O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou na Assembleia Geral da ONU em Nova York nesta terça-feira (23) reafirmando a defesa da soberania brasileira. Sem citar o líder americano Donald Trump diretamente, Lula voltou a criticar o tarifaço de 50% imposto pelo americano a exportações brasileiras.
Defesa da democracia e da soberania
O presidente Lula iniciou seu discurso com a defesa da soberania dos países, em uma reação à taxação do Brasil pelos Estados Unidos e às sanções aplicadas contra integrantes do governo e ao Judiciário brasileiro.
Sem citar Donald Trump, afirmou considerar tentativas de interferir no Judiciário como uma “agressão inaceitável”.
—Não há justificativa para as medidas unilaterais arbitrárias contra nossas instituições e nossa economia. (…) Nossa nossa democracia e nossa soberania são inegociáveis — disse Lula.
Lula disse que “mesmo sob ataques sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia”, em alusão ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Existe um evidente paralelo entre a crise do multilatelarismo e o enfraquecimento da democracia.
O autoritarismo se fortalece quando nos omitimos frente à arbitrariedade, quando a comunidade internacional vacila na defesa da paz, da soberania e do direito, as consequências são trágicas.
Crise da democracia no mundo
Lula se mostrou preocupado com o que chamou de “forças antidemocráticas” ao redor do mundo e associou a crise do multilateralismo com a da democracia globalmente.
— Existe um evidente paralelo entre a crise do multilateralismo e o enfraquecimento da democracia. O autoritarismo se fortalece quando nos omitimos frente à arbitrariedade. Quando a comunidade internacional vacila na defesa da paz, da soberania e do direito, as consequências são trágicas — disse.
Crítica à anistia e a ingerência externa no Brasil
Também sem citar o nome de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Lula criticou a ação do deputado nos Estados Unidos para ampliar sanções do país contra o Brasil e autoridades brasileiras.
Regulação das plataformas digitais
Lula defendeu na ONU a regulamentação das plataformas digitais. O presidente afirmou que as redes sociais “tem sido usadas para semear intolerância, misoginia, xenofobia, homofobia e desinformação”.


