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Leão XIV recebeu muito mais de 100 votos em conclave, diz cardeal

Leão XIV recebeu 'mais de 100 votos no Conclave', diz cardeal | Mundo | G1

O norte-americano Robert Francis Prevost recebeu “muito mais de 100 votos” dos 133 eleitores do conclave que o escolheu como papa Leão XIV.

A informação foi revelada neste sábado (10) pelo cardeal Désiré Tsarahazana de Madagascar, arcebispo metropolitano de Toamasina, ao deixar o primeiro encontro do novo pontífice com o Colégio Cardinalício, no Vaticano.

“Ele é um excelente Papa e teve muito mais de 100 votos”, contou.

De acordo com Tsarahazana, a primeira reunião conduzida por Leão XIV nesta manhã “correu muito bem” e todos os cardeais que estão reunido em Roma devido ao conclave falaram “sobre a necessidade de tornar a Igreja mais colegial”.

Prevost, de 69 anos, foi eleito na última quinta-feira (8) como o 267º papa, assumindo o trono inaugurado por São Pedro e ocupado por Francisco entre março de 2013 e abril de 2025, e vai liderar um rebanho de mais de 1 bilhão de fiéis em todos os cantos do mundo.

Em seu primeiro discurso, o pontífice americano, alinhado com a ala reformista do clero, evocou bandeiras do finado Jorge Bergoglio, morto em função de um AVC no último dia 21 de abril, como a defesa incansável da paz e a promoção de uma Igreja “missionária e aberta a pontes de diálogo”, bem como a “todos aqueles que precisam de nossa caridade, presença e amor”.

Já em sua primeira missa perante a cardeais e funcionários do Vaticano, na última sexta-feira (9), Leão XIV reforçou a necessidade da Igreja Católica ser um farol “nas noites escuras” e lamentou o declínio da fé, alertando que “reduzir Jesus a um líder ou super-homem é ateísmo”.

Primeiro sinal de fumaça do conclave sai branco e confunde até social media do Vaticano

No X, Vaticano postou que nesta manhã fumaça tinha sido branca — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O primeiro sinal da fumaça da chaminé da Capela Sistina na manhã desta quinta-feira (8) foi branco. A densa fumaça preta só veio instantes depois. O sinal confundiu o social media do Vaticano, que chegou a postar em suas redes sociais que a fumaça era, na verdade, branca.

Os 133 cardeais estavam reunidos na Capela Sistina para o segundo dia de votação para a escolha de um novo papa.

Às 11h51, no horário de Roma, a fumaça saiu da Capela Sistina. No entanto, seus primeiros segundos foram de uma fumaça esbranquiçada que, instantes depois, se tornou uma densa nuvem preta.

O sinal, no entanto, confundiu até mesmo o social media do vaticano, que publicou na conta oficial do Vaticano no X que a fumaça era branca. Com isso, já teríamos um novo papa — o que não aconteceu.

Fumaça preta: Papa não é eleito na manhã do segundo dia de conclave

A chaminé da Capela Sistina expeliu fumaça preta na manhã desta quinta-feira (8), no horário de Brasília, o que significa que não houve consenso entre os cardeais nas duas primeiras votações do 2º dia de conclave. O novo papa ainda pode sair nesta quinta —duas novas votações ocorrerão à tarde.

Esta é a segunda fumaça preta deste conclave, e significa que não houve definição de papa nas três primeiras votações realizadas pelos cardeais.

A fumaça desta quinta-feira para os votos realizados durante a manhã também saiu mais tarde do que nos últimos dois conclaves, em 2013 e 2005. A primeira fumaça deste conclave, na quarta-feira, saiu com cerca de duas horas de atraso em relação ao indicado pelo Vaticano.

No entanto, os fiéis da Igreja Católica ainda poderão ver um novo papa ser anunciado nesta quinta-feira, porque duas novas rodadas de votação no conclave ocorrerão durante a tarde:

Perto de 12h30: terceira rodada de votação do dia. Se o papa for definido, sairá fumaça branca. Se não for definido, nada acontecerá;

Perto de 14h: quarta rodada de votação do dia. Se o papa for definido, sairá fumaça branca da chaminé da Capela Sistina. Se não houver definição, sairá fumaça preta.

Conclave: fumaça preta demorou mais a sair do que em votações anteriores

A fumaça preta — que indica que o papa ainda não foi eleito — demorou mais tempo para aparecer no primeiro dia deste Conclave do que nas votações anteriores, de 2005 e 2013.

O Vaticano previa que a primeira e única fumaça a sair da chaminé da Capela Sistina nesta quarta-feira (7) saísse às 14h10 (no horário de Brasília), mas o sinal foi visto somente às 16h.

No primeiro dia da eleição de 2005, que culminou na escolha do papa João Paulo II, a fumaça foi vista às 14h58. Já no conclave de 2013, que terminou com a escolha do papa Bento XVI, o sinal que marca a necessidade de uma nova votação foi visto às 14h41.

E por que a fumaça demorou? Internamente, no Vaticano, um possível motivo especulado para o atraso foi uma pregação antes da votação que pode ter se estendido, segundo apurou o jornalista César Tralli. Uma outra possibilidade é o fato de que a maioria dos eleitores participa do primeiro conclave, de maneira que a inexperiência dos cardeais com os ritos possa ter gerado o atraso.
Para que o novo papa fosse eleito nesse primeiro dia de conclave, seria necessário que um dos cardeais obtivesse 89 votos, ou seja, mais de 75% dos 133 votos em jogo nesse conclave.

Agora, os fiéis da Igreja Católica terão agora de esperar até quinta-feira (8), quando novas rodadas de votação ocorrerão (saiba mais abaixo sobre o processo de votação).

Conclave: primeira rodada geralmente tem votos simbólicos de ‘respeito e amizade’

O primeiro dia de conclave, nesta quarta-feira (7), terminou sem a escolha do novo papa. Isso não é uma surpresa.

Nunca um papa foi eleito logo na primeira votação.

Os cardeais se reúnem a portas fechadas pela primeira vez no Vaticano para escolher o novo papa após a missa Pro Eligendo Romano Pontifice, rezada publicamente na Basílica de São Pedro.Apenas uma rodada de votação será realizada nesta quarta. Alguns desses votos do pleito inaugural são simbólicos, oferecidos como gestos de respeito ou amizade antes que a votação mais séria comece no dia seguinte.

Como são necessários dois terços (ou 89) dos votos dos 133 eleitores, a escolha de um papa “de primeira” é altamente improvável.

O primeiro dia, porém, pode apontar os nomes que se sobressaem entre as correntes políticas do Vaticano, impulsionando ou enterrando candidaturas.

De acordo com a própria Santa Sé, a única fumaça do dia — provavelmente na cor preta — deverá sair por volta das 14h, no horário de Brasília.

A duração média dos últimos 10 conclaves foi de 3,2 dias, e nenhum durou mais de cinco. As duas últimas eleições — em 2005, quando o papa Bento XVI foi escolhido, e em 2013, quando Francisco emergiu vencedor — foram concluídas em apenas dois dias.

O conclave ocorre ao longo de quantas rodadas de votação forem necessárias. Se os cardeais da Igreja Católica não tiverem escolhido um novo papa até o terceiro dia do conclave, então as coisas não estarão saindo como planejado.

Conclaves curtos, encerrados em poucos dias, projetam uma imagem de unidade, e a última coisa que os cardeais de vestes vermelhas querem é dar a impressão de que estão divididos e que a Igreja está à deriva após a morte do papa Francisco, no mês passado.

Caso a fumaça branca não saia em três dias, as votações serão interrompidas por 24 horas para que os cardeais tenham um período de oração e reflexão.

Fumaça preta: 1ª votação do conclave termina sem eleger novo papa

A chaminé da Capela Sistina expeliu fumaça preta após a primeira votação do conclave nesta quarta-feira (7), anunciando que um novo papa ainda não foi escolhido pelos cardeais.

A fumaça preta confirmou as expectativas para o primeiro dia do conclave, quando a possibilidade de que o novo pontífice fosse eleito era considerada muito baixa.

Dessa forma, os fiéis da Igreja Católica terão agora de esperar até quinta-feira (8), quando novas rodadas de votação no conclave ocorrerão.

A votação ocorreu cerca de duas horas após as portas da Capela Sistina serem fechadas, marcando o início oficial do conclave no qual os 133 cardeais aptos a votar para escolher um novo papa se isolam do mundo.

Entenda como será o primeiro dia de conclave

Conclave para a escolha do novo Papa inicia nesta quarta (7); entenda como  será esse primeiro dia - Portal MPA

O conclave para a escolha do novo papa inicia nesta quarta-feira (7) com uma série de rituais e procedimentos cuidadosamente planejados.

A série de eventos começa às 5h (horário de Brasília) com a missa “Pro Elegendo Pontifici”, dedicada à eleição do novo pontífice.

Raylson Araújo, especialista em Vaticano, ressalta a importância da homilia durante esta missa: “Merece muita atenção esse momento da homilia, porque provavelmente nós vamos ter ali alguns apontamentos que podem nortear o processo de votação”.

Segundo ele, as palavras proferidas neste momento podem oferecer indícios sobre o perfil do próximo papa.

Último momento público antes do isolamento

Araújo enfatiza que esta missa representa o último momento público antes do início oficial do conclave.

É o último momento que nós vamos ter um acesso a uma informação ali que vai ser direcionada para todos os cardeais”, explica o especialista.

Às 11h30 (horário de Brasília), os 133 cardeais votantes entrarão na Capela Sistina, marcando o início formal do conclave.

Após o fechamento das portas, há um discurso dentro da capela.

Antes da votação, realizarão juramentos coletivos e individuais, um procedimento que reafirma o compromisso com o sigilo e a seriedade do processo.

Logo, os votos começam, cada sessão de votação leva entre 1h00 e 1h30.

Rituais e simbolismo

O especialista destaca o aspecto litúrgico e simbólico do conclave: “É normal que aqueles que fazem a cobertura, tratem como a dimensão mais eleitoral, como uma eleição simplesmente, mas há uma dimensão de ritual aí”.

Araújo explica que os cardeais adentram a capela rezando, e o juramento faz parte dessa dimensão de oração.

A partir deste momento, os cardeais ficarão isolados até a escolha do novo papa.

A famosa chaminé da Capela Sistina será observada atentamente, pois a fumaça branca anunciará a eleição bem-sucedida, enquanto a fumaça preta indicará que ainda não houve consenso, necessitando de novas votações.

Conclave: Cardeais eleitores receberam dossiê favorável a conservadores

Conclave: Cardeais eleitores receberam dossiê favorável a conservadores |  CNN Brasil

Quando os cardeais entrarem na Capela Sistina nesta quarta-feira (7), no início do conclave, o processo de eleição de um novo pontífice, eles estarão isolados do mundo.

Mas isso não impede que as pessoas tentem influenciar o pensamento dos 133 clérigos que escolherão o sucessor do falecido papa Francisco.

Os eleitores têm permissão para receber materiais escritos e, nos dias que antecedem o conclave, receberam um livro sobre os colegas cardeais – um livro que contém uma mensagem clara.

Intitulado “Relatório do Colégio dos Cardeais”, o relatório oferece perfis de cerca de 40 candidatos papais, incluindo uma análise de suas posições em tópicos como bênçãos para pessoas do mesmo sexo, ordenação de diaconisas e os ensinamentos da Igreja sobre contracepção.

O subtexto: escolher um papa que levará a Igreja em uma direção diferente da do papa Francisco – cujas reformas progressistas irritaram alguns conservadores.

O relatório do Colégio Cardinalício está disponível gratuitamente online, mas também foi produzido em formato de livro de grande formato.

Um cardeal aposentado, inelegível para participar do conclave, disse à CNN que recebeu uma cópia impressa.

O projeto foi liderado por dois jornalistas católicos, Edward Pentin, do Reino Unido, e Diane Montagna, dos Estados Unidos – cujos trabalhos aparecem em sites de notícias católicos tradicionalistas e conservadores.

Montagna tem entregue o livro aos cardeais que entram e saem das reuniões pré-conclave, informou a Reuters.

Os autores do relatório afirmam ter produzido o recurso para ajudar os cardeais a “se conhecerem melhor” e que ele foi compilado por uma “equipe internacional e independente de jornalistas e pesquisadores católicos”.

O documento antecede o conclave em que os cardeais – um grupo diverso de 71 países, muitos deles nomeados por Francisco na última década – não se conhecem bem e têm usado crachás durante as reuniões.

Tentativa de influenciar o conclave

Questionado pela CNN se os cardeais poderão levar o relatório ao conclave, um porta-voz do Vaticano respondeu: “O que eles levarem depende deles”.

Mas dois advogados da Igreja afirmaram à CNN que o relatório está longe de ser imparcial e é uma tentativa de influenciar o conclave em uma direção anti-Francisco.

Por exemplo, o relatório descreve o cardeal Mario Grech, o prelado maltês encarregado de supervisionar um importante processo de reforma na Igreja Católica Romana, como “polêmico”, enquanto elogia o cardeal americano Raymond Burke, um crítico proeminente de Francisco.

O relatório foi compilado em associação com a Sophia Institute Press, uma editora de tendência tradicionalista sediada em New Hampshire, e a Cardinalis, uma revista sediada em Versalhes, França.

A Sophia Institute Press publica a radicalmente anti-Francisco “Crisis Magazine” e, em 2019, publicou o livro “Infiltration”, que afirma que, no século XIX, um grupo de “modernistas e marxistas” elaborou um plano para “subverter a Igreja Católica por dentro”.

Enquanto isso, a Cardinalis publica regularmente artigos sobre cardeais conservadores proeminentes.

O site do Relatório do Colégio de Cardeais tenta evitar acusações de parcialidade, afirmando: “Nossa abordagem é baseada em fatos e nos esforçamos para ser imparciais, oferecendo uma imagem o mais precisa possível do tipo de homem que um dia poderá substituir o Pescador” – uma referência ao primeiro papa, São Pedro.

Os autores também afirmam que há precedentes históricos para a iniciativa, apontando para épocas em que “diplomatas e outros escribas de confiança compilavam biografias mais detalhadas e confiáveis ​​dos cardeais e as distribuíam às partes interessadas”.

Pentin afirmou à CNN que o relatório “foi concebido e criado como um serviço aos membros do Sagrado Colégio para ajudá-los a se conhecerem, tendo em vista o próximo conclave e além. Naturalmente, buscamos tornar o site e o livreto que o acompanha acessíveis ao maior número possível de cardeais”.

Lei da Igreja tenta impedir interferências

Dawn Eden Goldstein, canonista e autora católica radicada em Washington, D.C., é cética.

Mesmo que estivessem pressionando por um cardeal nos moldes de Francisco, isso ainda é proibido pela lei da Igreja”, declarou ela à CNN.

Em suas regras sobre a eleição de papas, João Paulo II proibiu, sob pena de excomunhão, “todas as formas possíveis de interferência e oposição” de autoridades políticas, incluindo “qualquer indivíduo ou grupo” que “pudesse tentar exercer influência na eleição do papa”.

A ideia por trás do sigilo do conclave é impedir influências externas.

No passado, os monarcas europeus detinham o poder de veto em uma eleição papal, sendo a última exercida em 1903.

Mas o conclave de 2025 tem sido alvo de vários tipos de tentativas de influenciá-lo.

Sobreviventes de abuso sexual clerical criaram um banco de dados para verificar o histórico dos cardeais na abordagem da questão, enquanto as redes sociais têm estado repletas de conteúdo controverso – desde vídeos gerados por IA de cardeais festejando na Capela Sistina até o presidente dos EUA, Donald Trump, divulgando uma imagem artificial de si mesmo como papa.

Possíveis financiadores do relatório

Grupos católicos conservadores bem financiados estão entre os possíveis influenciadores.

A Sophia Institute Press publica livros em parceria com a The Eternal Word Network (EWTN), a maior emissora religiosa do mundo e que frequentemente oferece espaço aos críticos de Francisco.

O Napa Institute, um grupo católico conservador, esteve presente em Roma na preparação para o conclave, assim como a Papal Foundation, um grupo de filantropos católicos.

Esta sala poderia arrecadar um bilhão para ajudar a Igreja. Contanto que tenhamos o papa certo”, exclamou um apoiador anônimo da Papal Foundation ao Times de Londres.

Alguns membros desses grupos também apoiam Trump.

Tim Busch, advogado californiano e cofundador do Napa, descreveu o governo Trump como o “mais cristão que ele já viu”. Embora Busch tenha rejeitado a alegação de ser “anti-Francisco”, ele disse que o arcebispo ultraconservador Carlo Maria Viganò “nos prestou um grande serviço” ao divulgar um dossiê de 2018 pedindo a renúncia do falecido papa.

Viganò foi excomungado no ano passado por cisma.

Kurt Martens, professor de direito canônico da Universidade Católica da América, explicou que a legislação da Igreja busca “proteger os cardeais contra todos os tipos de influência e interferência externa”. Ele citou o “Red Hat Report”, um grupo americano que, em 2018, buscava mais de US$ 1 milhão para compilar dossiês sobre candidatos, na tentativa de evitar uma repetição do conclave que elegeu Francisco.

Martens afirmou que iniciativas como o relatório dos cardeais e o Relatório Red Hat “pretendem não apenas fornecer informações objetivas, mas também informações distorcidas, buscando, assim, influenciar o resultado do conclave”.

Ele acrescentou:

Segundo as regras de São João Paulo II, isso é absolutamente proibido”.

Ao mesmo tempo, os cardeais não são facilmente influenciáveis.

O Cardeal Oswald Gracias, arcebispo aposentado de Bombaim, contou à CNN que está alertando os colegas cardeais sobre “notícias falsas” nas redes sociais.

Ele disse que recebeu o livro sobre os cardeais, mas não o leu. “É um volume bem produzido, mas espero que seja preciso”, acrescentou.

Na abertura do conclave, cardeal pede papa que a Igreja precisa ‘em momento tão difícil e complexo da história’

Em homilia de missa que antecede as votações do primeiro dia de conclave, o cardeal decano Giovanni Battista Re pediu luz para os cardeais que vão votar para escolher o novo papa. A missa Pro Eligendo Pontifice teve início nesta quarta-feira (7), às 5h no horário de Brasília – 10h, pelo horário local.

“Estamos aqui para invocar a ajuda do Espírito Santo, para implorar a sua luz e a sua força, a fim de que seja eleito o papa que a Igreja e a humanidade precisam neste momento tão difícil e complexo da história”, disse.

Ainda no texto, o decano elencou a unidade da Igreja Católica como uma das tarefas do novo pontífice.

“A unidade da Igreja é desejada por Cristo, uma unidade que não significa uniformidade, mas comunhão sólida e profunda na diversidade, desde que se permaneça plenamente fiel ao Evangelho”, disse.

“Entre as tarefas de cada Sucessor de Pedro conta-se a de fazer crescer a comunhão: comunhão de todos os cristãos com Cristo, comunhão dos bispos com o papa e comunhão dos ispos entre si. Não uma comunhão autorreferencial, mas totalmente orientada para a comunhão entre as pessoas, os povos e as culturas, tendo sempre em vista que a Igreja seja ‘casa e escola de comunhão'”, continuou.

Na missa de funeral do papa Francisco, o decano já havia falado sobre a paz no mundo atual. No momento, estavam presentes líderes mundiais.

Cardeais brasileiros vão para isolamento

Os sete cardeais brasileiros que irão participar do conclave foram para o isolamento dentro dos muros do Vaticano às 15h30 do horário de Brasília nesta terça-feira (6).

Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre e atual presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), falou ao vivo com a GloboNews antes de partir e revelou o que espera do novo papa:

“Que seja realmente o espírito de Deus a nos inspirar nesse momento importante, a fim de que a Igreja possa ter como seu pastor maior, como bispo de Roma, alguém de acordo com o coração do mestre, de Jesus. O perfil é aquele que o espírito nos indicar. Por isso é difícil dizer. Eu creio que o espírito de Deus dá para cada tempo o homem certo”.

Conclave movimenta as redes sociais

Os números das redes sociais mostram que a expectativa para a eleição do novo papa é grande. Segundo o jornal italiano “La Repubblica”, com dados da empresa de análise Arcadia, desde o dia 1º de maio, a palavra-chave conclave já foi usada mais de 5,3 milhões de vezes e houve um crescimento constante nas conversas sobre o tema.

De acordo com relatório divulgado pela empresa, o cardeal filipino Luis Antonio Tagle e o italiano Pietro Parolin, apontados como favoritos no conclave, lideram o ranking de menções online – com 338 mil e mais de 331 mil interações no X, respectivamente.

Parolin, que não tem perfil oficial em nenhuma plataforma, agora tem 12 contas não oficiais no X e três no Facebook.

Tagle tem página nas duas redes, com 641.495 seguidores no Facebook e 39.743 no X.

À espera da fumaça branca: Vaticano divulga horários das votações no conclave para escolha do novo papa

O público saberá os primeiros resultados do conclave perto de 14h de quarta-feira (7), anunciou o Vaticano. O conclave —eleição que escolherá o novo papa—começa na quarta.

A definição será conhecida pela cor da fumaça que sairá da capela Sistina, onde será realizada a votação. Se ela for preta, significa que a votação não chegou a um nome de consenso. A fumaça branca indica que o novo papa foi escolhido.

As fumaças significam a queima dos votos dos cardeais.

É improvável que a primeira votação eleja o novo papa. Esse cenário nunca aconteceu —isso porque a escolha do novo papa exige apoio de dois terços (ou 89) dos 133 cardeais, o que requer alguma articulação.

A partir do segundo dia, na quinta-feira, os cardeais votarão até quatro vezes —e até duas “rodadas” de fumaça serão conhecidas. Esse é o dia decisivo: nos últimos dois conclaves, a definição do papa se deu no segundo dia.

Funcionará assim, segundo o Vaticano:

Quarta, 7 de maio, primeiro dia de conclave, uma única fumaça
Perto de 14h (hora de Brasília): primeira e única votação do dia. Primeira fumaça a sair da chaminé da capela Sistina, provavelmente preta, indicando indefinição.

Quinta, 8 de maio, segundo dia de conclave, até duas fumaças
Perto de 5h30 (horário de Brasília): primeira votação do segundo dia. Se o papa for definido, sairá fumaça branca. Se não for definido, nada acontecerá

Perto de 7h (horário de Brasília): segunda rodada de votação do dia. Se o papa for definido, sairá fumaça branca da chaminé da capela Sistina. Se não houver definição, sairá fumaça preta

Perto de 12h30: terceira rodada de votação do dia. . Se o papa for definido, sairá fumaça branca. Se não for definido, nada acontecerá

Perto de 14h: quarta rodada de votação do dia. Se o papa for definido, sairá fumaça branca da chaminé da capela Sistina. Se não houver definição, sairá fumaça preta

O conclave será presidido pelo Cardeal Pietro Parolin, na ausência do decano, Cardeal Re, que tem 91 anos.

Se, depois do terceiro dia de conclave, a Igreja continuar sem papa, uma pausa de 24 horas é feita para orações.

Vaticano mostra ordem da votação no conclave

No vídeo que mostra a Capela Sistina pronta para o início do conclave, divulgado nesta terça-feira (6), uma das imagens chamou atenção: o Vaticano revelou a ordem de votação do conclave.

O primeiro a votar será um dos favoritos, o cardeal italiano Pietro Parolin, ex-secretário de Estado do papa Francisco. Isso ocorrerá porque ele é o responsável por presidir a cerimônia, já que o decano, Cardeal Re, tem 91 anos.

Veja a ordem de votação dos cardeais brasileiros:

Odilo Scherer será o 14º;
João Braz de Aviz, o 21º
Orani Tempesta, o 34º
Sérgio da Rocha, o 49º
Leonardo Ulrich Steiner, o 76º
Paulo Cezar Costa, o 82º
Jaime Spengler, o 105º

Comunicação bloqueada dentro dos muros do Vaticano

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Toda a comunicação, telefônica e de internet, dentro da Basílica de São Pedro e dos muros do Vaticano foi bloqueada nesta terça-feira (6), informou o chefe do Departamento de Proteção Civil, Fabio Ciciliano.

De acordo com Ciciliano, o bloqueio foi confirmado por autoridades da Santa Sé e não deve afetar também a Praça São Pedro.

“As autoridades do Vaticano comunicaram que a cobertura telefônica dentro da Basílica de São Pedro foi bloqueada para permitir que os cardeais desempenhem melhor sua função de identificar e eleger o novo pontífice. Obviamente foi feito um ponto de avaliação específico com as empresas que administram as redes telefônicas, porque é justo permitir que os cardeais desenvolvam sua atividade com total segurança, mas o mesmo deve ser garantido àqueles que estão do outro lado da colunata”, afirmou.