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ONU diz que Israel lançou ataques contra o Líbano após acordo entre EUA e Irã

O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric/foto: AFP

As Nações Unidas registrou hoje mais de 130 disparos de projéteis de Israel em direção ao sul do Líbano e nenhum proveniente do grupo Hezbollah, desde que foi anunciado o acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã.

Segundo o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) observou uma diminuição da violência e dos tiroteios durante a madrugada desta segunda-feira, apesar de posteriormente haver sido detectado 133 projéteis e dois ataques aéreos atribuídos às Forças de Defesa de Israel.

A Agência Nacional de Notícias libanesa (ANN) informou que pelo menos uma pessoa morreu hoje num bombardeio com um drone israelense no sul do Líbano além de um jornalista ter ficado ferido por um projétil na mesma região.

Enquanto isso, o presidente libanês, Joseph Aoun, saudou o acordo entre Washington e Teerã, tendo transmitido num telefonema ao chanceler iraniano, Abbas Araghchi, que a estabilidade, segurança e soberania do Líbano são uma prioridade nacional.

Mas, um alto responsável da administração Trump revelou a jornalistas, sob condição de anonimato, que a retirada das tropas israelenses do Líbano não é uma condição incluída no memorando entre EUA e Irã. Segundo a autoridade norte-americana, os EUA consideram que Israel tem o direito de se defender dos ataques do Hezbollah.

Na sua primeira conferência de imprensa após o anúncio do acordo de paz, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a guerra contra o Irã salvou Israel da ameaça de destruição nuclear. Netanyahu também garantiu que o exército do seu país permanecerá em zonas na Faixa de Gaza, Líbano e Síria pelo tempo que for necessário. “Israel tem controle de áreas centrais onde o Hezbollah ainda pode ameaçar o país. Destruímos as armas do regime de Assad e vamos continuar nas zonas de segurança independentemente do que for preciso”, reiterou.

Netanyahu destacou, além disso, que conhece o presidente norte-americano, Donald Trump, há muitos anos e que, concordam e discordam em diversas ocasiões. “A relação entre parceiros que se conhecem bem implica estar de acordo em muitas coisas e, por vezes, discordar. Isso acontece mesmo nas melhores famílias. Nos Estados Unidos dizem que o presidente Trump faz tudo o que eu lhe peço, e em Israel dizem o contrário. Isso não é verdade“, disse, acrescentando que o líder norte-americano envolveu o seu Exército para lutarem juntos contra o seu inimigo comum.

Já o acordo alcançado entre Washington e Teerã foi amplamente avaliado um fracasso para Israel pela sociedade e por grande parte da classe política local.

Trump assegura que Estreito de Ormuz estará ‘completamente aberto’ na sexta-feira

Trump fez essas declarações durante uma reunião bilateral com Emmanuel Macron/ MANDEL NGAN / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta segunda-feira (15), que o Estreito de Ormuz estará “completamente aberto” na sexta-feira, após o acordo alcançado na véspera com o Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio.

Trump fez essas declarações durante uma reunião bilateral com seu homólogo francês, Emmanuel Macron, antes da cúpula de três dias dos líderes do grupo G7 das grandes economias industrializadas, na cidade francesa de Evian.

O mandatário americano afirmou, ainda, que não precisam de “muita ajuda” para reabrir Ormuz, diante da iniciativa liderada pela França e pelo Reino Unido para lançar uma coalizão que garanta a segurança nessa passagem-chave para o comércio mundial de hidrocarbonetos.

Irã diz que cobrará taxas por ‘serviços’ marítimos em Ormuz

Estreito de Ormuz/Foto: SAHAR AL ATTAR / AFP

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou nesta segunda-feira (15) que a República Islâmica cobrará taxas dos navios que passarem pelo Estreito de Ormuz, em virtude do acordo com os Estados Unidos.

Sempre afirmamos que não buscamos arrecadar pedágios de trânsito, mas serão cobradas taxas por serviços de navegação, proteção ambiental, seguros marítimos e outros serviços necessários“, declarou o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, em entrevista coletiva.

Israel demonstra resistência sobre acordo de paz; Netanyahu sinaliza permanência no Líbano

Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu/ALEX KOLOMOISKY / POOL / AFP

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, e o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmaram que Israel não se retirará de nenhum território que tenha conquistado, após o anúncio do acordo de paz entre os EUA e o Irã, que prevê o fim das hostilidades, inclusive no Líbano.

“O acordo de Trump não nos vincula. Israel não está subordinado aos Estados Unidos; somos um Estado independente e soberano”, escreveu Ben-Gvir em postagem no X nesta segunda-feira, 15. “Não devemos nos retirar de nenhum território que nossos combatentes tenham ocupado e limpado da infraestrutura terrorista“, acrescentou.

Ben-Gvir ressaltou ainda que Israel “ama” os EUA e é grato ao presidente Donald Trump, mas que Tel-Aviv não é “uma república de bananas”.

Segundo a ABC News, Katz declarou que ele e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, estão conduzindo “uma política clara”, segundo a qual as Forças de Defesa de Israel “permanecerão nas zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza indefinidamente”.

A área será limpa de moradores locais e toda a infraestrutura terrorista, acima e abaixo do solo – incluindo as casas nas aldeias de contato que serviam como postos avançados terroristas – será destruída“, disse Katz.

Netanyahu ainda não comentou o entendimento anunciado entre EUA e Irã, mas o jornal israelense Ynet Global afirmou, citando fontes, que o premiê disse a Trump que Israel não se considera vinculado à cláusula relativa ao Líbano no acordo com o Irã, deixando claro que não aceitará nenhum entendimento que limite sua liberdade de agir contra o Hezbollah. De acordo com autoridades israelenses, Netanyahu também informou a Trump que Israel não se retirará do Líbano.

A sinalização de Netanyahu ocorre depois de Trump criticar duramente seu aliado em entrevista ao The New York Times. O líder americano disse que o primeiro-ministro israelense “deveria ser muito grato” pelo acordo com o Irã e alegou que Washington salvou Israel da destruição nuclear. “Ele é um cara muito difícil e, para ser honesto, ele deveria ser muito grato a nós por termos feito isso. Porque se o Irã tivesse uma arma nuclear, Israel não duraria nem duas horas“, disse.

Por que Trump está promovendo um evento de lutas de UFC na Casa Branca?

 Arena de luta provisória foi montada no jardim da Casa Branca — Foto: AFP via Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assistirá neste domingo (14) a uma sequência de lutas de artes marciais mistas (modalidade conhecida pela sigla em inglês MMA, de mixed martial arts) em uma arena construída em plena Casa Branca.

Segundo o republicano, o espetáculo será “o maior show da Terra”.

O MMA chegou a ser proibido na maioria dos estados americanos há 30 anos, mas com essas restrições já suspensas há muito tempo, o esporte de combate estará em plena exposição, em um sinal de sua crescente popularidade e influência política.

Realizado pelo Ultimate Fighting Championship (UFC), hoje uma das maiores organizações de MMA do mundo, o evento contará com 14 lutadores, que se enfrentarão nos jardins da residência presidencial.

Entre eles está o brasileiro Alex “Poatan” Pereira, que enfrenta o francês Ciryl Gane na disputa pelo cinturão interino dos pesos-pesados.

O espetáculo foi batizado de UFC Freedom 250 e tem como objetivo comemorar o 250º aniversário do país, celebrando o “espírito lutador americano”.

Críticos questionaram se o evento, cuja data coincide com o 80º aniversário de Trump, é uma celebração adequada para a independência dos EUA.

Um grupo de oposição chegou a entrar com um processo na Justiça alegando que se tratava de um “uso indevido e flagrante de nossos monumentos nacionais sagrados”.

A magnitude da preparação é proporcional à controvérsia. A estrutura de aço da arena, com 28 metros de altura, alterou completamente a paisagem do gramado sul da Casa Branca.

Ela foi projetada para acomodar cerca de 4 mil espectadores, enquanto outras 85 mil pessoas devem assistir em telões gigantes no Ellipse, um parque localizado nas proximidades.

A imagem de lutadores trocando golpes sob as janelas do Salão Oval não é apenas um evento isolado — é o ápice de uma aliança de um quarto de século.

Para entender como esse esporte chegou ao principal espaço político dos Estados Unidos, é preciso voltar a um período em que tanto o UFC quanto Donald Trump estavam em situações completamente diferentes.

A força motriz por trás do evento é a amizade de 25 anos entre Trump e o presidente do UFC, Dana White.

Quando White e seus sócios compraram a organização em dificuldades por US$ 2 milhões (R$ 10,1 milhão) em 2001, o esporte enfrentava forte reação política. Apenas cinco anos antes, o senador republicano John McCain havia declarado que o MMA era “rinha de galos humana”, o que levou à proibição da luta em 36 estados.

“Nenhum lugar queria [o UFC]”, disse White à CBS, parceira da BBC nos EUA, em 2025.

“Eles não acreditavam nisso. Eles não gostavam e estavam preocupados com o tipo de público que apareceria para esse tipo de evento.”

Excluído das arenas tradicionais, White credita a Trump o mérito de ter salvado a organização ao sediar dois eventos do UFC no cassino Trump Taj Mahal em Atlantic City em 2001.

Com a introdução de regulamentações e regras rígidas, além do uso de luvas de proteção, o esporte finalmente se livrou de seu status de ilegal.

A empresa foi vendida por US$ 4 bilhões (R$ 20,2 bilhões) em 2016 e avaliada em US$ 12 bilhões (R$ 60,7 bilhões) em 2023, tornando o evento deste fim de semana no gramado sul da arena uma celebração pessoal para ambos.

O evento na Casa Branca é uma estratégia calculada para atingir um perfil crucial de eleitores.

A grande maioria dos fãs do UFC são homens com menos de 30 anos — um grupo que apoiou fortemente Trump na última eleição, embora pesquisas recentes sugiram que sua aprovação entre eles tenha diminuído.

Katie Zacharia, ex-porta-voz do Departamento de Segurança Interna e comentarista conservadora, disse à BBC que o evento poderia atrair homens jovens e transmitir uma mensagem de “masculinidade positiva” em resposta ao que ela chamou de “fragilidade introduzida pela extrema-esquerda”.

Ela também rejeitou as críticas dirigidas ao evento, afirmando que os princípios do UFC “são o tipo de princípios que fundaram nossa República Constitucional”.

“Trata-se de não desistir da luta até o fim”, disse ela. “Acho que não há melhor resumo do espírito americano do que uma boa luta do UFC.”

Dois críticos do evento — um veterano da Guerra do Vietnã residente na Virgínia e um ativista cívico local — tentaram impedi-lo com um processo judicial de última hora, mas um juiz decidiu que ele poderia prosseguir.

O processo, movido pelo escritório de advocacia anticorrupção Public Integrity Project, alegava que o evento era “profundamente corrupto”, citando os interesses financeiros de Trump na TKO, empresa controladora do UFC, e seus laços estreitos com White.

“Este é um caso de corrupção”, disse Brendan Ballou, fundador do Public Integrity Project, em um comunicado à BBC, citando a venda de pacotes de patrocínio, direitos de transmissão e anúncios na Casa Branca e no Lincoln Memorial.

“A pergunta fundamental que precisamos fazer como país é se queremos usar nossos monumentos nacionais mais sagrados para enriquecer o presidente e seus aliados. Acreditamos que a resposta para essa pergunta se dá por si só.”

É sabido que Trump possui ligações financeiras com o UFC, com registros públicos mostrando que ele comprou entre US$ 15 mil e US$ 50 mil (entre R$ 60,7 mil e R$ 253 mil) em ações da TKO em março deste ano.

Mas a Casa Branca rejeitou qualquer possibilidade de irregularidade, apontando que os bens de Trump estão em um fundo fiduciário administrado por seus filhos e ressaltando que não haveria “conflitos de interesse”.

• Custo: O UFC afirma estar investindo US$ 60 milhões (R$ 303,7 milhões) para realizar o evento — incluindo US$ 700 mil (R$ 3,5 milhões) para restaurar a grama do gramado sul — e não espera obter lucro.

• Lista de convidados: Espera-se que o público na arena seja composto por autoridades governamentais, militares e convidados especiais. O público que se inscreveu para ingressos gratuitos ficará na área reservada aos fãs, um espaço conhecido como Ellipse, localizado em um parque próximo.

• Segurança: As autoridades locais devem gastar entre US$ 10 milhões e US$ 12 milhões (R$ 50,6 milhões a R$ 60,7 milhões) em fundos federais com segurança e fechamento de vias.

• Como assistir: O evento começa no domingo à noite, às 20h (horário de Brasília). Será transmitido exclusivamente pelo Paramount+ nos EUA, serviço administrado por David Ellison, aliado de Trump. No Brasil, a transmissão será no Paramount+ (pay-per-view) a partir das 21h (de Brasília).

• As lutas: Os 14 lutadores serão os primeiros atletas a competir profissionalmente nos jardins da Casa Branca. O grupo, composto exclusivamente por lutadores homens, terá como luta principal Ilia Topuria defendendo seu título de peso-leve contra Justin Gaethje.

Não é incomum que presidentes realizem grandes eventos no gramado sul da Casa Branca, desde feiras rurais a festivais de jazz, além das comemorações anuais do Dia da Independência e da tradicional caça aos ovos de Páscoa — mas a escala e o conteúdo do evento de domingo à noite são bem diferentes.

“Acho que podemos usar a palavra ‘sem precedentes’ aqui”, disse Edward Lengel, ex-historiador-chefe da Associação Histórica da Casa Branca, à BBC.

“Houve muitos episódios diferentes de entretenimento na Casa Branca, mas geralmente eram musicais ou performáticos. Realmente nunca houve nada parecido com isso antes.”

Trump diz que assinatura do acordo com Irã ocorrerá “ainda hoje mais tarde”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a assinatura do memorando com o Irã continua prevista para acontecer ainda neste domingo (14), apesar do mais recente ataque de Israel em Beirute.

Estávamos programados para assinar o acordo esta manhã, e o ataque israelense em Beirute o atrasou. Acho que a assinatura ainda acontecerá mais tarde hoje, dentro de algumas horas. Mas o ataque israelense abalou as coisas”, disse Trump ao repórter do Axios e analista político e de assuntos globais da CNN, Barak Ravid, neste domingo.

Trump expressou sua discordância em relação à decisão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de atacar Beirute. Mais cedo, o presidente publicou na plataforma Truth Social que o ataque a Beirute “não deveria ter acontecido” diante da iminente assinatura de um memorando de entendimento.

Ligaram para mim e disseram: ‘Senhor, Israel está atacando Beirute’ — uma hora antes de assinarmos o acordo. Eu não conseguia acreditar que aquilo estava acontecendo. É muito ruim”, disse Trump a Ravid, segundo relato do jornalista no Channel 12.

Trump também afirmou a Ravid que comunicou a Netanyahu que estava muito “insatisfeito” com a situação.

Trump anuncia morte do chefe do Tren de Aragua, maior facção da Venezuela

Esta captura de tela de um vídeo postado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em sua conta Truth Social em 12 de junho de 2026, mostra o que o presidente Trump afirma ser um ataque mortal contra o líder do Tren de Aragua/ AFP

O chefe do grupo criminoso de origem venezuelana Tren de Aragua, Niño Guerrero, foi morto em uma operação militar americana realizada em coordenação com autoridades da Venezuela, anunciaram Washington e Caracas na sexta-feira (12) à noite.

Sob minhas ordens, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque rápido e letal para eliminar Niño Guerrero, do tristemente conhecido Tren de Aragua”, publicou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na rede Truth Social.

Essa ação foi coordenada de perto com nossos amigos na Venezuela, com quem estamos trabalhando muito bem“, acrescentou.

A Venezuela confirmou pouco depois que Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, havia sido “neutralizado” e que houve “confrontos” com integrantes de “estruturas do crime organizado“.

El Niño Guerrero morreu em uma “operação coordenada” com os Estados Unidos, executada no estado de Bolívar, no sudeste do país, afirma um comunicado do Ministério das Comunicações venezuelano.

Teve apoio tecnológico especializado e aconteceu com mecanismos de cooperação e de troca de informações de inteligência“, acrescentou a pasta.

Os Estados Unidos realizaram em janeiro uma incursão militar em Caracas e capturaram o então presidente Nicolás Maduro, atualmente preso em Nova York, acusado de narcotráfico. Desde então, a ex-vice-presidente Delcy Rodríguez governa como presidente interina, sob as pressões de Washington.

Como resultado, os terroristas do Tren de Aragua não têm mais um refúgio seguro na Venezuela nem em qualquer outro lugar“, afirmou Trump na Truth Social.

A mensagem do republicano foi acompanhada por um vídeo de 10 segundos que mostra a vista aérea de um edifício rodeado de vegetação, quando ocorre uma explosão, que levanta uma nuvem de fumaça. Não é possível distinguir claramente ninguém nas imagens.

‘Organização terrorista’

Os Estados Unidos classificaram o Tren de Aragua como uma organização terrorista em janeiro de 2025. O grupo, que atua em vários países da América Latina, surgiu em 2014, na prisão de Tocorón, no estado de Aragua, e se dedica à prática de extorsão, assassinatos encomendados, tráfico de drogas, prostituição, tráfico de pessoas e até garimpo ilegal, embora também tenha empreendido em alguns negócios legalizados.

O Departamento de Estado americano oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões (R$ 25 milhões) por informações que levassem à prisão ou condenação do líder do Tren de Aragua. Ele foi alvo de sanções dos Estados Unidos em julho de 2025, juntamente com outros cabeças da organização.

Em dezembro, promotores federais de Nova York apresentaram acusações contra 70 membros da gangue, entre eles Guerrero, por associação criminosa e tráfico de drogas e armas de fogo.

Após ocupar militarmente a prisão de Tocorón em setembro de 2023, o governo Maduro anunciou que havia “desmantelado totalmente” a gangue. Naquela época, Niño Guerrero era um fugitivo da Justiça.

Segundo o centro de análises Insight Crime, Guerrero, que teria 42 anos, tornou o grupo “o que ele é hoje durante sua prisão em Tocorón“. Sob sua liderança, o local “se tornou uma das prisões mais notórias do país, em grande parte devido à política não oficial do governo venezuelano de entregar o controle de algumas prisões a chefões do crime conhecidos como ‘pranes'”.

Trump diz que acordo de paz com o Irã será assinado no domingo (14)

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/ AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado (13) que o acordo para acabar com a guerra no Oriente Médio está programado para ser assinado no domingo (14), abrindo caminho para a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

A declaração de Trump contrasta com uma mensagem do Ministério das Relações Exteriores do Irã, que indicou neste sábado que o acordo não seria assinado no domingo, segundo a imprensa estatal.

O acordo está programado para ser assinado amanhã e, imediatamente após a assinatura, o Estreito de Ormuz estará ABERTO PARA TODOS“, escreveu Trump em uma publicação em sua plataforma Truth Social.

Cadáver é encontrado em frente ao estádio onde a seleção iraniana treina para Copa do Mundo

Policiais forenses inspecionam carro onde corpo foi encontrado perto do estádio Caliente, local de treino da seleção iraniana — Foto: Guillermo Arias/AFP

Um cadáver em decomposição foi encontrado nesta sexta-feira (12) no porta-malas de um carro estacionado em frente ao estádio no México onde a seleção iraniana de futebol treina para a Copa do Mundo de futebol.

O veículo, um SUV Toyota cinza, estava no estacionamento de um supermercado de frente para o Estádio Caliente, em Tijuana, local utilizado diariamente pela equipe persa e situado perto de seu hotel.

O time iraniano foi forçado, de última hora, a estabelecer seu campo base no México em vez de nos Estados Unidos, como havia sido planejado originalmente, devido à guerra em curso entre Washington e Teerã.

Ao abrir o veículo nesta sexta-feira, os policiais se depararam com um forte odor de putrefação. Agentes protegidos por trajes de segurança examinaram o corpo no local antes de removê-lo.

A Promotoria de Tijuana informou à agência de notícias AFP que uma patrulha localizou o carro e, ao inspecioná-lo, “encontrou uma pessoa envolta em um saco preto no porta-malas, apresentando sinais de violência”. O órgão informou que o veículo estava estacionado no local desde quarta-feira.

Ainda não se sabia, até a última atualização desta reportagem, se o crime tinha qualquer relação com a presença da seleção iraniana no local ou até mesmo com a Copa do Mundo. Tijuana é considerada uma das cidades mais perigosas do México, tendo registrado mais de 1.200 homicídios em 2025, segundo estatísticas oficiais.

Um comboio fortemente armado da Guarda Nacional escolta o ônibus que transporta a seleção iraniana entre o hotel e o estádio, um trajeto que leva apenas um minuto.

Na sexta-feira, a equipe deixou o estádio logo após as autoridades terem removido o corpo, mas não respondeu à AFP sobre se a segurança seria reforçada após o incidente.

O Irã estreia na Copa do Mundo na segunda-feira contra a Bélgica, em Los Angeles, na partida de abertura do Grupo G, que também inclui Egito e Nova Zelândia.

Secretário dos EUA não descarta operação para capturar presidente de Cuba

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse que “todas as opções estão sobre a mesa” quando questionado sobre uma possível operação militar em Cuba para capturar o presidente Miguel Díaz-Canel.

O chefe do Pentágono foi questionado se uma operação de “capturar ou matar” contra o líder cubano é uma alternativa contemplada pela Defesa dos EUA e respondeu: “Temos opções por todos os lado”.

Literalmente ganhamos a vida planejando. Portanto, fora o Pentágono, ninguém planeja melhor do que o CENTCOM (Comando Central dos Estados Unidos). Para voltar ao ponto central da razão pela qual estamos aqui, todas essas opções estão sobre a mesa”, acrescentou em declarações durante a sua visita ao CENTCOM, com sede na Flórida.

Hegseth disse que “há muita pressão sobre o regime cubano neste momento e com razão”, e sustentou que as autoridades da ilha “têm grandes decisões que deveriam tomar, e por vezes os líderes tomam decisões erradas quando estão sob pressão”.

No entanto, evitou responder se o Departamento de Defesa planeja uma operação semelhante à realizada na Venezuela para capturar o presidente Nicolás Maduro. “Tudo o que eu diria é: opções, opções, opções. Nosso trabalho é apresentar opções em diferentes escalas, dependendo de onde o comandante em chefe, o presidente dos Estados Unidos, quer ir”, declarou.

A CNN solicitou comentários ao Governo de Cuba e aguarda resposta.

O chefe do Pentágono esteve na quarta-feira (10) na base naval de Guantánamo e afirmou que “o que acontece no futuro de Cuba está nas mãos do presidente dos Estados Unidos”, Donald Trump, e que o Departamento de Defesa “estará preparado e em posição para qualquer contingência”.

Em resposta, o representante permanente de Cuba nas Nações Unidas, Ernesto Soberón, reagiu no X: “O futuro de Cuba, um país soberano e independente, corresponde única e exclusivamente ao povo cubano e ao seu governo. O secretário de Defesa, que crê que o futuro de Cuba está em outras mãos, está completamente equivocado”.

A visita de Hegseth à base ocorreu dias depois de Washington anunciar novas sanções contra Díaz-Canel e outros altos funcionários cubanos. Desde janeiro, a Casa Branca aumentou a pressão sobre Cuba com um bloqueio petrolífero que agravou a crise energética do país, exigindo ao governo que implementasse reformas políticas e econômicas.

EUA alertam influenciadores que queiram monetizar conteúdo no país usando visto de turista

Fachada do MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, que receberá jogos da Copa do Mundo de 2026, incluindo a final — Foto: Angelina Katsanis/Reuters

A poucas horas do início da Copa do Mundo da Fifa, os Estados Unidos emitiram um alerta para influenciadores estrangeiros que queiram monetizar com conteúdo produzido dentro do país e que esteja usando visto de turista.

O alerta foi feito em uma nota conjunta da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) e do Departamento de Segurança Interna, que foi enviada para o jornal espanhol El País.

Entrar nos Estados Unidos com o único propósito de criar conteúdo (como influenciador) e, assim, gerar renda a partir dos Estados Unidos enquanto estiver no país é considerado trabalho e exige o visto apropriado“, afirma a nota. “Pessoas que entram nos Estados Unidos por meio de programas de visitação e recebem renda de uma fonte americana estariam violando as condições de sua admissão.

O alerta chega às vésperas de um dos maiores eventos esportivos do mundo, que deve atrair centenas de criadores de conteúdo interessados em registrar a experiência para milhões de seguidores. Ainda não está claro como as novas regras serão aplicadas nem se já houve casos de fiscalização relacionados à medida.

Segundo as autoridades americanas, o visto de turista (B-2) permite viagens de lazer, férias, visitas familiares e tratamento médico, mas não autoriza o exercício de atividades profissionais nem o recebimento de renda por trabalhos realizados em território americano. O descumprimento das regras pode resultar no cancelamento do visto, deportação e restrições para futuras entradas no país.

Para influenciadores e criadores de conteúdo, uma das alternativas é o visto O-1, destinado a profissionais com habilidades consideradas extraordinárias em áreas como artes, esportes, ciência e negócios. Dependendo da situação, o documento permite atividades remuneradas, como campanhas publicitárias, parcerias com marcas e produção de conteúdo comercial.

Uma fonte do governo dos EUA disse ao “El País” que a gestão do presidente Donald Trump pretende reforçar a fiscalização em aeroportos e postos de fronteira para identificar influenciadores estrangeiros que utilizam vistos de turista para trabalhar e gerar receita. Segundo a fonte, que falou sob condição de anonimato, o objetivo é “proteger empregos americanos“.

Eles mesmos se denunciam por meio dos vídeos“, afirmou a fonte, referindo-se a criadores de conteúdo que compartilham nas redes sociais detalhes sobre a obtenção de vistos e viagens pelos Estados Unidos para produzir material para plataformas digitais.

O país tem chamado atenção nas últimas semanas pelo tratamento dado a pessoas interessadas em acompanhar o torneio em solo americano ou que vão trabalhar durante o evento. A política de imigração do governo Trump está provocando incerteza e temor entre torcedores e profissionais do mundo todo.

Torcedores do Irã, país que está em guerra contra os EUA, foram impedidos de entrar no país. Em outro caso recente, um árbitro somáli foi deportado, acusado de manter relações com grupos terroristas.’

“8647”: EUA investigam suposta ameaça contra Trump

O número “8647” — geralmente usado para sinalizar oposição ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump — apareceu gravado na grama do National Mall poucos dias antes de uma grande multidão ser esperada na área para uma luta do UFC no aniversário do líder republicano.

O Departamento do Interior dos EUA classificou a inscrição como um “ato de vandalismo” e disse que a Polícia de Parques dos Estados Unidos (U.S. Park Police) investiga o caso, acrescentando que qualquer “ameaça contra o presidente” será levada a sério.

Um porta-voz da Polícia de Parques afirmou que amostras da grama foram coletadas para análise.

Um fotógrafo da Reuters no topo do Monumento a Washington avistou o desenho na grama perto do Memorial da Segunda Guerra Mundial pouco antes da chegada das autoridades. Na imagem é possível ver os números oito, seis e sete, mas o quatro não está claramente definido.

O termo “8647” foi adotado pelos opositores do presidente Donald Trump como uma forma de protesto contra o governo. Mas aliados de Trump e o Departamento de Justiça dos EUA afirmam que o código pode ser interpretado como um incentivo à violência.

A inscrição surgiu dias antes do UFC Freedom 250, anunciado como o primeiro evento esportivo profissional realizado nos jardins da Casa Branca. A luta prevista para este domingo (14) é parte das comemorações dos 250 anos de independência americana, e está programada para coincidir também com o aniversário de Trump. Mais de 90 mil pessoas deverão ocupar os arredores da Casa Branca para acompanhar os combates.

Afinal, o que significa “8647”?

A gíria “86”, originária do setor de restaurantes, significa expulsar ou se livrar de algo, já o “47” é uma referência à Donald Trump, o 47º presidente dos Estados Unidos.

O termo está no centro de pelo menos um caso criminal de grande repercussão nos EUA. Promotores federais acusaram o ex-diretor do FBI James Comey de ameaçar assassinar Donald Trump com base em uma foto publicada por ele nas redes sociais em 2025. A imagem mostra conchas na praia formando os números “8647”.

Comey apagou a publicação. Ele disse não saber que o post poderia ser interpretado como incitação à violência e prometeu contestar as acusações, inclusive com base na liberdade de expressão.

Trump muda de ideia mais uma vez e cancela ataques contra o Irã marcados para hoje

Donald Trump, presidente dos EUA/ SAUL LOEB / AFP

Numa nova reviravolta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acaba de anunciar em sua rede social Truth Social o cancelamento dos ataques contra o Irã marcados para esta noite devido à aprovação dos “pontos finais” de um acordo com o país.

Com base no fato de as discussões com a República Islâmica do Irã terem sido levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas, eu, como presidente dos Estados Unidos, cancelei os ataques e bombardeios programados contra o Irã para esta noite. As discussões e os pontos finais foram, tanto em conceito como em detalhe, aprovados por todas as partes envolvidas “, escreveu Trump na Truth Social.

Trump elencou que os Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Egito como as nações envolvidas nas aprovações. “O bloqueio naval permanecerá em pleno vigor até que esta transação seja finalizada. A data e o local da assinatura serão anunciados em breve“, disse.

O líder norte-americano havia prometido uma ofensiva mais forte e maior contra o território iraniano e ainda afirmou que controlaria a ilha de Kharg e de outras infraestruturas petrolíferas,

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, também disse que conversou sobre a escalada do conflito com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, a quem reiterou a necessidade de uma solução diplomática.

Em nova ameaça, Trump diz que EUA atacarão Irã “com muita força esta noite”

Presidente dos EUA, Donald Trump, foi vaiado durante jogo da NBA

Os Estados Unidos atingirão o Irã “com muita força esta noite” e em breve assumirão o controle da infraestrutura e dos mercados de petróleo e gás do país do Médio Oriente, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, nesta quinta-feira (11).

Os Estados Unidos atacarão o Irã (cuja Marinha, Força Aérea, Radar, Defesa Antiaérea e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte de sua capacidade ofensiva, foram DESTRUÍDAS!) com MUITA FORÇA esta noite. Em algum momento num futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela, o que está funcionando brilhantemente tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos da América“, escreveu o presidente em uma publicação na Truth Social.

A nova ameaça de Trump acontece após a segunda noite seguida de ataques dos EUA contra o Irã.

Na segunda noite de ataques dos Estados Unidos contra o Irã, os militares americanos disseram ter como alvo instalações de vigilância, comunicação e defesa aérea no país.

Explosões foram ouvidas em todo o Irã, inclusive em uma série de locais estratégicos perto do Estreito de Ormuz.

O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou que os ataques americanos podem ser retomados se um acordo não for alcançado.

Em resposta, o alto comando militar conjunto do Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, impedindo o trânsito de navios incluindo petroleiros e navios comerciais, afirmando que qualquer embarcação que tentar passar será alvejada.

Momentos após o anúncio, o Exército dos EUA afirmou que navios comerciais continuam transitando pela via navegável.

Aliados dos americanos no Oriente Médio também foram alvo de bombardeios.

Na Jordânia , os americanos foram alertados para se abrigarem. A IRGC afirmou ter “destruído instalações e um grande número de aeronaves de combate” na base aérea de Al-Azraq, segundo a mídia estatal.

O Kuwait fechou seu espaço aéreo e as defesas antiaéreas estão engajadas com “objetos hostis”, informou a mídia estatal, citando o exército do país. Sirenes soaram no Bahrein , de acordo com o Ministério do Interior do país.

Irã confirma bloqueio total do Estreito de Ormuz até nova ordem

Estreito de Ormuz/Foto: SAHAR AL ATTAR / AFP

A nova agência iraniana responsável por supervisionar o Estreito de Ormuz confirmou nesta quinta-feira (11) que o tráfego por esta via, fundamental para o transporte de combustíveis, está completamente bloqueado até nova ordem, após os ataques mais recentes dos Estados Unidos.

Devido às tensões provocadas pela agressão das forças americanas na região e ao anúncio feito na noite de ontem pelas Forças Armadas iranianas, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até nova ordem“, anunciou em uma mensagem no X a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico.

O Irã mantém o Estreito de Ormuz bloqueado em grande medida desde o início da guerra com os Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro, mas permitia a passagem diária de quase 20 navios.

A Guarda Revolucionária já havia anunciado na quarta-feira que o estreito seria fechado, após os ataques americanos das últimas horas.