Terminou na manhã deste sábado (14) o prazo dado por Israel para que moradores da Cidade de Gaza e todo o norte da Faixa de Gaza deixassem suas casas.
Na quinta-feira (12), o governo israelense havia anunciado um prazo de 24 horas para essa retirada. Na noite de sexta-feira (13), Tel Aviv decidiu estender esse prazo e deu mais seis horas.
As Forças Armadas de Israel ainda não haviam informado se farão agora alguma incursão na região até a última atualização desta notícia, mas bombardeios já foram registrados após o fim do prazo.
O anúncio gerou um temor de que as forças israelenses pudessem iniciar uma incursão por terra na Faixa de Gaza – o que, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), terá consequências humanitárias catastróficas, dada a alta densidade demográfica do território.
O prazo e os bombardeios que Israel vem fazendo em Gaza nos últimos dias provocaram ainda um deslocamento interno sem precedentes na região.
Só na última semana, um milhão de moradores da Faixa de Gaza já tiveram de deixar suas casas, afirmou neste sábado a agência da ONU para refugiados palestinos.
O número corresponde a aproximadamente metade de toda a população da Faixa de Gaza. A agência da ONU afirmou também que quase todos os moradores de Gaza estão sem fornecimento de água.
O grande gargalo é que a maioria dessas pessoas não tem para onde ir – além da ausência de abrigos e bunkers, a única saída por terra de Gaza, pela fronteira sul com o Egito, é fechada a cidadãos palestinos.


