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Seis barragens estão em situação de emergência, alerta governo do Rio Grande de Sul

Rio Grande do Sul tem seis barragens com risco de rompimento

O Rio Grande do Sul tem seis barragens em situação de emergência, isto é, com risco de rompimento e ações de resposta em andamento, de acordo com informações do governo estadual. Os dados são deste domingo, 5.

O nível de emergência foi registrado nas seguintes estruturas: Barragem de São Miguel, em Bento Gonçalves; Barragem SDR, em Eldorado do Sul; Barragem Saturnino de Brito, em São Martinho da Serra; Barragem do Arroio Barracão, em Bento Gonçalves; UHE 14 de Julho, em Cotiporã e Bento Gonçalves; PPCH Salto Forqueta, em São José do Herval/Putinga.

O governo monitora a situação das estruturas por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e do Operador Nacional do Sistema (ONS).

O boletim listou também cinco estruturas que estão em nível de alerta, que é quando as anomalias representam risco à segurança da barragem, exigindo providências para manutenção das condições de segurança. São elas: UHE Dona Francisca, em Nova Palma; UHE Bugres e Barragem Divisa, em Canela; Capané, em Cachoeira do Sul; B2 (São Jerônimo); e Tupi, em Taquari.

Defesa Civil prevê risco de mais alagamentos no Rio Grande do Sul

Autoridades afirmam que essa é o pior desastre climático da história do Rio Grande do Sul (Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini)

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul (RS) divulgou novo aviso, às 10h05 deste domingo (5), alertando para mais chuvas e ventos “pontualmente fortes” no norte e nordeste do estado e na região metropolitana de Porto Alegre, com risco de descargas elétricas, granizo e novos alagamentos. O aviso é válido até as 14 horas de hoje.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também divulgou aviso na manhã de hoje alertando para chuvas intensas na maior parte do estado, com grau de severidade de “perigo potencial”, que é o menor grau da escala de risco, que pode ser ainda de “perigo” e de “grande perigo”. A previsão do Inmet é válida até as 23h59 de hoje.

“Chuva entre 20 e 30 milímetros (mm/h) ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h). Baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas”, informou o Inmet.

Na noite desse sábado (4), a Defesa Civil já havia alertado para risco de mais cheia do rio Guaíba, com mapa sinalizando, em vermelho, as áreas que podem ficar alagadas. De acordo com o órgão, “quem mora em áreas mais baixas deve buscar abrigo em locais seguros, longe da zona vermelha do mapa”.

A Defesa Civil recomenda que as pessoas “não esperem a água chegar, saiam de casa com antecedência e indo para um local seguro. Proteja você e sua família”.

Porto Alegre só tem oxigênio nos hospitais até domingo, alerta prefeito

Rio Grande do Sul contabiliza 56 mortes devido a fortes chuvas | Agência  Brasil

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), afirmou que o estoque de oxigênio em hospitais de Porto Alegre deve acabar no domingo (5). Segundo ele, a chegada do insumo é dificultada pela falta de acesso a regiões da cidade alagadas pelas fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul.

Sebastião Melo destacou que um helicóptero do Exército brasileiro buscou tanques de oxigênio. Em entrevista à CNN neste sábado (4), o prefeito explicou que o insumo foi trazido da cidade vizinha, Guaíba, para abastecer a rede hospitalar da capital gaúcha.

Mesmo assim, estoque não deve durar até segunda-feira (6  Na sequência, o prefeito afirmou que a previsão da Secretaria de Saúde municipal é que o insumo só dure até domingo (5) devido à alta demanda de pacientes nos hospitais de Porto Alegre e a falta de acesso à cidade por meios de transporte.

Segundo Melo, hospitais de Canoas já estão sem oxigênio. “Canoas, minha cidade vizinha, perdeu seis pessoas ontem em um hospital porque o oxigênio acabou e não tinha oxigênio. Ontem, eu consegui um helicóptero aqui com o Exército brasileiro e, hoje, mandei buscar oxigênio para Porto Alegre, senão faltaria aqui também”, ressaltou.

O prefeito disse ainda que a rede hospitalar da capital gaúcha “está sobrevivendo”. Segundo Melo, até o momento, Porto Alegre não registrou óbitos decorrentes da falta de insumos nos hospitais, mas alertou: “Esse oxigênio que buscamos se dá só até domingo. Eu tenho que ter oxigênio a partir de segunda-feira, senão vai faltar porque atendemos pacientes em Porto Alegre, mas são pacientes de todo o Rio Grande do Sul que buscam atendimento na capital”.

Nível do Guaíba continua subindo e marca 5,3 metros; Porto Alegre tem maior cheia da história

Cheia do Guaíba levou enchentes ao centro de Porto Alegre — Foto: JN

Após bater recorde histórico no sábado (4), o nível do Guaíba continuou subindo na madrugada deste domingo (5), de acordo com a medição da Prefeitura de Porto Alegre. Às 7h, o lago estava com 5,30 metros. A elevação é consequência das chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde segunda-feira (29).

No sábado, o Guaíba já havia superado a marca de 4,76 metros, atingida no ano de 1941. Até então, a data era considerada a maior cheia da história da capital gaúcha.

Os temporais já deixaram 66 mortos. Além dos mortos, há 101 desaparecidos e 155 pessoas feridas. A Defesa Civil soma 95,7 mil pessoas fora de casa, sendo 15,1 mil em abrigos e 80,5 mil desalojadas, que recebem abrigo nas casas de familiares ou amigos. Ao todo, 332 dos 496 municípios do estado registraram algum tipo de problema, afetando 707,1 mil pessoas.

Na quinta (2), o governador Eduardo Leite (PSDB) se referiu à tragédia como “o maior desastre climático” da história do Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade, já reconhecido pelo governo federal.

Na sexta o Guaíba transbordou e avançou sobre ruas e avenidas de Porto Alegre. A estação rodoviária da cidade foi inundada e 95% das viagens foram suspensas. Já o Aeroporto Salgado Filho foi fechado “devido ao elevado volume de chuvas”.

As chuvas fortes que caem no Rio Grande do Sul devem persistir por mais dias e há previsão de mais chuva ao longo do mês.

Enchentes mortais no Rio Grande do Sul são destaque na imprensa internacional

As enchentes no Rio Grande do Sul repercutiram na imprensa internacional, que destacou as imagens chocantes de destruição e o número de mortos e desaparecidos.

A notícia era uma das dez mais lidas do Washington Post, dos Estados Unidos, que afirmou também que essas são as piores inundações em 80 anos no Sul do Brasil.

O Clarín, da Argentina, ressaltou que a água avançou pela capital Porto Alegre, enquanto a Al Jazeera, do Catar, pontou que a situação pode piorar.

Reportagens sobre as enchentes ficaram em destaque nas páginas principais dos sites da CNN Internacional, Al Jazeera, RT News (Rússia), CGNT (China), do Clarín e do Guardian (Reino Unido).

Venezuela e Argentina expressam solidariedade

Neste sábado, Venezuela e Argentina expressaram solidariedade às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

O governo argentino, inclusive, se colocou à disposição “toda a ajuda imediata” para atendimento dos afetados.

Além disso, o Uruguai anunciou que enviará um helicóptero e tripulação de sua Força Aérea para auxiliar nos resgates.

Quase dois terços das cidades afetadas

Quase dois terços das cidades do Rio Grande do Sul foram afetadas pelas tempestades devastadoras que ocorreram ao longo da semana, segundo balanço divulgado neste sábado (4) pela Defesa Civil. De 497 municípios, 300 foram atingidos.

Neste sábado, o rio Guaíba atingiu impressionantes 5,10 metros, superando em muito o recorde histórico de 1941, que era de 4,76 metros.

O nível do Guaíba deve permanecer acima dos cinco metros durante dois ou três dias, conforme informou o hidrólogo da Sala de Situação do Estado, Pedro Camargo.

Quase 70 mil desalojados e mais de um milhão de lares sem água por chuvas no Brasil

 (Foto: CARLOS FABAL/AFP)

Quase 70 mil pessoas tiveram que deixar suas casas e mais de um milhão de lares estão sem abastecimento de

água no Rio Grande do Sul, atingido por uma catástrofe climática, informou a Defesa Civil neste sábado (4).

Em seu último boletim, o órgão também disse que as inundações já afetam meio milhão de habitantes da região sul, onde as autoridades trabalham contra o relógio para resgatar pessoas em risco.

Rio Grande do Sul precisa de um “Plano Marshall”, diz Eduardo Leite sobre chuvas devastadoras

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou na noite deste sábado (4) que o estado precisará de um “Plano Marshall” para a reconstrução. As chuvas devastadoras que atingiram todo o RS deixaram pelo menos 55 mortos. O número pode aumentar, já que outras 7 mortes estão em investigação para saber se há relação com os eventos climáticos. O número de pessoas desaparecidas é de 74.

“O Rio Grande do Sul vai precisar de uma espécie de Plano Marshall de reconstrução”, declarou Leite.

O plano lembrado por Leite foi responsável pela recuperação econômica das principais potências europeias no período após a Segunda Guerra Mundial. Batizado em homenagem a seu idealizador, George Catlett Marshall, um general do exército americano, o programa disponibilizava dinheiro dos cofres Estados Unidos a países como Itália, França e Inglaterra.

“Vão ser muitos dias e muitos problemas ainda”, disse Leite. “Mas nós estamos em todas as frentes, com todos os apoios possíveis. Com o apoio das Forças Armadas, com apoio dos ministérios. Com as prefeituras se articulando e a gente dando apoio para colocar maquinário nas ruas, para colocar condição de restabelecer água, energia o quanto antes. Mas vai ser difícil, vai ser difícil”, completou.

Chuvas no Rio Grande do Sul: mais de 10 mil pessoas foram resgatadas, mas ainda há moradores ilhados

Chuvas no Rio Grande do Sul: mais de 10 mil pessoas foram resgatadas, mas  ainda há moradores ilhados | Jornal Nacional | G1

O governo do do Rio Grande do Sul confirmou que mais de 10 mil pessoas já foram resgatadas por conta das fortes chuvas que atingiram o estado e provocaram enchentes. Mas ainda há moradores ilhados em diferentes partes do estado.

O cenário é de caos com um vai e vem incessante de barcos e de motos aquáticas. Dezenas de pessoas foram resgatadas de bairros mais distantes de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre.

Enquanto pessoas são carregadas, outros tentam ajudar distribuindo itens básicos. Em outros pontos da cidade, moradores esperam pelo resgate no telhado das casas. O Hospital de Pronto Socorro foi evacuado e pacientes foram transferidos de helicóptero para outras unidades. A prefeitura determinou a saída imediata dos moradores de bairros inteiros.

Imagens mostram as pessoas saindo dos carros, a elevada completamente obstruída, várias camionetes com barcos que foram trazidos para fazer os resgates.

Os moradores tentavam deixar o local como podiam. “A gente perdeu tudo, tudo…”, lamentou a cuidadora de idosos Cleusa Xavier.

Para o vendedor Otávio Rech, o que se vê é um desastre: “Várias pessoas ilhadas ainda, alguns corpos até boiando. Algo que a gente nunca viu. É um cenário de guerra”.

Na região central do estado, a força da água arrancou pontes e casas na cidade de Toropi. Um casal de idosos estava isolado desde segunda-feira (29).. Agora, em segurança, no hospital, eles já conseguem se alimentar.

Em Santa Maria, o pequeno Levi aproveita as primeiras horas de vida ao lado da mãe, Vitória. Ela foi resgatada em Restinga Seca, onde mora, já em trabalho de parto.

Após atingir maior cheia da história de Porto Alegre, nível do Guaíba se aproxima de 5 metros

Imagem de drone mostra comporta que se rompeu no Guaíba, em Porto Alegre (RS)

O nível do lago Guaíba se aproxima dos 5 metros, segundo a última atualização da Defesa Civil de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Na madrugada deste sábado (4), foi registrada uma cota de 4,96 metros.

Na noite da sexta-feira (3), o Guaíba alcançou a marca de 4,77 metros em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, atingindo a maior cheia da história da cidade. A marca anterior era um centímetro menor (4,76m), registrada em 1941.

Porto Alegre está em alerta máximo para a cheia do lago. Diversas ruas foram alagadas na cidade, principalmente na região do Centro Histórico.

Uma das comportas do lago Guaíba, o portão 14, se rompeu na manhã desta sexta-feira (3). Segundo o prefeito Sebastião Melo (MDB), as regiões que devem ser mais afetadas são Guarujá, Ponta Grossa, Túnel Verde e Sarandi, além do Centro Histórico.

A Defesa Civil já havia alertado sobre a possibilidade de que o Guaíba alcançasse a marca de 5 metros.

Temporais no RS: sete cidades entram em alerta e comunidades são evacuadas após barragem romper parcialmente

Barragem 14 de Julho rompeu parcialmente no Rio Grande do Sul após enchentes — Foto: RBS TV/Reprodução

A Defesa Civil estadual emitiu alerta e determinou a evacuação de comunidades em sete cidades do Rio Grande do Sul após o rompimento parcial da barragem da Usina Hidrelétrica 14 de Julho, que fica entre as cidades de Cotiporã e Bento Gonçalves, na Região da Serra.

A medida vale para os municípios de Santa Tereza, Muçum, Roca Sales, Arroio do Meio, Encantado, Colinas e Lajeado.

Em todo o Rio Grande do Sul, são mais de 30 mortos e 60 desaparecidos. A Defesa Civil contabiliza cerca de 31,5 mil pessoas fora de casa, sendo 7.949 pessoas em abrigos e 23.598 desalojados (na casa de familiares ou amigos). Ao todo, 235 dos 496 municípios do estado registraram algum tipo de problema, afetando 351.639 mil pessoas.

As sirenes da barragem foram acionadas. A orientação do poder público é para que a população deixe as áreas de risco e busquem abrigo em regiões mais altas.

O rompimento aconteceu na quinta-feira após o Rio Taquari ultrapassar 31 metros, patamar superior ao da enchente registrada em setembro de 2023.

A Companhia Energética Rio das Antas (Cetran), responsável pela administração da barragem, a estrutura está “em situação estável, sem alterações desde o rompimento parcial ocorrido na tarde desta quinta-feira, 02 de maio”.

Inmet divulga alerta de perigo de chuvas neste sábado no Rio Grande do Sul e Santa Catarina

Enchente na Região Sul do Brasil

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou novo alerta de perigo de chuvas intensas para o Rio Grande do Sul e a região sul de Santa Catarina para este sábado (4).

De acordo com o órgão, há riscos de alagamentos, descargas elétricas, quedas de galhos de árvores e cortes de energia elétrica. Cerca de 600 municípios podem ser afetados.

Conforme o alerta do Inmet, deverão ser afetadas a região metropolitana de Porto Alegre e demais regiões do Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, devem ser afetadas a Grande Florianópolis, o Vale do Itajaí e as regiões oeste e sul do estado.

O órgão recomenda que a população não se abrigue debaixo de árvores e não estacione veículos próximo a torres de transmissão e placas de propaganda. Em caso de emergência, a Defesa Civil – telefone 199 – e o Corpo de Bombeiros – telefone 193 – devem ser acionados.

Até o momento, o Rio Grande do Sul já registrou 39 mortes em decorrência das chuvas que atingem o estado desde o início da semana. Segundo a Defesa Civil, 68 pessoas estão desaparecidas.

CNU: Ministra diz que seria ‘impossível’ aplicar provas no RS e afirma que governo não tem nova data para o ‘Enem dos Concursos’

A ministra da Gestão, Esther Dweck, durante entrevista no Palácio do Planalto — Foto: Reprodução/CanalGov

A ministra da Gestão, Esther Dweck, afirmou nesta sexta-feira (3) que seria “impossível” a aplicação das provas do Concurso Nacional Unificado (CNU) no Rio Grande do Sul neste domingo (5).

Ela deu a declaração depois que o governo decidiu adiar a aplicação das provas do chamado “Enem dos Concursos”.

As provas seriam aplicadas no próximo domingo (5) em 288 cidades do país. Contudo, o governo optou pelo adiamento porque parte dos candidatos do Rio Grande do Sul não teriam condições de realizar as provas.

Segundo Esther Dweck, o governo ainda não tem uma nova data para aplicação das provas, que deve ser definida nas próximas semanas.

“A conclusão que a gente teve hoje [sexta-feira] é que seria impossível realizar prova no Rio Grande do Sul”, disse a ministra.

“Não temos uma nova data. Eu quero deixar bem claro que a gente, nas próximas semanas, poderá divulgar uma nova data, mas nesse momento, toda a questão logística envolvida com a prova não nos permite, hoje, divulgar uma nova data com segurança”, completou a ministra.

Esther afirmou que a escolha da nova data depende da situação do Rio Grande do Sul, além da disponibilidade de salas no país e a capacidade de distribuição dos exames pelo país.

A titular da pasta da Gestão contou que as provas já haviam sido enviadas para as capitais do país, inclusive em Porto Alegre. E, desde quinta, eram distribuídas para demais cidades dos estados com escolta de forças de segurança.

Segundo a ministra, o governo pretende recolher as provas para aplicar os mesmos exames. O tema será discutido com Correios e Cesgranrio. Até esta sexta-feira, os exames já estavam em 65% dos locais de prova.

Chuvas no RS: prefeitura evacua centro de Porto Alegre por cheia histórica do Rio Guaíba

A prefeitura de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, iniciou a evacuação do centro da cidade após a cheia do Rio Guaíba atingir níveis históricos. O rio já superou a marca de 1941, que era o recorde anterior.

Situação crítica

De acordo com relatos, o nível das águas pode chegar a 5 metros na tarde desta sexta-feira (3). Diversas regiões da capital gaúcha e cidades vizinhas estão alagadas, com moradores sendo resgatados por equipes de socorro.

A jornalista Isadora Aires, da CNN, relatou um cenário “apocalíptico” em Porto Alegre. Ruas foram tomadas pelas águas, deixando apenas telhados e partes superiores de edifícios visíveis.

Moradores de áreas baixas tiveram que abandonar suas residências, alguns pela segunda vez em poucos meses após as enchentes do final de 2022. Muitas pessoas estão desabrigadas e sem contato com familiares.

Temporais no RS deixam 37 mortos, afetam rios de todo estado e podem provocar cheia recorde no Guaíba

Cheia do Rio Taquari no Rio Grande do Sul — Foto: Diego Vara/Reuters

O número de mortos em razão dos temporais que atingem o Rio Grande do Sul subiu para 37, divulgou no começo da tarde desta sexta-feira (3) a Defesa Civil. Veja, abaixo, as cidades em que as mortes aconteceram.

Há 74 desaparecidos. Diferentemente de 2023, quando a chuva foi isolada em algumas regiões – como o Vale do Taquari –, desta vez, o impacto ocorre sobre todo território gaúcho.

Além dos 37 mortos e 74 desaparecidos, 74 pessoas ficaram feridas. O órgão soma cerca de 31.547 pessoas fora de casa, sendo 7.949 pessoas em abrigos e 23.598 desalojados (na casa de familiares ou amigos). Ao todo, 235 dos 496 municípios do estado registraram algum tipo de problema, afetando 351.639 mil pessoas.

O governo decretou estado de calamidade, situação que foi reconhecida pelo governo federal. Com isso, o estado fica apto a solicitar recursos federais para ações de defesa civil, como assistência humanitária, reconstrução de infraestruturas e restabelecimento de serviços essenciais.

“Serão dias difíceis. Pedimos que as pessoas saiam de casa. O nosso objetivo é salvar vidas. Coisas serão perdidas, mas devemos preservar vidas. Nossa prioridade é resgatar as pessoas. Em relação ao restante, nós daremos um jeito posteriormente”, disse o governador Eduardo Leite (PSDB), que já afirmou que o temporal é “o maior desastre do estado” e que o Rio Grande do Sul vive uma “situação de guerra”.

A Defesa Civil colocou a maior parte das bacias hidrográficas do estado com risco de elevação das águas acima da cota de inundação.

O governo federal enviou 100 integrantes da Força Nacional para o RS na tarde desta sexta-feira. A tropa federal ajudará nas operações de salvamento e resgate das pessoas atingidas pelas enchentes no estado.

Dos 100 enviados para a região, 60 deles são bombeiros para auxiliar na resposta ao desastre causado pelos temporais no estado. Também serão deslocados para o estado 25 caminhonetes, dois ônibus, um caminhão e três botes de resgate. São 36 policiais federais que estão envolvidos diretamente nos trabalhos.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) mobilizou 75 agentes para as operações de salvamento e resgate das pessoas atingidas pelas enchentes, além de sete especialistas em resgate.

Com “Enem dos Concursos” mantido, governo prevê judicialização e aciona militares para auxiliar candidatos no RS

Com “Enem dos Concursos” mantido, governo prevê judicialização e aciona militares para auxiliar candidatos no RS

O governo acionou Forças Armadas, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal para auxiliar a locomoção de candidatos do Concurso Nacional Unificado (CNU), chamado “Enem dos Concursos”, após decisão de manter a realização das provas em todo país, incluindo o estado gaúcho inundado por água devido às fortes chuvas e cheias.

As provas serão aplicadas neste domingo (5).

A ministra de Gestão, Esther Dweck, vai se reunir nesta sexta-feira (3) com as equipes das forças de segurança para detalhar as prioridades e pontos de realização das provas no Rio Grande do Sul.

O governo reconhece o risco de judicialização, de candidatos inconformados com a decisão das provas serem mantidas.

O Ministério de Gestão, inicialmente, queria cancelar a realização das provas, devido às condições de difícil acesso e circulação no estado gaúcho. Mas foi aconselhado juridicamente que qualquer decisão poderia sofrer muitas contestações na justiça, e que o edital do concurso não prevê a realização de duas provas.

A opção foi manter o concurso e garantir a participação do maior número de pessoas. Há 2 milhões de inscritos, sendo 80 mil do Rio Grande do Sul.

Há relatos de pessoas que largaram emprego para estudar; muitas aguardam o concurso há anos ou até já se programaram para viajar para outras cidades onde farão as provas.

O governo ainda avalia medidas compensatórias aos candidatos gaúchos; vai anunciar, por exemplo, o novo CNU que será aplicado em 2025 em todo país, e também vai facilitar o reembolso para quem se inscreveu para fazer as provas neste ano no Rio Grande do Sul.