Search

Cidades de SC entram em ‘alerta máximo’ por causa das chuvas

Casa foi 'engolida' por cratera aberta em Capinzal — Foto: Juan Todescatt/NSC TV

Cidades de Santa Catarina entraram em “alerta máximo” para deslizamentos de terra e desabamentos de estruturas, segundo a Defesa Civil. A região do Oeste é a mais atingida pelas chuvas que atingem o Sul do país.

Em dois dias, chegou a chover mais de 200 milímetros nas cidades mais atingidas. Para maio, é esperado um total de 100 milímetros de chuva.

Capinzal e Piratuba são os municípios com maior risco para desastres naturais, segundo alerta da Defesa Civil. Em ambos, foram registrados pouco mais de 200mm de chuva em 48 horas.

Em Capinzal, a estrutura de uma casa, e onde também funcionava um comércio, foi “engolida” por uma cratera que se abriu na quinta-feira (3). Há risco de novos desabamentos.

Na mesma região, Itá está em alerta. Há alagamentos em diversas cidades.

Já no Sul catarinense, outra região que está em alerta, ao menos dois municípios estão em alerta, além das cidades que aparecem em atenção e em observação para desastres naturais.

Praia Grande, capital dos cânions e conhecida pelo turismo de aventura, e Araranguá decretaram situação de emergência por conta das inundações e desastres naturais.

Sul tem previsão de tempestades até domingo (5) e tendência de chuva em maio

Região Sul do Brasil tem previsão de tempestades até o domingo (5) e  tendência de chuva em maio, diz INPE »

A previsão é de tempestades no Sul até domingo (5) e a tendência é de mais chuva ao longo do mês de acordo com os mapas do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O que os meteorologistas chamam de anomalia de precipitação, nós podemos entender como chuva fora dos padrões. Nesse caso, chuva acima da média. Na primeira quinzena de maio, inclusive em Santa Catarina e parte do Paraná, e também na segunda quinzena do mês, principalmente no Rio Grande do Sul.

Desta quinta (2) até esta sexta (3), o perigo é considerado extremo, nível máximo. A chuva pode passar dos 100 milímetros e se aproximar dos 200 mm em alguns pontos, com rajadas de até 100 km/h, risco de novas inundações, transbordamento de rios e deslizamentos.

Nesta quinta, os temporais atingiram também Santa Catarina. Um carro foi arrastado e uma pessoa está desaparecida em Ipira, no oeste catarinense. Na mesma região do estado, em Capinzal, a enxurrada derrubou um poste e estourou um transformador; parte de uma casa desabou por causa da correnteza.

Nesta sexta, pode chover forte em algumas capitais, só que nada parecido com o Sul. Em Aracaju, Maceió, Natal, Fortaleza, São Luís e Boa Vista, os termômetros variam de 29ºC a 32ºC.

O sol predomina do Sul do Pará ao do Piauí, do oeste da Bahia ao Sudeste, no norte do Paraná e em grande parte do Centro-Oeste. Em Brasília e Goiânia, máximas de 30ºC e 34ºC – cerca de 4ºC mais quente do que o normal para a época nas duas cidades. Em Palmas, 34ºC também.

Em Belo Horizonte, 31ºC – muito além da média do mês, que é de 25,7ºC. Em Campo Grande, 33ºC, enquanto o normal seria algo em torno dos 27ºC. Em Vitória, 34ºC, e em Cuiabá, 37ºC. As duas bem mais quentes do que a média também.

Barroso anuncia recursos do Judiciário para vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul

Presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso (foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, anunciou a destinação de verbas do Poder Judiciário para auxiliar as vítimas das inundações que atingem o Rio Grande do Sul. A tragédia já deixou 24 mortos e mais de 10 mil desabrigados.

“No CNJ nós estamos preparando um ato normativo liberando verbas de fundos do Poder Judiciário, de recolhimento de multas e outras que têm utilização com algum grau de discricionariedade, para serem direcionados esses valores à conta dos flagelados no Rio Grande do Sul”, informou Barroso.

O anúncio ocorreu na sessão desta quinta-feira (02) do Plenário do STF. O ato normativo com os detalhes do repasse deve ser publicado ainda nesta quinta-feira (02).

Governo federal reconhece estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul

O Governo federal acompanha a situação no Rio Grande do Sul  (foto: Divulgação/Serviço Geológico do Brasil)

O governo federal reconheceu o estado de calamidade pública no Rio Grande do Sul por causa das chuvas intensas que atingem a região desde a última segunda-feira (29).

A portaria foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União, na noite desta quinta-feira (02). A medida permite que o estado busque recursos, junto ao governo federal, para ações de assistência à população afetada.

A tragédia das chuvas no RS já deixou 29 mortos, e 60 pessoas continuam desaparecidas.

Guaíba ultrapassa cota de inundação em Porto Alegre e águas invadem Cais Mauá

Guaíba e Arroio Dilúvio cheios em Porto Alegre — Foto: Andressa Dorneles

O Guaíba, em Porto Alegre, ultrapassou a cota de inundação na tarde desta quinta-feira (2). O nível das águas chegou a 3,09 metros, enquanto o limite de inundação é de 3,00 metros.

A Prefeitura de Porto Alegre fechou as comportas de contenção do sistema de proteção contra enchentes, para evitar que a região central da Capital inunde.

A Defesa Civil emitiu orientação expressa para que “os moradores de áreas próximas ao Guaíba, nos municípios de Porto Alegre (Zona Sul), Guaíba e Eldorado do Sul, para que deixem áreas de risco e procurem abrigos públicos ou outro local de segurança”.

O Guaíba recebe as águas de diversos rios do estado, como o Jacuí (que recebe as águas dos rios Caí, Taquari e Pardo), o Gravataí e o Sinos. Depois, as águas do Guaíba desembocam na Lagoa dos Patos, que termina no Oceano Atlântico.

O governador Eduardo Leite (PSDB) chegou a projetar para sexta-feira que o Guaíba ultrapassasse a cota de inundação.

“Amanhã [sexta] o Guaíba pode chegar a 4 metros. Para ter uma ideia, em novembro de 2023, foram 3,46 metros, que já foi a pior cheia desde 1941. A região das ilhas, Região Metropolitana, os municípios dos arredores, toda aquela bacia de rios vai ter resposta muito forte”, previu o governador.

Governo federal já repassou quase R$ 100 milhões para reconstrução de pontes no RS

Casas inundadas perto do rio Taquari após fortes chuvas na cidade de Encantado, no Rio Grande do Sul

Dos R$ 325 milhões já repassados aos municípios e ao governo do Rio Grande do Sul pelo Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MDR) em razão das chuvas, R$ 98 milhões foram para construção e reconstrução de pontes.

Os dados são relativos ao período de setembro do ano passado, quando um ciclone extratropical devastou parte importante do estado, até abril deste ano. Pelo menos 97 pontes precisaram ser reconstruídas ou passar por reparos, de acordo com as informações do MDR.

Duas delas ficam em Santa Tereza, a 145 km de Porto Alegre. O município recebeu no ano passado R$ 328 mil para reestabelecer a ponte pênsil localizada sobre o arroio Barramansa e mais R$ 1,6 milhão para recuperação de pilares da ponte dos Plátamos.

As obras estavam prestes a serem iniciadas. Com as chuvas de agora, tudo ficou embaixo d’água novamente.

A situação é mais crítica na região central da cidade. Uma ponte foi arrastada pela correnteza do rio e precisará ser totalmente reconstruída. O momento do desabamento foi filmado pela prefeita da cidade, Gisele Caumo.

Segundo a Defesa Civil, uma segunda ponte veio abaixo na localidade de Linha Pederneiras, na região de Santa Tereza. Equipes ainda avaliam se outras estruturas foram atingidas.

Em Santa Maria, a ponte sobre o arroio Grande, na rodovia RSC-287, também desabou e precisará ser reconstruída. O município está em estado de emergência desde janeiro por conta das chuvas intensas.

A ponte entre os municípios de Arroio do Meio e Lajeado é outra que vai precisar passar por reparos.

O local está interditado para passagem de veículos. Juntos, os dois municípios receberam R$ 37 milhões nos últimos oito meses para ações de Defesa Civil.

Represa no Rio Grande do Sul corre risco de transbordar por causa das chuvas

Represa no Rio Grande do Sul corre risco de transbordar por causa das chuvas  | Brasil: Diario de Pernambuco

O Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, emitiu, na madrugada desta quinta-feira (2/5), sinal de alerta para risco de transbordamento da represa Dal Bó.

De acordo com comunicado publicado nas redes sociais do Samae, o nível de água na barragem de São Miguel está próximo de atingir o limite para transbordar. Isso porque faltam de 10 a 15 centímetros para ocorrer o galgamento da represa.

Segundo o porta-voz, esse cenário coloca em risco a estrutura da barragem. Ele afirmou que o Semae comunicou a Guarda Municipal e o Corpo de Bombeiros para acionar sirenes de avisos a fim de evacuar a região ao redor da barragem.

Adolescente é encontrada morta após deslizamento de terra em Santa Maria; mãe está desaparecida

Queda de ponte em Santa Maria — Foto: Luciano Zanini Guerra

A Polícia Civil localizou o corpo de uma adolescente de 17 anos que havia desaparecido após um deslizamento de terra em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, na quarta-feira (1º). A mãe dela, que também desapareceu, ainda não foi encontrada. As identidades delas não foram divulgadas.

De acordo com a Polícia Civil, a adolescente, a mãe, o pai e o irmão estavam dentro de casa quando o imóvel foi atingido por uma pedra que caiu a partir de um morro no bairro Itararé.

O pai e o irmão da adolescente foram resgatados e encaminhados para atendimento médico.

O Corpo de Bombeiros encerrou as buscas pela mãe da adolescente na quarta durante a noite por conta da dificuldade de visibilidade e da instabilidade climática. Elas devem ser retomadas nesta quinta-feira (2).

Santa Maria é a cidade em que houve o maior volume de chuva em todo o estado nos últimos dias. Foram 436,2 milímetros, o triplo do normal para um mês, que é de 140 milímetros, aproximadamente, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Porto Alegre tem o 4º abril mais chuvoso em 60 anos; prefeito prevê ilhas alagadas

Porto Alegre tem o 4º abril mais chuvoso em 60 anos; prefeito prevê ilhas alagadas

A cidade de Porto Alegre registrou o 4º abril mais chuvoso desde 1961, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Meteorologia monitorados pela Climatempo. A situação ainda pode piorar em maio.

Só na quarta-feira (1º), a Defesa Civil do município registrou quase 50 milímetros na Estação Jardim Botânico e 36 milímetros na Estação Belém Novo.

A média histórica de chuvas para o mês de maio na cidade é de 113 milímetros. Para esta quinta-feira (2) são esperados 108 milímetros de chuvas.

No Cais Mauá, a água já ultrapassou a altura de 2,1 metros. Ao chegar nos três metros, o nível transbordará. A subida foi mais de 60 centímetros em apenas um dia. No bairro Aberta dos Morros, botes foram usados para resgatar famílias ilhadas.

À CNN, o prefeito Sebastião Melo classificou a situação como “difícil” e previu: “As ilhas serão inundadas pelas águas que estão chegando. Estamos trabalhando com toda força para salvar vidas. Faremos plantão à noite toda”.

Temporais no RS: em quatro dias, estado tem o triplo de chuvas, 11 mortes e alerta para mais inundações

Candelária, no Vale do Rio Pardo — Foto: Reprodução/RBS TV

O volume de chuva que caiu sobre o Rio Grande do Sul nos últimos quatro dias equivale a três vezes a média para esta época do ano, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Os temporais deixaram 11 mortos e 21 desaparecidos, conforme as atualizações mais recentes da Defesa Civil e da Polícia Civil.

A 11ª vítima, uma adolescente de 17 anos, teve o corpo localizado pela Polícia Civil após um deslizamento de terra em Santa Maria, na Região Central do RS. A identidade dela não foi divulgada. A morte ainda não consta no balanço da Defesa Civil.

Santa Maria, na Região Central do estado, foi a cidade com o maior volume de chuva em todo o estado nos últimos dias. Foram 436,2 milímetros, o triplo do normal para um mês, que é de 140 milímetros, aproximadamente, explica Marcelo Schneider, meteorologista do Inmet. O município já registrou uma morte.

A Climatempo projeta mais chuva, nesta quinta (2), para a região de Santa Maria, além dos vales dos rios Taquari, Caí e Pardo, Região Metropolitana, Serra, Norte e Noroeste. A previsão de instabilidade vai até domingo (5).

Em coletiva de imprensa, o governador do estado, Eduardo Leite (PSDB), relatou na noite dessa quarta (1º) dificuldade em resgatar quem esta isolado, principalmente na região de Santa Maria e nos vales (regiões em que os rios e os municípios são cercados por morros e elevações, dificultando o escoamento da água).

Além da chuva, que persiste, o alto volume dos rios dificulta o deslocamento das equipes de busca.

Lula vai ao RS nesta quinta (2) após temporais

Lula e Leite se encontrarão a partir das 9h45 na Base Aérea de Santa Maria, a cerca de 296 quilômetros de Porto Alegre

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai ao Rio Grande do Sul nesta quinta-feira (2) após os fortes temporais que atingiram o estado.

Na última quarta-feira (1º), Lula conversou com o governador Eduardo Leite (PSDB) e disse que iria pessoalmente para verificar “a situação e o trabalho conjunto dos ministros com o governo federal”.

Lula e Leite se encontrarão a partir das 9h45 na Base Aérea de Santa Maria, a cerca de 296 quilômetros de Porto Alegre. Junto com eles, estará uma comitiva de ministros, formada por:

Paulo Pimenta, da Secretária de Comunicação da Presidência (Secom),
Waldez Goes, da Integração Regional,
Rui Costa, da Casa Civíl,
Renan Filho, dos Transportes.

Além deles, estarão os comandantes do Exército, general Freire Gomes, e da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Marcelo Damasceno.

Frente fria vinda do RS deve provocar chuvas intensas e temporais nesta quinta-feira em SC

Mapa da Defesa Civil mostra áreas com mais risco para estragos causados pela chuva em SC — Foto: Defesa Civil/Divulgação

A quinta-feira (2) deve começar com tempo instável nas áreas catarinenses próximas ao Rio Grande do Sul. A chegada de uma frente fria está prevista, vinda do estado gaúcho. Ela deve provocar chuvas intensas e temporais em Santa Catarina, conforme a Defesa Civil.

No decorrer do dia, essas condições do tempo devem se estender para o restante do estado. Por isso, a Defesa Civil alertou para riscos de alagamentos, enxurradas, deslizamentos, danos na rede elétrica, quedas de galhos de árvores e destelhamentos.

O avanço da frente fria também deve trazer ventos Noroeste com rajadas entre 50 e 65 km/h no Oeste, Vale do Itajaí e áreas mais altas do estado.

As tardes devem ser quentes. As temperaturas máximas podem atingir 26°C na Serra, 30°C no Oeste e Sul, 31°C na Grande Florianópolis, 32°C no Vale do Itajaí e 35°C no Norte.

Paraná terá temporal e calorão nos próximos dias

Nos próximos dias o estado do Paraná deve enfrentar uma gangorra no tempo. Enquanto áreas ao norte do estado permanecem sob a influência do forte bloqueio atmosférico que domina o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil, o sul e oeste do Paraná passam a receber a influência de chuvas intensas que avançam pelo Sul e parte do interior da América do Sul.

Previsão para os próximos dias

O avanço de uma nova frente fria pelo Sul do país, associado ao transporte de calor e umidade vindos da Região Norte, volta a trazer chuva em áreas do estado do Paraná. As regiões sul e oeste, próximas a Foz do Iguaçu, entram em alerta para chuva forte e volumosa a partir da tarde desta quinta-feira, 02 de maio.

Atenção para os ventos que podem soprar com rajadas entre 71km/h a 90km/h nessas áreas e não se descarta possíveis destelhamentos e quedas de árvores.

Nas demais áreas do estado, o predomínio é de tempo firme e sem chuva, com temperaturas muito acima do normal para esta época do ano. Atenção para a umidade relativa do ar que deve ficar abaixo dos 30% nas horas mais quentes do dia. Já os ventos seguem intensos, com rajadas variando entre 51km/h e 70km/h.

Curitiba pode ter chuva na sexta-feira

Na sexta-feira a chuva avança um pouco mais sobre o Paraná, passando a atingir o oeste, centro e leste, incluindo a capital Curitiba, especialmente a partir da tarde.

A atenção permanece para o oeste do estado, região de Foz do Iguaçu, onde a chuva pode cair com mais intensidade e a qualquer hora.

Previsão para sábado

Sábado de sol entre muitas nuvens e pancadas de chuva que podem ser de forte intensidade no oeste paranaense, especialmente na fronteira com o Paraguai. No sul e sudoeste do estado, próximo a Cascavel, o sol aparece e podem ocorrer algumas pancadas de chuva no período da tarde. Já, nas demais áreas do estado, o sol segue predominando ao longo de todo dia favorecendo as atividades ao ar livre.

Previsão para o domingo

No domingo, a chuva perde intensidade e o sol volta a brilhar por todo o estado. As temperaturas voltam a ficar elevadas e a atenção fica para a baixa umidade relativa do ar nas horas mais quentes do dia. A recomendação é de uso de protetor solar, bastante hidratação e evitar atividades físicas no período da tarde.

Temporais no RS: ‘Nós não teremos capacidade de fazer todos os resgates’, diz Eduardo Leite

Governador Eduardo Leite durante coletiva sobre temporais no RS — Foto: Reprodução/RBS TV

O governador do Rio Grande do Sul disse, nesta quarta-feira (1º), que o temporal que atinge a região desde segunda-feira (29) “será o maior desastre do estado”. Eduardo Leite (PSDB) comparou a situação com as tragédias de 2023, que mataram dezenas de pessoas, e admitiu a dificuldade de resgatar todas as pessoas afetadas.

A manifestação foi feita durante entrevista coletiva na sede da Defesa Civil, em Porto Alegre. Os temporais já deixaram 10 mortos, 21 desaparecidos e 11 feridos, segundo a Defesa Civil. O último boletim informou 4,4 mil desalojados e desabrigados no estado.

“Nós não teremos capacidade de fazer todos os resgates, porque está muito mais disperso nesse evento climático que a gente está vivenciando. E com dificuldades, porque ali as chuvas não cessam. O estado tem tido dificuldades para acessar as localidades”, disse Leite.

O governador pediu que as pessoas que vivem nas cidades afetadas saiam de casa, porque as forças de segurança não conseguem chegar a todos os locais para resgate.

Ao todo, foram registrados problemas em 107 municípios, afetando 19.110 pessoas. A previsão do tempo alerta para risco de chuva por, pelo menos, mais 36 horas no RS.

Temporais causam 10 mortes no Rio Grande do Sul; 21 pessoas estão desaparecidas

Famílias resgatam cachorros em Santa Cruz do Sul — Foto: Reprodução/RBS TV

Os temporais que atingem o Rio Grande do Sul já deixaram dez mortos e 21 pessoas desaparecidas. De acordo com balanço divulgado pela Defesa Civil do estado, na manhã desta quarta-feira (1º), 104 municípios foram afetados, 1.431 pessoas estão desalojadas e 1.145 foram levadas para abrigos.

A prioridade do governo local é no resgate de famílias ilhadas. Ontem (30), o governador Eduardo Leite conversou, por telefone, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que garantiu apoio federal nas ações.

“Começamos o dia com a triste notícia de que já são 8 mortes causadas pelo temporal desta semana no estado. Seguimos trabalhando intensamente para localizar os desaparecidos e garantir a segurança das comunidades em áreas de risco. Infelizmente, ainda há previsão de mais chuva”, escreveu Eduardo Leite, hoje, em publicação nas redes sociais.

A Força Aérea Brasileira (FAB) informou que foi acionada e disponibilizou dois helicópteros para o resgate dos atingidos pela enchente na região de Santa Maria. Em uma das ações, a FAB resgatou uma família que estava ilhada em uma casa com risco de desabamento.

Previsão
Os temporais castigam o Rio Grande do Sul desde segunda-feira (29) e a previsão da Defesa Civil é que o volume de chuvas continue elevado até a próxima sexta-feira (3). Estradas foram bloqueadas, escolas foram danificadas e suspenderam aulas e há municípios com problemas no abastecimento de água, energia elétrica e telefonia.

O estado vem sofrendo com ciclos cada vez mais recorrentes de intempéries climáticas. No segundo semestre do ano passado, enchentes provocadas por fortes chuvas fizeram transbordar o Rio Taquari, em uma das piores cheias em décadas, e deixaram um rastro de destruição, perdas materiais e cerca de 50 mortes.

Os vales do Caí e Taquari já enfrentam uma situação severa, com risco de alagamentos no mesmo nível dos ocorridos em novembro do ano passado, quando o estado enfrentou uma das maiores enchentes da história”, informou o governo do RS.

Todos os rios monitorados pelas autoridades do estado estão com níveis acima dos limites de alerta. Nos próximos dias, a preocupação se estenderá aos municípios da região metropolitana de Porto Alegre, incluindo os rios Jacuí, Guaíba e Sinos, que também podem transbordar.