Search

EUA atacam barco no mar do Caribe e matam dois tripulantes

Donald Trump está na França participando da reunião do G7/ MANDEL NGAN / AFP

As forças norte-americanas realizaram um novo ataque aéreo na noite de domingo contra uma embarcação de alegados traficantes de droga no mar do Caribe, que matou dois homens.

“O navio estava “navegando por rotas conhecidas de tráfico de droga no Caribe”, anunciou o Comando Militar dos Estados Unidos, acrescentando que seis tripulantes sobreviveram.

A Guarda Costeira dos EUA foi notificada para ativar o sistema de busca e salvamento dos náufragos.

Após este ataque, sobe para mais de 210 o número total de mortos desde que os EUA Unidos começaram essa ofensiva, em setembro passado.

Este é o segundo ataque que deixou sobreviventes no espaço de uma semana. Em 16 de junho, outro ataque causou dois náufragos. Um dia depois, a Guarda Costeira norte-americana afirmou ter suspendido as buscas por sobreviventes sem encontrar qualquer sinal de sobreviventes ou destroços.

No entanto, a administração Trump nunca apresentou provas concretas que permitissem garantir que os barcos visados estavam efetivamente envolvidos no tráfico. Especialistas e responsáveis das Nações Unidas denunciaram estas execuções extrajudiciais.

Por sua vez, Washington lançou essa campanha justificando como objetivo central aumentar a pressão contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusado pela Casa Branca de envolvimento nos cartéis. Maduro foi capturado numa operação militar em Caracas no inicio de janeiro e extraditado para os EUA.

Desde então a campanha de ataques no Pacífico e no mar do Caribe continua contra embarcações, que segundo o Comando Militar dos EUA, participam de atividades ligadas ao tráfico, que tem como destino levar as drogas para o território norte-americano.

De acordo com o divulgado em maio na mídia dos EUA, um departamento de supervisão interno do Pentágono investigará a legalidade destas operações.

Colômbia faz guinada à direita e elege milionário pró-Trump presidente

Candidato da extrema-direita votou vestido com a camisa da seleção colombiana de futebol/Foto: JAIME SALDARRIAGA / AFP

O candidato da extrema direita Abelardo de la Espriella, apoiado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi eleito neste domingo presidente da Colômbia, ao derrotar por uma pequena margem o candidato da esquerda, segundo a contagem preliminar da autoridade eleitoral.

Em uma das votações mais acirradas da História, o jurista De la Espriella, que não tem experiência na política, venceu no segundo turno por 49,7% dos votos o senador Iván Cepeda (48,5%), aliado de Gustavo Petro, primeiro presidente de esquerda da Colômbia.

Nas ruas de Bogotá e de outras cidades do país, ouviam-se assobios e buzinas. “Estamos todos felizes, queremos esta mudança para o país. Foram quatro anos em que o meu setor da construção foi muito afetado“, disse à AFP o engenheiro civil Raúl Vásquez, 41, em Barranquilla, reduto político de De la Espriella.

De nacionalidades colombiana e americana, De la Espriella tomará posse em 7 de agosto, com um programa de governo que antecipa uma guinada radical à direita, com um corte de 40% no tamanho do Estado, a construção de megaprisões, o porte de armas por civis e uma ofensiva sem trégua contra os grupos armados com o apoio de Israel e Estados Unidos.

O direitista se consolidou como um fenômeno político com um discurso contra o sistema. Ele disse à AFP que vai buscar o apoio de Trump e de Israel para atacar os guerrilheiros com bombardeios e fumigações de narcocultivos, no maior produtor mundial de cocaína.

Em transmissão ao vivo no X, De la Espriella disse que Trump manifestou seu apoio após o anúncio do resultado do segundo turno: “Falei há poucos minutos com o presidente dos Estados Unidos e ele expressou seu apoio, seu reconhecimento à nossa vitória.”

De la Espriella também angariou votos como “inimigo” da esquerda, diante da falta de progresso nas negociações com as máfias, e em um contexto de tensão com os Estados Unidos.

Iván Cepeda disse que não aceitará a derrota antes da apuração final, que levará dias, e que vai contestar 33 mil mesas eleitorais. “Depois que as verificações correspondentes forem feitas, reconheceremos o resultado oficial“, declarou, diante de centenas de apoiadores.

A assinatura do acordo de paz com a guerrilha das Farc em 2016 trouxe alguns anos de calma à Colômbia. Mas, uma década depois, a campanha foi marcada pela violência, que incluiu o assassinato de um candidato à Presidência.

De la Espriella culpou Petro, a quem chama de “chefe da máfia” e ameaçou levar à Justiça dos Estados Unidos. O advogado, que se autodenomina “El Tigre”, disse à AFP que buscará apoio de Trump e de Israel para lançar uma ofensiva de 90 dias contra a guerrilha, com bombardeios e fumigação de plantações de drogas no maior produtor de cocaína do mundo.

Nenhum deles é capaz de solucionar o problema da violência“, disse à AFP Hermes Ortega, agricultor e guia turístico na região de Putumayo, preocupado porque o conflito espantou os visitantes.

O discurso do direitista em favor de Washington, das forças de ordem e dos empresários se assemelha ao de outros líderes de direita da região, como o salvadorenho Nayib Bukele e o argentino Javier Milei. Ele se tornou um fenômeno político com uma campanha que adotou símbolos que remetem à identidade nacional, como a camisa da Seleção, e entrevistas nas quais exibe seu talento como cantor ou a vida de luxo que levava na Itália.

Ele se conecta com um eleitorado que já está cansado da insegurança e que precisa de soluções de choque“, mas também encarna um modelo “inspirador” de “empresário que construiu sua fortuna“, explicou Luisa Lozano, especialista da Universidade de La Sabana.

O direitista também é criticado por seus comentários machistas e homofóbicos, e por defender paramilitares e narcotraficantes como advogado.

O presidente Gustavo Petro, que não reconheceu o resultado do primeiro turno, também vencido pelo opositor, disse hoje que respeitará apenas a apuração consolidada. “Não se pode proclamar nenhum presidente. A realidade nos mostra um país partido ao meio“, publicou no X.

Trump reitera crítica à Itália por não apoiar guerra contra o Irã

Presidente dos EUA, Donald Trump/ MANDEL NGAN / AFP

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a criticar a Itália por não se envolver na guerra contra o Irã. “Depois de gastarmos trilhões de dólares com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a Itália e a sua primeira-ministra sequer consideraram o envolvimento com a República Islâmica do Irã e sua ameaça nuclear”, escreveu, em publicação na rede social Truth Social neste domingo, 21. “Por décadas, nós os defendemos, mas, quando testados, eles não estavam lá para nos defender e ao resto do mundo. Nada bom!”

O comentário de Trump acontece em meio a trocas de farpas com a premiê italiana, Giorgia Meloni. Na semana passada, o republicano insinuou que a conservadora teria “implorado” por uma foto ao lado dele na cúpula do G7 e que teria concordado com o registro “por pena”, declarações negadas por Meloni como “completamente inventadas”.

O mal-estar diplomático levou ao cancelamento da viagem do ministro de Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, aos Estados Unidos.

No sábado, Trump rebateu a aliada italiana ao alegar que o objetivo da primeira-ministra era “ampliar sua popularidade em baixa” e fez críticas a ausência de ajuda da Itália no Oriente médio, apesar das “centenas de bilhões de dólares” gastos pelos EUA por ano com a Otan.

No X, Meloni o acusou de promover “ataques injustificados e absurdos”.

Trump ameaça Irã com ataques se país não impedir “problemas” no Líbano

Presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (21) que o Irã deve parar imediatamente com os problemas no Líbano causados por aliados. Caso contrário, o americano diz que as forças americanas vão realizar novos ataques contra o Irã.

O Irã deve impedir imediatamente que seus agentes bem pagos no Líbano causem problemas. Se não o fizerem, atacaremos o Irã com muita força novamente, assim como fizemos na semana passada, só que com mais força“, disse Trump em uma publicação na rede social Truth Social.

Os aliados de Teerã citado por Trump seriam o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã que troca ataques com Israel.

A fala acontece no momento em que o vice-presidente americano, JD Vance, está na Suíça para negociações com Teerã. As conversas serão mediadas pelo Catar e pelo Paquistão.

Segundo Vance, os americanos estão dispostos a “transformar fundamentalmente” suas relações com Teerã.

O que o presidente nos pediu foi que virássemos a página para transformar nosso relacionamento com o povo do Irã e estendêssemos uma mão amiga, dizendo ao povo iraniano que, se sua liderança estiver disposta a deixar de ser um fator de instabilidade regional, se estiver disposta a abandonar as ambições de desenvolver armas nucleares a longo prazo, então os Estados Unidos estão dispostos a transformar fundamentalmente nosso relacionamento com esse país”, acrescentou. “Esse é certamente o nosso objetivo.”

Entre os tópicos que devem ser abordados na conversa estão os confrontos entre Israel e Hezbollah no Líbano e a navegação de navios pelo Estreito de Ormuz.

ONU afirma que Gaza permanece em condições humanitárias precárias de sobrevivência

Gaza/AFP

Nesta sexta-feira (19), as Nações Unidas alertaram que a Faixa de Gaza está sendo mantida unida somente por soluções humanitárias improvisadas e precárias e pela perseverança palestina. Mais de 75% da população precisa de abrigo adequado e os serviços essenciais estão à beira do colapso. E menos de um quarto do apelo humanitário para Gaza foi atendido, advertiu o chefe humanitário da ONU.

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu hoje para discutir a situação humanitária em Gaza, no qual o Subsecretário-Geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, relatou um quadro muito sombrio do enclave. “Os palestinos continuam privados do básico: segurança, abrigo, água potável, assistência médica e educação. Apesar da redução dos combates ativos, civis continuam sendo mortos e mutilados em ataques aéreos diários, bombardeios e tiroteios É uma situação insustentável”, descreveu Fletcher, que apelou mais uma vez a suspensão imediata das restrições israelenses a item essenciais de sobrevivência.

O subsecretário-geral e também Coordenador de Ajuda de Emergência do OCHA, órgão da ONU responsável por organizar e coordenar as respostas globais a crises humanitárias, desastres naturais e conflitos armados, ainda afirmou que, desde o cessar-fogo, quase mil palestinos já foram mortos, incluindo mais de 250 crianças, de acordo com dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). “É isto que acontece quando as crianças são descritas como danos colaterais e potenciais terroristas, em vez de seres humanos e potenciais vizinhos“, criticou.

Fletcher apontou que o Plano de Paz para Gaza do presidente dos EUA, Donald Trump, aprovado pelo próprio Conselho de Segurança da ONU, afastou o enclave palestino de uma situação catastrófica, mas não trouxe e forneceu as necessidades fundamentais da população.

Em relação aos trabalhadores humanitários, Gaza também permanece sendo o local mais perigoso do mundo para prestar auxílio. Fletcher recordou que quase 600 desses trabalhadores foram mortos na região durante os anos do conflito, mais de metade do número total registrado em todo o mundo. O Subsecretário-geral exortou o Conselho de Segurança a garantir a proteção dos civis, incluindo os trabalhadores humanitários; o acesso humanitário seguro, sustentado e sem entraves em toda a Faixa de Gaza; e um financiamento que seja oportuno, flexível e proporcional à dimensão desta crise. Além disso, insistiu no desbloqueio imediato das restrições israelenses aos artigos essenciais de sobrevivência, especificamente equipamentos médicos, incluindo ferramentas de diagnóstico, mas também peças de substituição críticas para água e saneamento, fornecimento constante de combustível e óleo de motor, equipamentos de comunicação e proteção para os trabalhadores humanitários. “Os civis não podem esperar por um momento diplomático mais conveniente para receber o básico para a sobrevivência“, enfatizou.

Na reunião do Conselho de Segurança, marcou presença Bushra Khalidi, chefe de Políticas Humanitárias da OXFAM Internacional, uma confederação global de mais de 20 ONGS independentes, que num discurso emocionado, afirmou que o cessar-fogo está fracassando.

Gaza não está separada de Jerusalém ou da Cisjordânia. É governada pelo mesmo sistema de ocupação ilegal de Israel. Um sistema que regula e nega a circulação, restringe as passagens, ameaça os lares e divide famílias. Não se pode viajar livremente e Gaza é onde este sistema atinge a sua expressão mais devastadora“, denunciou.

Khalidi salientou também as forças israelenses continuam a matar palestinos e a levar Gaza a uma nova fragmentação, onde uma parcela cada vez maior da população está comprimida numa fração cada vez menor e onde os civis permanecem presos, deslocados, famintos e desprotegidos. “A paz não pode ser medida por declarações. Deve ser medida pela capacidade das pessoas de viverem em paz.”, sublinhou.

Sul do Líbano sofre ataque israelense após anúncio de trégua Israel-Hezbollah

 Bombardeio israelense no sul do Líbano/AFP

Um ataque israelense atingiu, nesta sexta-feira (19), a cidade de Sejoud, no sul do Líbano, depois do anúncio de um acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo islamista Hezbollah, apoiado pelo Irã, reportou a Agência Nacional de Informação libanesa (NNA).

A agência também noticiou sobrevoos de drones em aldeias próximas a Tiro, a grande cidade do sul do país, e um correspondente da AFP informou ter ouvido disparos de artilharia contínuos na cidade de Nabatieh.

Cessar- fogo

Israel e o Hezbollah tinham, no início desta sexta-feira (19), concordado com um cessar-fogo. Nesta quinta (18) e sexta-feira (19), segundo o balanço do Ministério da Saúde Libanês, 68 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas em decorrência de bombardeios e ataques aéreos israelenses.

O chamado memorando de entendimento previa um cessar-fogo “em todas as frentes, incluindo o Líbano“, condição na qual Teerã havia insistido para encerrar o conflito. O Irã é aliado do movimento islamista libanês Hezbollah.

Diplomata do Golfo confirma cessar-fogo entre Israel e Hezbollah

 Bombardeio israelense no sul do Líbano/ AFP

Um diplomata do Golfo confirmou que uma trégua foi alcançada nesta sexta-feira (19) entre Israel e o Hezbollah, negociada por Catar, Estados Unidos e Irã, depois que ataques mortais no Líbano ameaçaram o acordo entre Washington e Teerã para acabar com a guerra.

Hezbollah e Israel concordaram em interromper as hostilidades em um acordo mediado por Catar, Estados Unidos e Irã“, disse o diplomata à AFP, sob a condição de anonimato. O cessar-fogo deve entrar em vigor na tarde de sexta-feira, acrescentou o diplomata.

“Todo o Líbano deveria queimar”, diz ministro de Israel

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, de ultradireita, afirmou que “todo o Líbano deveria arder” após um dispositivo explosivo do Hezbollah ter matado quatro soldados israelenses em território libanês na madrugada desta sexta-feira (19).

Para cada lágrima derramada por uma mãe israelense, mil mães libanesas deveriam chorar“, afirmou Ben Gvir na rede social X. “Todo o Líbano deveria arder.”

Ben Gvir tem pressionado repetidamente por ataques israelenses mais intensos no Líbano, incluindo contra a capital, Beirute, mesmo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, obrigando Israel a reduzir os ataques.

Com todo o respeito aos americanos, Israel precisa deixar claro para o mundo inteiro que o sangue de nossos filhos e a segurança de nossos cidadãos não estão em jogo”, declarou o ministro.

O ministro das Finanças de extrema-direita, Bezalel Smotrich, que afirmou ser uma “manhã difícil”, também conclamou a realização de greves punitivas no Líbano. “É hora de falar com fogo”, escreveu na rede social X. “De abrir os portões do inferno.”

As forças israelenses ocupam uma vasta faixa de território no sul do Líbano. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deixou claro que não tem intenção de se retirar.

Exigência iraniana

O Irã solicitou garantias de que as hostilidades no Líbano cessarão antes de retomar as negociações com os Estados Unidos na Suíça, informou um diplomata com conhecimento do assunto à CNN.

“Os iranianos solicitaram garantias de que as hostilidades no Líbano cessarão, conforme estipulado no acordo assinado”, disse a fonte, acrescentando que “os mediadores estão trabalhando para resolver a questão”.

O diplomata descreveu as negociações planejadas como “temporariamente suspensas em decorrência dos ataques israelenses no Líbano”, sem especificar quando os mediadores esperam retomá-las.

Tensões entre EUA e Israel

Na quinta-feira (18), o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, criticou duramente os israelenses que se opõem ao acordo com o Irã, afirmando que o presidente americano, Donald Trump, é o único aliado de Israel, em uma forte repreensão com referência aos bilhões em ajuda militar que o país recebe dos EUA.

Vance defendeu o acordo firmado nesta semana para pôr fim à guerra com o Irã, criticado nos EUA e em Israel por não conseguir conter o programa de mísseis do Irã e por não oferecer um caminho claro para o desmantelamento de suas instalações nucleares, ao mesmo tempo em que restringe Israel em sua guerra contra militantes do Hezbollah no Líbano.

Trump tem criticado repetidamente Israel, seu aliado de longa data, trazendo mais tensão ao quadro quase quatro meses após os dois países se unirem para atacar o Irã.

Questionado em uma coletiva de imprensa na Casa Branca sobre reportagem segundo a qual o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, estaria furioso com o acordo, Vance disse não ter ouvido tais comentários do premiê, mas criticou membros do gabinete do israelense, que, segundo ele, criticaram o acordo e atacaram Trump pessoalmente.

Minha mensagem para eles seria dupla. Primeiro: Donald J. Trump é o único chefe de Estado em todo o mundo que demonstra simpatia pela nação de Israel neste momento“, disse o vice-presidente aos jornalistas da Casa Branca.

“Se eu estivesse no gabinete do governo israelense, talvez não tenha atacado o único aliado poderoso que me resta em todo o mundo”.

Ele disse que também lembraria a esses membros do gabinete que dois terços das armas defensivas que protegeram Israel “foram fabricadas por mãos norte-americanas e pagas com o dinheiro dos contribuintes norte-americanos”.

Os Estados Unidos fornecem a Israel cerca de US$ 4 bilhões em assistência militar por ano. Os dois países estão negociando um novo acordo de ajuda.

O problema para Israel não é Donald J. Trump, e qualquer pessoa em Israel que ache que seu maior problema é o presidente dos Estados Unidos precisa acordar e enxergar a realidade da situação em que o país se encontra”, declarou Vance.

O gabinete de Netanyahu e o Ministério das Relações Exteriores de Israel não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

Israel se opõe ao acordo

Autoridades israelenses de alto escalonamento afirmaram anonimamente que os termos do acordo eram ruínas para Israel porque não abordaram as preocupações sobre o programa nuclear e de mísseis balísticos do Irã, visão que, segundo eles, é compartilhada por toda a liderança israelense.

Trump tentou minimizar as preocupações de Israel durante suas considerações finais na quarta-feira (17), na cúpula do G7, na França. Netanyahu poderia adotar uma “abordagem mais branda” na luta contra os militantes do Hezbollah no Líbano, disse Trump.

Em seus primeiros comentários desde o acordo, Netanyahu disse em um evento público que Israel valoriza sua relação com os EUA, mas continuará a ocupar o sul do Líbano para garantir a segurança dos cidadãos que vivem perto da fronteira norte de Israel.

“Isso exige a manutenção da faixa de segurança no sul do Líbano; exige que não saíamos de lá enquanto as necessidades de segurança de Israel assim o exigem”, pontuou Netanyahu.

Israel publicou na quinta-feira (18) um mapa mostrando uma zona de controle militar ampliada no sul do território libanês e afirmou que não descartaria a possibilidade de ataques além dela, desafiando os termos do pacto entre os EUA e o Irã.

Israel corta relações com chefe da diplomacia da UE

 Chefe da política externa e diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas/Nicolas TUCAT / AFP

A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, reagiu após o ministro israelense das Relações Exteriores, Gideon Sa’ar, ter afirmado que não tinha alternativa senão romper todo o contato com ela, depois do seu comentário de comparar a gestão de Israel ao ex-regime racista de apartheid da África do Sul. Segundo noticiado pela mídia, Kallas teria feito esta declaração durante uma viagem ao México, em maio, onde se reuniu com autoridades do governo mexicano.

Valorizo o diálogo e o envolvimento com Israel e a União Europeia continua empenhada numa relação construtiva com o país”, respondeu Kallas, mas sem fazer referência ao alegado comentário sobre o apartheid.

Em uma publicação nas redes sociais, Kallas ainda acrescentou que a posição da UE é firme: a solução de dois Estados continua a ser o único caminho viável para a paz no Oriente Médio. “A UE condenou os assentamentos israelenses ilegais na Cisjordânia, que tornam cada vez mais difícil alcançar esse objetivo“, enfatizou.

Até ao momento, ela não emitiu qualquer desmentido, esclarecimento ou resposta a esta declaração grave. Mesmo nestas suas palavras, evita negar ou condenar o que lhe é atribuído e foi divulgado publicamente. Se de fato disse essas coisas vergonhosas e caluniosas, assuma-as. Se não as disse, desminta-as. Por isso, enquanto ministro das Relações Exteriores do Estado de Israel, não tenho alternativa senão cortar todo o contato com a Sra. Kallas até que ela retire a calúnia de derramamento de sangue que dirigiu ao único Estado judaico do mundo“, disse Sa’ar.

A solução de dois Estados é defendida pela maioria da comunidade internacional e prevê a criação de dois Estados soberanos e democráticos no território da antiga Palestina sob Mandato, com Jerusalém como capital de ambos. Também em setembro passado, 142 países votaram a favor de uma solução de dois Estados na Assembleia-Geral das Nações Unidas. Israel, Argentina, Hungria, Micronésia, Nauru, Palau, Papua-Nova Guiné, Paraguai, Tonga e os Estados Unidos votaram contra, enquanto 12 países se abstiveram.

Começa oficialmente o período de negociações de 60 dias do acordo entre EUA e Irã

Teerã, capital do Irã./AFP

Começa oficialmente o período negociações de 60 dias do acordoentre EUA e IrãO vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, anunciou que o prazo de 60 dias de negociações de um acordo de paz final com o Irã, incluindo o programa nuclear iraniano e as sanções contra Teerã, começou oficialmente nesta quinta-feira (18).

O documento foi assinado eletronicamente pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e pelo homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian. “No seguimento da assinatura do memorando de entendimento, que estabelece o quadro negocial entre os dois países, começou a contar o tempo determinado a partir de hoje”, disse Vance, em conferência de imprensa na Casa Branca.

J.D. Vance indicou que planeja participar no processo das conversações, que devem decorrer na Suíça, sugerindo viajar já no próximo fim de semana para o país. “Esse ainda é o plano, mas pode mudar, porque não é fácil obter respostas de um país como o Irã, por isso vamos tentar descobrir exatamente quando é que isso vai acontecer. Imagino que seja este fim de semana, mas não tenho a certeza“, afirmou.

O vice-presidente deixou ainda palavras duras aos israelenses críticos deste acordo, aconselhando que talvez não fosse o mais bem pensado atacar o único aliado poderoso que ainda têm.

Em coletiva de imprensa na Casa Branca, Vance ainda lembrou que Trump era o único chefe de Estado em todo o mundo que é simpático a nação de Israel neste momento e repreendeu membros do governo israelense uma vez que a maioria das suas armas foi fornecida através de financiamento dos EUA. “O problema para Israel não é Donald J. Trump e qualquer pessoa em Israel que acha que o seu maior problema é o presidente dos Estados Unidos precisa acordar e perceber a situação em que o país se encontra“, alertou Vance.

Após as criticas, o embaixador de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, garantiu que o seu país confia em Trump para negociar um acordo de paz definitivo. “Temos uma ligação muito forte com os Estados Unidos, com o presidente Trump e com a sua administração. Lutamos juntos. Vencemos juntos a guerra contra Teerã e estamos gratos pela sua liderança“, apontou Danon em entrevista ao canal CNN.

O diplomata afirmou que o memorando de entendimento é apenas o início das conversações. “Vamos analisar os resultados finais das negociações e confiamos no presidente Trump. Ele sabe negociar e o seu compromisso de que o Irã não terá capacidade nuclear é crucial“, sublinhou.

Ataque de drone faz teto de refinaria ‘voar pelos ares’ em Moscou, na Rússia

Ataque de drones atinge refinaria em Moscou

Moscou, capital da Rússia, foi alvo de um ataque em série com drones ucranianos nesta quinta-feira (18), segundo autoridades locais. Um deles atingiu a refinaria de petróleo da capital russa, provocando uma explosão que fez o teto do local “voar pelos ares”.

Um vídeo registrado por moradores de Moscou registrou o momento (veja acima). Nas imagens, é possível ver o teto da refinaria inteiro sendo lançado para cima com a explosão.

Uma verificação feita pela agência de notícias Reuters com base na geolocalização constatou que o vídeo foi gravado nesta quinta na capital russa. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, também confirmou que drones ucranianos atingiram a refinaria da cidade.

Este foi o segundo ataque que atinge o local nesta semana. O governo ucraniano tem feito ofensivas frequentes com drones no território russo. Segundo a Rússia, o sistema de defesa aéreo do país destruiu 555 drones só nesta quinta. Na região de Moscou, o prefeito da cidade, Sergei Sobyanin, relatou ter abatido 180 drones.

Na terça-feira (16), a mesma refinaria foi alvo de um ataque que causou danos generalizados nas instalações de energia russas.

Além da refinaria, um edifício residencial, uma instalação industrial e algumas casas foram danificadas no ataque desta quinta, informou o governo. Os impactos se estenderam para o tráfego aéreo da capital, com o principal aeroporto tendo suas operações temporariamente suspensa e pessoas evacuadas.

Zelensky articula no G7

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, encontrou com os líderes europeus na terça-feira (16) na cúpula do G7 na França. Segundo ele, no encontro foi discutido a aplicação de novas sanções contra a Rússia, e os líderes demostraram apoio à adesão da Ucrânia à União Europeia.

Zelensky se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o presidente da França, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney; o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi; além do Presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A reunião ocorreu a portas fechadas, mas um diplomata francês que não quis se identificar afirmou à agência de notícias Reuters que os líderes do G7 concordaram que a dinâmica no campo de batalha agora favorece a Ucrânia e se comprometeram a fornecer a Kiev mais recursos de defesa aérea.

Houve unanimidade entre todos os líderes do G7 de que a Rússia não está vencendo a guerra e precisa fazer um acordo o mais rápido possível. O G7 discutiu sanções aos setores de energia, bancário e militar da Rússia“, contou Zelensky em entrevista à Reuters, acrescentando que voltou a pressionar os aliados pela adesão de seu país à União Europeia: “A Ucrânia precisa de soluções criativas para entrar rapidamente na UE ou a Rússia encontrará maneiras de impedir a admissão”.

Questionado por jornalistas, Trump disse que a reunião havia sido “muito boa” e que a Rússia deveria fazer um acordo de paz com a Ucrânia, acrescentando que faria o possível para acabar com a guerra.

Em um post na rede social X, com imagens do começo do encontro, Zelensky afirmou que os EUA concordaram em fornecer suporte e detalhou:

As prioridades estão claras: mais mísseis de defesa aérea – junto com licenças para produzi-los -, pacote de apoio ao inverno e intensificação da pressão sobre a Rússia. (…) É fundamental que tudo o que foi discutido seja implementado. A Rússia deve aprender que sua guerra nunca será normalizada”.

Na madrugada desta quinta-feira, o ministro da defesa alemão, Boris Pistorius, disse que o país vai financiar um quatro do pacote de armas dos EUA com 200 milhões de euros.

Líderes mundiais reagem à assinatura do acordo EUA-Irã

Após a assinatura oficial do acordo de 14 pontos entre os Estados Unidos e o Irã, líderes mundiais saudaram os esforços diplomáticos.

Uma versão física do memorando de entendimento foi assinada pelo presidente Donald Trump e pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, na quarta-feira (17) e, segundo autoridades iranianas e paquistanesas, entrou em vigor imediatamente.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que o chamado “Memorando de Entendimento de Islamabad” determina como medidas iniciais a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã e o início do fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos.

Saiba o que disseram

O presidente francês, Emmanuel Macron, que recebeu o presidente Donald Trump para um jantar durante a Cúpula do G7, afirmou que o acordo “abre caminho para uma paz duradoura” e levará à queda dos preços da energia.

O principal diplomata da China, o ministro das Relações Exteriores Wang Yi, também saudou o acordo EUA-Irã, dizendo, em um telefonema com seu homólogo iraniano, que “chegou o alvorecer da paz“, segundo a mídia estatal chinesa.

O Paquistão, que tem desempenhado um papel de mediação nas negociações entre Washington e Teerã, também endossou o acordo, segundo o primeiro-ministro Shehbaz Sharif.

A assinatura deste acordo no mais alto nível dos respectivos governos demonstra o compromisso de ambos os lados com uma resolução diplomática do conflito”, disse ele.

O secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark Rutte, disse que “acolhe com satisfação” o memorando. O documento irá “reduzir” a capacidade nuclear do Irã e “restaurar a liberdade de navegação”, disse Rutte na quinta-feira.

Diversos senadores democratas americanos criticaram o acordo, afirmando que é um bom negócio para o Irã, mas não para os Estados Unidos.

O líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, pontuou que o acordo “será considerado um dos maiores desastres americanos, e isso porque Trump começou essa guerra”, acrescentando: “ele não sabia como terminá-la”.

Em declarações à imprensa no Capitólio, a senadora Elizabeth Warren : “Eu entendo como os iranianos saem ganhando com este memorando de entendimento, mas certamente não vejo como isso ajuda uma única família americana”.

E o senador democrata da Califórnia, Adam Schiff, afirmou: “Este parece ser um ótimo acordo para o Irã e um péssimo acordo” para os EUA. “É um acordo para chegar a um acordo sobre questões futuras, mas com poucos incentivos para o Irã realmente concordar com esses termos.

Trump diz que acordo provisório com Irã não é definitivo e faz alerta

Presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (17) que o memorando de entendimento com o Irã não é definitivo e que ele poderia retomar os ataques contra o país do Oriente Médio.

É um memorando de entendimento. E se eu não gostar, voltaremos a atirar neles, a bombardear suas cabeças. Se eu não gostar, se eles não se comportarem, voltaremos a bombardear bem no meio da cabeça deles, ok?”, disse Trump na cúpula do G7 na França.

O presidente afirmou ainda que o memorando de entendimento não inclui o alívio imediato das sanções, destacando que esse assunto será debatido posteriormente.

*em atualização

Salão de baile da Casa Branca pode chegar a custar perto de R$ 3 bilhões

Ala Leste da Casa Branca começou a ser demolida para construção do salão de baile/Brendan Smialowski/AFP

O salão de baile da Casa Branca, um projeto especialmente feito pelo presidente Donald Trump, custará até US$ 600 milhões (aproximadamente R$ 3 bilhões), dos quais mais da metade sairão do bolso dos contribuintes, publicou o jornal The Washington Post nesta terça-feira (16).

Inicialmente, Trump apresentou o projeto no ano passado como uma iniciativa totalmente privada, financiada com seus recursos próprios e por outros doadores por um valor que não passaria dos US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão).

O atual ocupante da Casa Branca autorizou em seguida a demolição da Ala Leste da residência presidencial americana para realizar o projeto, o que provocou reclamações de associações de preservação do patrimônio, que conseguiu bloquear parcialmente a obra.

O jornal reproduziu uma estimativa específica de custos preparada para o governo Trump pela Clark Construction, a empreiteira responsável por construir o salão de baile. Em 31 de março, Trump anunciou aos jornalistas o orçamento do projeto: até US$ 400 milhões (aproximadamente R$ 2 bilhões), “livres de impostos para os contribuintes”.

Mas um relatório elaborado três semanas antes de estimar o custo total em US$ 600 milhões (cerca de R$ 3 bilhões), mais da metade proveniente de cofres públicos, destacou o Post. No entanto, a Casa Branca insistiu, nesta terça-feira, em um comunicado enviado à AFP, que Trump e os doadores estavam assumindo a maior parte dos custos.

O presidente Trump e os patriotas americanos generosos estão financiando o salão de baile por um montante de aproximadamente 400 milhões de dólares, o que será um lugar seguro e protegido para presidentes durante gerações”, disse a porta-voz Davis Ingle.

Um suposto complô de ataque à Casa Branca no último domingo, durante uma luta de artes marciais erradas à qual assistiram Trump e outros altos funcionários “demonstraram exatamente porque o projeto de modernização da Ala Leste é extremamente necessário para eventos de grande escala“, destacou. Ingle acrescentou que o projeto do salão de baile estava “ligado indissoluvelmente” à segurança presidencial.

Após as sentenças de um juiz que ordenaram a paralisação da obra, Trump convocou os jornalistas, em maio, diante da construção, onde apresentou um projeto consideravelmente mais ambicioso: salas no subsolo, incluindo um pequeno hospital, e uma pista para drones na cobertura.

Enquanto isso, o Congresso destinou US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões) para a segurança da Casa Branca, o que foi duramente criticado pela oposição democrata.

A empresa construtora disse que os detalhes do projeto são espaçosos. Trump insiste que a Casa Branca precisa de um salão de baile para receber os convidados de honra com segurança. O tradicional jantar de correspondência da Casa Branca, em abril, em um hotel de Washington, foi suspenso após um homem tentar entrar atirando.

Trump critica Netanyahu e diz que ele deve ser “responsável” com o Líbano

Trump revela que chamou o líder israelense Netanyahu de "louco"; entenda impactos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou clara sua frustração com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, dizendo a repórteres nesta terça-feira (16) que ele precisava ser “mais responsável em relação ao Líbano”.

Trump entrou em conflito com Netanyahu diversas vezes nos últimos meses, acreditando que o líder israelense e seu governo estavam dificultando um acordo entre os EUA e o Irã ao atacar o Hezbollah no Líbano.

O Irã insiste que qualquer acordo de cessar-fogo deve incluir o Líbano.

Sem mim, não haveria Israel, porque nenhum outro presidente estaria disposto a fazer o que eu fiz”, disse Trump em resposta a uma pergunta sobre se ele estava frustrado com Netanyahu.

Tive um ótimo relacionamento com Bibi, mas agora Bibi precisa ser mais responsável em relação ao Líbano”, continuou ele, referindo-se ao primeiro-ministro israelense por seu apelido.

Netanyahu tem evitado confrontos públicos com Trump. Falando sobre o acordo EUA-Irã na segunda-feira (15), ele disse: “Há casos em que o presidente Trump e eu não concordamos. […] Sou responsável pelos interesses de segurança de Israel, e isso precisa ser feito com sabedoria.”

Uma fonte israelense informou que o primeiro-ministro está tentando organizar um encontro após o retorno do americano da Cúpula do G7 na Europa.

Trump repreendeu duramente Israel no domingo (14), após as Forças de Defesa israelenses atacarem Beirute em resposta a disparos do Hezbollah contra o norte de Israel, afirmando que o ataque à capital libanesa “não deveria ter acontecido”. Ele também classificou o ataque do Hezbollah como “muito pequeno e sem significado”.

A troca pública de críticas contrasta fortemente com a frente unificada que os dois líderes demonstraram no início da guerra envolvendo o Irã e representa o mais recente episódio de uma série de divergências visíveis à medida que Trump tenta encerrar as hostilidades.

O presidente americano já havia limitado a liberdade de ação militar de Israel no Líbano; na semana passada, ordenou que Netanyahu cancelasse planos de ataque contra o Irã depois que Teerã lançou mísseis contra Israel pela primeira vez desde o cessar-fogo de abril.

De acordo com a fonte israelense, Netanyahu busca uma reunião com o presidente dos Estados Unidos após seu retorno do G7 para esclarecer e apresentar as posições de Israel nas negociações.

Israel está particularmente preocupado em preservar sua liberdade de atuação contra o Hezbollah no Líbano, enquanto o Irã pressiona pela retirada israelense, afirmou a fonte.

O governo israelense também teme que o acordo em negociação entre Washington e Teerã reduza a pressão econômica sobre o Irã sem abordar a questão nuclear, um resultado que poderia estabilizar o regime iraniano justamente em um momento em que Israel busca enfraquecê-lo ainda mais.