COR LITÚRGICA: VERMELHO
São Paulo Miki e companheiros mártires – Memória | Terça-feira
Naquele tempo, os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. E dizia-lhes: “Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições. Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honra teu pai e tua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe deve morrer’. Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, Consagrado a Deus’. E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. Assim vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas”. (Mc 7,1-13)
VIVENDO A PALAVRA
Amados irmãos e irmãs na fé, certas tradições esvaziam a palavra de Deus. O evangelho de hoje nos alerta sobre o risco que corremos de nos distanciarmos dos verdadeiros valores, por estarmos submetidos a normas, a rituais que não acrescentam nada na nossa vida, que não nos levam à Deus.
Nós, seres humanos santos e pecadores, temos uma certa tendência para observar o outro, e só os pontos negativos, deixamos de enxergar o que há de bom na vida dessa pessoa. Vamos perdendo a capacidade de ver além das aparências, de ter uma visão profunda dos fatos, das pessoas, tudo porque não aprendemos ainda a ter um olhar de contemplação, um olhar que vai além do que os nossos olhos físicos alcançam, que nos faz enxergar a pessoa na sua essência.
Sobre o confronto dos fariseus e alguns mestres da lei com Jesus, na narrativa de hoje, eles haviam vindo a Jerusalém com um único objetivo: descobrir que tipo de ensinamento Jesus estava passando como formação para os seus discípulos, queriam saber se Jesus estava incitando o povo à não-observância das Leis.
Pelo o que havia chegado ao conhecimento dos deles, os ensinamentos de Jesus não se enquadravam com os padrões religiosos da época. Eles tinham medo do povo aderir à proposta de Jesus, e com isso romper com o sistema religioso já estabelecido por eles.
Para os fariseus e mestres da lei, a religião, era cumprir preceitos, normas, rituais vazios, que aos olhos de Deus, não acrescentam nada. Eles observaram rigorosamente as práticas, mas não agiam com misericórdia, suas atitudes eram totalmente contrárias a vida.
Para Deus, não importa a nossa cor a nossa posição social e nem mesmo a nossa religião, para Deus, o que importa é o que cultivamos de bom no nosso interior. O que agrada verdadeiramente a Deus, é o que vem de um coração puro, livre das maldades, e das ambições.
De nada adianta os nossos atos externos se eles não retratam o que na verdade somos interiormente. Aos olhos de Deus, a prática exterior só encontra seu verdadeiro sentido quando é uma expressão do que realmente se crê e se vive, do contrário, são práticas vazias que nada significam, pois mostram o que na verdade não se é, e não se vive.
Tenham todos uma ótima terça-feira!
Rosa Amélia
Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira


