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Forças Armadas dos EUA dizem que vazamento de documentos é um risco sério para segurança do país

Documentos vazados revelam detalhes sobre espionagem praticada pelos EUA

Na semana passada, dezenas de documentos confidenciais sobre a guerra na Ucrânia escritos pelas Forças Armadas dos EUA vazaram em redes sociais. Nesta segunda-feira (10), um porta-voz do Pentágono afirmou que os vazamentos representam um risco muito sério para a segurança nacional, e que medidas estão sendo tomadas para mitigar os danos.

O governo dos EUA disse que há preocupações de que possa haver vazamentos adicionais.

Chris Meagher, assistente do secretário de Defesa para Assuntos Públicos, disse a repórteres que o secretário de Defesa, Lloyd Austin, ficou sabendo na quinta-feira que uma série de slides de apresentações que detalhavam os esforços militares dos EUA na guerra da Ucrânia e inteligência envolvendo outras nações vazaram.

Nos dias seguintes, Austin procurou aliados, fez reuniões diárias para avaliar os danos e montou um grupo para avaliar o escopo das informações perdidas, mas também para revisar quem tem acesso a essas apresentações.

Um oficial do setor de defesa dos EUA falou à agência de notícias Associated Press, sob condição de anonimato, que as Forças Armadas tomaram medidas para reduzir o número de pessoas que têm acesso a essas apresentações. O funcionário disse que o Pentágono revisa regularmente as listas de acesso para avaliar quem precisa conhecer e ter acesso a material classificado.

Conteúdo dos documentos
Muitos documentos estão relacionados com a guerra na Ucrânia. Um deles traz informações sobre o estado do conflito no início de março, incluindo baixas russas e ucranianas, enquanto outro detalha a situação em frentes específicas, como na cidade de Bakhmut, um dos principais campos de batalha.

Outro documento dá informações sobre as defesas aéreas da Ucrânia, que têm sido fundamentais para proteger o país dos ataques com mísseis e aviões não tripulados russos. Outro documento mostra detalhes sobre os esforços internacionais para fortalecer as forças militares de Kiev.

Também há documentos que não estão relacionados à Ucrânia. Alguns, por exemplo, apontam para a vigilância americana de seus aliados, como um que indica que os líderes da agência de Inteligência israelense Mossad defenderam protestos internos contra um controverso plano de reforma judicial israelense que daria aos legisladores substancialmente mais controle sobre a Suprema Corte.

Homem mata 4 dentro de banco no Kentucky, nos EUA, e morre no local

Policiais diante de local onde homem atirou e matou cinco em Louisville, no Kentucky, em 10 de abril de 2023.  — Foto: Michael Clevenger/USA Today Network via Reuters

Um homem abriu fogo dentro de um banco em Louisville, no Kentucky, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (10). Cinco pessoas morreram incluindo o atirador, que foi morto por policiais, de acordo com a polícia da cidade.

Segundo testemunhas, o homem invadiu o banco na rua East Main, no centro da cidade, no início da manhã e atirou contra pessoas lá dentro.

Entre as vítimas, duas eram policiais e outras duas, clientes do banco, de acordo com a polícia local. Outras seis pessoas ficaram feridas e foram levadas a um hospital local, e duas delas, segundo a polícia, estão em estado grave.

A polícia informou ainda que o atirador “foi morto no local”, mas não disse como ele morreu, e afirmou que o homem tinha um vínculo com o banco, sem especificar qual.

O homem ficou mais de duas horas no local, e a polícia chegou a pedir para que as pessoas não circulassem na área.

“Por favor, orem por todas as famílias afetadas e pela cidade de Louisville”, disse o governador de Kentucky, Andy Beshear, disse que estava indo para o local.

O FBI afirmou que chegou a enviar agentes para o local do ataque, mas não informou as motivações do atirador.

Avalanche deixa quatro mortos nos Alpes franceses

Avalanche nos Alpes franceses deixa ao menos quatro esquiadores mortos | A  TARDE

Quatro pessoas morreram e várias ficaram feridas em uma avalanche neste domingo (9) na geleira de Armancette, nos Alpes na França, anunciou no Twitter o ministro francês do Interior, Gérald Darmanin.

O balanço da avalanche ainda é provisório e as “equipes de emergência continuam trabalhando”, afirmou o ministro, que expressou solidariedade às vítimas e suas famílias.

A geleira é “relativamente procurada nesta época” por praticantes experientes, que sobem a pé até o cume, a 3.600 metros, antes de descê-la de esqui de passeio até 1.100 metros, no vilarejo de Contamines, explicou o secretário de Segurança de Contamines-Montjoie, François Barbier, à AFP.

“No verão, é uma área de caminhadas nas altas montanhas”, disse. “Os refúgios que dão acesso à geleira estavam cheios. As condições para o passeio estavam boas”, acrescentou, lamentando “a avalanche mais mortal da temporada”.

Nenhum alerta de avalanche havia sido dado pela Météo-France, o serviço meteorológico francês, mas o calor e o vento podem ter causado o deslizamento de neve “de 1.600 metros e uma largura de 500 metros”, afirmou Barbier.

Macron lamenta tragédia
Segundo a RFI, cerca de 20 pessoas se envolveram nas buscas, entre policiais, bombeiros e socorristas, além de dois helicópteros e cães especializados em resgate em neve. As buscas permanecem durante toda a tarde, embora a ocorrência de uma nova avalanche não possa ser descartada.

Nesta tarde, o presidente francês, Emmanuel Macron, publicou em uma rede social uma mensagem com seus “sentimentos” às “vítimas”. “Nossas forças de resgate são mobilizadas para encontrar pessoas ainda presas na neve. Nossos pensamentos estão com elas também”, disse

Nesta mesma geleira, dois irmãos – montanhistas experientes com cerca de 20 anos – morreram em 25 de dezembro de 2014, de acordo com a RFI.

As simulações de ataque da China a Taiwan deixam mundo em alerta

Aeronaves chinesas realizaram exercícios militares no fim de semana e treinaram ataques a alvos em Taiwan.  — Foto: Reuters via BBC

A China realizou entre sábado (8) e domingo (9) exercícios militares de precisão que simulam ataque a alvos-chave em Taiwan.

Os treinamentos, que a China tem chamado de “alertas” à ilha, são uma resposta à visita da presidente de Taiwan aos Estados Unidos.

Tsai Ing-wen, que preside Taiwan há 15 anos, está realizando um giro pelo continente americano para fortalecer a posição internacional de Taiwan em um momento em que as tensões entre Taipei e Pequim atingem níveis inéditos há décadas.

Mas a China reagiu a essa viagem iniciando uma série de treinamentos militares que simulam um ataque à ilha, considerada seu território pela China, mas que tem administração própria.

Taiwan disse que cerca de 70 aeronaves chinesas voaram ao redor da ilha no domingo (9). Onze navios chineses também foram avistados. No sábado, Taiwan disse que 45 aviões de guerra cruzaram a fronteira não oficial que separa os territórios da China e de Taiwan.

A operação, apelidada de “Espada Conjunta” por Pequim, continuará até segunda-feira (10). As autoridades taiwanesas ficaram enfurecidas com os exercícios militares.

No sábado, autoridades de defesa em Taipei acusaram Pequim de usar a visita do presidente Tsai aos Estados Unidos como uma “desculpa para conduzir exercícios militares, prejudicando seriamente a paz, a estabilidade e a segurança na região”.

Coreia do Norte anuncia novo teste de drone subaquático de ataque nuclear

Imagem de vídeo mostra teste de sistema de armas estratégicas subaquáticas da Coreia do Norte em um local não revelado — Foto: Divulgação/Via Reuters

A Coreia do Norte afirmou neste sábado (8) que realizou um novo teste de um ataque nuclear subaquático por drone (ou seja, controlado remotamente).

O país comunista já havia anunciado, nas últimas semanas, testes do que descreve como um drone subaquático com capacidade de ataque nuclear. Alguns especialistas duvidam que o país realmente disponha desta arma.

“Um instituto de pesquisa científica de defesa na Coreia do Norte realizou um teste do sistema de armamento subaquático estratégico de 4 a 7 de abril”, informou a agência de notícias oficial KCNA. “O teste mostrou com perfeição a confiabilidade deste sistema estratégico de arma subaquática e sua capacidade de ataque fatal.”

Esses anúncios de testes da Coreia do Norte ocorrem nos mesmos dias em que a Coreia do Sul e os Estados Unidos fazem manobras militares na região.

Turista morre e outros cinco ficam feridos após ataque em Israel, diz polícia

Ataque em Tel Aviv deixou feridos — Foto: Reuters

Um turista morreu e outros cinco ficaram feridos após um ataque em Tel Aviv, em Israel, nesta sexta-feira (7). O Ministério das Relações Exteriores do país classificou a ação como “ataque terrorista”.

A polícia israelense informou que um motorista atropelou pelo menos quatro pessoas e, depois, capotou o carro. O condutor foi neutralizado pelos agentes de segurança enquanto tentava pegar uma arma.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um homem, que seria suspeito do ataque, é baleado várias vezes. Não há informações sobre o estado de saúde dele. Assista acima.

O serviço de emergência de Israel confirmou que uma pessoa foi baleada. Os socorristas também disseram que as vítimas do ataque são estrangeiras.

Segundo a imprensa israelense, o homem que morreu era italiano. Já as outras vítimas que ficaram feridas seriam da Itália e do Reino Unido.

O ministro das Relações Exteriores da Itália e vice-primeiro-ministro, Antonio Tajani, disse que o homem que morreu foi identificado como Alessandro Parini.

“As autoridades israelitas confirmam a morte do cidadão italiano Alessandro Parini e reportaram o possível ferimento de outros compatriotas no covarde ataque a Tel Aviv. Expresso minha firme condenação ao terrorismo e minha proximidade às famílias”, escreveu em uma rede social.

Escalada de tensões
O Oriente Médio vive uma escalada de tensões após a polícia de Israel atacar fiéis em uma mesquita de Jerusalém, na quarta-feira (5). Pelo menos 350 pessoas foram presas.

No início desta sexta-feira (noite de quinta no Brasil), Israel lançou uma série de mísseis contra o Líbano e a Faixa de Gaza.

Os ataques foram uma resposta a foguetes lançados do Líbano em direção a Israel, de acordo com as Forças Armadas. As autoridades israelenses atribuíram a ação ao grupo islâmico palestino Hamas.

Segundo os militares, 34 foguetes foram lançados do Líbano, sendo que 25 foram interceptados por sistemas de defesa aérea.

O Exército de Israel informou que, ao revidar o ataque, acertou alvos pertencente ao Hamas, na região sul do Líbano. A Defesa Civil libanesa informou que ninguém se machucou.

Ainda nesta sexta-feira, duas israelenses foram mortas em um ataque a tiros na Cisjordânia, que é um território palestino ocupado por Israel desde 1967.

Nova leva de documentos sigilosos da política externa dos EUA aparece em redes sociais

Prédio do Pentágono, em Washington DC — Foto: Erin Scott/Reuters

Em dois dias, duas levas de documentos sigilosos do governo dos Estados Unidos relativos à política externa do país vazaram em redes sociais, de acordo com o jornal “The New York Times”.

A reportagem sobre o primeiro conjunto de documentos foi publicada na quinta-feira (6), e a segunda, nesta sexta-feira (7).

A primeira leva de documentos
Os documentos sigilosos da primeira leva descrevem os planos dos EUA e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para fortalecer o exército ucraniano.

Essas informações foram publicadas em redes sociais na semana passada no Twitter e no Telegram. Os documentos, que incluem pelo menos um com a classificação “ultrassecreto”, circularam em canais pró-Rússia.

As Forças Armadas dos EUA ainda estão investigando como os documentos foram revelados.

“Estamos cientes dos relatos de postagens nas redes sociais e o Departamento está revisando a questão”, disse a porta-voz do Departamento de Segurança, Sabrina Singh.

Os documentos supostamente contêm gráficos e detalhes sobre o envio de armas, reforço de batalhões e outras informações confidenciais, segundo o jornal.

As informações nos documentos têm pelo menos cinco semanas e a mais recente é de 1º de março, de acordo com o “NYT”.

Veja abaixo algumas das revelações nos documentos vazados:

Há um resumo dos horários de treinamento de 12 brigadas de combate ucranianas e afirma que nove delas foram treinadas por tropas dos EUA e da Otan, e que precisam de 250 tanques e mais de 350 veículos de combate, destaca o jornal.
Há um detalhamento do nível de consumo de munições sob controle militar ucraniano, incluindo o sistema de foguetes Himars, de fabricação americana.

O jornal alerta que, de acordo com analistas militares, alguns documentos parecem ter sofrido alterações como parte de uma campanha de desinformação dos russos, com número de baixas ucranianas infladas e de perdas russas minimizadas.

A segunda leva de documentos
Um segundo conjunto de documentos que apareceu nas redes sociais inclui informações relativas a outros países, e não só à Ucrânia: China e países do Oriente Médio, de acordo com o jornal.

Mais de cem documentos podem ter sido revelados, de acordo com fontes do “New York Times”.

Como os ucranianos reagiram
Os ucranianos afirmaram que há muitas informações falsas nos documentos que vazaram.

Uma autoridade ucraniana disse à agência Reuters que os documentos continham uma “grande quantidade de informações fictícias” e que o vazamento parecia uma operação de desinformação russa para semear dúvidas sobre a ofensiva, que requer armas ocidentais avançadas.

Este é o padrão de jogos operacionais da inteligência russa. E nada mais”, disse o conselheiro presidencial da Ucrânia Mykhailo Podolyak, em um comunicado por escrito.

Rússia anuncia fim do embargo à carne bovina brasileira, diz Itamaraty

Rebanho bovino — Foto: Indea-MT

O Ministério das Relações Exteriores informou nesta sexta-feira (7) que a Rússia anunciou o fim do embargo à carne bovina brasileira exportada do Pará.

O embargo havia sido anunciado pelo país no mês passado, após a confirmação de um caso atípico de “vaca louca” em uma pequena propriedade no município de Marabá, no Pará, no dia 22 de fevereiro.

O caso foi considerado atípico, isto é, sem risco de disseminação ou risco à saúde pública.

“O governo brasileiro recebeu com satisfação o anúncio hoje, 7 de abril, do fim das restrições à carne bovina brasileira impostas pela Rússia em razão do caso isolado de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) atípica no estado do Pará”, informou o Itamaraty.

“O anúncio, que se soma à recente reabertura do mercado das Filipinas, lograda em 28 de março, e à reabertura de outros mercados (nota no. 109/2023), representa a plena normalização do comércio do produto com a Rússia”, acrescentou o governo brasileiro.

Segundo o governo brasileiro, em 2022, as exportações de carne bovina para a Rússia somaram cerca de US$ 165 milhões, o equivalente a 24 mil toneladas do produto.

Coreia do Norte diz que exercícios dos EUA e Coreia do Sul levam tensão à ‘beira de uma guerra nuclear’

Imagem mostra um míssil disparado pelos militares norte-coreanos em foto divulgada pela agência estatal da Coreia do Norte (KCNA) em 14 de março de 2023 — Foto: KCNA via Reuters

A Coreia do Norte acusou os Estados Unidos e a Coreia do Sul de aumentarem a tensão à beira de uma guerra nuclear com os exercícios militares conjuntos envolvendo ativos estratégicos americanos, prometendo responder com “ação ofensiva”, afirmou o veículo estatal KCNA.

A KCNA divulgou um comentário de Choe Ju Hyon, a quem chamou de analista de segurança internacional, criticando os exercícios como “um gatilho para levar a situação na península coreana a ponto de explosão”.

“A imprudente histeria de confronto militar dos EUA e seus seguidores contra a RPDC está levando a situação na península coreana a uma catástrofe irreversível… à beira de uma guerra nuclear”, disse o artigo que usou a sigla do nome oficial da Coreia do Norte, a República Popular Democrática da Coreia.

“Agora a comunidade internacional espera unanimemente que as nuvens negras de uma guerra nuclear pairando sobre a península coreana sejam removidas o mais cedo possível”, acrescentou.

As forças dos EUA e da Coreia do Sul têm realizado uma série de exercícios anuais desde março, incluindo exercícios aéreos e marítimos envolvendo um porta-aviões dos EUA e bombardeiros B-1B e B-52, e seus primeiros exercícios de pouso anfíbio em grande escala em cinco anos.

A Coreia do Norte reagiu furiosamente aos exercícios, chamando-os de ensaio para a invasão.

A Coreia do Norte vem intensificando sua atividade militar nas últimas semanas, revelando novas ogivas nucleares menores, prometendo produzir mais material nuclear para armas e testando o que chamou de drone de ataque subaquático com capacidade nuclear.

No mês passado, o governo norte-coreano testou um míssil balístico intercontinental capaz de atingir qualquer lugar nos EUA, chamando-o de uma resposta aos exercícios.

Helicóptero militar japonês desaparece em ilha perto de Taiwan

Modelo de helicóptero UH-60 BlackHawk em imagem de divulgação — Foto: Divulgação/Honeywell Aerospace

O Japão disse nesta quinta-feira (6) que perdeu o contato por rádio e por satélite com um helicóptero militar que passava na região da ilha de Miyakojima, localizada próxima a Taiwan.

O governo não citou quantas pessoas estavam dentro da aeronave. A agência de notícias NHK, porém, afirma que havia10 pessoas no helicóptero.

Alguns meios de comunicação locais relataram que um comandante sênior da Força de Autodefesa Terrestre estava entre eles.

A prioridade do governo é resgatar as pessoas a bordo, disse o primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, em comentários transmitidos pela NHK.

A Kyoto News, um site de notícias japonês, afirmou que de acordo com um oficial da Guarda Costeira do Japão, um barco de patrulha encontrou combustível e detritos flutuantes nas águas da região. Acredita-se que sejam do corpo da aeronave.

O governo ainda não apresentou possíveis causas para o ocorrido.

Coreia do Norte diz que exercícios dos EUA e Coreia do Sul levam tensão à ‘beira de uma guerra nuclear’

Imagem mostra um míssil disparado pelos militares norte-coreanos em foto divulgada pela agência estatal da Coreia do Norte (KCNA) em 14 de março de 2023 — Foto: KCNA via Reuters

A Coreia do Norte acusou os Estados Unidos e a Coreia do Sul de aumentarem a tensão à beira de uma guerra nuclear com os exercícios militares conjuntos envolvendo ativos estratégicos americanos, prometendo responder com “ação ofensiva”, afirmou o veículo estatal KCNA.

A KCNA divulgou um comentário de Choe Ju Hyon, a quem chamou de analista de segurança internacional, criticando os exercícios como “um gatilho para levar a situação na península coreana a ponto de explosão”.

“A imprudente histeria de confronto militar dos EUA e seus seguidores contra a RPDC está levando a situação na península coreana a uma catástrofe irreversível… à beira de uma guerra nuclear”, disse o artigo que usou a sigla do nome oficial da Coreia do Norte, a República Popular Democrática da Coreia.

“Agora a comunidade internacional espera unanimemente que as nuvens negras de uma guerra nuclear pairando sobre a península coreana sejam removidas o mais cedo possível”, acrescentou.

As forças dos EUA e da Coreia do Sul têm realizado uma série de exercícios anuais desde março, incluindo exercícios aéreos e marítimos envolvendo um porta-aviões dos EUA e bombardeiros B-1B e B-52, e seus primeiros exercícios de pouso anfíbio em grande escala em cinco anos.

A Coreia do Norte reagiu furiosamente aos exercícios, chamando-os de ensaio para a invasão.

A Coreia do Norte vem intensificando sua atividade militar nas últimas semanas, revelando novas ogivas nucleares menores, prometendo produzir mais material nuclear para armas e testando o que chamou de drone de ataque subaquático com capacidade nuclear.

No mês passado, o governo norte-coreano testou um míssil balístico intercontinental capaz de atingir qualquer lugar nos EUA, chamando-o de uma resposta aos exercícios.

Zelensky obtém o apoio da Polônia para adesão da Ucrânia à Otan

 (Foto: Wojtek Radwanski / AFP
)

A Polônia defenderá a adesão da Ucrânia na Otan na próxima cúpula da Aliança Atlântica em julho, anunciou o presidente polonês, Andrzej Duda, nesta quarta-feira (5), ao receber seu colega ucraniano, Volodimir Zelensky.

Zelensky viajou para a Polônia para agradecer a um dos mais leais aliados de seu país pelo apoio na luta contra a invasão russa.

“Estamos tentando obter para a Ucrânia (…) garantias adicionais de segurança que reforcem seu potencial militar, que também reforcem o sentimento de segurança do povo ucraniano”, disse Duda à imprensa após se encontrar com Zelensky.

“Acredito firmemente que poderíamos receber essas garantias para a Ucrânia como uma introdução e, repito, como uma introdução à sua adesão plena à Otan”, frisou Duda, acrescentando que a Polônia apoia “firmemente” a candidatura de Kiev à aliança militar transatlântica.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 exigindo, entre outras coisas, garantias de que a ex-república soviética nunca entraria na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Zelensky agradeceu à Polônia por seu apoio aos esforços da Ucrânia para ingressar na União Europeia (UE) e na Otan.

“Gostaria de dizer aos nossos parceiros, que estão constantemente buscando compromissos em nosso caminho para a Otan, que a Ucrânia será inflexível neste ponto”, declarou Zelensky.

“Agradeço à Polônia por nos acompanhar nesta caminhada”, acrescentou.

“A Ucrânia nunca se esquecerá”

A Polônia, membro da UE, da Otan e vizinha da Ucrânia, é um importante centro logístico para enviar a ajuda militar e humanitária do Ocidente para a ex-república soviética. Também acolheu muitos refugiados ucranianos que fugiram da guerra.

“Nunca me cansarei de agradecer aos poloneses que ajudaram os ucranianos desde o início da invasão russa”, disse Zelensky em entrevista coletiva em Varsóvia.

“A Ucrânia nunca se esquecerá da humanidade que mostraram aos ucranianos”, acrescentou.

Duda afirmou que a Polônia está pronta para entregar a Kiev “no futuro” toda a sua frota remanescente de caças MiG-29 de fabricação soviética, ou seja, cerca de trinta aeronaves.

Esta eventual entrega deve ter a aprovação dos demais países da Otan, especificou o presidente polonês.

A Polônia já entregou oito MiG-29 para a Ucrânia e enviará outros seis em breve. Também forneceu 14 tanques Leopard 2A4 para a Ucrânia em fevereiro e março, além de outros equipamentos.

Zelensky destacou que, durante a visita, foi definido “um importante programa de ajuda que fortalecerá o nosso povo”.

Referindo-se à situação no terreno, o presidente ucraniano assegurou que “o inimigo não assumiu o controle” da cidade de Bakhmut (leste), atacada há meses pelas tropas russas.

“Para mim, o mais importante é não perder nossos homens. Se houver o risco de perder pessoal devido ao cerco (a Bakhmut), é claro que o general (Oleksander) Syrskyi tomará as decisões corretas e adequadas no terreno”, declarou.

Trump se defende com ataques contundentes a promotor e juiz

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio a advogados durante audiência em uma Corte de Nova York, nos Estados Unidos, em 4 de abril de 2023. — Foto: Steven Hirsch via Pool/ AP

A expressão zangada de Donald Trump, sentado na mesa reservada aos réus e ladeado por advogados, revelava o desconforto de quem está habituado ao comando e ao controle e não à submissão – no caso, ao juiz Juan Merchan, que supervisiona as 34 acusações criminais contra o primeiro ex-presidente americano a ser indiciado.

“Trump não está gostando nada disso”, resumiu a jornalista Maggie Haberman, do “New York Times”, autora da biografia “Confidence Man”. No tribunal de Manhattan, o ex-presidente se declarou inocente e ouviu do juiz um conselho, com tom de advertência, para limitar a retórica incendiária.

“Por favor, evite fazer declarações que possam incitar a violência ou agitação civil ou pôr em risco a segurança ou o bem-estar de quaisquer indivíduos. Além disso, por favor, não se envolva em palavras ou condutas que comprometam o estado de direito, particularmente no que se aplica a processos neste tribunal.”

O juiz Merchan descartou aplicar uma ordem de silêncio em Trump, que já chamou o promotor Alvin Bragg de racista, tirano e desonesto, e repetiu, em suas redes sociais, que o magistrado o odeia, questionando sua imparcialidade.

O lembrete para a contrição funcionou apenas no período de uma hora em que o ex-presidente esteve no tribunal. De volta a Mar-a-Lago, na Flórida, Trump retomou a posição de comando, jogou as palavras de Merchan ao vento e fez o oposto do que ele lhe recomendou.

Num evento de campanha orquestrado para tirar proveito do indiciamento, defendeu-se dirigindo sua artilharia contra o promotor, o juiz e a procuradora-geral de Nova York, Letitia James.

“Ele sabia que não havia caso e juntou essa acusação ridícula”, disse sobre Bragg. “Tenho um juiz que odeia Trump”, acrescentou, referindo-se a Merchan. “Ela é uma racista às avessas”, em uma alusão à procuradora-geral. O promotor especial Jack Smith, que lidera duas investigações sobre o papel do ex-presidente na invasão do Capitólio e na retenção de documentos confidenciais em sua propriedade, foi definido como “lunático”.

As acusações contra ele tornaram-se mais claras na explanação do promotor Bragg: Trump falsificou indevidamente registros comerciais para ocultar US$ 130 mil em pagamentos de reembolso ao advogado Michael Cohen, que comprara o silêncio da ex-atriz pornô Stormy Daniels.

“O esquema violou a lei eleitoral de Nova York , que torna crime conspirar para promover uma candidatura por meios ilegais”, disse o promotor distrital de Manhattan.

Por apenas uma hora desta terça-feira histórica, período em que ficou sob a custódia da corte de Manhattan, Trump deixou de ser Trump, embora se mostrasse inadequado na roupagem de submissão e obediência e a ponto de explodir diante daqueles que nomeou como seus mais novos adversários de campanha.

Silvio Berlusconi é hospitalizado em Milão

Silvio Berlusconi acena para repórteres durante votação em Milão  — Foto: AP Photo/Antonio Calanni

O ex-primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi foi hospitalizado nesta quarta-feira (5) em Milão, na Itália.

De acordo com a agência de notícias italiana Ansa, Berlusconi está na UTI do hospital San Raffaele, no setor cardiáco, de onde ele teve alta na semana passada.

Berlusconi, de 86 anos, vem enfrentando problemas de saúde no último ano, quando se internou algumas vezes. Atual líder do partido Forza Itália, que ele mesmo criou, o ex-premiê faz parte da coalizção do atual governo, da primeira-ministra Giorgia Miloni, de extrema direita.

Dono de um império de empresas de comunicação e times de futebol, Berlusconi, um bilionário ultraliberal, foi três vezes primeiro-ministro da Itália.

Quando era chefe de governo, ele enfrentou uma série de escândalos sexuais, principalmente pela acusação de ter contratado menores de idade como prostitutas em festas que ficaram conhecidas como “bunga bunga”. Berlusconi chegou a ser condenado pelas acusações, mas depois foi absolvido.

Talibãs proíbem afegãs de trabalhar para a ONU em todo o país (Nações Unidas)

 (Foto: OMER ABRAR / AFP

)

Os talibãs emitiram uma “ordem” proibindo que as mulheres afegãs empregadas na ONU, até agora isentas destas restrições, trabalhem em qualquer parte do Afeganistão, anunciou, nesta terça-feira (4), o porta-voz da organização internacional, denunciando uma decisão “inaceitável e francamente inconcebível”.

“Disseram-nos, através de diferentes canais, que a proibição se aplica a todo o país”, destacou o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric. A missão da organização no Afeganistão tinha informado anteriormente que as funcionárias afegãs haviam sido impedidas de trabalhar em uma província do leste.