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Netanyahu vai se recandidatar nas próximas eleições em Israel

Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu/ANGELA WEISS / AFP

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, irá se recandidatar nas próximas eleições do país. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (10) pelo seu partido Likud.

“Netanyahu irá concorrer às próximas eleições e, com a ajuda de Deus, irá vencer”, comunicou o Likud.

O anúncio acontece após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter colocado em dúvida a sua candidatura em uma entrevista ao canal norte-americano ABC. “Não sei, teve uma carreira incrível. Quer continuar? Porque, como sabem, é um primeiro-ministro em tempo de guerra. Vamos ganhar a guerra muito em breve, de uma forma ou de outra, e sabem que é um primeiro-ministro em tempo de guerra“, disse Trump.

Até o momento, ainda não existe uma data estabelecida para a realização das eleições em Israel, mas a previsão é de que deverão ser convocadas em meados de outubro.

Número de mortos em terremoto nas Filipinas sobe para 46

Moradores limpam suas casas danificadas após um terremoto de magnitude 7,8 em General Santos City, em 9 de junho de 2026/JAM STA ROSA/AFP

O número de mortes provocadas pelo terremoto de 7,8 graus de magnitude que atingiu o sul das Filipinas subiu para 46, depois que as equipes de emergência recuperaram nesta quarta-feira (10) um corpo entre os escombros de um supermercado.

O tremor de segunda-feira sacudiu a costa da ilha de Mindanao, derrubou prédios, provocou deslizamentos de terra e acionou alerta de tsunami em uma ampla região.

A agência nacional de desastres atualizou o balanço de 41 para 46 mortos, enquanto o número de desaparecidos aumentou drasticamente de quatro para 17.

Trump diz que Irã demorou muito para negociar e agora terá de ‘pagar o preço’

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/Foto: SAUL LOEB / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (10) que o Irã terá de “pagar o preço” por ter demorado a fechar um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio, em meio a uma nova escalada militar entre Washington e Teerã.

Em publicação na Truth Social, Trump declarou que as Forças Armadas iranianas estão “completa e totalmente destruídas” e classificou o país como “só conversa e nenhuma ação“. “Eles demoraram demais para negociar um acordo que teria sido ótimo para eles, agora terão de pagar o preço“, escreveu. O republicano também afirmou que “o valentão do Oriente Médio está morto“, em referência ao Irã.

A declaração ocorre após os Estados Unidos realizarem bombardeios contra alvos iranianos durante a madrugada. Segundo o Comando Central militar americano (Centcom), os ataques tiveram como alvo sistemas de defesa aérea, estações de controle terrestre e radar da vigilância. Washington afirmou que a operação foi uma resposta proporcional a ataques recentes contra forças americanas e embarcações comerciais que transitam pela região.

Teerã reagiu lançando ataques contra Bahrein, Kuwait e Jordânia, países que abrigam bases dos EUA. As autoridades locais informaram ter interceptado os projéteis. O governo iraniano classificou a ação americana como “violação de sua soberania” e reiterou o direito de responder militarmente.

A nova rodada de hostilidades ocorre um dia após a queda de um helicóptero de ataque AH-64 Apache do Exército dos EUA próximo ao Estreito de Ormuz. Segundo autoridades americanas, a aeronave colidiu com um drone iraniano, o que foi negado pelo Irã. Os dois pilotos foram resgatados sem ferimentos.

EUA realiza ataques contra o Irã em resposta à derrubada de helicóptero, segundo comunicado

Irã e Israel tinham retomado os ataques diretos pela primeira vez desde o cessar-fogo de 8 de abril/KAWNAT HAJU / AFP

As forças dos Estados Unidos realizaram, nesta terça-feira (9), ataques “proporcionais” contra o Irã depois que o Exército desse país supostamente derrubou um helicóptero de ataque Apache no Estreito de Ormuz, informou o Comando Central em um comunicado. “A missão é uma resposta proporcional à agressão injustificada do Irã”, justifica o Comando Central.

As forças americanas “começaram a lançar ataques em legítima defesa contra o Irã hoje às 17h [18h00 em Brasília], por ordem do comandante em chefe, em resposta à derrubada, ontem, de um helicóptero Apache do Exército dos Estados Unidos“, segundo uma publicação oficial na rede X.

Pouco antes, o presidente Donald Trump tinha advertido que os Estados Unidos deviam “responder a este ataque“, que supõe uma nova escalada apesar do cessar-fogo decretado em abril. Irã e Israel também trocaram disparos de mísseis entre o domingo e a segunda-feira, por causa da campanha militar israelense contra o Líbano.

Segundo a CNN, uma das autoridades dos EUA disse que não estava claro se o drone tinha como alvo o helicóptero Apache intencionalmente. Os dois tripulantes que estavam na aeronave sobreviveram ao acidente e, segundo Donald Trump, passam bem. Eles teriam sido resgatados por um drone não tripulado.

Trump acusa Irã de derrubar helicóptero americano e afirma que os EUA ‘devem’ responder

Helicóptero Apache foi abatido sobre o Estreito de Ormuz/Wojtek RADWANSKI / AFP

O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (9) que um helicóptero militar dos Estados Unidos foi abatido pelo Irã e que os Estados Unidos “devem” responder.

Em um comunicado, Trump afirmou ter sido informado de que, “na noite passada, os iranianos derrubaram um de nossos helicópteros Apache, altamente sofisticados, enquanto realizava patrulha sobre o Estreito de Ormuz“.

Embora os pilotos não tenham sofrido ferimentos, “os Estados Unidos devem, necessariamente, responder a esse ataque”.

Queda

Um helicóptero AH-64 Apache do exército dos Estados Unidos caiu próximo ao Estreito de Ormuz. Os dois tripulantes que estavam a bordo da aeronave sobreviveram ao acidente e passam bem, informou o presidente Donald Trump.

Os helicópteros Apache têm sido um recurso fundamental para as forças armadas americanas. Eles têm atuado na aplicação do bloqueio ao transporte de petróleo bruto e petroleiros iranianos numa tentativa de pressionar Teerã a chegar a um acordo de cessar-fogo.

O modelo também foi utilizado pelos Emirados Árabes Unidos para abater drones iranianos durante a guerra com o Irã.

Terremoto nas Filipinas provocou 41 mortes e dezenas de feridos

Equipes de resgate e cães farejadores realizam operações de busca e salvamento no prédio que desabou após um terremoto de magnitude 7,8 na cidade de General Santos/JAM STA ROSA/AFP

Vários feridos foram atendidos ao ar livre sob um calor sufocante nesta terça-feira (9), um dia após o terremoto que sacudiu o sul das Filipinas e deixou pelo menos 41 mortos e milhares de desabrigados.

O tremor de 7,8 graus de magnitude aconteceu às 7h37 de segunda-feira (20h37 de Brasília, domingo), com epicentro no mar, a 35 quilômetros de profundidade, perto da ilha de Mindanao.

Na província de Sarangani, uma das mais afetadas, algumas áreas são acessíveis apenas por helicóptero. E os tremores secundários dificultam o trabalho das equipes de resgate.

Ainda há tremores secundários, então as equipes de resgate estão sendo muito cautelosas. É um desafio“, declarou em uma entrevista coletiva o coordenador da Defesa Civil regional, Rodrigo Sosmena.

Vários tremores sacudiram a região após o terremoto inicial.

Segundo fontes provinciais entrevistadas pela AFP, o balanço do terremoto subiu nesta terça-feira para 41 mortos. O balanço de segunda-feira era de 35 vítimas fatais.

Perto de um hospital de General Santos, a maior cidade da região, uma equipe médica atendeu uma mulher que deu à luz ao ar livre.

Na área de Glan, onde um deslizamento de terra soterrou casas e deixou ao menos 13 mortos, uma funcionária de um hospital informou que mais de 60 pacientes estavam sendo atendidos na rua por medo dos tremores secundários.

O hospital sofreu muitos danos“, declarou a funcionária do estabelecimento. A prefeitura “decidiu que não poderíamos utilizar o prédio”.

Em General Santos, as equipes de resgate retomaram as buscas – após uma pausa noturna – para tentar localizar dois funcionários de uma mercearia cujo teto desabou.

Repórteres da AFP viram cães farejadores e seus guias em pilhas de cimento e barras de metal retorcidas. Nas imediações, uma embarcação da Guarda Costeira patrulhava a área em busca de duas pessoas desaparecidas.

O terremoto de segunda-feira provocou muitos danos e cenas de pânico.

Um vídeo divulgado nas redes sociais e verificado pela AFP mostra o desabamento de um shopping center em General Santos.

O tremor provocou ordens de saída dos moradores em áreas costeiras do sul das Filipinas e na vizinha Indonésia. Um alerta tsunami foi emitido e suspenso algumas horas depois.

Trump é vaiado no Madison Square Garden antes de jogo das finais da NBA

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos/ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi alvo de fortes vaias no Madison Square Garden, em Nova York, na noite desta segunda-feira, 8, antes do início do terceiro jogo das finais da NBA entre o New York Knicks e o San Antonio Spurs.

As vaias se intensificaram quando Trump apareceu no telão do Madison Square Garden ao lado do proprietário do New York Knicks James Dolan, em um camarote localizado acima da quadra, durante a execução do hino nacional dos Estados Unidos.

Durante o trajeto da comitiva presidencial até o estádio, manifestantes exibiram cartazes com mensagens como “Ninguém quer você aqui” e “Trump deveria sair“. Outros cartazes traziam os dizeres “Impeachment” e “Condenação“.

O presidente assistiu ao jogo de um camarote na arena acompanhado, entre outras pessoas, do genro Jared Kushner, do administrador da Agência de Proteção Ambiental (EPA), Lee Zeldin e do secretário de Transportes, Sean Duffy.

Terremoto nas Filipinas deixa mais de 30 mortos

Ao menos uma dúzia de pessoas continuam desaparecidas, enquanto 134 ficaram feridas, segundo a autoridade de gestão de desastres/FERDINANDH CABRERA / AFP

Pelo menos 31 pessoas morreram nesta segunda-feira (8) após um forte terremoto de magnitude 7,8 atingir o sul das Filipinas, onde vários prédios desabaram e alertas de tsunami foram emitidos, disseram as autoridades.

Ao menos uma dúzia de pessoas continuam desaparecidas, enquanto 134 ficaram feridas, segundo a autoridade de gestão de desastres.

Vídeos publicados no Facebook mostram um shopping desabando na Cidade de General Santos, de 720 mil habitantes, enquanto outro vídeo mostra o desabamento de um prédio escolar.

Senhor, realmente desabou! O prédio realmente desabou!”, grita uma pessoa no vídeo.

Um jornalista da AFP na cidade na tarde desta segunda-feira observou equipes de resgate escavando os escombros de uma popular rede de supermercados para recuperar os corpos de dois funcionários que foram soterrados.

Vários prédios desabaram, algumas casas também“, disse o sargento Robert Dagon da polícia da Cidade de General Santos.

O terremoto ocorreu às 7h37 (20h37 de domingo, no horário de Brasília) e teve seu epicentro no mar, a uma profundidade de 35 quilômetros, próximo à ilha de Mindanao, no sul do país, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).

Uma série de tremores secundários sacudiu a área quase duas horas após o primeiro terremoto, sendo o mais forte de magnitude 6,5, de acordo com o USGS.

“Muitas vidas” perdidas

René Punzalan, coordenador da gestão de desastres da província de Sarangani, uma das mais atingidas, disse à AFP que, somente no município de Glan, 14 pessoas morreram após um deslizamento de terra soterrar suas casas ao pé de uma montanha.

“O maior desafio é a comunicação. A energia elétrica está cortada, então é difícil obter informações atualizadas”, explicou Punzalan, acrescentando que algumas áreas ainda não haviam relatado se há vítimas.

Estamos preocupados com os tremores secundários“, acrescentou. “Podemos sentir o medo dos moradores“.

Punzalan também indicou que mais de 2.000 pessoas deslocadas após um alerta de tsunami emitido no início do dia aguardavam autorização para voltar para casa.

O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico (PTWC, na sigla em inglês) havia alertado sobre a possibilidade de tsunamis ao longo das costas das Filipinas, Indonésia, Palau, Taiwan e Papua Nova Guiné.

No entanto, no meio da tarde, as Filipinas e outros países já haviam suspendido seus alertas.

O presidente filipino, Ferdinand Marcos, que ordenou a suspensão das aulas nas áreas afetadas de Mindanao, pediu aos moradores que se afastassem das zonas costeiras.

“Vão para terrenos mais altos agora. Não esperem. Suas vidas são mais importantes do que qualquer coisa que vocês deixem para trás“, declarou Marcos.

Terremotos são frequentes nas Filipinas, um vasto arquipélago localizado no “Anel de Fogo” do Pacífico, uma área de intensa atividade sísmica.

Em outubro de 2025, um forte terremoto atingiu a região central do país e deixou 76 mortos.

Alerta de tsunami é emitido após terremoto de magnitude 7,8 nas Filipinas

Alertas de tsunami foram emitidos após um terremoto de magnitude 7,8 atingir a região marítima próxima a Mindanao, no sul das Filipinas, nesta segunda-feira, informou o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ).

Segundo o GFZ, o tremor ocorreu a uma profundidade de 10 quilômetros. As agências geofísicas das Filipinas e da vizinha Indonésia emitiram alertas de tsunami. Não houve relatos imediatos de grandes danos em nenhum dos dois países.

O GFZ havia estimado anteriormente a magnitude do terremoto em 8,2. O Sistema de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos também emitiu um alerta de ameaça de tsunami em decorrência do tremor.

Já a Phivolcs, agência geológica das Filipinas, alertou para ondas de tsunami superiores a um metro, que poderiam persistir por várias horas.

Benjie Ancheta, chefe de polícia da cidade de Alabel, na província filipina de Sarangani, afirmou que o prédio da polícia apresentou algumas rachaduras logo após o tremor, que ocorreu durante uma cerimônia de hasteamento da bandeira.

Ancheta disse que não havia relatos imediatos de vítimas, mas algumas pessoas desmaiaram após o forte abalo.

Este é o terremoto mais forte que já vivenciamos”, declarou Ancheta à Reuters por telefone.

Testemunhas na cidade de Manado, no norte da Indonésia, relataram que o tremor foi sentido com muita intensidade.

As Filipinas e a Indonésia fazem parte de uma região tectonicamente complexa do chamado “Anel de Fogo do Pacífico”, uma faixa de intensa atividade sísmica que se estende da América do Sul ao extremo leste da Rússia.

Trump diz que Netanyahu “não dá as cartas” e terá de aceitar acordo com Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (7) que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, terá de aceitar qualquer acordo que os EUA venham a fechar com o Irã. Ele destacou que Netanyahu “não é quem dá as cartas”.

Quem dá as cartas sou eu. Eu dou todas as cartas. Ele (Netanyahu) não dá as cartas”, disse Trump ao Financial Times. “Ele não terá escolha”, acrescentou o presidente.

Trump insistiu que o ataque com mísseis lançado pelo Irã contra Israel na noite de domingo “não terá nenhum impacto no acordo”.

Vamos ver como isso termina. Mas foram ataques que não tiveram efeito algum. É uma daquelas coisas que vêm acontecendo há 3 mil anos, ou há 47 anos, dependendo de como você conta”, afirmou.

As declarações de Trump sobre o líder israelense vêm depois de o presidente americano ter dito, na semana passada, que estava “incomodado” com Netanyahu por causa dos planos de Israel para operações militares no Líbano, enquanto os Estados Unidos trabalhavam para alcançar um acordo de paz com o Irã.

Netanyahu foi um crítico contundente do acordo nuclear com o Irã firmado durante o governo do ex-presidente Barack Obama. Em 2015, ele declarou na ONU que o acordo apenas recompensava o “mau comportamento” do Irã.

Ataques contra o Líbano

Mais cedo neste domingo, os militares israelenses disseram que atingiram alvos ligados ao Hezbollah nos subúrbios do sul de Beirute depois que o grupo armado libanês disparou contra o norte de Israel, provocando temores de uma nova escalada na guerra.

O ataque foi o primeiro a atingir a capital libanesa desde o novo cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos na semana passada.

Em resposta, o Irã disparou salvas de mísseis contra Israel. Os projéteis foram interceptados pelas forças israelenses e não há informações sobre vítimas.

Após o ataque, Donald Trump conversou com Netanyahu. Ele disse que pressionaria Israel a não retaliar e afirmou que não estava feliz com os ataques ao Líbano.

Irã lança mísseis contra Israel após ataques em Beirute

Irã lança mísseis contra Israel após ataques em Beirute/Kawnat Haju/AFP

O conflito no Oriente Médio voltou a se intensificar neste domingo (7/6) após o Irã lançar mísseis ao norte de Israel, segundo informou o Exército israelense. O ataque ocorre horas depois de bombardeios israelenses em Beirute, capital do Líbano, e marca a primeira ofensiva iraniana direta contra território israelense desde o cessar-fogo firmado em 8 de abril.

Em comunicado, as Forças Armadas de Israel afirmaram ter identificado “mísseis lançados do Irã em direção ao território de Israel”. Sirenes de alerta foram acionadas em diversas cidades do norte do país.

Paralelamente, o grupo libanês Hezbollah confirmou ter realizado um ataque com drone contra uma posição militar israelense na região de Dovev, no norte de Israel. A ação aconteceu na manhã deste domingo e, segundo o movimento apoiado pelo Irã, teve como alvo “uma reunião de soldados inimigos israelenses”.

O Hezbollah afirmou que o ataque foi uma resposta “à violação do cessar-fogo por parte do inimigo israelense e aos ataques que atingiram aldeias no sul do Líbano”. A ofensiva ocorreu poucas horas após Israel declarar ter bombardeado áreas de Beirute em represália a ataques anteriores.

A escalada militar aumenta a tensão regional e amplia o temor de um confronto direto de maiores proporções envolvendo Irã, Israel e grupos armados aliados de Teerã. Autoridades iranianas afirmaram que Israel “cruzou todas as linhas vermelhas” e exigiram a interrupção imediata das operações militares israelenses no território libanês.

Trump reforça apoio a Netanyahu, mas pede ataques mais precisos no Líbano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que ele e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, estão na mesma página, apesar de algumas divergências entre os líderes sobre a ofensiva militar de Israel no Líbano.

Nós nos damos muito bem”, disse Trump no programa “Meet the Press”, da NBC, em uma entrevista pré-gravada que foi ao ar na manhã deste domingo (7).

Temos sido grandes camaradas. Fizemos um trabalho muito, muito grande em um determinado país que não foi nada além de problemas durante 47 anos. Discordo dele em algumas coisas“, disse Trump.

Quando pressionado sobre se discorda dos bombardeios de Israel ao Líbano, Trump disse que gostaria de ver um “ataque mais cirúrgico ao Hezbollah”.

Podemos ajudá-los com isso, ou podemos recomendar a Síria”, disse ele, acrescentando elogios ao novo governo sírio.

Os ataques israelenses mataram pelo menos 3.593 pessoas e feriram outras 10.990 em todo o Líbano desde 2 de março, informou o Ministério da Saúde Pública do Líbano em uma atualização no sábado (6).

Os combates entre os militares israelenses e o Hezbollah, o grupo apoiado pelo Irã, intensificaram-se no sul do Líbano, apesar de um cessar-fogo mediado pelos EUA entre os governos de Israel e do Líbano. O Hezbollah não participou nas negociações e rejeitou a trégua.

Trump disse na semana passada que estava “perturbado com Netanyahu” sobre os planos de Israel para operações militares no Líbano, enquanto os EUA trabalhavam para um acordo de paz com o Irã.

Conflitos na Bolívia deixam 10 mortos e 365 presos em um mês, diz relatório

A Defensoria dos Direitos Humanos da Bolívia apresentou o segundo relatório preliminar sobre os conflitos no país que causaram bloqueios na cadeia de suprimento. O levantamento foi feito no período de 1º de maio a 2 de junho de 2026.

Segundo o documento, o prolongamento dos conflitos na Bolívia está gerando um impacto cumulativo que afeta o acesso da população a serviços essenciais, impactando diretamente direitos fundamentais como a vida, a saúde, a liberdade pessoal, a integridade físcia e a liberdade de expressão.

O balanço feito pela Defensoria aponta, também, um cenário alarmante com 365 pessoas detidas. Deste número, 247 já foram liberadas e 118 continuam sob custódia/processo. Outras 37 pessoas, incluindo civis, policiais e jornalistas ficaram feridas.

O documento também aponta dez mortos nesse período de conflito, porém apesar de as mortes estarem possivelmente vinculadas aos conflitos, há um processo de verificação em اندamento para apurar em que circunstâncias em que cada uma delas ocorreu.

Ainda neste mesmo período, profissionais da comunicação foram afetados pelo menos 28 vezes, incluindo agressões, ameaças restrições à cobertura, danos a euipamentos e outras formas de obstrução do trabalho jornalístico, praticos por manifestantes quanto por policiais.

Governo pode tomar medidas adicionais para enfrentar bloqueios

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, afirmou na sexta-feira (5) que seu governo poderá adotar novas medidas para enfrentar mais de um mês de bloqueios de estradas que afetaram a economia do país e as cadeias de abastecimento.

Militares e policiais desobstruíram vias que levam a Carreras, uma área agrícola rural ao sul de La Paz, enquanto o ministro da Defesa, Ernesto Justiniano, e autoridades de segurança acompanharam a operação.

Agricultores foram vistos próximos às forças de segurança e, após a reabertura da rota, voltaram a vender seus produtos aos consumidores.

Falando em Carreras após uma operação conjunta da polícia e das Forças Armadas que liberou a rodovia sem confrontos, Paz afirmou que os bloqueios causaram dificuldades ao limitar o acesso a alimentos, medicamentos, comércio, transporte e suprimentos hospitalares.

Segundo ele, o diálogo continua sendo o caminho para resolver a crise, mas acusou o ex-presidente Evo Morales de usar movimentos sociais e o sofrimento da população para se defender de problemas judiciais.

A reabertura da estrada restabeleceu o acesso a um corredor estratégico para o abastecimento de alimentos da cidade de La Paz, após semanas de escassez.

Os acontecimentos ocorreram enquanto o Congresso analisava um projeto de lei que regulamenta os estados de exceção, já aprovado pelo Senado e em tramitação na Câmara dos Deputados.

A Bolívia enfrentava mais de 30 dias de bloqueios, inicialmente motivados por reclamações sobre remessas de combustível contaminado e que posteriormente passaram a incluir reivindicações salariais e demandas políticas.

Ataque de Israel mata general e soldados libaneses, diz exército

Ataque de Israel mata general e soldados libaneses, diz exército

Vários soldados libaneses, incluindo um oficial, foram mortos em um ataque israelense contra seu veículo militar, no sul do Líbano, informou o exército libanês neste sábado (6).

O anúncio do ataque mortal de Israel aconteceu por meio de uma publicação no X. No texto, o exército libanês diz que “vários militares, incluindo um oficial, foram mortos em um ataque aéreo selvagem e agressivo israelense que visou um veículo militar”.

De acordo com a NNA (Agência Nacional de Notícias do Líbano), o oficial morto era um brigadeiro-general.

A região em torno de Nabatiyeh foi alvo de múltiplos ataques israelenses nos últimos dias, apesar do cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos e acordado entre os governos na quarta-feira (3).

Pelo menos 21 pessoas morreram em ataques israelenses no sul do Líbano na sexta-feira (5), de acordo com uma contagem da CNN com base em dados da NNA.

O grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã e que tem atacado tropas israelenses dentro do Líbano e comunidades no norte de Israel, rejeitou o cessar-fogo enquanto as forças militares israelenses permanecerem no Líbano.

No sábado, as forças armadas israelenses emitiram mais uma ordem de evacuação para moradores de diversas vilas e cidades no sul do Líbano, devido ao que chamaram de “violação do acordo de cessar-fogo pelo partido terrorista Hezbollah”.

Relembre como começou a guerra no Irã

No dia 28 de fevereiro, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou um ataque “de grande escala” ao Irã, afirmando que o principal objetivo do país era “defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano”.

Segundo ele, essas ameaças incluíam o programa nuclear de Teerão – um ponto de atrito recorrente que também tem dificultado as negociações mais recentes para pôr fim aos combates.

Os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã — que resultaram na morte do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei — causaram milhares de mortos em todo o país e danos a dezenas de museus, edifícios históricos e sítios culturais, segundo veículos de imprensa e autoridades iranianas.

Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques retaliatórios em todo o Oriente Médio e fechou efetivamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Semanas antes do início da guerra, o governo Trump realizou o maior acúmulo militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, desencadeando alertas sobre a escalada da violência regional caso um conflito eclodisse.

Ao mesmo tempo, enviados dos EUA mantinham conversas regulares com o Irã sobre um possível novo acordo nuclear. Mas essas negociações não foram capazes de evitar uma ação militar, com Trump acusando o Irã na época de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”.

O início da guerra em fevereiro também ocorreu após protestos em massa contra o regime no Irã no mês anterior, alimentados pelo descontentamento econômico em meio ao aumento vertiginoso dos custos.

O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Mais de 3.500 pessoas morreram no território libanês desde então, segundo o Ministério da Saúde do país.

Irã afirma que ataques dos EUA contra radares violam cessar-fogo

O Irã condenou veementemente os ataques dos Estados Unidos contra radares e instalações de vigilância costeira no sul do país, classificando a ofensiva como uma “clara violação” do frágil cessar-fogo entre Washington e Teerã.

Os ataques tiveram como alvo instalações nas regiões de Sirik e da Ilha de Qeshm, que são “responsáveis ​​por salvaguardar as fronteiras do país e garantir a segurança da navegação em vias navegáveis ​​internacionais”, disse o Ministério das Relações Exteriores do Irã neste sábado (6).

O Comando Central dos EUA afirmou que suas forças atacaram instalações de radares de vigilância na área “para se defenderem de novos ataques marítimos“, após o Irã lançar drones em direção ao Estreito de Ormuz.

“O ministério descreveu o ataque como uma clara violação do cessar-fogo de 8 de abril e um ato de agressão militar contra a soberania e a integridade territorial da República Islâmica do Irã”, afirmou o comunicado do Ministério das Relações Exteriores iraniano.

Os recentes ataques indicam que Washington “não tem vontade de reduzir as tensões” e fazem parte de um “padrão mais amplo de comportamento hostil e provocativo dos Estados Unidos em relação ao Irão”, afirmou o ministério.

Acrescentou que as forças armadas do Irão responderam aos ataques dos EUA de “maneira vigilante, decisiva e proporcional”.