Cor Litúrgica: Branco
4ª Semana da Páscoa | Terça-feira
22 Celebrava-se, em Jerusalém, a festa da Dedicação do Templo. Era inverno. 23 Jesus passeava pelo Templo, no pórtico de Salomão. 24 Os judeus rodeavam-no e disseram: “Até quando nos deixarás em dúvida? Se tu és o Messias, dize-nos abertamente”. 25 Jesus respondeu: “Já vo-lo disse, mas vós não acreditais. As obras que eu faço em nome do meu Pai dão testemunho de mim; 26 vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas. 27 As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. 28 Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão. 29 Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. 30 Eu e o Pai somos um”. (Jo 10,22-30).
No Evangelho de hoje, vemos a insistência dos judeus em querer que Jesus dissesse abertamente se Ele era, de fato, o Messias.
“Se tu és o Messias, dize-nos abertamente.”
Mas Jesus recusa responder diretamente, porque Ele já havia revelado seu messianismo por meio das obras que realizava — obras que vinham do Pai e davam testemunho de quem Ele era.
Jesus responde:
“As obras que eu faço em nome do meu Pai dão testemunho de mim; vós, porém, não acreditais, porque não sois das minhas ovelhas.”
Esses judeus não eram “ovelhas” de Jesus, não porque Ele os rejeitasse, mas por causa da dureza de seus corações. Um coração endurecido se fecha à graça de Deus, não acolhe o dom da fé e, por isso, não reconhece Jesus como Senhor da própria vida.
É pela fé que reconhecemos Jesus como o nosso Bom Pastor, aquele que guia nossos passos e conduz nossa vida.
Jesus deixa clara a sua intimidade com aqueles que acolhem o dom da fé. A estes, Ele chama carinhosamente de “minhas ovelhas”: aqueles que aderiram à sua proposta e também todos os que, mais tarde, viriam a crer por causa do testemunho deles.
No fim do Evangelho, Jesus toca profundamente o nosso coração ao nos assegurar:
“Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai.”
Que palavra consoladora e cheia de esperança. Pertencer a Jesus é viver na segurança de seu amor, confiando que estamos guardados em suas mãos e sustentados pelo amor do Pai.
Tenham todos uma abençoada terça-feira!
Rosa Amélia
Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

