objetivo, porém.

“Chegamos a um compromisso razoável”, que se concentra na dimensão de “curto prazo” dos imperativos de fornecimento de gás, disse Pannier-Runacher.

Um rascunho do comunicado conjunto que deve ser divulgado no domingo, ao qual a AFP teve acesso, pede a restrição de investimentos no setor e que se priorize “a transição para energias limpas, por meio da economia de energia e redução da demanda de gás “.

Manifestantes vão às ruas de Israel no 15º sábado de protestos contra reforma do Judiciário

Manifestantes protestam em Tel Aviv contra reforma do Judicário proposta por Benjamin Netanyahu, em foto de 15 de abril de 2023 — Foto: Jack Guez/AFP

Milhares de israelenses protestaram nas ruas de Tel Aviv neste sábado (15), na 15ª semana seguida de manifestações contra a reforma judicial promovida pelo governo do premiê Benjamin Netanyahu. A medida é considerada uma ameaça à democracia do país.

“Salvemos a democracia”, diziam algumas faixas, entre uma onda de bandeiras israelenses. Alguns manifestantes acenderam sinalizadores e latas de fumaça, relataram jornalistas da AFP.

Outros protestos, com menor número de participantes, também foram registrados nas cidades de Jerusalém, Haifa (norte) e Modiin (centro), em frente à casa do ministro da Justiça, Yariv Levin.

A proposta de Netanyahu aumenta o número de representantes do governo em um comitê que aprova indicados para a Suprema Corte. Além disso, ela prevê que as decisões do Parlamento, que hoje é ultraconservador, possam se sobrepor às da Suprema Corte.

O governo alega que a medida vai equilibrar os poderes entre o Parlamento e a Suprema Corte, que é apontada como politizada pelo governo. Já os opositores consideram que a reforma pode levar o país a um modelo autoritário.

Desde que a reforma foi anunciada, em janeiro, dezenas de milhares de pessoas se manifestam semanalmente para denunciá-la.

Em 27 de março, o governo formado em dezembro por Netanyahu anunciou uma “pausa” legislativa para dar uma “chance […] de diálogo”.

“Todos estamos cansados e não queria vir hoje, mas minha irmã me disse: ‘não temos opção’ e é verdade, não temos opção, não podemos baixar a guarda, precisamos defender o nosso país”, disse Karen Baron, uma psiquiatra de 45 anos.

Os protestos deste sábado ocorreram um dia depois de a agência de classificação financeira americana Moody’s anunciar que rebaixou a perspectiva de crédito de Israel de “positiva” para “estável”.

De acordo com a agência, esta mudança reflete “uma deterioração da gestão de Israel, como mostram os acontecimentos recentes devido à proposta de governo para reformar o sistema judicial”.

Primeiro-ministro do Japão é retirado às pressas de evento após explosão

Suspeito de lançar objeto parecido com bomba de fumaça foi detido pela polícia — Foto: Reuters

O primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, precisou ser retirado às pressas de um evento na manhã deste sábado (15) após uma explosão em um porto que fica a cerca de 65 km de Osaka. A Reuters informou que um suspeito atirou um objeto parecido com uma bomba de fumaça no local.

Kishida estava fazendo um discurso ao público, quando a explosão aconteceu. O primeiro-ministro foi rapidamente retirado do local e não se feriu, disse a emissora NHK.

Um homem suspeito de atirar o objeto foi detido pela polícia. O vídeo acima mostra o momento da explosão e, na sequência, o suspeito sendo contido por agentes de segurança.

As imagens mostram ainda pessoas fugindo do local após o barulho da explosão.

O suspeito de atirar o objeto tem 24 anos foi preso. Ninguém se machucou, de acordo com a polícia.

Mesmo com o incidente, o primeiro-ministro deve participar de outro evento público em Chiba, perto de Tóquio, ainda neste sábado.

“Houve uma forte explosão (…). A polícia está investigando os detalhes, mas gostaria de pedir desculpas por preocupar as pessoas e causar-lhes problemas“, disse Kishida, a alguns quilômetros do local do incidente.

“Neste momento, acontece uma campanha importante para o nosso país, e devemos trabalhar juntos e ir até o fim”, acrescentou.

Dilma Rousseff toma posse como presidente do banco dos BRICS

Dilma Rousseff toma posse como presidente do banco dos BRICS

A ex-presidente brasileira Dillma Rousseff assumiu nesta quinta-feira (13) o comando do Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS, em uma cerimônia em Xangai que teve a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em seu primeiro evento oficial na China, Lula afirmou que a posse de posse de Dilma Rousseff “à frente de um banco global de tal envergadura é um fato extraordinário em um mundo ainda dominado pelos homens”.

Ele também destacou a história da ex-presidente na luta contra a ditadura e afirmou que o novo cargo é uma “ferramenta de redução da desigualdade entre países ricos e emergentes”.

O presidente do Brasil propôs o nome de Dilma Rousseff para o cargo depois da renúncia, em março, do diplomata brasileiro Marcos Troyjo, que assumiu o cargo em 2020 por designação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Rousseff, que assumiu o controle do banco no fim de março, completará o mandato restante da presidência rotativa que corresponde ao Brasil, até julho de 2025.

O banco de desenvolvimento multilateral dos BRICS – grupo integrado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – foi criado em 2015, com a missão de financiar obras de infraestrutura e promover o desenvolvimento sustentável nestas e em outras economias emergentes.

Em seu discurso de posse, Dilma afirmou que a instituição está em “uma posição única para liderar o caminho” na direção a um mundo próspero e com desenvolvimento compartilhado.

A ex-presidente do Brasil também enumerou os “desafios significativos” aos quais as economias emergentes estão expostas, como a desigualdade persistente, a pobreza extrema, a infraestrutura inadequada ou a falta de acesso à educação e saúde.

Ao anunciar a designação em março, o NDB (na sigla em inglês) destacou que Dilma Rousseff “priorizou a luta contra a pobreza” durante seu mandato (2011-2016) e deu continuidade aos programas sociais, iniciados nos dois primeiros governos Lula (2003-2010), graças aos quais o Brasil conseguiu sair do mapa da fome da ONU.

Economista de formação e afilhada política de Lula, Dilma foi a primeira mulher a assumir a Presidência do Brasil e foi eleita para um segundo mandato, interrompido em 2016 por sua destituição, acusada de maquiar contas públicas em um processo controverso no Congresso Nacional.

Este é o primeiro cargo com exposição pública que ela ocupa desde o processo de impeachment.

Lula entra na lista das 100 pessoas mais influentes de 2023 da revista ‘Time’

Edição da revista Time de maio de 2022 com o ex-presidente Lula na capa.  — Foto: Reprodução/revista Time

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou na lista de 2023 das cem pessoas mais influentes da revista “Time”, divulgada nesta quinta-feira (13).

Também estão na seleção os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, da Colômbia, Gustavo Petro, o chanceler alemão, Olaf Scholz, e a esposa do presidente da Ucrânia, Olena Zelenska.

Anualmente, a publicação escolhe personalidades mundiais de diversos setores – político, cultural, do ativismo e da tecnologia – que se destacaram de alguma forma ao longo do ano, seja positiva ou negativamente.

O jornalista norte-americano Evan Gershkovich, correspondente do “The Wall Street Journal” na Rússia e que foi preso este mês pelo serviço de segurança russo acusado de espionagem.

Na justificativa para a escolha de Lula, a revista aponta para a questão da Amazônia. Em um texto assinado pelo ex-vice-presidente dos EUA Al Gore – cada personalidade escolhia na lista é da “Time” descrita em um texto por outra personalidade – aponta que o presidente brasileiro está em sintonia com o “florescimento” da ação climática neste ano e será “fundamental” nesta década decisiva” para o clima.

Gore, que também é ativista ambiental, chamou Lula de “campeão do clima”.

“Lula prometeu fortalecer a posição do Brasil no mundo (…). Mas em nenhuma outra área ele pode causar um impacto mais significativo do que nas crises gêmeas do clima e da biodiversidade”, diz o texto.

Depois de muitos anos de crescente desmatamento e incêndios florestais, a Amazônia está se transformando de um sumidouro de carbono em uma fonte líquida de emissões. O presidente Lula prometeu proteger a Amazônia, e já o fez antes – reduzindo o desmatamento em 72% em seu mandato anterior”.

Em 2011, a ex-presidente Dilma Rousseff entrou na lista da “Time” dos cem mais influentes naquele ano.

O ex-presidente Jair Bolsonaro já foi eleito a personalidade do ano em 2021 pela revista, que o chamou de “líder controverso”. “Recentemente, Bolsonaro esteve na mira da Suprema Corte brasileira que ordenou uma investigação sobre comentários falsos alegando ligação entre a vacina contra a Covid e a Aids”, escreveu a “Time”, à época.

A personalidade do ano da “Time” é, segundo a própria revista, a seleção anual de um indivíduo ou um grupo que teve mais impacto no mundo no ano, para o bem ou para o mal.

Já a lista das cem pessoas mais influentes é uma lista da “Time”, também anual, com pessoas que “estão mudando o mundo”, segundo a revista, em seis áreas: artistas, titãs, líderes, ícones, pioneiros e inovadores.

Outros nomes

A “Time” também escolheu nomes como:

o rei Charles III, que assumiu a coroa do Reino Unido após a morte de sua mãe, a rainha Elizabeth II, em setembro do ano passado;
o escritor Salman Rushdie, o autor de “Versos Satânicos” esfaqueado em um evento em Nova York em agosto de 2022, anos depois de o então líder do Irã emitir um pedido de morte a ele;

o ator chileno Pedro Pascal, estrela de séries como “Narco”, “The Mandalorian” e “The Last of Us”, descrito na revista em texto da atriz Sarah Paulson como “poderoso, comovente, hilário, pateta, capaz de ter as conversas mais profundas, disposto a segurar seu cabelo quando você está doente e possuidor do ombros mais largos para se apoiar”;

e o bilionário e dono do Twitter Elon Musk.

Coreia do Norte dispara míssil balístico não especificado

 (Foto: Jung Yeon-je / AFP
)

A Coreia do Norte disparou um míssil balístico não especificado no mar na manhã desta quinta-feira (13, noite de quarta em Brasília), informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap, citando o Exército do país.

A agência observou que o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul relatou o lançamento do projétil sobre o Mar do Leste, também conhecido como Mar do Japão.

Os militares sul-coreanos não forneceram imediatamente detalhes sobre o lançamento, disse a agência.

O Japão também confirmou o lançamento. O gabinete do primeiro-ministro Fumio Kishida tuitou que “a Coreia do Norte disparou o que parece ser um míssil balístico”.

Na região norte de Hokkaido, a grande ilha no norte do Japão, as autoridades pediram aos moradores que procurassem abrigo em um prédio ou no subsolo.

“Evacue imediatamente, evacuem imediatamente”, dizia o alerta emitido pelas autoridades.

A Coreia do Norte continuou em 2023 o frenesi de testes de armas iniciado no ano anterior e afirma ter testado dois mísseis balísticos intercontinentais e dois drones subaquáticos com capacidade nuclear.

Na segunda-feira, o líder norte-coreano, Kim Jong Un, participou de uma reunião da Comissão Militar Central para discutir maneiras de “lidar com os movimentos crescentes dos imperialistas dos Estados Unidos e dos traiçoeiros fantoches da Coreia do Sul para lançar uma guerra de agressão”, segundo a agência oficial KCNA.

Kim ordenou que as capacidades de dissuasão do país sejam fortalecidas em “velocidade mais rápida” e com uma abordagem “mais prática e ofensiva”.

Paralelamente aos numerosos testes de armas do hermético país comunista, os Estados Unidos e a Coreia do Sul intensificaram as manobras militares na região, o que Pyongyang considera um ensaio para uma eventual invasão.

Dólar opera em queda e vai abaixo de R$ 5, com inflação dos EUA abaixo das projeções

Notas de dólar — Foto: pasja1000/Creative Commons

O dólar opera novamente em queda nesta quarta-feira (12). É o segundo dia de recuo relevante da moeda americana, depois de resultados mais brandos da inflação brasileira e, hoje, da americana.

A desaceleração dos preços aumenta a perspectiva de queda das taxas de juros aqui e nos Estados Unidos, o que anima investidores a deixar investimentos seguros e partir para ativos de risco. É uma situação que favorece investimentos em países emergentes, como o Brasil.

Às 13h20, a moeda norte-americana caía 1,30%, cotada a R$ 4,9405. Na mínima do dia, o dólar chegou a R$ 4,9171. Veja mais cotações.

Na véspera, o dólar teve queda expressiva de 1,17%, cotada a R$ 5,0067, no menor patamar em 10 meses. Com o resultado, passou a acumular perdas de 1,23% no mês e de 5,14% no ano.

As divulgações dos índices de inflação do Brasil e dos Estados Unidos foram duas boas notícias para os agentes do mercado financeiro, que se preocupam com desaceleração da economia global. Ambos os dados indicam que a subida dos juros está fazendo efeito nos preços, e que poderão ser reduzidos em um prazo mais curto.

Na terça, o dólar teve um forte recuo, que o colocou no patamar de R$ 5, após inflação brasileira vir abaixo do esperado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,71% em março, enquanto a expectativa de mercado era de alta de 0,77%.

Com isso, o país passa a ter uma inflação acumulada de 4,65% na janela de 12 meses. É o menor valor para 12 meses desde janeiro de 2021.

Nesta quarta-feira, os números de inflação dos Estados Unidos também vieram abaixo das expectativas. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) teve alta de 0,1% em março, depois de aumentar 0,4% em fevereiro, informou o Departamento do Trabalho dos EUA.

Nos últimos 12 meses, o índice americano tem alta de 5% antes do ajuste sazonal — foi o menor patamar desde maio de 2021. Economistas previam que os custos ao consumidor cresceriam 5,2% na base anual, após aumento de 6% em fevereiro.

“O índice de habitação foi de longe o maior contribuinte para o aumento mensal de todos os itens. Isso mais do que compensou o declínio no índice de energia, que caiu 3,5% no mês, com a queda dos principais índices de componentes do setor. O índice de alimentos permaneceu inalterado em março, com o índice de alimentação em casa caindo 0,3%”, diz o comunicado.

Já o núcleo dos preços dos EUA veio em linha com o esperado, de 0,4% no mês e 5,6% em 12 meses. O ritmo é ligeiramente mais rápido em comparação anual com os 5,5% de fevereiro, mas levemente mais lento no mensal (0,5% em fevereiro).

Investidores monitoravam os resultados, pois um dado forte no relatório de inflação poderia alimentar apostas de que o Federal Reserve (BC dos EUA) continuará elevando os juros em sua próxima reunião de política monetária, no início de maio.

Os mercados futuros já precificavam cerca de 70% de chance de o banco central norte-americano subir sua taxa básica em 0,25 ponto percentual. Mais tarde, o Fed revela a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), dos dias 21 e 22 de março. Por ali, investidores procuram mais pistas sobre o curso dos juros dos EUA.

Na Europa, o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, disse nesta quarta-feira que a inflação subjacente na zona do euro está se mostrando rígida e o Banco Central Europeu está menos otimista sobre sua trajetória do que sobre as pressões gerais sobre os preços.

“Acreditamos que o núcleo da inflação fornece um sinal melhor das tendências inflacionárias de médio prazo”, disse de Guindos em Madri. “A inflação continuará a desacelerar, mas não estamos tão otimistas quanto ao núcleo da inflação.”

Já entre os novos indicadores internos, as vendas no varejo brasileiro tiveram alta de 3,8% em janeiro na comparação com o mês anterior, e avançaram 2,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

Os números vieram bem acima da expectativa. Pesquisa da Reuters apontou que eram esperadas altas de 3,2% na comparação mensal e de 1,4% sobre um ano antes.

Príncipe Harry irá participar da coroação do pai, diz Palácio de Buckingham

Príncipe Harry após deixar tribunal em Londres no dia 30 de março de 2023 — Foto: Kirsty Wigglesworth/AP

Um porta-voz do Palácio de Buckingham anunciou nesta quarta-feira (12) que o príncipe Harry irá participar da coroação do pai, o rei Charles III, em 6 de maio. A cerimônia acontecerá na Abadia de Westminster.

Segundo ele, Meghan permanecerá na Califórnia cuidando dos filhos, o príncipe Archie e a princesa Lilibet. A data da coroação coincide com o aniversário do filho mais velho.

Harry abdicou de suas funções dentro da monarquia britânica em março de 2020, junto da esposa Meghan Markle. Com a decisão, o casal deixou de receber dinheiro público para cumprir deveres da coroa, perdeu os títulos de Vossa Alteza e o direito à proteção policial da Scotland Yard. Eles ainda mantêm os títulos de Duque e Duquesa de Sussex.

Quando ainda era príncipe, o atual rei Charles III financiava seus filhos e suas famílias com renda do Ducado da Cornualha (que tem várias propriedades e investimentos). O conjunto de terras agora está sob gestão do príncipe William.

A presença de Harry ocorre apesar da divisão na Casa de Windsor provocada pela decisão de Harry de revelar segredos de família em seu livro best-seller, “Spare”.

As revelações incluíam detalhes de conversas privadas com seu pai – e seu irmão mais velho, o príncipe William. As revelações aumentaram as tensões entre Harry e sua família, que se tornaram públicas quando ele e sua esposa se mudaram para a América do Norte em 2020.

China registra primeira morte humana no mundo pela gripe aviária H3N8

Infecções pela gripe aviária emhumanos podem ser assintomáticas ou causar doença leve a grave

A China registrou o primeiro caso de morte causada pela infecção pelo vírus da gripe aviária H3N8 no mundo. A paciente era uma mulher de 56 anos da província de Guangdong, que teve início da doença em 22 de fevereiro. Ela foi hospitalizada por pneumonia grave em 3 de março e morreu no dia 16 do mês passado.

Os dados foram relatados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que confirmou um total de três casos da doença notificados no país asiático. Segundo a OMS, a investigação epidemiológica e o rastreamento de contatos apontaram que não foram encontrados casos entre as pessoas próximas do indivíduo infectado.

Com base nas informações disponíveis, parece que esse vírus não tem a capacidade de se espalhar facilmente de pessoa para pessoa. O risco de disseminação entre humanos nos níveis nacional, regional e internacional é considerado baixo pela OMS.

No entanto, devido à natureza em constante evolução dos vírus influenza, a OMS enfatizou a importância da vigilância global para detectar alterações virológicas, epidemiológicas e clínicas.

Promotor que acusou Trump processa congressista por interferência

 (Foto: ANGELA WEISS / AFP
)

O promotor que acusou Donald Trump na semana passada abriu um processo contra um congressista republicano nesta terça-feira (11), na tentativa de impedi-lo de interferir no caso contra o ex-presidente.

O promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg, acusa o legislador republicano Jim Jordan, presidente da Comissão de Justiça do Congresso, de um “ataque descarado e inconstitucional sem precedentes” no processo aberto contra Trump.

Bragg acusou Trump, de 76 anos, de 34 crimes relacionados ao pagamento feito em 2016 à atriz pornô Stormy Daniels para comprar seu silêncio por um suposto caso extraconjugal que tiveram dez anos antes. O dinheiro serviria para que Daniels não interferisse nas aspirações do magnata de chegar à Casa Branca.

Trump, que nega qualquer relação com Daniels e se declarou “inocente” das 34 acusações, acusa reiteradamente Bragg, um democrata eleito nas urnas, de organizar uma “caça às bruxas”.

O processo aberto por Bragg no Tribunal do Distrito Sul de Nova York ocorre depois que Jordan e dois outros colegas republicanos intimaram o promotor a comparecer perante o Congresso americano para dar explicações sobre a investigação.

Os republicanos acusam Bragg de “perseguição política” e exigem que ele entregue documentos relacionados ao caso.

O gabinete de Bragg respondeu acusando o trio de congressistas de colocar em prática “uma investigação sem precedentes sobre um processo local em andamento”.

Depois de tomar conhecimento da acusação contra Trump na última terça-feira (4), Jordan emitiu uma intimação a um ex-promotor do gabinete de Bragg, Mark Pomerantz, para testemunhar perante os congressistas a portas fechadas.

A denúncia de Bragg, que acusa Jordan de organizar “uma campanha clara para intimidá-lo e atacá-lo”, tem como objetivo impedir que qualquer depoimento seja dado por Pomerantz, que trabalhou na investigação de Trump, antes de deixar o cargo.

Trump, que já anunciou que buscará a indicação republicana para disputar as eleições presidenciais de 2024, é o primeiro presidente americano a sentar no banco dos réus.

O magnata é acusado de falsificar registros comerciais para esconder o pagamento de US$ 130 mil (cerca de R$ 420 mil em valores da época) a Daniels pouco antes das eleições de 2016, que ele venceu.

O Comitê de Justiça presidido por Jordan anunciou na segunda-feira que convocou Bragg para uma audiência em 17 de abril para explicar as políticas contra as “vítimas de crimes violentos”.

Um porta-voz de Bragg classificou a intimação como uma “manobra política”.