
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, fará uma visita a Donald Trump em Washington, em data a ser definida, informou nesta quarta-feira (21) a Casa Branca.
Delcy era vice-presidente de Nicolás Maduro, deposto em uma operação dos Estados Unidos. Washington anunciou hoje a visita da presidente venezuelana, em data a ser agendada.
A presidente interina será a primeira governante da Venezuela a viajar aos Estados Unidos em mais de 25 anos, excluindo as visitas para reuniões das Nações Unidas em Nova York.
O convite revela a proximidade de Trump com o governo interino, após o bombardeio do último dia 3 a Caracas, que levou à captura do presidente socialista.
“Estamos em um processo de diálogo, de trabalho com os Estados Unidos, sem temor algum, para encarar as diferenças, as dificuldades”, disse hoje Delcy, que não mencionou o convite. Ela sofre sanções de Washington, entre elas o congelamento de bens.
No Fórum de Davos, Trump disse que “os líderes do país foram muito astutos”, em referência a Delcy. “A Venezuela fará mais dinheiro [com o petróleo] nos seis próximos meses do que o que fez nos 20 anos passados.”
Antes de sua participação em Davos, Trump já havia classificado Delcy de “formidável” e havia garantido que, com ela, “tudo está indo muito bem”.
A nova presidente firmou acordos petrolíferos e aceitou libertar presos políticos, em meio a discussões para retomar as relações diplomáticas rompidas desde 2019.
Trump mantém uma frente paralela aberta com a oposição venezuelana. Ele disse ontem que queria “envolver” a líder opositora e ganhadora do Nobel da Paz, María Corina Machado, na gestão do país.


