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Trump vira réu por tentar mudar resultado de eleições de 2020 e por ataque ao Capitólio

Donald Trump em 30 de junho de 2023 — Foto: Matt Rourke/AP

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump virou réu em um caso criminal mais uma vez, agora em um processo no qual ele é acusado de tentar reverter de forma ilegal as eleições presidenciais de 2020, que foram vencidas por seu opositor, Joe Biden.

Ele precisará se apresentar à Justiça na quinta-feira (3) em Washington D.C.

A invasão do Congresso americano, em 6 em janeiro de 2021, fez parte das tentativas de alterar o resultado das urnas.

No dia da insurreição, a vitória eleitoral de Biden estava sendo formalmente certificada no Capitólio (o prédio do Congresso dos EUA) quando o edifício foi invadido por uma multidão de apoiadores de Trump. Eles interromperam a sessão em que a certificação acontecia e ameaçaram o então vice-presidente Mike Pence, que conduzia o processo, por ter se recusado a reverter o resultado das urnas.

Trump foi acusado formalmente nesta terça-feira (1º) de participar de três conspirações para cometer crimes:

Conspiração para fraudar os Estados Unidos;
Conspiração para obstruir um procedimento oficial;
Conspiração contra os direitos dos americanos.

Ele também responderá a um quarto crime, mas, diferentemente dos outros, não foi como participante de uma conspiração:

Obstrução ou tentativa de obstrução de um procedimento oficial

Esses crimes todos teriam como propósito interromper o processo de coletar e contar votos e certificar o resultado de uma eleição presidencial.

O ex-presidente dos EUA nega que tenha cometido crimes.

A procuradoria disse que o ex-presidente teria tido 6 cúmplices, mas não mencionou nomes. O processo foi liderado pelo procurador Jack Smith.

Reação de Trump
Após o anúncio da acusação criminal, o ex-presidente publicou um texto na rede social Truth Social.

Trump afirma que a acusação da procuradoria faz parte de uma perseguição do atual presidente dos EUA, Joe Biden no ano que vem, há novas eleições presidenciais, e Biden e Trump já afirmaram que são candidatos.

O ex-presidente dos EUA diz que as acusações poderiam ter sido feitas antes, mas que o procurador só fez isso agora por motivos políticos.

Ele, então, se comparou às vítimas do nazismo e de regimes autoritários como a União Soviética: “A ilegalidade dessas perseguições ao presidente Trump e seus apoiadores lembra a Alemanha nazista na década de 1930, a ex-União Soviética e outros regimes autoritários e ditatoriais”.

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