
Moscou, capital da Rússia, foi alvo de um ataque em série com drones ucranianos nesta quinta-feira (18), segundo autoridades locais. Um deles atingiu a refinaria de petróleo da capital russa, provocando uma explosão que fez o teto do local “voar pelos ares”.
Um vídeo registrado por moradores de Moscou registrou o momento (veja acima). Nas imagens, é possível ver o teto da refinaria inteiro sendo lançado para cima com a explosão.
Uma verificação feita pela agência de notícias Reuters com base na geolocalização constatou que o vídeo foi gravado nesta quinta na capital russa. O prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin, também confirmou que drones ucranianos atingiram a refinaria da cidade.
Este foi o segundo ataque que atinge o local nesta semana. O governo ucraniano tem feito ofensivas frequentes com drones no território russo. Segundo a Rússia, o sistema de defesa aéreo do país destruiu 555 drones só nesta quinta. Na região de Moscou, o prefeito da cidade, Sergei Sobyanin, relatou ter abatido 180 drones.
Na terça-feira (16), a mesma refinaria foi alvo de um ataque que causou danos generalizados nas instalações de energia russas.
Além da refinaria, um edifício residencial, uma instalação industrial e algumas casas foram danificadas no ataque desta quinta, informou o governo. Os impactos se estenderam para o tráfego aéreo da capital, com o principal aeroporto tendo suas operações temporariamente suspensa e pessoas evacuadas.
Zelensky articula no G7
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, encontrou com os líderes europeus na terça-feira (16) na cúpula do G7 na França. Segundo ele, no encontro foi discutido a aplicação de novas sanções contra a Rússia, e os líderes demostraram apoio à adesão da Ucrânia à União Europeia.
Zelensky se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o presidente da França, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney; o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi; além do Presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
A reunião ocorreu a portas fechadas, mas um diplomata francês que não quis se identificar afirmou à agência de notícias Reuters que os líderes do G7 concordaram que a dinâmica no campo de batalha agora favorece a Ucrânia e se comprometeram a fornecer a Kiev mais recursos de defesa aérea.
“Houve unanimidade entre todos os líderes do G7 de que a Rússia não está vencendo a guerra e precisa fazer um acordo o mais rápido possível. O G7 discutiu sanções aos setores de energia, bancário e militar da Rússia“, contou Zelensky em entrevista à Reuters, acrescentando que voltou a pressionar os aliados pela adesão de seu país à União Europeia: “A Ucrânia precisa de soluções criativas para entrar rapidamente na UE ou a Rússia encontrará maneiras de impedir a admissão”.
Questionado por jornalistas, Trump disse que a reunião havia sido “muito boa” e que a Rússia deveria fazer um acordo de paz com a Ucrânia, acrescentando que faria o possível para acabar com a guerra.
Em um post na rede social X, com imagens do começo do encontro, Zelensky afirmou que os EUA concordaram em fornecer suporte e detalhou:
“As prioridades estão claras: mais mísseis de defesa aérea – junto com licenças para produzi-los -, pacote de apoio ao inverno e intensificação da pressão sobre a Rússia. (…) É fundamental que tudo o que foi discutido seja implementado. A Rússia deve aprender que sua guerra nunca será normalizada”.
Na madrugada desta quinta-feira, o ministro da defesa alemão, Boris Pistorius, disse que o país vai financiar um quatro do pacote de armas dos EUA com 200 milhões de euros.






